sábado, julho 10, 2021

‘Não posso tomar providência de tudo que chega a mim’, diz Bolsonaro sobre irmãos Miranda

Publicado em 10 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

Jair Bolsonaro, presidente do Brasil

Jair Bolsonaro se omite e ainda tenta bancar o coitadinho

Deu em O Globo

Ao comentar o encontro com o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF)  dia 20 de março, para tratar das irregularidades encontradas no contrato de compra da vacina Covaxin, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, na manhã deste sábado, que não pode tomar providências sobre tudo que chega para ele.

Em entrevista à rádio Gaúcha, durante viagem ao Rio Grande do Sul, Bolsonaro disse ainda que o governo não gastou “um real” com a vacina e que os fatos narrados na CPI da Covid sobre o superfaturamento do contrato são uma “história fantasiosa”. Atacou os senadores Renan Calheiros (MDB-AL), Omar Aziz (PSD-AM) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP), a quem chamou de “bandidos”.

AUDIÊNCIA — “Eu não me reuni… Ele pediu uma audiência pra conversar comigo sobre várias ações. Eu tenho reunião com mais de 100 pessoas por mês, dos mais variados assuntos. Eu não posso simplesmente, ao chegar qualquer coisa pra mim, tomar providência! — afirmou Bolsonaro ao comentar a reunião relatada por Luis Miranda.

Miranda e o irmão dele, o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda, prestaram depoimento na CPI na semana passada. Eles disseram que houve pressão na pasta para liberar a importação da Covaxin, do laboratório indiano Bharat Biotech, e que tiveram um encontro com Bolsonaro relatando o caso.

“A compra seria 400 milhões de doses”, disse o presidente. A compra seria mil por cento sobre o faturamento. Não é a imprensa, é o que a CPI andou falando. Superfaturamento: mil por cento. Dose 15 dólares, passou para 150 dólares. Você multiplica 400 milhões de doses, vezes 150 dólares, vezes 5 reais. Isso dá 300 bilhões de reais. Isso é um coisa absurda, pelo amor de Deus. Eu assinei uma MP de 20 bilhões para comprar vacina para todo mundo. É uma história fantasiosa. Só serve a Renan Calheiros, só serve a Omar Aziz ou aquele deputado Randolfe lá do Estado dele, não é nada isso aí!” — disse Bolsonaro.

‘TRÊS BANDIDOS’ – O senador Omar Aziz (PSD-AM), em conjunto com o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e o relator, Renan Calheiros (MDB-AL), enviou uma carta ao presidente para que ele confirme ou negue denúncias do deputado federal Luis Miranda feitas à CPI.

Neste sábado, Bolsonaro voltou a dizer que não irá responder a carta dos senadores, a quem classificou como bandidos. “Não tenho obrigação de responder. Ainda mais carta pra bandido. Três bandidos” — disse.

Não é a primeira vez que Bolsonaro ataca os senadores. Acuado por investigações da CPI, o presidente disse na quinta-feira que  Aziz (PSD-AM) “desviou” R$ 260 milhões. Em resposta, Aziz negou a acusação e acusou o presidente de ser “contra a ciência” e “tentar desqualificar as vacinas” contra a Covid-19.

ATAQUE A RENAN – Em conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada, Bolsonaro também atacou o relator da CPI, Renan Calheiros. Em resposta às suspeitas de irregularidades nas compras de vacina, o presidente disse que o governo tem vários filtros internos para impedir isso:

“Como é que você vai fazer uma sacanagem dessa? Só na cabeça de um que desvia no seu estado 260 milhões, como o Omar Aziz  desviou, que pode falar isso daí. Só um cara com 17 inquéritos por corrupção e lavagem de dinheiro no Supremo, faz”, disse Bolsonaro, referindo-se a Renan Calheiros.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Bolsonaro é totalmente despreparado. Com essa frase, ele reconhece que não tomou nenhuma providência diante da gravíssima denúncia dos irmãos Miranda sobre corrupção na compra de vacinas. Ou seja, tacitamente, tornou-se o que se chama de ”réu confesso”, algo difícil de se ver ao vivo e a cores. (C.N.)

Ciro Gomes e Lula telefonaram para Omar Aziz após manifestação oficial das Forças Armadas


Ciro Gomes diz que o ministro da Defesa fez ataque descabido

Camila Mattoso
Folha

Presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM) recebeu ligações de Ciro Gomes (PDT-CE) e Lula (PT-SP) após a nota de repúdio contra falas dele emitida pelo ministro Walter Braga Netto, da Defesa, e pelos comandantes das Forças Armadas.

Ambos manifestaram solidariedade. “Liguei para me solidarizar com ele e com todos os senadores membros da CPI, pelo ataque descabido feito pelo ministro da Defesa”, disse Ciro ao Painel.

 GRANDE SERVIÇO – “A CPI está prestando um grande serviço ao Brasil, ao mostrar todos os crimes de Bolsonaro contra os brasileiros”, acrescentou o pré-candidato do PDT. Lulam porém,  não quis comentar.

Aziz afirmou em sessão da CPI que há muitos anos o Brasil “não via membros do lado podre das Forças Armadas envolvidos com falcatrua dentro do governo”.

Em nota oficial, compartilhada pelo presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais, Braga Netto e os comandantes reagiram dizendo que o senador, em sua fala, desrespeitou as Forças Armadas e generalizou esquemas de corrupção.

RECADO INTIMIDATÓRIO – O texto foi considerado fora do tom e de caráter intimidatório por diversos parlamentares. E o senador Aziz classificou a reação dos militares como desproporcional.

Nesta sexta-feira (9), em entrevista, o presidente do Congresso Rodrigo Pacheco (DEM-MG) disse que não aceitará retrocessos à democracia do país.

“Nós não podemos admitir qualquer tipo de fala, de ato, de menção que seja atentatória à democracia ou que estabeleça um retrocesso naquilo que, repito, a geração antes da minha conquistou e que é nossa obrigação manter, que é a democracia no nosso país”, afirmou Pacheco, em recado também a Jair Bolsonaro.

Virou moda Posto de Combustível ser assaltado em Jeremoabo.

 

                                                Foto Divulgação


Estou apenas transcrevendo a mensagem recebida agora à tarde neste sábado (10.07).


[10/7 16:40] +55 75 9154-5212: Mais um assalto em Jeremoabo, novamente o Posto Ararinha azul do centro de Jeremoabo foi assaltado nesse sábado por volta de uma hora da tarde. Jeremoabo está entregue a bandidagem e as drogas.

Absurdo já e o segundo assalto dentro de 2 de pouco tempo ,Jeremoabo está sem segurança geral."(sic).
Ass: Cidadão indignado.



De que adianta mesa de anestesia se no hospital não existe médico especializado?

 Num hospital onde um paciente com suspeita de enfarto, procura socorro médico, é tratado como se  de ressaca estivesse, vindo em seguida a óbito, tem condições de fazer cirurgia?

Fazer propaganda paga com o dinheiro do contribuinte é fácil, agora prestar atendimento com profissionais polivalentes e sem condições de trabalho é uma temeridade.

Será que o hospital da propaganda cumpre essas normas?

Direitos dos Pacientes: quais são as obrigações do seu médico e do hospital #qualidadedevida #direitodoidoso



 Quais são seus direitos como paciente?

Nós sabemos quais são nossos deveres e como devemos nos comportar em uma consulta médica, mas e quais são as obrigações dos médicos e nossos direitos?
Os direitos dos pacientes estão dispostos na Constituição Federal, no Código de Ética Médica, no Estatuto do Idosos e no Estatuto da Criança e do Adolescente, na Declaração Universal dos Direitos Humanos, em leis federais e estaduais e em portarias do Ministério da Saúde.
– Direitos dos pacientes:
Receber atendimento médico é um direito de todos:
• Todo cidadão tem direito a cuidados médicos, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, sexo, idade, condição social, nacionalidade, opinião política, religiosa ou de outra natureza, ou por ser portador de qualquer doença, infecto-contagiosa ou não.
• A maternidade e a infância requerem cuidados especiais.
• Todo paciente tem direito a atendimento gratuito e atencioso, em instituição pública ou privada conveniada com o SUS, respeitados seus interesses, segurança e pudor, em local digno e adequado.
• Serão utilizados todos os recursos disponíveis para exames e tratamento em favor do paciente.
• É direito do paciente receber tratamento de urgência em períodos festivos, feriados ou durante greves profissionais, devendo os hospitais e clínicas manter serviços de emergência preparados para prestar atendimento.
• Em caso de urgência, o paciente tem direito a atendimento imediato na unidade em que estiver, se não houver outro médico ou serviço de saúde em condições de fazê-lo.
• O paciente, ou seu responsável, tem direito a ficha clínica ou prontuário médico individual, com resultado dos exames, descrição de seu estado de saúde e do tratamento a que está
sendo submetido.
– Todo paciente até 17 anos ou acima de 60 anos tem direito a um acompanhante tempo integral
• Os estabelecimentos de atendimento à saúde deverão proporcionar condições para a permanência, em tempo integral, de um dos pais ou responsável, nos casos de internação de crianças e adolescentes (até 17 anos).
• É obrigatório aos hospitais públicos, contratados ou conveniados com o SUS, viabilizar meios que permitam a presença de acompanhante de pacientes maiores de 60 anos de idade, durante o período de internação.
– Todo paciente tem direito a explicações sobre os tratamentos que serão realizados:
• Qualquer procedimento médico (exame ou tratamento) será realizado com o conhecimento e consentimento prévio do paciente. Para isso, ele pode exigir explicações claras sobre seu estado de saúde, os métodos e resultados de seus exames, o tratamento a que deve ser submetido, bem como os riscos, objetivos e a provável duração deste. Além do mais, o médico deverá fornecer todas as explicações necessárias, em linguagem clara e acessível ao paciente, de forma que ele compreenda plenamente todas as questões envolvidas.
• Se o médico julgar que uma comunicação direta ao paciente pode causar-lhe danos, ou, ainda, se ele não estiver em condições de compreender, as explicações serão fornecidas a seu responsável, que dará, ou não, consentimento para os procedimentos médicos. O paciente, ou seu responsável, tem direito de desistir do consentimento dado anteriormente. O médico poderá solicitar que o paciente, ou seu responsável, dê o consentimento por escrito, assim como declaração da desistência do exame ou tratamento. Quando o paciente estiver correndo risco de vida, o médico responsável determinará os
exames e tratamentos necessários, independentemente de conhecimento ou consentimento prévios do paciente.
• Serão informadas ao paciente as prováveis causas de sua doença e as condições que podem agravá-la. Quando trabalhador, o paciente será alertado sobre condições de trabalho que coloquem em risco sua saúde.
• As receitas médicas serão dadas por escrito, em letra legível, e nelas deverão constar identificação clara do nome do médico e seu número de registro no Conselho Regional de Medicina. Delas constarão o nome comercial do medicamento e do genérico, quando houver, e a forma de utilização.
• É direito do paciente solicitar todo esclarecimento que julgar necessário para o tratamento correto.
– Sigilo médico é lei
• As informações sobre o paciente são segredos profissionais. O médico só poderá revelá-las com autorização expressa do paciente ou se houver riscos à saúde de terceiros, à saúde pública ou por imposição legal. Se o paciente não tiver capacidade de avaliar e solucionar seus problemas, e a não-revelação de seus segredos puder acarretar danos à sua saúde, as informações serão reveladas ao seu responsável.
Todo médico deverá utilizar materiais descartáveis no tratamento e só realizar procedimentos de pesquisa com o consentimento do paciente
• É direito do paciente exigir que todo material utilizado nos procedimentos médicos seja descartável ou esterilizado e manipulado higienicamente. Quando estiver internado, o paciente tem direito a alimentação adequada e higiênica, preparada sob orientação de nutricionista.
• Nos casos de procedimentos especiais, como doação e transplante, esterilização, fecundação artificial e abortamento, é direito do paciente receber todos os esclarecimentos, inclusive sobre seus aspectos legais.
• O paciente tem direito de recusar ou consentir em ser submetido a exames ou tratamentos experimentais ou que façam parte de pesquisa. Caso o paciente seja consultado sobre consentimento para utilização de métodos experimentais ou participação em pesquisas, é seu direito ser informado sobre os benefícios, riscos e probabilidades de alteração em suas condições de dor, sofrimento e desenvolvimento da doença. O consentimento será feito por escrito. Se o paciente não estiver em condições de decidir, qualquer experiência ou pesquisa só poderá ser feita se for para seu próprio benefício e com o consentimento por escrito de seu responsável.
– Atestado médico é direito de todo paciente
• É direito do paciente receber declaração, atestado ou laudo médico para apresentação a seu empregador,assim como para transferência ou encaminhamento a outro profissional ou unidade de saúde para continuidade do tratamento ou na alta. Tais declarações serão dadas por escrito, em letra legível, assinadas, com identificação clara do nome do médico e seu número de registro no Conselho profissional.
• É direito dos familiares de paciente falecido serem imediatamente avisados de sua morte e receberem declaração de óbito emitida pelo médico que o assistia, exceto quando houver evidências de morte violenta.
• Ao prestar serviço em unidades públicas, o médico é proibido de encaminhar o paciente a serviços particulares, que acarretem despesas ao paciente.
• O paciente tem o direito de não ser abandonado pelo médico que o mantém sob seus cuidados. Para renunciar ao atendimento, o médico deve comunicar a renúncia ao paciente ou ao seu responsável legal, assegurando-se da continuidade dos cuidados e fornecendo todas as informações necessárias ao médico que o suceder.
Extraído do livro “Use as Leis a Seu Favor”
http://conselhos.piracicaba.sp.gov.br/


Estudo da Fiocruz mostra efetividade das vacinas em idosos

Estudo da Fiocruz mostra efetividade das vacinas em idosos
Foto: Reprodução / FioCruz

Uma pesquisa feita pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) constatou que o esquema vacinal completo contra covid-19 (duas doses) garante taxas de efetividade médias de 79,8% em pessoas com 60 a 80 anos e de 70,3% em idosos com mais de 80 anos.

 

Considerando-se uma média daqueles que receberam o esquema vacinal completo e aqueles que tomaram apenas a primeira dose, as taxas de efetividade ficam em 73,7% em idosos com até 79 anos e de 63% em pessoas com 80 anos ou mais, de acordo com a Agência Brasil. 

 

O estudo considerou os imunizados com Coronavac e AstraZeneca e foi feito com base em registros de hospitalização e morte por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), o que permitiu avaliar a efetividade em relação à redução de casos graves e óbitos.

 

As duas vacinas têm, no entanto, taxas diferentes. Na Coronavac, por exemplo, a taxa de efetividade para pessoas com esquema vacinal completo é de 79,6% para pessoas com 60 a 79 anos e de 68,8% em idosos com 80 anos ou mais.

 

Se forem considerados todos os imunizados, ou seja, aqueles com esquema vacinal completo e os que tomaram apenas a primeira dose, as taxas são de 70,3% em pessoas com 60 a 79 anos e de 62,9% em idosos com 80 anos ou mais, no caso da Coronavac.

 

Para a AstraZeneca, no entanto, não foi possível avaliar a efetividade com o esquema vacinal completo, já que a segunda dose só é aplicada três meses depois da primeira. Portanto, a Fiocruz trabalhou com estimativas. A taxa de efetividade da AstraZeneca com aqueles que receberam pelo menos a primeira dose chegou a 81,7% para pessoas com 60 a 79 anos e de 62,8% naqueles com 80 anos ou mais.

 

“A efetividade da vacinação continuará a ser avaliada, buscando estimar os dados de efetividade das vacinas com sua utilização no mundo real, no contexto epidemiológico e das variantes circulantes. Nesse sentido, os dados obtidos até o momento refletem principalmente as evidências de proteção vacinal frente à variante gama, preponderante no país neste período”, informa nota técnica divulgada pela Fiocruz.

 

A nota destaca ainda que medidas restritivas e o uso de máscaras podem influenciar no aumento de infecções por covid-19. “O relaxamento de medidas não farmacológicas após a vacinação, como uso menos frequente de máscara e aumento nas interações sociais presenciais sem os devidos cuidados de distanciamento e ventilação, induzem a maior risco de infecção”.

Bahia Notícias

Sob críticas, reconhecimento facial chega a 20 estados do país

por Victoria Damasceno e Samuel Fernandes | Folhapress

Sob críticas, reconhecimento facial chega a 20 estados do país
Foto: Alberto Maraux/ SSP-BA

Bastam alguns para que um algoritmo de reconhecimento facial identifique uma pessoa, correlacionando seu rosto com milhões de faces de um banco de dados. Caso seja procurada pela Justiça, a pessoa pode ser abordada pela polícia dentro de alguns minutos. Se for muito parecida com uma, também.
 

Vinte estados das cinco regiões do Brasil utilizam ou estão implementando a tecnologia de reconhecimento facial na segurança pública local. Outros três estudam sua implementação e apenas quatro estados não utilizam, não tiveram contato com o sistema ou planejam utilizá-lo. Os dados foram levantados pela reportagem por meio das secretarias estaduais de Segurança e das polícias Civil e Militar.
 

A tecnologia também será usada pela Polícia Federal. O órgão anunciou um sistema que irá coletar, armazenar e cruzar dados pessoais de 50,2 milhões de brasileiros. Para isso, o programa utilizará registros do reconhecimento facial e impressão digital, além de unificar dados das secretarias de Segurança estaduais.
 

No combate ao crime, a tecnologia é usada para capturar foragidos e procurados da Justiça, mas os governos locais também a utilizam para buscar desaparecidos. Na maioria dos casos, as polícias mantêm a operação 24 horas por dia. Em outros, apenas em grandes eventos como o Carnaval.
 

Em São Paulo, o sistema foi implementado em 2020, com o objetivo de ser usado como apoio às investigações policiais. São cerca de 30 milhões de faces registradas, o que, segundo a Secretaria de Segurança Pública do estado, "permite maior celeridade, confiabilidade e capacidade de processamento das demandas cotidianas".
 

A pasta não respondeu como a polícia opera quando alguém é reconhecido. Declarou que as faces utilizadas pelo sistema são provenientes do banco de dados da Polícia Civil, mas não informou a origem das informações do banco.
 

A Bahia usa o reconhecimento facial desde 2018 . O sistema é alimentado pelo Banco Nacional de Mandados de Prisão, que possui cerca de 333,5 mil foragidos e procurados da Justiça. Até o dia 16 de junho, 209 procurados tinham sido presos com o auxílio da tecnologia.
 

Nenhum algoritmo desenvolvido até agora, no entanto, oferece 100% de precisão. Todos estão sujeitos a erros. No caso da população negra, as chances de reconhecimentos falhos são ainda maiores.
 

Em 2018, o projeto Gender Shades, desenvolvido pelas pesquisadoras em inteligência artifical Joy Buolamwini e Timnit Gebru, verificou a precisão do reconhecimento facial em quatro diferentes categorias: mulheres de pele mais escura, homens de pele mais escura, mulheres de pele mais clara e homens de pele mais clara.
 

Foram avaliadas tecnologias desenvolvidas pela Microsoft, a IBM e a chinesa Megvii. As pesquisadoras utilizaram 1.270 rostos de três países africanos e três países nórdicos. O algoritmo que se saiu melhor tinha precisão de 100% para homens de pele mais clara e 79,2% para mulheres de pele mais escura. O que teve o pior desempenho reconhecia homens de pele mais clara com 99,7% de precisão, enquanto mulheres de pele mais escura com 65,3%.
 

Para que um rosto seja reconhecido com o maior nível de similaridade possível, o algoritmo precisa ser treinado com um grande número de faces de pessoas de diferentes tons de pele, gênero e idade. A maioria dos sistemas desenvolvidos até agora foi treinada com pessoas brancas, o que dificulta o reconhecimento de outras raças.
 

A explicação é de Pablo Nunes, coordenador do Cesc (Centro de Estudos de Segurança e Cidadania) e responsável pelo Panóptico, um monitor de projetos de reconhecimento facial no Brasil. Ele conta que o local onde o algoritmo é criado também influencia na sua precisão, por refletir seus criadores e a população local.
 

"Algoritmos de reconhecimento facial confeccionados nos Estados Unidos e Europa, por exemplo, têm muita dificuldade não só com pessoas negras, mas principalmente com mulheres negras e pessoas asiáticas", diz.
 

Na sua avaliação, a aplicação desses sistemas na segurança pública brasileira pode agravar problemas já existentes. Não aumentaria, por exemplo, a efetividade policial, pois seriam muitos os recursos gastos com agentes atendendo falsos positivos, devido à rapidez da tecnologia. Por outro lado, poderia escalar a violência nas abordagens de pessoas negras.
 

Um estudo da Rede de Observatórios de Segurança monitorou prisões e abordagens feitas com a tecnologia nos estados da Bahia, Ceará, Paraíba, Rio de Janeiro e Santa Catarina entre março e outubro de 2019. Nos casos em que havia informação sobre raça, 90,5% eram negras.
 

A LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), que dispõe sobre o tratamento de dados pessoais no Brasil, não dispõe sobre os mecanismos de reconhecimento facial.
 

Ana Carolina Lima, advogada e diretora executiva do AqualtuneLab, um laboratório jurídico sobre raça, tecnologia e direito, afirma ser necessário criar leis específicas. "Quando empresas e órgãos públicos de segurança pública colhem dados sobre pessoas a fim de fiscalizar, vigiar, monitorar comportamentos, isso precisa ser feito com a máxima transparência possível."
 

Nos EUA, a falta de regulamentação e as prisões injustas com o auxílio da tecnologia fizeram com que cidades como São Francisco e Boston barrassem o uso do sistema em seus departamentos de polícias. Uma pesquisa realizada pela faculdade de direito da Universidade Georgetown afirma que metade dos adultos do país tem seus rostos em bases de dados de agências de segurança.
 

No último dia 15, foi proposto no Congresso americano um projeto de lei que proíbe o governo federal de utilizar o reconhecimento facial na segurança pública sem que existam leis específicas sobre o tema.
 

A proposição segue parte do relatório de Princípios Orientadores Para o Uso da Tecnologia de Reconhecimento Facial pela Polícia, feito por entidades.
 

Uma das cinco diretrizes do documento diz que a tecnologia só deve ser usada em investigações, e não deve ser considerada como o único motivo para a ação da polícia.
 

No Brasil, em estados como o de São Paulo e do Rio de Janeiro, o reconhecimento não é o único fator levado em conta nas investigações. Isso gera, porém, o alargamento da porta de entrada para o sistema carcerário, de acordo com Enedina do Amparo Alves, advogada e doutora em Ciência Sociais pela PUC (Pontifícia Universidade Católica).
 

"O problema é enxergar essa tecnologia como uma nova forma de diluição do racismo via dispositivos digitais", diz.

Simone Tebet afirma que CPI já reuniu elementos para impeachment de Bolsonaro

Publicado em 10 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

A presidente da CCJ ressaltou que proposições sobre porte e posse de armas de fogo precisam ser debatidas no Congresso por meio de projetos de lei, e não por meio de decreto presidencial

Simone afirma que a CPI teve resultados impressionantes

José Carlos Werneck

A senadora Simone Tebet (MDB-MS) não integra oficialmente a CPI da Covid no Senado, mas foi a responsável por duas das intervenções mais importantes na comissão até agora: conseguiu do deputado Luis Miranda o nome do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros, citado por Bolsonaro como responsável pela pressão pela compra da vacina indiana Covaxin, hoje sob investigação, e dias depois mostrou modificações grosseiras em documento apresentado pelo ex-número 2 da Saúde, o coronel Élcio Franco, e o ministro Onyx Lorenzoni, da Secretaria-Geral da Presidência, para rebater as acusações de irregularidades.

A parlamentar acha que a CPI já reuniu elementos suficientes para justificar um pedido de impeachment do presidente da República, por sua conduta durante a pandemia, destacando que mesmo sem que tenha atingido, até agora, os 342 votos necessários na Câmara dos Deputados, tal situação pode mudar nas próximas semanas, conforme avancem as investigações da CPI.

NOVOS ELEMENTOS – “É preciso aguardar o término desse período normal da CPI, que termina em trinta dias. Nós teremos, a partir daí, provavelmente, novos elementos que possam reforçar a perda da base parlamentar do presidente da República”, disse ela em entrevista concedida ao jornal “O Estado de São Paulo”.

Sobre a compra da Covaxin, ela não tem dúvidas que houve prevaricação, pois os servidores públicos que tinham obrigação de investigar fizeram vista grossa para as irregularidades.

“Agora, quem prevaricou? A pergunta que se faz é: quem é que vai assumir essa responsabilidade em nome do presidente da República?”, questionou.

JÁ DEU RESULTADO – Para ela, a CPI da Covid “já deu resultado” ao pressionar o governo para mudar de atitude na condução da pandemia.

“A CPI, se acabasse hoje, já teria dado resultado. Já seria considerada a CPI mais importante, com mais resultados, da história das CPIs do Congresso Nacional”, afirmou Simone Tebet, que é pré-candidata a presidente pelo MDB.

Bolsonaro ameaça eleições e quer ser imperador do Brasil


Charge do Pataxó (Arquivo do Google)

Pedro do Coutto

Na edição da Folha de São Paulo desta sexta-feira, Ricardo Della Coletta publica reportagem sobre as afirmações feitas por Jair Bolsonaro na última quinta-feira aos seus apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada.

Durante a fala transmitida por um site bolsonarista, o presidente da República disse textualmente que as eleições do próximo ano serão limpas: “ou fazemos eleições limpas no Brasil ou não temos eleições”, afirmou.  O absurdo causa perplexidade, embora se trate de atitude repetida, pois se não houver eleições quem ocupará o poder? Ele próprio, Jair Bolsonaro.

IMPERADOR – Ao dizer isso, o presidente se autoproclama imperador do Brasil. Não há outra interpretação. Bolsonaro sabe bem que o projeto do voto impresso será rejeitado pela Câmara e nem irá ao Senado. Portanto, já joga com a hipótese de fraude na urna eletrônica, colocando uma situação impossível. Como poderia haver fraude por parte da oposição quando o governo é que tem as engrenagens de fiscalização do pleito ?

Ele envereda pelo caminho do golpe, contando com o apoio de parte das Forças Armadas porque já verificou que a sua posição eleitoral não é nada boa. Bolsonaro busca fortemente encontrar um pretexto para justificar a sua derrota como consequência de uma fraude. Como aliás procedeu o ex-presidente Donald Trump nos Estados Unidos. Aliás, Bolsonaro na ocasião, sem base alguma, afirmou que houve fraude nos Estados Unidos.

Portanto, o universo político brasileiro deve se preparar para uma investida fora das urnas, voltada para torpedear a democracia e bloquear a transmissão do poder em decorrência do voto livre. Bolsonaro, no fundo, já demonstrou isso várias vezes, e tenta se perpetuar no poder, transformando-se em imperador.

INFLAÇÃO – O IBGE, segundo informa Leonardo Vieceli, Folha de São Paulo de ontem, na pesquisa que realizou para classificar a inflação no mês de junho, só encontrou um acréscimo de 0,5%, apesar do reajuste da energia elétrica, da gasolina, do óleo diesel e do gás de cozinha.  Entretanto, assinala que de junho de 2020 a junho de 2021, o índice inflacionário atingiu 8,3%, muito acima da previsão inicial do governo e do sempre otimista em relação às finanças públicas, o ministro Paulo Guedes.

Guedes, aliás, na quinta-feira, preocupado com a reação de 120 empresas contrárias à reforma do Imposto de Renda, foi a São Paulo e informou que fará mudanças no projeto original do governo. Entretanto, na reunião que convocou, grandes nomes da indústria não compareceram.

Verificou-se portanto uma reação do meio empresarial que se preocupa com a retração econômica e com a hipótese de uma taxação maior no Imposto de Renda. Guedes deve ter se equivocado ao aceitar de sua equipe um projeto dessa ordem, pois ele é um defensor do liberalismo que tem como uma de suas vertentes a mão de tigre do mercado.

DATAFOLHA –  Na noite de ontem, sexta-feira, o jornalista César Tralli, na GloboNews, anunciou os números da nova pesquisa do Datafolha sobre as tendências para sucessão de 2022 se as eleições fossem hoje. Num cenário total, Lula, no primeiro turno, obteria 46% dos votos contra 24% de Bolsonaro e 8% de Ciro Gomes.

Os outros nomes pesquisados apresentaram tendências mínimas. Comentarei a pesquisa mais amplamente na edição de amanhã, mas chamo a atenção para um detalhe; o quadro revelado para o segundo turno: Lula 58%, Bolsonaro 31% e uma autêntica surpresa, se o páreo fosse entre Ciro Gomes e Bolsonaro, Ciro venceria por larga margem.

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