sexta-feira, julho 09, 2021

Lula amplia vantagem sobre Bolsonaro, que no 2º turno perde até para Doria, aponta Datafolha


Charge do Ivan Cabral (Arquivo Google)

Por G1

Uma pesquisa do instituto Datafolha divulgada nesta sexta-feira (9) pelo site do jornal “Folha de S.Paulo” revela os índices de intenção de voto para a eleição presidencial de 2022. Lula ampliou a vantagem sobre Bolsonaro. Na pesquisa espontânea, passou de 21% para 26%, enquanto Bolsonaro foi de 17% para 19%. No segundo turno, o ex-presidente tem 58% contra 31%. Na pesquisa anterior, tinha 55% contra 32%.

A pesquisa ouviu 2.074 pessoas nos dias 7 e 8 de julho em 146 cidades brasileiras. Foram entrevistadas pessoas acima de 16 anos. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.

DOIS CENÁRIOS – Foram pesquisados dois cenários, um com o governador de São Paulo, João Doria, como possível candidato do PSDB e outro com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, como o escolhido.

Veja o resultado da pesquisa estimulada de intenção de voto no 1º turno, com Doria: Lula (PT): 46%; Jair Bolsonaro (sem partido): 25%; Ciro Gomes (PDT): 8%; João Doria (PSDB): 5%; Luiz Henrique Mandetta (DEM): 4%; Em branco/nulo/nenhum: 10%; Não sabe: 2%

No cenário B – Lula (PT): 46%; Jair Bolsonaro (sem partido): 25%; Ciro Gomes (PDT): 9%; Luiz Henrique Mandetta (DEM): 5%; Eduardo Leite (PSDB): 3%; Em branco/nulo/nenhum: 10%; Não sabe: 2%

No levantamento anterior, divulgado em maio, Lula tinha 41%; Bolsonaro, 23%; Moro, 7%; e Ciro, 6%. Luciano Huck (sem partido) aparecia com 4%, Doria com 3%, Mandetta com 3% e João Amoêdo (Novo) com 2%.

PESQUISA ESPONTÂNEA – Esta é a segunda pesquisa Datafolha para as eleições de 2022 desde que Lula recuperou os poderes políticos. Na pesquisa espontânea de intenções de voto no 1º turno: Lula (PT): 26%; Jair Bolsonaro (sem partido): 19%; Ciro Gomes (PDT): 2%; Outros: 2%; Em branco/nulo/nenhum: 7%;Não sabe: 42%

Veja, agora, simulações de 2º turno: intenção de voto no 2º turno em uma disputa entre Lula e Bolsonaro – Lula (PT): 58%; Bolsonaro (sem partido): 31%; Em branco/nulo/nenhum: 10%; Não sabe: 1%

Intenção de voto no 2º turno em uma disputa entre Lula e Doria – Lula (PT): 56%; Doria (PSDB): 22%; Em branco/nulo/nenhum: 20%; Não sabe: 1%

COM BOLSONARO – Intenção de voto no 2º turno em uma disputa entre Bolsonaro e Ciro – Ciro (PDT): 50%; Bolsonaro (sem partido): 34%; Em branco/nulo/nenhum: 15%; Não sabe: 1%

Intenção de voto no 2º turno em uma disputa entre Bolsonaro e Doria – Doria (PSDB): 46%; Bolsonaro (sem partido): 35%; Em branco/nulo/nenhum: 18%; Não sabe: 1%

A pesquisa também apontou os índices de rejeição: Bolsonaro: 59%; Lula: 37%; Doria: 37% Ciro: 31%; Mandetta: 23%/ Eduardo Leite: 21%; Rejeita todos/não votaria em nenhum: 2%; Votaria em qualquer um/não rejeita nenhum: 2%; Não sabe: 1%

Nesse ponto, o entrevistado pode responder mais de um candidato, por isso a soma entre todos os índices não resulta em 100%. A pergunta do instituto é: “Em quais desses possíveis candidatos (o cartão é mostrado) você não votaria de jeito nenhum no primeiro turno da eleição para presidente da República em 2022? E qual mais?”

REJEIÇÃO A LULA – Entre aqueles que votaram em Bolsonaro em 2018, 26% dizem rejeitar seu nome para a disputa presidencial de 2022, e 68% não votariam de jeito nenhum em Lula.

Segundo o Datafolha, a preferência pelo petista fica acima da média entre brasileiros com escolaridade fundamental (56%), na parcela dos mais pobres, com renda familiar de até 2 salários (57%), na região Nordeste (64%), entre pretos (57%) e pardos (50%), no segmento dos católicos (51%) e entre desempregados que buscam emprego (64%).

De acordo com a pesquisa do instituto, Bolsonaro diminui a desvantagem geral de 21 pontos para o petista na parcela de homens (43% para Lula e 31% para Bolsonaro, ante 48% a 20% no universo de mulheres), na faixa de 60 anos ou mais (42% a 28%), na fatia dos mais escolarizados (34% a 28%), nas regiões Sul (35% a 30%) e Centro-Oeste/Norte (41% a 35%) e entre brancos (34% a 30%).

FAIXA DE RENDA – Entre os mais ricos, Bolsonaro fica à frente do ex-presidente: 41% a 21% entre quem tem renda familiar de 5 a 10 salários, e 36% a 22% na faixa de renda familiar acima de 10 salários.

No segmento de empresários, o atual presidente também lidera, com 52% das intenções de voto, contra 25% do petista. No segmento evangélico, há um empate estreito entre Lula (37%) e Bolsonaro (38%).

Consultor confirma que Luis Ricardo Miranda reclamou de pressões para liberar a Covaxin


Santana diz que ” superiores” de Miranda faziam pressões

Sarah Teófilo
Correio Braziliense

Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, nesta sexta-feira (9/7), o consultor técnico da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) William Amorim Santana disse que o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda, que já prestou depoimento à comissão, comentou que vinha sofrendo pressões para favorecer a importação da Covaxin, vacina indiana do laboratório Bharat Biotech, representada no Brasil nesta negociação pela empresa Precisa Medicamentos.

“Ele comentou”, disse, ao ser questionado pelo senador Eduardo Girão (Podemos-CE) se Miranda falou sobre as pressões. Amorim atua como consultor dentro da Divisão de Importação da Coordenação-Geral de Logística de Insumos Estratégicos para a Saúde do Departamento de Logística em Saúde, do Ministério da Saúde.

PELOS SUPERIORES – O consultor afirmou que não entrou no mérito da questão. Pressionado pelo presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), sobre nomes, disse apenas que por parte da “chefia dele”. Perguntado novamente, disse que Luis Ricardo era subordinado ao o tenente-coronel Alex Lial Marinho, ex-coordenador-geral de Aquisições de Insumos Estratégicos para Saúde. Em depoimento à CPI, Luis Ricardo disse que era pressionado por seus superiores, dentre eles, Marinho.

Questionado se era comum a cobrança dele em outros contratos, disse que as cobranças iam diretamente ao chefe da divisão de Importação, Luis Ricardo. De acordo com ele, o coordenador Alex Lial, às vezes, “se preocupava com o andamento dos processos e procurava saber do andamento”.

“A gente tinha processo de importação de medicamentos de intubação orotraqueal que o nosso coordenador também, volta e meia, procurava saber como é que estava o andamento”, disse.

ERROS FORAM INDICADOS – Em depoimento à Procuradoria da República do Distrito Federal (PRDF), Luis Ricardo Miranda relatou “pressões atípicas” para acelerar a importação da vacina Covaxin. Depois, à CPI, reiterou isso, detalhando as pressões e citando nomes. O maior problema identificado pelo servidor, e pontuado também por William Amorim, é em relação à invoice (fatura internacional) repleta de erros.

O técnico William Amorim ressaltou que a sua responsabilidade é indicar os erros à área de fiscalização, de Regina Célia Oliveira, e que a ela caberia dar o aval. Mesmo com os problemas, Regina Célia deu o ‘ok’ para a continuidade do processo.

À CPI, ela afirmou que o seu aval foi apenas em relação ao quantitativo de vacinas. Segundo ela, em relação à divergência do nome da empresa, caberia ao setor de importações agir. William Amorim e Luis Ricardo, entretanto, afirmaram que alertaram Regina Célia sobre divergência e submeteram à servidora, mas que ela deu parecer favorável para prosseguimento do processo.

E-MAIL AUTORIZANDO – Um e-mail enviado por ela, apresentado pela servidora no dia do seu depoimento, mostra que deu autorização para prosseguimento da negociação. “Autorizamos a continuidade dos procedimentos de embarque, nas condições ora apresentadas”, diz o documento. Ainda que esteja assim descrito, Regina Célia afirmou que se referia apenas ao quesito número de doses de vacina, abaixo do que o previsto no contrato.

Amorim disse, ainda, que não é necessário que uma empresa tenha representante nacional para que ocorra a importação de medicamentos ou de outros insumos. A Precisa Medicamentos, representante da Bharat Biotech, produtora da Covaxin, é alvo da CPI. Senadores apontam que a empresa brasileira foi intermediadora da negociação, enquanto com outras empresas, como Pfizer e Janssen, a negociação se dá diretamente com o laboratório produtor, sem pagamento a intermediário.

Maioria acha Bolsonaro falso, incompetente, despreparado, autoritário e pouco inteligente

 

Em pesquisa do Datafolha, a maioria dos brasileiros acha Bolsonaro desonesto, falso, incompetente, despreparado, indeciso, autoritário e pouco inteligente

Maioria acha Bolsonaro falso, incompetente, despreparado, autoritário e pouco inteligente
Notícias ao Minuto Brasil

09/07/21 12:30 ‧ HÁ 5 HORAS POR FOLHAPRESS

POLÍTICA DATAFOLHA



SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O povo brasileiro não tem a melhor impressão de seu presidente. Ao contrário: para a maioria da população, Jair Bolsonaro é desonesto, falso, incompetente, despreparado, indeciso, autoritário, favorece os ricos e mostra pouca inteligência.


A tendência negativa se cristalizou ao longo do governo, e é majoritária em todos os itens questionados.

É o que mostra nova pesquisa do Datafolha, na qual foram ouvidas 2.074 pessoas com mais de 16 anos em todo o Brasil, de forma presencial. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.


Na pesquisa, Bolsonaro aparece com a pior avaliação desde que assumiu a Presidência, em janeiro de 2019: 51% dos ouvidos o consideram ruim ou péssimo, número que vem crescendo desde dezembro.

A aprovação está estável em 24% em relação ao levantamento de maio, e o índice dos que o consideram regular caiu para 24%.
O Datafolha vem perguntando, ao longo do mandato, qual a percepção do brasileiro sobre o titular do Planalto.

Significativamente, em meio a denúncias de corrupção no Ministério da Saúde na pandemia, houve uma piora na impressão de honestidade do presidente.

Em junho de 2020, 48% o viam como honesto e 38%, como desonesto. Agora, houve uma inversão, com 52% vendo desonestidade no mandatário e 40%, probidade

Num sinal disso, os protestos de rua do sábado passado (3) tiveram como mote não só a gestão de Bolsonaro na crise sanitária, mas também a questão da corrupção.

O derretimento da apreciação da imagem presidencial é visto em todos os indicadores. No começo do mandato, em abril de 2019, 59% o viam como sincero. O número caiu para 48% em junho de 2020 e chegou agora a 39%.

Na via contrária, os 35% que consideravam Bolsonaro falso em 2019 subiram a 46% no ano passado e agora são 55%.

Esse é outro golpe para a estratégia eleitoral do presidente. Em 2018, as pesquisas qualitativas usadas por sua campanha sempre apontavam uma imagem de "sincero" na figura do então candidato, reforçada por suas tiradas politicamente incorretas.

A sua competência também é questionada. A avaliação de que o presidente é um incompetente subiu de 52% para 58% da pesquisa de 2020 para cá -a pergunta não havia sido feita em 2019. Já aqueles que o contrário passaram de 44% par 36%.

Na mesma linha, o desenrolar do governo inverteu a percepção sobre seu preparo. Bolsonaro é um despreparado para 62% (44% em abril de 2019, 58% em junho de 2020), ante 34% que o veem como preparado (52% em 2019, 38% em 2020).

Um dos mais estridentes traços de Bolsonaro, para a população é, seu autoritarismo, demonstrado novamente nesta quinta (8) com mais uma ameaça à ordem democrática. Ele é assim visto por 66% da população -já eram expressivos 57% no começo do mandato e 64% em 2020.

Só o associam a um democrata 28%, queda em relação aos 37% de 2019 e outra estabilidade ante os 30% do ano passado, demonstrando o preço pago pelo comportamento durante o agravamento da crise no primeiro semestre de 2020.

Ele também é uma pessoa indecisa para 57% (42% em 2019, 53% em 2020), ante um governante decidido para 41% (56% em 2019, 46% em 2020).

Num universo em que 57% da amostra da pesquisa é composta por pessoas que ganham no máximo 2 salários mínimos, Bolsonaro é visto como um amigo dos ricos.

Ele favorece os que têm mais posses para 66% dos ouvidos (57% em 2019, 58% em 2020), e só pensa nos mais pobres para 17% (24% no começo do mandato, 18% no ano passado).

Por fim, a inteligência do presidente não é apreciada como uma qualidade. Para 57%, ele é pouco inteligente, índice semelhante ao de 2020 (54%) e bem maior do que o de 2019 (39%).

Já 58% o achavam muito inteligente no começo do governo, número que caiu para 40% no ano passado e está estável e 39% agora.

De forma geral, as avaliações críticas seguem o padrão da popularidade do mandatário entre os diversos estratos da pesquisa.

Nordestinos, que mais o reprovam, também são os que o avaliam como mais desonesto (61%) e falso (65%). Há avaliações que refletem os grupos questionados: ele é visto como pouco inteligente mais por aqueles que cursaram faculdade (64%) e mais jovens (65%).

Já as fortalezas bolsonaristas do Sul e do Norte/Centro-Oeste são mais simpáticas, como na avaliação geral, ao presidente. Lá, 43% e 47%, respectivamente, o veem como uma pessoa honesta. O índice vai a 54% entre os que ganham de 5 a 10 salários mínimos.

Da mesma forma, os evangélicos (24% da amostra) são, sem trocadilho, mais fiéis a Bolsonaro. No grupo, todas as avaliações são melhores, ainda que nem todas sejam majoritárias.

Mas há inversões claras: 51% deles o acham honesto, ante 39% que pensam o contrário, índice semelhante ao do quesito sinceridade (51% sincero, 41% falso).


Aposentadoria de Marco Aurélio Mello é oficializada com publicação no diário


Aposentadoria de Marco Aurélio Mello é oficializada com publicação no diário
Foto: Rosinei Coutinho/ SCO/ STF

A aposentadoria do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (12). O decreto confirma que ele deixará a Corte na próxima segunda (12), como adiantado pelo próprio ministro ainda em junho.

 

Para substituí-lo, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vai indicar o advogado-geral da União (AGU), André Mendonça, o que cumpre a promessa feita pelo chefe do Executivo de escolher um representante "terrivelmente evangélico" (lembre aqui). O nome de Mendonça, no entanto, precisa ser aprovado pelo Senado.

 

Quanto ao atual ministro, agora chega ao fim uma carreira de 31 anos no STF - ele chegou à Corte por indicação do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que é seu primo, em 1990. Marco Aurélio era o atual decano do STF e é sempre lembrado como o ministro dos votos discordantes.

Bahia Notícias

Coronel João Sá: Moradores não tiveram casas reconstruídas após barragem romper em 2019


por Francis Juliano, de Ribeira do Pombal / Ailma Teixeira

Coronel João Sá: Moradores não tiveram casas reconstruídas após barragem romper em 2019
Foto: Francis Juliano/ Bahia Notícias

Cerca de dois anos após o rompimento de uma barragem em Pedro Alexandre, no interior da Bahia, moradores do município vizinho Coronel João Sá ainda não tiveram suas casas reconstruídas. O rompimento provocou a destruição de centenas de imóveis, além de outros danos, mas a prefeitura local ainda espera a ordem de serviço do governo federal para viabilizar o restante das obras (saiba mais aqui).

 

"Enquanto não construir as casas, a gente não termina de diminuir esse sofrimento das pessoas", reconheceu o prefeito Carlinhos Sobral (MDB), em entrevista ao Bahia Notícias, na manhã desta sexta-feira (9). Ele confirmou que o recurso tem demorado para sair, porém, dentro do esperado. "Eu já sabia que ia demorar porque o governador Rui Costa já tinha me prevenido. Disse que outros incidentes já tinham acontecido na Bahia e geralmente demorou dois anos pra conseguir esse recurso", acrescentou.

 

Sobral está em Ribeira do Pombal, cidade onde o governo estadual vai inaugurar a 19ª Policlínica Regional de Saúde nesta sexta (9). Coronel João Sá é um dos 16 municípios em que a população será atendida pela unidade de saúde.

 

Para o prefeito, essa inauguração é de grande valia para a população de sua cidade porque vai diminuir a quantidade de pessoas que precisam ir a Sergipe buscar uma clínica particular para fazer exames de alta complexidade. Ele afirmou que vai colocar uma van para levar 15 pessoas diariamente à cidade-sede da policlínica.

Bahia Notícias

Em resposta a Bolsonaro, presidente do Senado diz que eleições são 'inegociáveis'

Em resposta a Bolsonaro, presidente do Senado diz que eleições são 'inegociáveis'
Foto: Divulgação

O presidente do Senado Federal, senador Rodrigo Pacheco (DEM), enalteceu o papel do poder legislativo na decisão sobre o futuro das eleições em 2022. Pacheco fez pronunciamento após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltar a atacar o ministro do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso, nesta sexta-feira (9).

 

"Não podemos admitir fala, ação, que seja atentatória à democracia. Tudo quanto houver de especulações para retrocessos, como frustração das eleições, é algo que o Congresso não concorda e repudia. Não admitiremos qualquer tipo de retrocesso. Não é uma vontade do Senado, Câmara ou TSE, mas sim da Constituição. Se discute o formato, todos podem participar com suas ideias, essa definição não será feita pelo poder executivo ou TSE, mas sim do Congresso. Primeiro pela Câmara e depois pelo Senado, deverá ser respeitada. Gostaria de sintetizar que a democracia está consolidada. Tenho convicção que cada uma das instituições sem risco algum de que haja retrocesso. Todo aquele que pretender algum retrocesso será apontado pelo povo como inimigo da nação", disse.

 

Apesar disso, Pacheco pontuou que a fala do presidente deveria ser respeitada e considerada. "Tem um debate no Congresso, essa discussão pode acontecer, os personagens podem opinar. Isso é bem-vindo ao debate, será o dever do Congresso. Confio na Justiça Eleitoral, não acredito que tenha havido fraudes e que o sistema esteja suscetível, mas respeito que discorda. Apesar disso não concordo com ataques, tem que ser no campo das ideias. Me solidarizo com o ministro Barroso do TSE", comentou.

 

"Temos uma realidade melhor que antes por conta da vacinação. Embora seja óbvio, temos alguns compromissos que são inegociáveis, com a República, com os fundamentos, os valores sociais, do pluralismo político. Igualmente da separação entre os poderes. Que signifique o respeito ao outro. Uma relação harmoniosa. Quero afirmar a independência do Parlamento brasileiro. Não admitirá qualquer atentado", finalizou.

Bahia Notícias

Tenente-coronel que assinou contrato da vacina não é apenas testemunha, pois participou do negócio

Publicado em 9 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

O tenente-coronel deverá ser ouvido como “investigado”

Jorge Béja

Os documentos (ou contratos) que exigem a assinatura de uma ou mais testemunhas, sejam contratos públicos ou particulares, qualquer documento, enfim, que obrigue a assinatura de testemunha(s), são estas intituladas de “testemunhas instrumentárias”.

A princípio, a elas não se atribui responsabilidade pelo conteúdo do contrato, por sua legalidade, moralidade, utilidade, oportunidade, valor…de todas as suas cláusulas, enfim.

HÁ CASOS ESPECIAIS – Servem elas, as testemunhas, a princípio, para instrumentalizar e dar perfeição formal aos contratos e documentos. Quando são chamadas em Juízo para dizer algo sobre o contrato, dirão apenas que testemunharam que os contratantes, verdadeiramente, na sua presença, assinaram o contrato, sem, contudo, opinar sobre o seu conteúdo.

Esta é a regra. Mas quando um contrato diz respeito a um ministério, como é o caso do Ministério da Saúde, e envolve alta soma em dinheiro, tendo com alvo a compra de milhões de doses de vacinas com ente estrangeiro, um tenente-coronel, coordenador geral substituto de aquisições do Ministério da Saúde, não pode alegar que sua assinatura no contrato apareça apenas como “testemunha”. E ainda que fosse mera testemunha, sua assinatura, sua presença, sua participação no contrato não é meramente instrumentária. É subscrição de aprovação, por dizer respeito ao cargo que ocupa.

CONHECER O CONTEÚDO – Se e quando chamado a dizer sobre o contrato, o tenente-coronel tem ele o dever de informar sobre suas cláusulas, seu conteúdo, sua finalidade, sua legalidade…

Dizer sobre tudo, porque ele é a alta patente militar de um ministério que, em nome do governo federal, ou este próprio, está contratando vacina com ente localizado no Exterior. Contrato internacional, portanto. Ele é testemunha de tudo, desde o primeiro passo que foi dado até à consumação do contrato que assinou como testemunha. Neste caso não é testemunha instrumentária, porque teve participação ativa no negócio, e passa a ser investigado, 


Lula amplia vantagem sobre Bolsonaro, que no 2º turno perde até para Doria, aponta Datafolha


Charge do Ivan Cabral (Arquivo Google)

Por G1

Uma pesquisa do instituto Datafolha divulgada nesta sexta-feira (9) pelo site do jornal “Folha de S.Paulo” revela os índices de intenção de voto para a eleição presidencial de 2022. Lula ampliou a vantagem sobre Bolsonaro. Na pesquisa espontânea, passou de 21% para 26%, enquanto Bolsonaro foi de 17% para 19%. No segundo turno, o ex-presidente tem 58% contra 31%. Na pesquisa anterior, tinha 55% contra 32%.

A pesquisa ouviu 2.074 pessoas nos dias 7 e 8 de julho em 146 cidades brasileiras. Foram entrevistadas pessoas acima de 16 anos. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.

DOIS CENÁRIOS – Foram pesquisados dois cenários, um com o governador de São Paulo, João Doria, como possível candidato do PSDB e outro com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, como o escolhido.

Veja o resultado da pesquisa estimulada de intenção de voto no 1º turno, com Doria: Lula (PT): 46%; Jair Bolsonaro (sem partido): 25%; Ciro Gomes (PDT): 8%; João Doria (PSDB): 5%; Luiz Henrique Mandetta (DEM): 4%; Em branco/nulo/nenhum: 10%; Não sabe: 2%

No cenário B – Lula (PT): 46%; Jair Bolsonaro (sem partido): 25%; Ciro Gomes (PDT): 9%; Luiz Henrique Mandetta (DEM): 5%; Eduardo Leite (PSDB): 3%; Em branco/nulo/nenhum: 10%; Não sabe: 2%

No levantamento anterior, divulgado em maio, Lula tinha 41%; Bolsonaro, 23%; Moro, 7%; e Ciro, 6%. Luciano Huck (sem partido) aparecia com 4%, Doria com 3%, Mandetta com 3% e João Amoêdo (Novo) com 2%.

PESQUISA ESPONTÂNEA – Esta é a segunda pesquisa Datafolha para as eleições de 2022 desde que Lula recuperou os poderes políticos. Na pesquisa espontânea de intenções de voto no 1º turno: Lula (PT): 26%; Jair Bolsonaro (sem partido): 19%; Ciro Gomes (PDT): 2%; Outros: 2%; Em branco/nulo/nenhum: 7%;Não sabe: 42%

Veja, agora, simulações de 2º turno: intenção de voto no 2º turno em uma disputa entre Lula e Bolsonaro – Lula (PT): 58%; Bolsonaro (sem partido): 31%; Em branco/nulo/nenhum: 10%; Não sabe: 1%

Intenção de voto no 2º turno em uma disputa entre Lula e Doria – Lula (PT): 56%; Doria (PSDB): 22%; Em branco/nulo/nenhum: 20%; Não sabe: 1%

COM BOLSONARO – Intenção de voto no 2º turno em uma disputa entre Bolsonaro e Ciro – Ciro (PDT): 50%; Bolsonaro (sem partido): 34%; Em branco/nulo/nenhum: 15%; Não sabe: 1%

Intenção de voto no 2º turno em uma disputa entre Bolsonaro e Doria – Doria (PSDB): 46%; Bolsonaro (sem partido): 35%; Em branco/nulo/nenhum: 18%; Não sabe: 1%

A pesquisa também apontou os índices de rejeição: Bolsonaro: 59%; Lula: 37%; Doria: 37% Ciro: 31%; Mandetta: 23%/ Eduardo Leite: 21%; Rejeita todos/não votaria em nenhum: 2%; Votaria em qualquer um/não rejeita nenhum: 2%; Não sabe: 1%

Nesse ponto, o entrevistado pode responder mais de um candidato, por isso a soma entre todos os índices não resulta em 100%. A pergunta do instituto é: “Em quais desses possíveis candidatos (o cartão é mostrado) você não votaria de jeito nenhum no primeiro turno da eleição para presidente da República em 2022? E qual mais?”

REJEIÇÃO A LULA – Entre aqueles que votaram em Bolsonaro em 2018, 26% dizem rejeitar seu nome para a disputa presidencial de 2022, e 68% não votariam de jeito nenhum em Lula.

Segundo o Datafolha, a preferência pelo petista fica acima da média entre brasileiros com escolaridade fundamental (56%), na parcela dos mais pobres, com renda familiar de até 2 salários (57%), na região Nordeste (64%), entre pretos (57%) e pardos (50%), no segmento dos católicos (51%) e entre desempregados que buscam emprego (64%).

De acordo com a pesquisa do instituto, Bolsonaro diminui a desvantagem geral de 21 pontos para o petista na parcela de homens (43% para Lula e 31% para Bolsonaro, ante 48% a 20% no universo de mulheres), na faixa de 60 anos ou mais (42% a 28%), na fatia dos mais escolarizados (34% a 28%), nas regiões Sul (35% a 30%) e Centro-Oeste/Norte (41% a 35%) e entre brancos (34% a 30%).

FAIXA DE RENDA – Entre os mais ricos, Bolsonaro fica à frente do ex-presidente: 41% a 21% entre quem tem renda familiar de 5 a 10 salários, e 36% a 22% na faixa de renda familiar acima de 10 salários.

No segmento de empresários, o atual presidente também lidera, com 52% das intenções de voto, contra 25% do petista. No segmento evangélico, há um empate estreito entre Lula (37%) e Bolsonaro (38%).

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