sábado, fevereiro 05, 2022

Boicote norte-americano a Brizola acabou retardando o desenvolvimento nacional

Publicado em 4 de fevereiro de 2022 por Tribuna da Internet

Imagem analisada visualmente

Desde o início, a preocupação com um ensino de qualidade

César Cavalcanti

Em meio as comemorações do centenário de nascimento de Leonel Brizola, evidenciam-se seus grandes feitos, suas ideias trabalhistas e sua trajetória política ímpar. É de se estranhar que um líder de tal magnitude não tenha conseguido chegar ao poder.

À luz da Historiografia, porém, não há como negar que Brizola sofrera um veto superior, cuja determinação não fora decidida por quem fala português, porque desde o século passado as elites brasileiras se mostram vassalas aos interesses internacionais, especialmente em função dos ditames do imperialismo norte-americano.

VETO DOS EUA – Sim, de forma nenhuma Washington permitiria que Brizola fosse presidente. Para os americanos era inconcebível que Brizola pudesse assumir a presidência do Brasil. 

Muitos livros de cientistas políticos nacionais e de brasilianalistas estrangeiros, especialmente norte-americanos, com vastos relatórios, depoimentos de testemunhas e provas materiais, relatam as preocupações americanas em bloquear Brizola.

Fruto fecundo do Queremismo, movimento no final da década de 1940 que defendia da volta de Getúlio Vargas, o também gaúcho Brizola herdou do ex-presidente e de João Goulart a conceituação mais genuína sobre soberania nacional.

BOICOTE DOS EUA – Aliás, o trabalhismo de Getúlio, Jango e, consequentemente, de Brizola, sofreram diretamente o controle e o boicote de sucessivos governos dos Estados Unidos, preocupados com a possibilidade de o Brasil se aliar à União Soviética, uma expectativa completamente fantasiosa.

 A posição dos Estados Unidos contra Getúlio, Jango e Brizola na verdade não tinha caráter político, o trabalhismo defendido por Alberto Pasqualini não incomodava os americanos, para eles o problema era o nacionalismo desses líderes, que não permitiam que o Brasil se tornasse seguidor de potências estrangeiras.

A questão era econômica, porque o vertiginoso crescimento da indústria brasileira pós-Vargas criara um grande concorrente no quintal dos norte-americanos, como se dizia na época.

A SERVIÇO DO BRASIL – Com Brizola no poder, não seria muito diferente. Até porque suas ações durante o governo do Rio Grande do Sul (1959-1963) revelaram suas ideias e seu comportamento antivassalagem. Foi assim ao desapropriar empresas como a Bond and Share e a Internacional Telephone and Telegraph.

Estes fatos mexeram com os interesses americanos e marcaram Brizola, definitivamente, como opositor aos EUA. Por isso, jamais poderia ser assumir a Presidência, tornando-se o inimigo número da golpe de 1964, como um dos exilados mais vigiados e monitorados pelas agências de inteligência.

Nem mesmo a ação humanitária do presidente Jimmy Carter, ao conceder asilo político a Brizola, devido à sua expulsão do Uruguai, removeu o veto que os americanos armaram contra o líder trabalhista brasileiro.

AJUDA DAS ELITES – Nessa operação de bloqueio a Brizola, os norte-americanos sempre contaram com ajuda preciosa do regime militar e das elites brasileiras, destaque aqui para as famílias Marinho, Mesquita, Frias e Civita, comandando órgãos de imprensa para enfraquecer imagem de Brizola.

Os defeitos de Brizola eram sua independência, sua coragem e sua dedicação ao interesse pública. Disputou eleições, perdeu-as, mas manteve a honra, as ideias coerentes e a dignidade pessoal, como demonstração de sua grandiosidade.

Brizola não chegou a ser presidente. E o Brasil perdeu a grande oportunidade de se desenvolver com base na educação adequada de suas crianças. Todos nós, inclusive as elites, no final saímos perdendo.

Inflação dos Estados Unidos terá impacto na nossa economia e na sucessão presidencial

Publicado em 4 de fevereiro de 2022 por Tribuna da Internet

Arte de Fernando Lopes (Correio Braziliense)

Luiz Carlos Azedo
Correio Braziliense

A inflação nos Estados Unidos terá grande impacto na economia brasileira até as eleições, complicando ainda mais a vida do presidente Jair Bolsonaro. Mas não é um problema somente do governo atual. Quem vencer o pleito, terá que lidar com uma nova realidade, que põe em xeque estratégias tradicionais de retomada do crescimento.

Vamos por partes. No ano passado, a inflação norte-americana chegou a 7%, o maior nível desde 1982, segundo o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês). Por essa razão, analistas econômicos estão prevendo quatro aumentos trimestrais na taxa de juros, com base em declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell. Durante a pandemia, a taxa esteve próxima de zero.

AS MESMAS CAUSAS – A principal causa da alta de preços nos Estados Unidos não difere muito do que ocorre no Brasil e em outros países: a elevação dos custos de produção devido ao encarecimento dos insumos básicos, principalmente o petróleo, que bateu os US$ 80 o barril.

Outras causas são o estrangulamento logístico causado pela crise sanitária mundial, agora agravada pela rápida propagação da variante ômicron da covid-19; a escassez de mão de obra, que joga os salários para cima; e o aquecimento da economia com uma política da expansão fiscal, na qual o governo distribuiu vouchers à população e comprou títulos públicos, para injetar dinheiro no mercado.

Foram dois anos de política fiscal e política monetária “folgadas”, que criaram inflação e a espalharam pelo mundo. Além disso, houve uma espécie de sequestro da demanda global pelos EUA, o que também encarece os produtos. Agora, com a guinada na política monetária anunciada pelo Fed, a alta dos juros deve atrair mais investimentos e retirar recursos dos mercados emergentes, entre os quais o brasileiro.

JUROS EM ALTA – Como a inflação no Brasil também saiu do controle, a alta dos juros pelo Banco Central (BC) será o único recurso para segurar os preços, ainda mais porque o governo Bolsonaro não respeita o chamado teto de gastos.

Mas, ao contrário do que ocorre nos EUA, a elevação da taxa de juros não terá o mesmo impacto na atração de investimentos, por causa das incertezas políticas. Tudo vai ficando para depois das eleições de outubro, inclusive porque o debate sobre o desenvolvimento econômico e o controle da inflação será contaminado pelas promessas eleitorais, muitas das quais inexequíveis.

Nesse quadro, uma das características de Bolsonaro é sua dificuldade de lidar com as novas contingências de seu governo. Foi eleito muito mais pela sorte do que por suas virtudes, mas, diante da conjuntura adversa, como diria Maquiavel a sorte bateu em retirada e, agora, há um deficit de virtudes necessárias para ele se manter no poder.

MEA CULPA – É um caso clássico de governante em apuros diante das adversidades, algumas das quais agravadas por ele próprio, como é o caso da crise sanitária, por exemplo.

Voltando ao ponto de partida, porém, o impacto da alta de juros na nossa economia é uma variável sobre a qual Bolsonaro não tem o menor controle — ou seja, pode ser incluída no rol da falta de sorte. Sua estratégia neste começo de ano está toda voltada para mitigar os efeitos da crise social, com medidas como o Auxílio Brasil, que substituiu o Bolsa família, e o recentíssimo aumento de 33% para os professores, a ser pago principalmente por governadores e prefeitos. O problema é que a inflação e a recessão ameaçam anular os efeitos dessas medidas no decorrer do processo eleitoral.

E a oposição? Pois bem, os candidatos de oposição estão sendo favorecidos por tudo isso, principalmente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entretanto, no debate eleitoral, terão que se posicionar em relação à nova situação da economia.

PÓS-AJUSTE FISCAL – Lula, por exemplo, foi eleito em 2002, depois do ajuste fiscal feito por Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso, com o bem-sucedido Plano Real. No primeiro mandato, manteve as bases dessa política e implementou com sucesso uma política de combate à miséria.

No segundo mandato, beneficiado pelo chamado bônus demográfico e por forte expansão da economia mundial, alavancada pela China, promoveu um ciclo robusto de crescimento, somente interrompido no governo Dilma Rousseff.

A situação da economia agora é completamente diferente, com novos desafios também para Lula e os demais candidatos de oposição. Ciro Gomes (PDT), Sergio Moro (Podemos), João Doria (PSDB), Simone Tebet (MDB), Alessandro Vieira (Cidadania) e André Janones (Avante) estão desafiados a debater alternativas para o crescimento sustentável e o combate às desigualdades com Bolsonaro e Lula.

Bolsonaro é imponderável e os adversários se perguntam se ele vai mesmo tentar a reeleição


Regras claras do governo de Bolsonaro. A charge de Frank Maia | Desacato

Charge do Frank (Arquivo Google)

William Waack
Estadão

Jair Bolsonaro é no momento o fator imponderável das próximas eleições. O comportamento de Lula, seu principal adversário, é o que se esperava e previa. Idem para os demais concorrentes, nenhum deles até aqui uma formidável surpresa – mesmo considerando o “efeito Moro”, em parte já dissipado.

O imponderável associado ao presidente tem menos a ver com a possibilidade de uma “ruptura” institucional, como a pantomima ensaiada no último 7 de setembro. E muito mais com seu notório desequilíbrio pessoal, pautado em grande medida pelo medo de ele ou de seus filhos acabarem presos em caso de derrota eleitoral. Temer foi preso quando deixou a Presidência, e Bolsonaro acha que corre o mesmo risco.

CHANCES REMOTAS – Nas condições atuais os profissionais da política admitem que as chances de Bolsonaro se reeleger são remotas. Seus “aliados” do Centrão o apoiam sobretudo como nome para ajudar na formação de bancadas – o principal foco dos caciques dos partidos, convencidos de que não importa o vencedor, o jogo de governabilidade para valer será na Câmara dos Deputados.

Bolsonaro percebe a iminência da derrota e vem daí a possibilidade que alguns de seus adversários, como Ciro Gomes, do PDT, tratam já abertamente como probabilidade: a de que o “mito” não tente a reeleição. A questão seria, então, negociar algum tipo de “proteção” no caso de perda da prerrogativa por função.

Para concorrer a deputado ou senador, eleições que venceria facilmente, Bolsonaro precisa se desincompatibilizar (os prazos são motivo de diferentes interpretações). O problema está aí: saindo do cargo para concorrer a eleições corre o risco de ser preso.

PROTEÇÃO ESPECÍFICA – “Aqui não há nada contra ele”, diz veterano integrante do STF. Mas, incentivada ou não por Bolsonaro, chegou a ministros da Corte a demanda por saber qual seria o regime jurídico que permitiria ao presidente, por exemplo, ocupar uma embaixada e permanecer “protegido” podendo disputar eleições.

“Ler” o comportamento de Bolsonaro para tentar antecipar suas decisões tem sido atividade com baixa taxa de sucesso, tal o desequilíbrio com o qual age em questões como a vacinação de crianças, que se empenhou em atrapalhar (difícil de entender até pela “racionalidade cínica” do cálculo político-eleitoreiro). Quem tratou com ele recentemente relata certo desinteresse em participar de grandes articulações eleitorais.

 “Nunca exclua aquilo que não se sabe”, diz o mantra da antiga KGB – que foi, antes de mais nada, uma escola de especialistas em informação. O problema, no caso de Bolsonaro, é que talvez nem ele mesmo saiba.

Recordando o Estelionato Eleitoral em véspera de eleição, para fique gravado na memória do povo de Jeremoabo.

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Esse vídeo é de suma importância que seja repetido por inúmeras vezes para que fique gravado na memória no povo de Jeremoabo que  "caíram nesse conto" , verdadeiro estelionato eleitoral em véspera de eleição.
Esse conluio para tomar as eleições da candidata Anabel, usaram métodos escusos, criminosos, onde não se importaram com os meios e, sim com os fins.
Espera-se que a justiça faça a sua parte, e não permita a impunidade.

                                
Charge do Frank (Arquivo Google)

Não importa os meios

Otacílio Lage
Jornalista

 

Nos dias de hoje, banaliza-se tudo, até a vida - mata-se por nada -; gratidão é uma palavra que saiu da cartilha de muita gente; o imediatismo engole multidões; a ganância está no topo das razões de muitas desavenças familiares e comerciais. Para alcançar um fim, lança-se mão de artífices e artimanhas como meios. No seio da sociedade, há excesso de exclusivismo, individualismo, omissão e intriga - levar vantagem em tudo campeia em todos os seus segmentos. (https://www.em.com.br/)


sexta-feira, fevereiro 04, 2022

Prefeito de Jeremoabo cuidando da educação ao seu modo, praticando desperdício na educação.

 






Os vereadores Neguinho de Lié e Antônio Chaves, hoje resolveram documentar mais umas das atrocidades do prefeito de Jeremoabo e seu conluio contra o dinheiro do povo, o retrato do desperdício na educação.
Parece até com uma área após bombardeio aéreo; só que esse bombardeio é contra a educação e contra o dinheiro suado do povo; aliás o prefeito não pode valorizar a educação, já que não passa de uma palavra obscena para o o mesmo.
No local há uma pilha formada por centenas de carteiras escolares, expostas ao sol e à chuva. Muitas delas com a armação em perfeito estado, que poderiam passar por pequenos reparos antes de serem devolvidas às escolas.
Os vereadores só cometeram um erro, deveriam convidar o Ministério Público para ir in loco tomar conhecimento de mais um ato de improbidade administrativa patrocinada pelo prefeito de Jeremoabo e seus auxiliares diretos.

Fiocruz confirma circulação da variante Ômicron em Sergipe

 


A Secretaria de Estado da Saúde (SES) recebeu na tarde desta sexta-feira, 4, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o resultado das primeiras amostras que identificaram a circulação em Sergipe da variante Ômicron da covid-19. Foram analisadas 29 amostras, colhidas no último mês de janeiro e, destas, 26 apresentaram resultado positivo para a Ômicron e três para a Delta.

O diretor de Vigilância em Saúde, Marco Aurélio Góes, disse que o resultado confirmou epidemiologicamente o que a Secretaria de Estado da Saúde reconhecia, ou seja, que a Ômicron já circulava no Estado. Segundo ele, essa variante tem sido responsável pelo aumento do número de casos, refletindo também no crescimento das internações e óbitos.

O diretor explica que as medidas de controle j[a conhecida pela população devem ser reforçadas pela população, a entre elas, o uso de máscara, o distanciamento social e a higienização de mãos e superfícies. “Mas é fundamental que consigamos avançar na vacinação para que possamos ampliar a cobertura vacinal. Para isso, é importante que as pessoas que estão com vacinas atrasadas e as crianças que estão no momento de serem vacinadas, que se vacinem o mais rápido possível”, conclamou.

Marco Aurélio enfatizou que é importante que todos estejam protegidos da grande disseminação da Ômicron e das repercussões que a variante pode trazer para a saúde de todos. E atesta que isso somente é possível com o avanço da vacinação e as medidas de prevenção.

Com informações da SES

Infonet

“Mais importante do que eleição para presidente são as vagas para o STF”, diz Bolsonaro

Publicado em 4 de fevereiro de 2022 por Tribuna da Internet

Rejeição a Bolsonaro chega a 80% nas redes sociais — Conversa Afiada

Bolsonaro incrementa sua campanha pelas redes sociais

Ingrid Soares
Correio Braziliense

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira (4/2) que a indicação de dois ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF) em 2023 será mais importante do que o pleito presidencial deste ano.

“A gente está mudando, não dá para mudar de uma hora para a outra o curso de um transatlântico. Mais importante do que eleição para presidente são as duas vagas para o Supremo no ano que vem”, apontou em conversa com apoiadores nas redes sociais.

JÁ EMPLACOU DOIS – O chefe do Executivo já conseguiu emplacar dois nomes indicados por ele na Corte: o de Kassio Nunes Marques e o de André Mendonça. No último dia 10, ele afirmou “ter na cabeça” os nomes de seus dois próximos indicados ao Supremo, caso seja reeleito. No entanto, não detalhou quem seriam.

Bolsonaro também comentou pesquisa que aponta rejeição maior ao seu governo por parte de mulheres.

“Dá pena. Quero ver se faço uma nova viagem para Roraima, para ver se agora vou a Pacaraima. A média diária de refugiados está batendo 800, a maioria de mulheres e crianças. Segundo as pesquisas, as mulheres não votam em mim. Votam na esquerda. Em pesquisa a gente não acredita. Mas se há reação por parte das mulheres, faz uma visitinha em Pacaraima, Boa Vista, nos abrigos, vê como estão as mulheres lá, fugindo do paraíso socialista defendido pelo PT”, bradou.

O OUTRO LADO – “Você não pode culpar o povo, porque grande parte foi preparado desde a escola a achar que o errado é certo. É comum a gente falar que, até os 20 (anos), quem não foi de esquerda não tinha coração. E se depois dos 30 continua (a ser de esquerda), não tem cérebro. Cabe a gente mostrar o outro lado”, completou.

Na quinta-feira, Bolsonaro disse que vai mudar parte do seu ministério por causa das eleições de outubro. Pelo menos 11 ministros deixarão os cargos para concorrer no pleito. De acordo com o chefe do Executivo, as alterações serão oficializadas no Diário Oficial da União de 31 de março.

“Temos previsto, no momento, 11 ministros para disputar eleições. Obviamente, teremos ministérios-tampão. Não tem nada discutido com ninguém (sobre quem assumirá), para evitar ciumeira. Dia 31 de março tem um pacotão: 11 saem e 11 entram. Da minha parte vocês só vão saber via Diário Oficial da União”, disse ontem à imprensa, em Porto Velho, onde se encontrou com o presidente peruano, Pedro Castillo.

PEC dos combustíveis vai ser tiro no pé de Bolsonaro, alerta a equipe econômica

Publicado em 4 de fevereiro de 2022 por Tribuna da Internet

Entra em vigor o aumento da gasolina

Charge do Duke (domtotal.com)

Valdo Cruz
G1 Brasília

A PEC dos Combustíveis, apresentada quinta-feira (dia 3) por um deputado com o aval do Centrão e da Casa Civil, vai ser um “verdadeiro tiro no pé” do próprio presidente Jair Bolsonaro, que deu sinal verde para a ala política aprovar uma proposta para tentar reduzir o preço da gasolina e do diesel neste ano eleitoral.

O alerta é da equipe econômica, derrotada na reta final pela ala política do governo, que ganhou o apoio do presidente Jair Bolsonaro para que fosse apresentada uma Proposta de Emenda Constitucional reduzindo os tributos federais não só do diesel, mas também da gasolina e do etanol, além do gás de cozinha. E que deve incluir também o ICMS dos Estados.

RECEITA EM BAIXA – Segundo a equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, se o governo reduzir todos os tributos federais sobre gasolina e diesel, como PIS, Cofins e Cide, o Tesouro Nacional deixaria de arrecadar quase R$ 60 bilhões.

Isso irá gerar turbulências no mercado financeiro pelo risco de desajuste nas contas públicas, pressionando o valor do dólar. Se o dólar subir, aí o preço da gasolina e do diesel também devem subir. Ou seja, o efeito pode ser exatamente o contrário do pretendido pela ala política do governo.

Além disso, a equipe econômica avalia que a redução no preço da gasolina e do diesel seria pontual e não mais do que R$ 1 por litro. E que esse corte logo depois seria anulado por uma alta do dólar e pela pressão vindo do exterior com a variação para cima do barril do petróleo.

ERA SÓ O DIESEL – Inicialmente, a equipe econômica havia conseguido o aval do presidente Jair Bolsonaro para que a proposta do governo se concentrasse na redução do diesel, que representaria uma renúncia fiscal na casa de R$ 20 bilhões e seria suportável, segundo avaliação de técnicos do Ministério da Economia.

Só que, nesta quinta-feira (3), a equipe econômica foi surpreendida pela apresentação da PEC pelo deputado Christino Áureo (PP-RJ), propondo a redução de tributos sobre todos os combustíveis.

O texto da PEC, segundo revelou o jornal “Valor Econômico”, foi elaborado por técnicos da Casa Civil, comandada por Ciro Nogueira, gerando mal-estar dentro da equipe econômica.

FUNDO DE ESTABILIZAÇÃO – Enquanto isso, os governadores também fecharam uma posição favorável a apresentação de uma proposta de criação de um Fundo de Estabilização dos Preços dos Combustíveis, ideia criticada também pela equipe econômica.

Segundo o ministro Paulo Guedes, em 80% dos países em que foi criado um fundo para amortecer a alta dos combustíveis, a proposta não deu certo. Além disso, teria também o potencial de gerar mais perda fiscal para o Tesouro Nacional, também na casa de R$ 60 bilhões.

Os governadores argumentam que vão apresentar uma proposta que não implica em perda de receita nem para a União nem para os Estados. A ideia é aumentar o imposto de exportação sobre petróleo e usar o valor extra gerado por outro tributo cobrado na exploração do óleo, a participação especial, por causa do aumento do valor do petróleo no mercado internacional.

BRIGA COM GOVERNADORES – No campo político, Bolsonaro quer aprovar a PEC que autoriza a redução de tributos, acirrando sua guerra contra os Estados. E a ideia é incluir na proposta, durante as discussões na Câmara, também o ICMS.

O objetivo é o presidente Bolsonaro alegar na campanha que fez a sua parte, mas os governadores, não. Só que a equipe econômica teme que a proposta gere exatamente o efeito contrário, desgastando a imagem do presidente em pleno ano eleitoral.

Seria, nas palavras de assessores do ministro Paulo Guedes, um “verdadeiro tiro no pé” de Jair Bolsonaro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Era muito mais simples retomar a antiga política de preços da Petrobras. Essa paridade com a cotação internacional foi determinada no governo Temer, quando o tucano Pedro Parente, um conhecido americanófilo, presidia a Petrobras e queria agradar aos investidores na Bolsa de Nova York. Trata-se de uma política suicida, porque inclui no preço dos combustíveis o Imposto de Importação, além de despesas de frete do Golfo do México até o Rio de Janeiro, taxas portuárias e até seguro pelo transporte. Manter essa política é uma iniciada antinacional, tomada por um general do Exército que já foi até ministro da Defesa, vejam a que ponto este país decaiu… (C.N.)

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