sábado, julho 10, 2021

Pacheco reage contra Bolsonaro: “Quem pretender retrocesso democrático será inimigo da nação”

Publicado em 9 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, durante entrevista à CNN Brasil(foto: Reprodução/YouTube CNN Brasil)

Pacheco descola de Boldonaro e critica as posturas dele

Julia Lindner
O Globo

 Após o presidente Jair Bolsonaro voltar a colocar em dúvida a segurança das eleições, o presidente do Senado e do Congresso, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou que “todo aquele que pretender algum retrocesso ao Estado Democrático de Direito será apontado pelo povo brasileiro como inimigo da nação”.

Pacheco disse que confia na justiça eleitoral brasileira e que não acredita que o sistema esteja suscetível a fraudes em 2022.

TUDO PELA DEMOCRACIA — “Não podemos admitir qualquer tipo de fala, de ato, de menção que seja atentatória à democracia ou que estabeleça um retrocesso na democracia. Tudo quanto houver de especulações em relação a algum retrocesso á democracia, como a frustração das eleições próximas, é algo que o Congresso, além de não concordar, repudia veementemente. Nós não admitiremos nenhum retrocesso nesse sentido”, assinalou.

Pacheco também manifestou solidariedade ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, chamado de “imbecil” por Bolsonaro. “Discordo de qualquer ataque pejorativo que seja feito a ele (Barroso) ou a qualquer cidadão.”

ELEIÇÃO É INEGOCIÁVEL – Em mais de um momento, Pacheco garantiu que as eleições acontecerão no próximo ano. Ele reforçou que as eleições e a democracia são inegociáveis:

— As eleições são uma realidade da democracia brasileira, são inegociáveis e o formato dessas eleições, que é algo que se discute muito hoje na sociedade, sobre a manutenção do formato atual ou de uma nova tecnologia através do voto auditável, é uma discussão que haverá de se ter com todos os personagens da República, mas sem ataque a pessoas. Essa discussão não será feita pelo Executivo, não será feita pelo TSE, e sim pelo Congresso.

— Nesse momento precisamos de união de pacificação de busca de consenso, mas também precisamos também de firmeza para poder afirmar princípios e preceitos constitucionais que não serão transigidos em hipótese alguma pelo Congresso Nacional — disse Pacheco.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Bolsonaro não está bem. Demonstra enfrentar um grave desequilíbrio emocional. Precisa de tratamento, caso contrário explode antes da eleição
(C.N.)


Intimidação sugere que militares estariam dispostos a tudo para proteger um presidente fracassado


CRISE - Militares: até eles estavam insatisfeitos com o início de Bolsonaro

Fotomontagem da Veja

Bernardo Mello Franco
O Globo

Quando o Brasil ultrapassou as 70 mil mortes pelo coronavírus, o ministro Gilmar Mendes criticou a militarização do Ministério da Saúde e avisou que o Exército estava se associando a um genocídio. Um ano e 460 mil mortes depois, as Forças Armadas também precisam explicar o envolvimento de oficiais em suspeitas de corrupção.

Ao menos seis militares entraram na mira da CPI da Covid, que apura negociatas na compra de vacinas. A tropa inclui um general, três coronéis, um tenente-coronel e um ex-sargento da Aeronáutica acusado de cobrar propina de um dólar por dose.

REAÇÃO MILITAR – O senador Omar Aziz se referiu a esses fatos quando lamentou o envolvimento de “alguns” oficiais em falcatruas. Em vez de colaborar com as investigações, a cúpula militar resolveu ameaçar a CPI.

A nota divulgada pelo ministro da Defesa e pelos três comandantes militares é uma peça de intimidação explícita. Os signatários acusam o senador de “desrespeitar as Forças Armadas” e “generalizar esquemas de corrupção”. Quem assistiu à sessão do Senado sabe que isso não ocorreu.

Aziz disse que “os bons das Forças Armadas devem estar muito envergonhados com algumas pessoas que hoje estão na mídia”. Em seguida, elogiou os militares e manifestou respeito pela instituição. “Quando a gente fala de alguns oficiais do Exército, é lógico, nós não estamos generalizando”, ressaltou.

VOZ DE PRISÃO – A Defesa levou quase nove horas para reagir. Curiosamente, só se mexeu depois de Aziz dar voz de prisão ao ex-sargento Roberto Dias, que mentiu e foi desmascarado diante das câmeras. Além de distorcer as palavras do senador, a nota dos militares termina em tom de ameaça. Diz que as Forças Armadas “não aceitarão qualquer ataque leviano”. Faltou explicar se a resposta virá a bordo de tanques, fragatas ou aviões de combate.

Jair Bolsonaro já mostrou que fará de tudo para obstruir o trabalho da CPI. Nas últimas semanas, ele chamou senadores de “patifes”, “picaretas” e “bandidos”. Ontem usou um termo chulo para reforçar as agressões.

Ao insinuar uma quartelada, a cúpula militar se associa a essa tática de intimidação. E sugere que está disposta a romper a legalidade para proteger um presidente rejeitado pela maioria dos brasileiros.

Com ataques em linguagem chula, Bolsonaro está ficando cada vez mais sozinho, patético e ridículo

Publicado em 10 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Brum (Tribuna do Norte)

Merval Pereira
O Globo

Bolsonaro quer ampliar os limites para ver o que vai acontecer. Está muito preocupado com a queda de popularidade especialmente por causa das revelações de corrupção, incompetência e várias outras irregularidades no ministério da Saúde expostas na CPI.

E ele está certo de que no final será acusado formalmente de prevaricação e culpado pela morte de milhares de brasileiros. Por isso, sobe o tom para tentar criar uma crise institucional mas, até agora, não está conseguindo seu objetivo.

NOTA DOS MILITARES – Mesmo a nota dos ministros militares contra a CPI não teve grande repercussão na imprensa, porque é tão descabida e tão distorcida, que surpreende pelo fato de que tiveram quase 10 horas para pensar no assunto e soltaram uma nota fora de propósito, abusiva, que não corresponde ao que fora dito na CPI.

A questão de o senador Omar Aziz ter se referido à banda podre das Forças Armadas, pela relação que pode ser feita com os milicianos, é um preciosismo, pois em toda profissão existe uma banda podre.

Os militares estão muito suscetíveis porque militarizaram o ministério que está tendo problemas com corrupção. Foi um erro deles participarem do governo neste nível.

VITÓRIA DE LULA – Bolsonaro sabe que perderia se a eleição fosse hoje. E a possibilidade de uma vitória de Lula incomoda muito os militares, incentivados pelo presidente.

É uma crise que ele está tentando montar, chamando ministro do STF de imbecil, idiotia e otário. Mas se continuar assim, pode ser que acabe virando apenas um personagem ridículo, patético.


Com 25% dos votos, maior problema de Bolsonaro é o aumento da rejeição a seu nome.

 Publicado em 10 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

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Charge do Brum (Tribuna do Norte)

Bruno Boghossian
Folha

Os 25% de intenção de voto registrados na nova pesquisa do Datafolha ainda fazem de Jair Bolsonaro um candidato competitivo para 2022, mas seu caminho até a reeleição fica cada vez mais estreito.

Apesar da fidelidade de uma fatia do eleitorado, a disparada do índice de rejeição ao presidente limita sua capacidade de conquistar ou recuperar votos até o ano que vem.

REJEIÇÃO ALTA – No mais recente levantamento do instituto, 59% dos entrevistados disseram que não votariam em Bolsonaro “de jeito nenhum” na próxima eleição. Seus adversários Lula (PT) e João Doria (PSDB) aparecem bem atrás nesse quesito, com 37%.

O índice de brasileiros que se recusam a votar em Bolsonaro é bem maior do que o registrado às vésperas do primeiro turno de 2018, quando 44% rejeitavam o então candidato. Os números apontam que aquela reprovação original se somou a uma avaliação negativa construída ao longo do mandato.

A taxa de Bolsonaro tem poucos precedentes entre governantes que disputaram a reeleição em anos recentes. No início de 2006, 33% dos brasileiros diziam não votar em Lula de jeito nenhum. Ainda em 2013, Dilma Rousseff aparecia com essa rejeição na faixa dos 30%.

TEMER RECORDISTA – O único dado semelhante aparece no caso de Michel Temer. Quando dirigentes do MDB fingiam interesse em lançar o então presidente à reeleição, em 2018, chegava a 64% o percentual de brasileiros que se recusavam a votar nele. A diferença é que Temer tinha apenas 2% das intenções de voto.

Bolsonaro parte de um patamar maior de adesão a sua candidatura e tem nas mãos a máquina de um governo que pode ser usado para a reduzir seus índices negativos, abrindo espaço para a obtenção de mais votos. A rejeição em disparada, no entanto, faz com que o bônus da reeleição seja limitado.

Qualquer governante tem vantagem na disputa por um segundo mandato, mas o trabalho se torna mais custoso quando suas taxas negativas parecem cristalizadas. O índice de 59% é um obstáculo significativo para Bolsonaro, especialmente porque as crises sucessivas enfrentadas pelo governo ajudaram a consolidar a oposição de uma fatia considerável de eleitores.

FATOR NEGATIVO – O presidente enfrenta uma rejeição considerável nas duas regiões mais populosas do país, que abrigam sete de cada dez brasileiros. No Nordeste, 70% dizem que não votam em Bolsonaro de jeito nenhum. No Sudeste, a taxa está em 60%.

O desempenho negativo do presidente também se espalhou por diferentes estratos sociais. Ele aparece com 59% de rejeição no grupo de entrevistados que têm apenas o ensino fundamental completo e com 61% entre brasileiros com ensino superior.

O peso da crise econômica e a demora na recuperação do mercado de trabalho ampliam as chances de consolidação dessa avaliação. No segmento mais pobre do país, 63% dizem que não dariam um segundo mandato ao presidente. Entre desempregados, a taxa está em 74%.

EMBATE COM PT – Mesmo entre os evangélicos, a situação de Bolsonaro não chega a ser confortável: 45% do grupo se recusa a votar nele, um índice semelhante ao registrado no caso de Lula (47%).

O estímulo a um embate direto com o PT deve ser a principal arma de Bolsonaro para tentar superar esse problema. Os governistas querem convencer alguns antibolsonaristas de que é melhor reeleger o presidente para evitar a volta de Lula.

Mesmo com a exploração do antipetismo, essa tarefa pode ser difícil. Entre os eleitores que dizem rejeitar Bolsonaro, só 4% admitem votar no presidente num embate direto contra Lula no segundo turno. Nesse grupo, 86% preferem o petista e 11% votariam nulo ou em branco.


sexta-feira, julho 09, 2021

Pacheco reage contra Bolsonaro: “Quem pretender retrocesso democrático será inimigo da nação”

Publicado em 9 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, durante entrevista à CNN Brasil(foto: Reprodução/YouTube CNN Brasil)

Pacheco descola de Boldonaro e critica as posturas dele

Julia Lindner
O Globo

 Após o presidente Jair Bolsonaro voltar a colocar em dúvida a segurança das eleições, o presidente do Senado e do Congresso, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou que “todo aquele que pretender algum retrocesso ao Estado Democrático de Direito será apontado pelo povo brasileiro como inimigo da nação”.

Pacheco disse que confia na justiça eleitoral brasileira e que não acredita que o sistema esteja suscetível a fraudes em 2022.

TUDO PELA DEMOCRACIA — “Não podemos admitir qualquer tipo de fala, de ato, de menção que seja atentatória à democracia ou que estabeleça um retrocesso na democracia. Tudo quanto houver de especulações em relação a algum retrocesso á democracia, como a frustração das eleições próximas, é algo que o Congresso, além de não concordar, repudia veementemente. Nós não admitiremos nenhum retrocesso nesse sentido”, assinalou.

Pacheco também manifestou solidariedade ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, chamado de “imbecil” por Bolsonaro. “Discordo de qualquer ataque pejorativo que seja feito a ele (Barroso) ou a qualquer cidadão.”

ELEIÇÃO É INEGOCIÁVEL – Em mais de um momento, Pacheco garantiu que as eleições acontecerão no próximo ano. Ele reforçou que as eleições e a democracia são inegociáveis:

— As eleições são uma realidade da democracia brasileira, são inegociáveis e o formato dessas eleições, que é algo que se discute muito hoje na sociedade, sobre a manutenção do formato atual ou de uma nova tecnologia através do voto auditável, é uma discussão que haverá de se ter com todos os personagens da República, mas sem ataque a pessoas. Essa discussão não será feita pelo Executivo, não será feita pelo TSE, e sim pelo Congresso.

— Nesse momento precisamos de união de pacificação de busca de consenso, mas também precisamos também de firmeza para poder afirmar princípios e preceitos constitucionais que não serão transigidos em hipótese alguma pelo Congresso Nacional — disse Pacheco.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Bolsonaro não está bem. Demonstra enfrentar um grave desequilíbrio emocional. Precisa de tratamento, caso contrário explode antes da eleição
(C.N.)


Em resposta às ameaças de Bolsonaro, TSE enfatiza que nunca identificou fraude em eleições

por Mari Leal

Em resposta às ameaças de Bolsonaro, TSE enfatiza que nunca identificou fraude em eleições
Foto: Divulgação/STF

O Tribunal Superior Eleitoral divulgou, na tarde desta sexta-feira (9), o primeiro pronunciamento oficial em resposta às ameaças do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) às eleições de 2022. Pela manhã, ao conversar com seus apoiadores, Bolsonaro, sem provas, acusou a existência de fraude no processo eleitoral brasileiro e fez ataques diretos ao presidente do órgão, ministro Luís Roberto Barroso. O presidente da República defende o voto impresso.

 

No documento, o TSE destaca que desde a implantação das urnas eletrônicas, em 1996, “jamais se documentou qualquer episódio de fraude” e defendeu que “o sistema não só é íntegro como permitiu a alternância no poder”. 

 

E acrescenta: “A realização de eleições, na data prevista na Constituição, é pressuposto do regime democrático. Qualquer atuação no sentido de impedir a sua ocorrência viola princípios constitucionais e configura crime de responsabilidade”. 

 

Ao enfatizar as críticas ao sistema eleitoral, Bolsonaro disparou na manhã de hoje: "Não tenho medo de eleições. Entrego a faixa a quem ganhar, no voto auditável. Nessa forma [com voto apenas eletrônico], corremos o risco de não termos eleição no ano que vem, porque é o futuro de vocês que está em jogo". 

 

Segundo Bolsonaro, os institutos de pesquisa poderiam se associar ao TSE para fraudar o resultado da eleição: "Daí vêm os institutos de pesquisas, fraudados também, botando ali o 'nove dedos' lá em cima. Para quê? Para ser confirmado o voto fraudado no TSE." 

 

Em entrevista na tarde desta sexta, também foi enfático em relação às ameaças o senador Rodrigo Pacheco, presidente do Congresso Federal. Para Pacheco, as eleições são "inegociáveis". 

 

"Não podemos admitir fala, ação, que seja atentatória à democracia. Tudo quanto houver de especulações para retrocessos, como frustração das eleições, é algo que o Congresso não concorda e repudia. Não admitiremos qualquer tipo de retrocesso. Não é uma vontade do Senado, Câmara ou TSE, mas sim da Constituição. Se discute o formato, todos podem participar com suas ideias, essa definição não será feita pelo poder executivo ou TSE, mas sim do Congresso. Primeiro pela Câmara e depois pelo Senado, deverá ser respeitada. Gostaria de sintetizar que a democracia está consolidada. Tenho convicção que cada uma das instituições sem risco algum de que haja retrocesso. Todo aquele que pretender algum retrocesso será apontado pelo povo como inimigo da nação", disse em entrevista coletiva (reveja). 

 

Veja na íntegra a nota oficial divulgada pelo TSE: 
 

TSE reforça que desde a implantação das urnas eletrônicas em 1996, jamais se documentou qualquer episódio de fraude
 

Tendo em vista as declarações do Presidente da República na data de hoje, 9 de julho de 2021, lamentáveis quanto à forma e ao conteúdo, o Tribunal Superior Eleitoral esclarece que:

 

1. Desde a implantação das urnas eletrônicas em 1996, jamais se documentou qualquer episódio de fraude. Nesse sistema, foram eleitos os Presidentes Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Jair Bolsonaro. Como se constata singelamente, o sistema não só é íntegro como permitiu a alternância no poder.

 

2. Especificamente, em relação às eleições de 2014, o PSDB, partido que disputou o segundo turno das eleições presidenciais, realizou auditoria no sistema de votação e reconheceu a legitimidade dos resultados.

 

3. A presidência do TSE é exercida por Ministros do Supremo Tribunal Federal. De 2014 para cá, o cargo foi ocupado pelos Ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Todos participaram da organização de eleições. A acusação leviana de fraude no processo eleitoral é ofensiva a todos.

 

4. O Corregedor-Geral Eleitoral já oficiou ao Presidente da República para que apresente as supostas provas de fraude que teriam ocorrido nas eleições de 2018. Não houve resposta.

 

5. A realização de eleições, na data prevista na Constituição, é pressuposto do regime democrático. Qualquer atuação no sentido de impedir a s

Bahia Notícias

Estudo confirma baixo risco de infecção por Covid-19 em crianças

 

Estudo confirma baixo risco de infecção por Covid-19 em crianças
Foto: NIAID/Fotos Públicas

Uma análise de dados de infecção por Covid-19 feita no Reino Unido confirmou que é extremamente baixo o risco de crianças ficarem gravemente doentes ou morrerem por causa da doença. Dados dos primeiros 12 meses da pandemia de coronavírus na Inglaterra mostram que 25 menores de 18 anos morreram devido à Covid.

 

Aqueles que têm várias doenças crônicas e neurodeficiências estavam em maior risco, segundo o estudo, embora o risco geral permanecesse baixo, aponta o estudo que teve resultado divulgado em reportagem da Folha. 

 

As conclusões dessa análise estão sendo consideradas pelo grupo consultivo de vacinas do Reino Unido, já que hoje as pessoas com menos de 18 não recebem vacinas para Covid no país, mesmo que tenham outras condições de saúde que as coloquem em maior risco.

 

Cientistas da University College London e das Universidades de York, Bristol e Liverpool dizem que seus estudos sobre crianças são os mais abrangentes já feitos em qualquer parte do mundo.

 

Eles verificaram os dados de saúde pública da Inglaterra e descobriram que a maioria dos menores que morreram de Covid-19 tinha problemas de saúde pré-existentes. 

 

Os pesquisadores estimam que 25 mortes em uma população de cerca de 12 milhões de crianças na Inglaterra indicam uma taxa de mortalidade geral de 2 casos por milhão de crianças.

 

Os dados atuais mostram que, desde o início da pandemia, cerca de 128.301 pessoas morreram no Reino Unido até 28 dias após um teste de coronavírus positivo.

 

No Brasil, no entanto, a pandemia de Covid-19 tem afetado também os pequenos. De acordo com a reportagem mais de 2 mil crianças com menos de nove anos já morreram devido ao novo coronavírus, segundo projeções divulgadas pela BBC News Brasil em abril de 2021. Desse total, 1,3 mil eram bebês de até um ano de idade.

 

A mortalidade infantil pelo vírus é maior no Brasil do que em qualquer lugar do mundo onde os dados estão disponíveis. Essas mortes são resultado de uma combinação de baixa testagem, falta de diagnóstico adequado e más condições socioeconômicas, dizem especialistas e médicos.

Bahia Notícias

Otto Alencar anuncia que foi diagnosticado com Covid-19; senador já foi vacinado


por Matheus Caldas

Otto Alencar anuncia que foi diagnosticado com Covid-19; senador já foi vacinado
Foto: Paulo Victor Nadal / Bahia Notícias

O senador Otto Alencar (PSD), um dos membros da CPI da Covid, anunciou nesta sexta-feira (9) que foi diagnosticado com o novo coronavírus. A informação foi publicada por meio de nota oficial no Instagram.

 

O parlamentar ressaltou que, por estar vacinado, não apresentou falta de ar ou febre. No entanto, tem sintomas de gripe, coriza e “discreta” dor de cabeça.

 

“Com fé em Deus, logo estarei de volta ao trabalho. Sempre usei máscaras, álcool gel e não participei de aglomerações. O vírus está comunitário. Todos devem se cuidar muito e manter as medidas de segurança recomendadas pelas autoridades sanitárias”, escreveu o senador.

Bahia Notícias

Datafolha: Lula amplia vantagem sobre Bolsonaro e marca 58% a 31% no 2º turno

por Igor Gielow | Folhapress

Datafolha: Lula amplia vantagem sobre Bolsonaro e marca 58% a 31% no 2º turno
Foto: Reprodução / Flickr Instituto Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua vantagem pelo atual ocupante do Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro (sem partido), em citações espontâneas registradas pelo Instituto Datafolha.
 

Lula também lidera nos dois cenários apresentados para o eleitor e em todas as simulações de disputa de segundo turno -naquela em que enfrenta o presidente, ganha por 58% a 31%.
 

Os achados estão no mais recente levantamento do Datafolha, feito quarta (7) e quinta-feira (8). Nele, 2.074 eleitores foram ouvidos presencialmente pelo Brasil. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
 

Os dados da pesquisa confirmam as avaliações no meio político sobre o duopólio atual entre o petista e o presidente, com espaço exíguo neste momento para um nome da chamada terceira via.
 

No levantamento anterior do Datafolha, feito em 11 e 12 de maio, Lula tinha 21% na espontânea, Bolsonaro marcava 17% e Ciro Gomes (PDT), 1%. Agora, o petista pula para 26%, o presidente oscila para 19% e o pedetista, para 2%.
 

Outros candidatos marcam 2%, como em maio, e votam em nulo ou branco 7% (8% antes). O natural índice dos que dizem não saber passou de 49% para 42%.
 

Nos dois cenários de primeiro turno testados pelo Datafolha, os principais rivais estão na mesma. Lula fica à frente com 46%, ante 25% do presidente. Ciro marca 8% numa e 9%, na segunda. Numa hipótese e noutra, 10% dizem que não votam em ninguém.
 

Nesse cenário, em votos válidos Lula chega a 52%, o que dentro da margem de erro lhe garantiria a vitória em primeiro turno na eleição.
 

A diferença fica na conta do PSDB, que num cenário tem João Doria, o governador paulista que confirmou no período que vai disputar as prévias para tentar ser o presidenciável do partido, e noutro, Eduardo Leite, que governa o Rio Grande do Sul e também postula a nomeação.
 

Com o paulista no primeiro cenário, os tucanos chegam a 5%, enquanto o DEM com o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta chega a 4%. Todos embolados tecnicamente entre si e com Ciro.
 

Já na segunda fotografia, com o gaúcho, o tucano faz 3%, e o ex-ministro, 5% --empatando com o pedetista no limite da margem de erro.
 

O tabuleiro político se mexeu bastante de maio para cá. Lula seguiu amealhando triunfos jurídicos, vendo anuladas sentenças de Sergio Moro contra si pela suspeição do ex-juiz da Operação Lava Jato, enquanto Bolsonaro desceu mais alguns degraus na crise política de seu governo.
 

Ao desastre na condução do combate à pandemia da Covid-19, que ultrapassou os 500 mil mortos no período, o presidente viu adicionadas acusações de corrupção em seu governo.
 

Elas foram evidenciadas pelos trabalhos da CPI da Covid no Sendo e pelo surgimento de casos como a estranha negociação de vacinas por propina denunciada ao jornal Folha de S.Paulo.
 

Bolsonaro acabou alvo de inquérito para apurar se prevaricou por não agir contra seu líder na Câmara, Ricardo Barros, apontado como chefe dos esquemas no Ministério da Saúde. Usou termos chulos para falar sobre a CPI.
 

Ato contínuo, a rua, que já havia protagonizado dois dias de protesto com forte sabor esquerdista e pró-Lula, carimbou em Bolsonaro a pecha de corrupto. Como o mesmo Datafolha aferiu, colou. E ajudou a aumentar ainda mais a reprovação do governo.
 

Doria, por sua vez, se assumiu postulante à vaga de candidato tucano. Já Leite fez manchetes na semana passada ao se declarar gay, no que foi fustigado por Bolsonaro, notório homofóbico.
 

Até aqui, isso não se reverteu em voto no conjunto de 4% da amostra do Datafolha que se diz homossexual ou bissexual: os mesmos 3% do público em geral escolhem Leite.
 

Em favor do gaúcho há o desconhecimento, que o leva a ter a menor rejeição entre todos os especulados no levantamento: 21%. Junto a ele está Mandetta, com 23%, e Ciro surge com 31%.
 

Doria tem 37% de rejeição, empatado com Lula. Já Bolsonaro tem 59% dos eleitores a dizer que não votam nele de jeito nenhum.
 

É uma péssima fotografia, que naturalmente diz respeito a este momento, e casa com a reprovação recorde a Bolsonaro apontada na mesma pesquisa --de 51% entre os ouvidos.
 

Não se sabe ainda o impacto mais imediato das questões de corrupção, do hoje improvável processo de impeachment de Bolsonaro e o eventual alívio que possa vir de uma retomada econômica que atinja empregos e da vacinação contra Covid-19 mais amplas.
 

É uma cornucópia entregando fatores diversos, o que impede juízos imediatos apesar dos números superlativos desta pesquisa.
 

Na base lulista do Nordeste, por exemplo, a rejeição a Bolsonaro chega a 70%. Até aqui, as políticas compensatórias do auxílio na pandemia não impactaram positivamente a avalição do presidente, talvez por insuficientes.
 

O segundo turno traz o presidente, assim, derrotado em todos os cenários se o pleito fosse hoje.
 

Na disputa Lula contra Bolsonaro, o petista oscilou de 55% para 58% de maio para cá. O presidente, de 32% para 31%. Já Ciro segue à frente do presidente, em estabilidade: o placar deu 50% (era 48%) a 34% (era 36%).
 

Num raro alento a Doria, que luta para levar a indicação tucana em novembro, ainda que seu entorno creia que isso só será definido em março ou abril, a pesquisa mostra ele ultrapassando Bolsonaro num segundo turno.
 

Passou de 40% para 46%, ante maio, enquanto o presidente caiu oscilou negativamente no limite da margem, de 39% para 35%.
 

O dado só é animador para os tucanos por mostrar que Doria pode se mostrar como um candidato viável para ocupar o lugar de Bolsonaro no segundo turno, pela comparação direta com o presidente.
 

Mas hoje, no embate com Lula no "round" final, perde por 56% a 22%, números estáveis em relação a maio.
 

Doria enfrenta grande rejeição no Nordeste, por exemplo. Só tem 1% de intenção de votos por lá. E 55% dos eleitores de Bolsonaro, na simulação de primeiro turno que inclui o tucano, dizem que nunca votariam nele --ambos disputam uma luta encarniçada acerca do manejo da pandemia.
 

Os pontos fortes dos dois principais candidatos hoje são semelhantes nas duas simulações.
 

Usando o cenário com Doria como referência, Lula tem sua fortaleza entre os nordestinos (64% de intenção de voto), mais pobres (57%, num grupo que soma iguais 57% da amostra total do Datafolha) e menos instruídos (56%).
 

Já Bolsonaro vai melhor entre os mais ricos. Ele vence Lula por 41% a 21% no grupo que ganha de 5 a 10 salários mínimos e por 36% a 22%, na faixa imediatamente superior.
 

Ele consegue empate com o ex-presidente entre evangélicos, sua base de apoio usual, no primeiro turno (38% para o presidente, 37% para o ex) e no segundo (46% a 45%, respectivamente).
 

Como já é conhecido, empresários dão vantagem enorme a Bolsonaro. No grupo, que soma só 2% da amostra, o presidente ganha do petista por 52% a 25%, no primeiro turno.

Bahia Notícias
 

Após ofensa de Bolsonaro, Barroso responde nas redes e cita livro sobre ditatura

Após ofensa de Bolsonaro, Barroso responde nas redes e cita livro sobre ditatura
Foto: Reprodução / STF

 

Após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltar a atacar o ministro do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso, nesta sexta-feira (9), o ministro contra-atacou. Em suas redes sociais, Barroso direcionou aos seus seguidores uma série de dicas, entre elas, um livro relacionado à ditadura. 

 

"Um livro: A ditadura escancarada, Elio Gaspari. Um pensamento: 'Quando um homem de bem responde um insulto com outro insulto, ele permite que o mal vença. Não é preciso responder. O mal consome a si mesmo'. Uma música: Cálice", escreveu o ministro. 

 

Barroso já havia se manifestado sobre as acusações e ataques feitos pelo presidente em nota oficial. No documento, o TSE destaca que desde a implantação das urnas eletrônicas, em 1996, “jamais se documentou qualquer episódio de fraude” e defendeu que “o sistema não só é íntegro como permitiu a alternância no poder” (relembre aqui)

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