sexta-feira, julho 09, 2021

Comandante da Aeronáutica descarta golpe e diz que todo corrupto deve ser punido dentro da lei

Publicado em 9 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

Comandante da Aeronáutica explica a nova conjunta

Tânia Monteiro
O Globo

Militares são, tradicionalmente, avessos a entrevistas. O recente embate entre as Forças Armadas e o presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), porém, fez com que o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Carlos de Almeida Baptista Junior, decidisse falar.

Em entrevista exclusiva ao GLOBO, o brigadeiro Baptista diz que os militares estão incomodados com o que descreve como uma tentativa de associação, por parte da CPI, entre a corporação e as suspeitas de corrupção apuradas pelos senadores.

O comandante da Aeronáutica diz que os militares se mantêm “dentro das linhas da Constituição”. E trata como um “alerta às instituições” a nota divulgada anteontem, na qual ele e os demais comandantes militares dizem que as “Forças Armadas não aceitarão ataques levianos”. Sobre as especulações de que poderiam embarcar numa aventura golpista, afirma: “Homem armado não ameaça”.

As Forças reagiram de forma dura à CPI com a nota divulgada anteontem?
Nós sabemos que a nota foi dura, como nós achamos que devia ser. É um alerta às instituições. A defesa é das instituições, como falamos no final. Cada instituição do país tem a obrigação de se preocupar com a democracia e o respeito às instituições. E nós, instituição militar, não abriremos mão disso.

A nota foi uma resposta ao presidente da CPI?
A nota foi voltada pessoalmente a ele, não foi um agravo à CPI ou ao Poder Legislativo. Mas uma resposta aos ataques à instituição militar. Foi resposta ao presidente da CPI, porque ele colocou isso de uma forma que nos parece generalizada. E esta observação dele ontem (anteontem) já se repetiu em algumas outras oportunidades, particularmente em relação ao general (Eduardo) Pazuello (ex-ministro da Saúde), ao Elcio (Franco, ex-secretário executivo da Saúde). A CPI acontece para levantar os fatos e as possíveis responsabilidades, mas a gente precisa saber que é um inquérito, é uma fase investigativa. Aquilo lá é investigação? O povo tem de responder.

Na sua avaliação, a CPI está exorbitando?
Não gostaria de entrar nessa avaliação da CPI. Não cabe às Forças Armadas opinar.

Quando falam na nota que não vão aceitar ataque leviano às Forças Armadas, o que quer dizer essa ameaça?
É um alerta. Exatamente o que está escrito na nota. Nós não enviaremos 50 notas para ele (Omar Aziz). É apenas essa.

Mas o que pode acontecer?
Nós temos mecanismos dentro da base legal para evitar isso. E aí nós precisamos preservar as instituições. Receio que o país entenda que apenas as Forças Armadas sejam responsáveis pela garantia institucional. Não, todas as instituições são responsáveis. Estou falando da instituição Parlamento brasileiro, da Presidência, dos tribunais, do STF (Supremo Tribunal Federal), da imprensa. Tem instituições que ainda não entenderam isso. Mas nós temos certeza da nossa responsabilidade.

Quando o senhor fala que existem mecanismos legais para responder ao presidente da CPI, o senhor fala em recorrer à Justiça ou Ministério Público? Na oposição há quem diga que vocês estão ameaçando com golpe.
Não… Homem armado não ameaça. Não existe isso. Nós não vamos ficar aqui ameaçando. O presidente do Senado (Rodrigo Pacheco) foi bastante feliz na sua colocação. As autoridades precisam entender o que está por trás da autoridade. Nós precisamos entender que o ataque pessoal do senador (Omar Aziz) à instituição militar não é cabível a alguém que deseje ser tratado como Vossa Excelência. Porque nós somos autoridades. O comportamento de cada um de nós, das autoridades, exige ponderação e entendimento do todo. E essa disputa política do país é normal, mas sinto ser em tão baixo nível, em nível muito raso. Sinto que esta disputa deve ter como limite os riscos que ela pode trazer à institucionalidade do país. Essa disputa política não pode ultrapassar os limites da aceitabilidade, que começa pelo respeito às instituições, entre os Poderes. E aí estou falando em tese. Não estou dando recado para ninguém.

Os ataques incomodam?
Estes ataques desnecessários, volto a dizer, não podem… Façam o devido processo legal, apurem as responsabilidades, doa a quem doer. Não temos qualquer intenção de proteger ninguém que está à margem da lei. O estado democrático de direito, que é uma unanimidade da sociedade, exige que os princípios legais sejam seguidos. E que ninguém seja julgado prematuramente. Mas, uma vez comprovado que agiu à margem da lei, que cada um pague na forma da lei.

Mas, reiterando, é que aquela última frase da nota das Forças Armadas, dizendo que não aceitarão ataques levianos, levou a algumas observações de que militares poderiam estar ameaçando com golpe.
As Forças Armadas continuam com seu princípio legalista e de acatamento à Constituição.

O presidente participou da elaboração da nota? Ela foi redigida no Planalto?
Negativo. Foi redigida dentro do Ministério da Defesa, com a participação do ministro (Braga Netto) e os três comandantes (Exército, Marinha e Aeronáutica).

A ideia foi de quem?
Partiu de nós quatro. A maneira como o ataque foi percebido por nós foi muito ruim.

Fala-se muito da presença dos militares no governo, sobre militarização.
Somos cidadãos. Os militares nos últimos anos se voltaram para dentro dos quartéis, com aperfeiçoamento da sua profissionalização. Quando a gente olha lá para trás, para governar, o presidente Fernando Henrique trouxe quem ele conhecia, em quem ele confiava. Trouxe acadêmicos, professores, políticos, profissionais do meio dele. O presidente Lula trouxe, da mesma forma, sindicalistas. E eu não vejo nenhum problema nisso, porque quando você fala em cargo de confiança, são cargos de confiança. Não vejo como diferente do que aconteceu com o governo Bolsonaro. O presidente Bolsonaro trouxe para o governo, em sua maioria militares da reserva, que podem atuar como qualquer cidadão. E uma minoria da ativa, que é autorizada pela legislação vigente a ocupar cargos de natureza civil por até dois anos.

Existe sempre uma comparação de desempenho entre militares e civis.
Não estou aqui num devaneio de que os militares sejam 100% diferentes dos não militares. Logicamente que nós também temos problemas de desvios de conduta interna. Mas, existe, sim, uma característica em relação aos militares: nós não somos lenientes com isso, na medida em que a gente saiba. Isso é muito importante. A Força Aérea acaba de expulsar sete oficiais por envolvimento com atividades ilícitas. Ou seja, nós não somos lenientes com desvios. Nem desvios administrativos nem de comportamento.

Mas esse governo pode ser chamado de governo militar?
Essa ideia de que nós temos um governo militar, nós vemos claramente isso como uma pauta. E isso sim, tem nos desagradado muito. Uma pauta de parte da oposição, dentro do jogo político. E eu não estou me metendo no jogo político de governo e oposição. Esta pauta de colocar no imaginário popular que os militares, principalmente os de mais alta patente, não são tão honestos, sequer tão capazes, é uma pauta que parte da imprensa vem tentando incutir nas suas matérias. E parte da oposição também. Alguns valores como combate à corrupção, valores republicanos, foram a base da campanha do presidente Bolsonaro, que o elegeram. Para que a oposição tente voltar, ela tem de combater esses valores. A razão de estarem fazendo isso é mostrar que esse governo não é tão diferente do que nós já vimos anteriormente.

O senhor acha que há prejulgamentos?
Aquele rapaz (Roberto Dias, ex-diretor de logística do Ministério da Saúde) que estava lá depondo ontem (anteontem), funcionário público concursado, ele (Omar Aziz) tratou como um militar da Força Aérea Brasileira. Ele era um sargento controlador (de voo) que pediu demissão da Força Aérea em 2009. Eu não estou dizendo que o rapaz tem ou não culpa. Acho que o processo tem de chegar às conclusões. Só que, o presidente de uma CPI, prematuramente, fazer julgamentos de oficiais, e a gente está vendo ele fazer isso com o Pazuello, um general da ativa, isso é muito desagradável e não podemos aceitar.

O senhor acha que eles estão conseguindo mudar a percepção da população sobre as Forças Armadas?
A sociedade já, há algum tempo, está muito polarizada. Há mais de dez anos. As pessoas pararam de ouvir o outro lado. O diálogo passa a ser desnecessário. As pessoas estão ficando mais surdas, mais radicais nas suas posições, e isso é ruim para a sociedade. A sociedade deve discutir democraticamente, entender o ponto de vista do outro, reduzir inflexibilidade, entender as dificuldades da sociedade… Hoje, quem fala mal de alguma coisa não escuta nada sobre qualquer coisa boa do outro lado, e vice-versa.

Como o senhor analisa as críticas sobre o fato de comandantes militares estarem se posicionando publicamente sobre diversos assuntos, inclusive em redes sociais?
Tem muita gente que se desacostumou de ver os comandantes falarem, principalmente depois da criação do Ministério da Defesa. Outro dia, sofri uma representação de um deputado do PSOL por causa de um post no Twitter. Uma coisa é os comandantes não se meterem em política partidária, o que não está acontecendo. Outra coisa é imaginarem que um comandante de uma Força, com 70 mil ou 200 mil homens e mulheres que representam, uma parte importante da sociedade, sejam apolíticos, alienados da conjuntura do Brasil. Penso que nossa participação tem sido ponderada e responsável, evitando trazer discussões político-partidárias para dentro das organizações militares. Essa discussão toda na sociedade está muito esgarçada. O momento é de união. Já temos dificuldades demais. A polarização e o radicalismo têm prejudicado atingirmos o bem-estar social. Para isso, cada instituição deve cumprir sua missão dentro dos limites de autoridade que tem. Precisamos de maturidade e reflexão de todos.


Vacinação contra a Influenza, contra a gripe em Aracaju, na Paróquia Sagrado Coração de Jesus.

João Calixto Montalvão nessa sexta-feira (9), foi vacinado contra a Influenza (gripe), na Paróquia Sagrado Coração de Jesus em Aracaju.

Corregedor do MP orientou Ediene sobre apuração contra promotor que a investigava

por Italo Nogueira e José Marques | Folhapress

Corregedor do MP orientou Ediene sobre apuração contra promotor que a investigava
Foto: Bahia Notícias

O corregedor nacional do Ministério Público, Rinaldo Reis Lima, orientou a ex-procuradora-geral da Bahia Ediene Lousado, investigada na Operação Faroeste, sobre a possibilidade de o órgão abrir uma apuração contra um promotor que atuava no caso.

 

As informações constam em denúncia apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República) ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), que acusa Ediene de ter praticado os crimes de advocacia administrativa e violação de sigilo funcional e também de ter integrado organização criminosa (saiba mais aqui). Sua defesa sempre negou que ela tivesse cometido irregularidades.

 

Segundo a denúncia, assinada pela subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo, Ediene atuou para favorecer pessoas investigadas em apurações relacionados ao suposto esquema, inclusive repassando dados sobre interceptações telefônicas (saiba mais aqui).

 

Principal operação sobre venda de decisões judiciais do país, a Faroeste se ramificou em investigações que envolvem outros Poderes além do Judiciário e ajudou a desmontar um suposto esquema que envolvia empresários, advogados e agentes públicos que operavam para interessados.

 

Ediene foi alvo de busca e apreensão no ano passado, no âmbito da Faroeste, já depois de deixar o cargo de procuradora-geral da Bahia. Ela também foi afastada do Ministério Público. A denúncia é recheada de conversas que ela teve em aplicativos de mensagens.

 

Segundo a Procuradoria, a partir dessas conversas "percebe-se que Ediene Lousado possuía duas preocupações centrais: o avanço da Operação Faroeste e o monitoramento da atividade funcional do Promotor de Justiça João Paulo Schoucair, cedido para atuar como membro auxiliar do procurador-geral da República nos casos envolvendo ações penais originárias no Superior Tribunal de Justiça".

 

Em uma conversa com outro procurador, Ediene disse que estava acompanhando de perto o trabalho de Schoucair e que queria saber o que ele "está colocando nessa investigação contra mim".

 

"Quero ir ao STJ. Quero me blindar", disse também ao colega, em conversa interpretada pelo Ministério Público Federal como tentativa de interferência na investigação.

 

Em outra ocasião, a procuradora de Justiça afastada faz relatos sobre uma representação apresentada junto ao CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) contra Schoucair, assinada por uma pessoa fictícia. A procuradora queria que o promotor fosse investigado com base nesse documento. A denúncia da PGR não informa qual o teor dessa representação.

 

Mas, como a representação era assinada por uma pessoa que não tinha identidade e endereços válidos, ela seria arquivada pela Corregedoria do CNMP. Ediene procura, então, o corregedor Rinaldo Reis, para achar meios de uma apuração ser aberta.

 

Ela questiona ao corregedor, segundo as capturas de tela apresentadas na denúncia, se a Corregedoria Nacional apuraria o fato se ele saísse na imprensa. Informa que estaria sendo ameaçada.

 

Rinaldo responde: "Sim. Melhora bastante [se sair na imprensa]. Mas não apareça nisso de jeito nenhum!!!".

 

Procurado pela reportagem, Rinaldo confirmou que foi procurado por Ediene para saber informações sobre uma representação protocolada na Corregedoria. Ele afirmou que informou à colega as falhas na documentação.

 

"Ela veio me dizer algo que estava ocorrendo na Bahia que ninguém apurava. Disse a ela que se alguém representasse, eu apurava. Depois, ela me perguntou sobre a representação. Disse que havia um problema de documentação", disse o corregedor.

 

Ele disse que o caso -sobre o qual declarou não se lembrar detalhes- foi arquivado em razão das falhas. "Em nenhum momento o procedimento-padrão do CNMP deixou de ser observado", afirmou Rinaldo.

 

O corregedor afirmou não considerar errado caso a procuradora afastada tenha usado o nome de outra pessoa para fazer a representação.

 

"Qualquer pessoa que saiba de qualquer infração disciplinar pode ligar para a Corregedoria, falar com o corregedor. Às vezes ela não quer aparecer, pergunta como fazer uma denúncia anônima. Eu instauro diversas investigações em notícias que saem em jornais, blogs, televisão", disse ele.

Ele também discordou da interpretação dada pela PGR de que a atuação da Corregedoria poderia "perturbar e impedir a produção de provas". "Pelo que me lembre, o assunto não era nada que geraria uma punição grave, apenas uma advertência", declarou.

 

Rinaldo afirmou ainda que orientou Ediene a não se vincular à denúncia, caso o assunto fosse levado à imprensa, para não prejudicá-la na tentativa de obter uma cadeira no CNMP. À época, o nome dela estava em discussão no Senado.

 

"Ediene estava num momento em que seria sabatinada no Senado. Disse a ela que não seria bom ela aparecer como alguém que estava denunciando um colega. Como uma candidata que precisa do apoio da classe, apareça como alguém que faz representação disciplinar contra um colega", disse.

 

O corregedor afirmou que não sabia que a procuradora era alvo de investigação no momento em que eles trocaram mensagens.

 

Também procurado, o advogado de Ediene Lousado, Milton Jordão, afirma que a defesa ainda não tomou conhecimento do teor da denúncia, que está sob sigilo, e não se manifestará.

 

A denúncia da PGR também afirma que a ex-procuradora-geral de Justiça atuou para blindar investigados da Operação Faroeste, como o ex-secretário de Segurança Pública da Bahia Maurício Barbosa, a desembargadora afastada Maria do Socorro Barreto Santiago e o empresário Adailton Maturino, conhecido como "falso cônsul".

 

Eles também foram denunciados pela PGR, sob outras acusações. A defesa de todos sempre negou que tenham cometido qualquer irregularidade.

 

Ano passado, Ediene ficou conhecida pela relação com Carlos Rodeiro, o "joalheiro das celebridades", também investigado na Faroeste.

 

Rodeiro foi alvo de busca e apreensão sob suspeita de que suas joias eram um meio de lavar dinheiro do suposto esquema de venda de sentenças e também de que subornava autoridades.

 

Em seu celular, os investigadores encontraram diversas conversas com Ediene Lousado. Ela entregou, em uma viagem para Brasília, um colar de Rodeiro de presente para a então procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

 

Para a investigação, uma "sistemática que aparenta possível tentativa de cooptação da máxima autoridade do Ministério Público brasileiro, responsável, em última instância, pelo desfecho da Operação Faroeste".

 

"Raquel amou o presente! Depois te mando as fotos", disse Lousado antes de enviar uma imagem com Dodge usando o colar. Depois, Lousado pede a Rodeiro que lhe faça uma transferência bancária porque estava "precisando muito".

 

Rodeiro sempre negou irregularidades. Disse no começo do ano à reportagem que Ediene é "uma amiga muito querida". Ele também confirmou que presenteia artistas, celebridades e personalidades com suas joias, mas destaca que não se tratam de joias de valor e servem para divulgar seu trabalho.

Bahia Notícias

Vereadores de PP e PSB de Ipirá são cassados por fraude em cota de gênero

Vereadores de PP e PSB de Ipirá são cassados por fraude em cota de gênero
Câmara Municipal de Ipirá | Foto: Reprodução

Uma ação de investigação judicial eleitoral, movida pelo Partido dos Trabalhadores (PT) contra todos os candidatos e candidatas ao cargo de vereador (a) pelo Partido Progressista (PP) e Partido Socialista Brasileiro (PSB), determinou a cassação dos diplomas de registros dos candidatos em Ipirá, na Bahia.

 

A decisão foi da juíza Eleitoral Carla Graziela Constatino de Araújo, na ação de número Eleitoral 0600474-82.2020.6.05.0062 / 062ª Zona Eleitoral de Ipirá.

 

Para o autor, a impugnação das candidaturas tem como base o argumento de que os envolvidos teriam lançado candidaturas femininas fictícias, com finalidade de aparentar cumprir a legislação eleitoral.

 

Segundo a sentença, Ivete Francisca da Silva Matos, candidata pelo PP, e Fabrícia dos Santos Dunda, candidata pelo PSB, obtiveram votação 0 (zero), o que, segundo a ação, permite presumir a prática de fraude na composição da cota de gênero, com a apresentação de candidaturas femininas falsas, para burlar a legislação eleitoral.

 

A juíza reconhece a prática de fraude no cumprimento da regra eleitoral da cota de gênero nas candidaturas pelo Partido Progressista e pelo Partido Socialista Brasileiro às eleições proporcionais 2020 do Município de Ipirá.

 

Ainda de acordo com o texto, Ivete Francisca da Silva apresentou prestação de contas zerada e Fabrícia dos Santos Dunda deixou de apresentar prestação de contas.

 

A ação também determinou a anulação de todos os votos destinados aos partidos e declarou inelegibilidade de Ivete Francisca da Silva e Fabrícia dos Santos Dunda para as eleições a se realizarem nos 8 (oito) anos subsequentes às eleições 2020.

Bahia Notícias

Bolsonaro integra lista de 37 'predadores da imprensa livre' elaborada por ONG

por Patricia Pamplona | Folhapress

Bolsonaro integra lista de 37 'predadores da imprensa livre' elaborada por ONG
Foto: Isac Nóbrega/PR

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) passou a integrar uma lista de pouco prestígio: a galeria de "predadores da imprensa livre" elaborada pela ONG Repórteres Sem Fronteiras com 37 chefes de Estado.
 

O líder brasileiro é um dos 17 novos integrantes da compilação, que traz pela primeira vez duas mulheres, Sheikh Hasina, de Bangladesh, e Carrie Lam, de Hong Kong, e um líder da União Europeia, o húngaro Viktor Orbán. A edição anterior da lista havia sido publicada em 2016.
 

Na ficha de Bolsonaro, a organização descreve o que chamou de "método predatório" --insultos, humilhação e ameaças vulgares--, os alvos preferidos --jornalistas mulheres, analistas políticos e a Rede Globo-- e a característica do seu discurso oficial --vulgaridades. O presidente tomou posse em 1º de janeiro de 2019, e a entidade afirma que ele é um "predador" desde que assumiu o cargo.
 

A ONG traz ainda alguns trechos de falas de Bolsonaro, como quando disse a apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, em 6 janeiro, que a imprensa "não é nem lixo, porque lixo é reciclável". No mesmo dia, também afirmou: "Chefe, o Brasil está quebrado, e eu não consigo fazer nada. Queria mexer na tabela do Imposto de Renda, teve esse vírus, potencializado por essa mídia que nós temos. Essa mídia sem caráter".
 

Outro destaque foi a vez em que o presidente usou palavrões para rebater críticas sobre o gasto de R$ 1,8 bilhão do governo federal em alimentos e bebidas em 2020. "Vai para puta que o pariu. Imprensa de merda essa daí. É para enfiar no rabo de vocês aí, vocês não, vocês da imprensa essa lata de leite condensado", disse Bolsonaro, em 27 de janeiro, em vídeo que circulou nas redes sociais.
 

Os ataques a jornalistas e interrupções abruptas de entrevistas devido a perguntas incômodas vêm desde o início do mandato. Mais recentemente, o presidente xingou de idiota uma repórter de uma afiliada do SBT e mandou outra, dessa vez de uma afiliada da TV Globo, calar a boca.
 

Ao lado de Bolsonaro, há outros 36 líderes com diferentes táticas, como Daniel Ortega, da Nicarágua. A ONG afirma que ele, na liderança do país desde 2007, tornou-se predatório em novembro de 2016, desde sua eleição para um terceiro mandato consecutivo. O principal método empregado pelo ditador é o sufocamento econômico e a censura judicial, e os alvos, a família Chamorro e a mídia privada.
 

Dois integrantes da família, inclusive, estão entre os seis candidatos de oposição detidos no último mês no país. O primeiro foi a jornalista Cristiana Chamorro, em 2 de junho, que agora segue em prisão domiciliar. Seu primo, o economista Juan Sebastián Chamorro, também foi preso.
 

Já o discurso é classificado de paranoico e exagerado, com destaque à fala de maio de 2020, direcionada à mídia americana e costarriquenha: "Terrorismo de desinformação, dirigido pelos EUA e tomado pelo valor de face pela mídia de muitos países, especialmente a Costa Rica, é brutal, criminoso e xenófobo."
 

Outro latino-americano a figurar na galeria de predadores com características parecidas às de Ortega é o ditador Nicolás Maduro, da Venezuela. Seus métodos listados são a censura e a estrangulação econômica deliberadamente orquestrada, que têm como alvo a mídia privada e o jornal El Nacional --que neste ano teve o prédio confiscado pelo regime e foi condenado a pagar indenização milionária.
 

A descrição de seu discurso oficial também não difere muito: difamação paranoica. O destaque mais recente vai para um trecho de uma fala de fevereiro de 2019. "Muito da guerra da mídia à qual a Venezuela está sujeita é desenhada para garantir que ninguém chegue perto da Venezuela, que ninguém venha investir, apesar de a Venezuela ser o melhor país do mundo para investir."
 

No rol de ditadores também estão nomes como Aleksandr Lukachenko (Belarus) e Kim Jong-un (Coreia do Norte). Entre as grandes potências mundiais figuram Vladimir Putin (Rússia) e Xi Jinping (China).
 

O russo é tido como predador desde que assumiu o cargo em 2000 --de lá para cá, foram quatro mandatos presidenciais, além do período como primeiro-ministro de Dmitri Medvedev. Putin usa o método do nacionalismo autoritário contra seu alvo principal, a mídia independente, e a ONG destaca ao menos oito jornalistas russos que estão detidos atualmente e um que morreu na prisão em 2020 por falta de atendimento médico, Aleksandr Tolmashev.
 

O discurso oficial do presidente russo é classificado como "hipocrisia descarada", e a Repórteres Sem Fronteiras lembra uma fala sua durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, em junho deste ano. "Temos tantos canais de notícias, de internet, temos tantas opiniões diferentes e há tantas opiniões críticas na mídia, sobre as autoridades (e sobre mim). Eu não acho que os seus países tenham isso, jornalistas que critiquem o governo tão duramente."
 

O líder do país asiático, por sua vez, adota como método predatório o que a ONG chamou de "vazio de repressão". "A mídia estatal deve não apenas seguir a liderança do Partido [Comunista Chinês], mas também 'refletir a vontade do partido, resguardar sua autoridade e sua união'", afirma a entidade. "Sob Xi, o assédio a correspondentes internacionais e suas fontes também alcançou novas altas."
 

O alvo do dirigente é simples: aqueles que saiam da narrativa. E seu discurso oficial é classificado de doutrinação paternalista, expressada em uma fala de fevereiro de 2016, em referência aos jornalistas da CCTV, da agência Xinhua e do jornal People's Daily, todos veículos estatais. "Eles precisam amar o partido, proteger o partido e se alinhar estreitamente à liderança do partido em pensamento, política e ação."

Bahia Notícias

O enigma da foto da semana...

 

Essa é uma pergunta irrespondível.

Perguntaram-se se essa foto foi  tirada no Muro das Lamentações?

Deixo de responder por desconhecer a origem.

É incrível ! Com mais de um ano de antecedência, Bolsonaro “prevê” fraudes nas eleições de 2022

Publicado em 9 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Roque Sponholz (humorpolitico.com.br)

Pedro do Coutto

Jair Bolsonaro compete consigo mesmo em matérias absurdas, como agora a reportagem de Gustavo Côrtes e Pedro Caramuru, o Estado de São Paulo de quinta-feira, revela ao destacar uma entrevista do próprio presidente da República na noite de quarta-feira à rádio Guaíba de Porto Alegre.

Disse ele: “”Eles vão arranjar problemas para o ano que vem. Se esse método continuar aí, sem inclusive a contagem pública, eles vão ter problemas, porque algum lado pode não aceitar o resultado. Esse algum lado, obviamente que é o nosso lado, pode não aceitar esse resultado”.  

ATAQUE – Não satisfeito, Bolsonaro atacou o ministro Luís Barroso e disse que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral estaria participando com o Congresso Nacional de um esforço para que seja rejeitado o projeto que restaura o voto impresso. A votação deste projeto estava prevista para ontem, mas foi adiado para o dia 15, votação na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

Bolsonaro acentuou ainda que não querem colocar o projeto em votação porque sabem que irão perder e, para evitar a derrota, os interessados recorreram à interferência do ministro Barroso. Além disso, frisou também que o voto impresso pode ser auditado, ao contrário do voto da máquina eletrônica.

Ele concluiu a sequência de absurdos dizendo que “a democracia está ameaçada por alguns de toga que perderam a noção de até onde vão os seus direitos e deveres”. Como se constata, o presidente da República demonstra, mais uma vez, a sua incapacidade política e o seu delírio que, no fundo da questão, se volta para um ato de força caso seja derrotado nas urnas do próximo ano.

CRÍTICAS DE OMAR – Omar Aziz não atacou de forma alguma as Forças Armadas. Ele criticou somente os coronéis Marcelo Blanco e Elcio Franco, este que era o número dois do Ministério da Saúde na gestão de Pazuello. Ambos faziam parte da estrutura do Ministério da Saúde. Blanco é citado como tendo participado do no jantar no shopping em Brasília em companhia de Dominguetti.

Este, por sua vez, cabo da Polícia Militar de Minas Gerais, se apresentou como  representante da empresa  Davati Medical Supply e também tentava intermediar a negociação da vacina  indiana Covaxin. Elcio Franco, que ocupava cargo logo abaixo do então ministro Pazuello, também foi implicado pela CPI como responsável pela negociação para que o Ministério da Saúde adquirisse a vacina Covaxin.

ENTREVISTA – Na tarde de ontem, em entrevista à GloboNews, o senador Omar Aziz voltou a enfatizar que não se referiu de forma agressiva ao Exército, em particular, e às Forças Armadas, de maneira geral. referiu-se apenas aos dois coronéis com base em suas implicações no processo das vacinas de acordo com os depoimentos de Roberto Ferreira Dias e de Dominguetti.

Este último negociava vacinas por valores 40% acima dos oferecidos pelos demais laboratórios fabricantes. Omar Aziz, com base no diálogo traduzido do celular de Dominguetti, verificou que o encontro no restaurante do shopping foi agendado pelo próprio Ferreira Dias, sobretudo porque Dominguetti chegou ao jantar em companhia do coronel Blanco.

CARTA DE BARROS – Na tarde desta quinta-feira, o deputado Ricardo Barros, líder do governo na Câmara Federal, dirigiu uma carta ao presidente da CPI, Omar Aziz, protestando de forma exaltada contra a inclusão do seu nome nos trabalhos da Comissão, atribuindo a ele participação na engrenagem destinada a conduzir o contrato com a empresa indiana.

A cada passo, a questão da compra de vacinas se complica. Aliás, depondo ontem na CPI, a ex-coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde Francieli Fantinato criticou o governo pela falta de um projeto de comunicação e vacinação que mobilizasse efetivamente a população sobre importância de todos serem vacinados, respeitarem o distanciamento e colocarem a máscara na face.

Pelas restrições que fez, ela atribui às pressões políticas a sua demissão pelo ministro Marcelo Queiroga que, até agora, não conseguiu frear o processo de contaminação diária.

LIGAÇÕES SUSPEITAS – Na edição do Estado de São Paulo de ontem, reportagem de Fernanda Guimarães e Victor Faria, uma relação de empresas ligadas a quadros administrativos do Ministério da Saúde que prosperaram acentuadamente na atual gestão da pasta, especialmente no período em que ela foi ocupada por Pazuello.

Os repórteres sustentam que a Precisa e a Belcher Farmacêutica  possuem ligação com o deputado Ricardo Barros que nega o seu comprometimento. A tempestade sobre Brasília, conforme se vê, continua cada dia mais densa.

IMPOSTO DE RENDA –  Também no Estadão, Adriana Fernandes, Francisco Carlos de Assis e Eduardo Laguna, destacam um movimento de empresários contra o projeto do governo elaborado por Paulo Guedes para mudar o Imposto de Renda.

A reação partiu de 120 empresas que enviaram carta ao deputado Arthur Lira, presidente da Câmara, alertando quanto aos impactos negativos contidos num texto do governo.Os empresários consideram que ao invés da redução da carga fiscal, a proposta na realidade eleva o tributo.

OFENSIVA DAS EDITORAS –  Maria Isabel Miqueletto, em reportagem para o suplemento do Estadão de ontem, revela que as editoras de livros encontram-se na ofensiva de ampliar o mercado de seus produtos, o que na minha opinião revela a sempre forte presença da linguagem escrita.

Na realidade, a venda de livros avança de forma proporcional maior até do que a do crescimento da população em geral. Vale a pena acentuar mostrando duas faces da questão. Quando as emissoras de televisão, como é o caso da Globo e da GloboNews, reproduzem textos falados, eles são acompanhados de frases escritas colocadas nas telas. O segundo aspecto está no fato de a Amazon, que comercializa livros em todo o mundo, e que destaca autores em série, colocou o seu controlador Jeff Bezos entre os mais ricos do mundo.

Dossiê que teria sido feito pelo ex-diretor da Saúde assombra civis e militares do governo


Ilustração BC (Blog Carlos Lima)

Malu Gaspar
O Globo

Tanto os lances finais da sessão da CPI da Covid que ouviu o ex-diretor de logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias, como a reação dos comandantes militares às declarações de Omar Aziz (PSD-AM) sobre a existência de um “lado podre” nas Forças Armadas têm que ser interpretadas à luz de um fato novo: a crença de que está escondido na Europa um dossiê que Dias preparou enquanto estava no Ministério da Saúde para se blindar de acusações.

Depois que o cabo da PM Luiz Paulo Dominghetti declarou à CPI ter recebido de Dias um pedido de propina de US$ 1 por dose de vacina e teve o celular apreendido, o ex-diretor de logística foi demitido e percebeu que não teria alívio na CPI.

DOSSIÊ DA CORRUPÇÃO – Logo, começaram a circular nos bastidores de Brasilia informações de que o afilhado político de Ricardo Barros (PP-PR)  tinha feito um dossiê sobre casos de corrupção no ministério e iria à comissão disposto a entregar todo mundo.

O recado chegou à CPI por meio de gente próxima a Dias e mesmo de jornalistas, configurando a guerra de nervos que se deu antes do depoimento.

Quando Dias se sentou diante dos senadores, a expectativa dos membros do G7, o grupo de oposição e independente que comanda a comissão, era de que ele fizesse como o deputado Luis Miranda ou o PM Dominghetti e, cedo ou tarde, fizesse alguma revelação bombástica. Não foi bem o que aconteceu.

SEM REVELAÇÕES – Embora a toda hora alguém perguntasse se era verdade que ele havia e-mails da Casa Civil de Bolsonaro pedindo para “atender pessoas” – tipo de informação que segundo os senadores estaria disposto a dar na CPI –, Dias negou.

Mas, quando Aziz o pressionou para dizer se tinha feito mesmo um dossiê, o ex-diretor do Ministério da Saúde não confirmou, nem negou, criando um suspense que só aumentou a tensão.

Renan Calheiros (MDB-AL) ainda apertou Roberto Dias para dizer quem era Ronaldo Dias, seu primo que é dono do laboratório Bahiafarma – e que, segundo disseram à CPI, estaria com o tal dossiê. O ex-diretor apenas confirmou o laço entre eles e não disse mais nada.

CASA CIVIL OU MILITAR? – E aí entram os militares. No governo Bolsonaro, o ministério da Casa Civil, citado nas perguntas dos senadores, tem sido ocupado por generais. Hoje, o general Luis Carlos Ramos. Antes, o general Walter Braga Neto, que agora está no ministério da Defesa, e que coordenou o comitê de esforços contra a Covid montado pelo presidente Jair Bolsonaro. Portanto, citar a Casa Civil num dossiê, como sugeriu Omar Aziz, não seria trivial.

De imediato, porém, quem saiu chamuscado do depoimento foi um coronel. Segundo Dias, era Elcio Franco, o secretário-executivo do ministério, quem concentrava todas as negociações de vacina.

A todo momento, Dias empurrava as responsabilidades para o 02 de Pazuello.  O diretor de logística contou ainda que teve os principais subordinados substituídos por militares assim que Pazuello assumiu o ministério, deixando claro que havia uma rixa entre ele e os militares.

TERRITÓRIO OCUPADO – Nas palavras de um membro da CPI bastante experiente em ocupação de espaços no governo, “os militares chegaram ao ministério da Saúde e constataram que o território já estava ocupado pelo Centrão”.

Foi nesse clima que, durante a sessão, o presidente da CPI Omar Aziz  sapecou ao microfone que “membros do lado podre das Forças Armadas estão envolvidos com falcatrua dentro do governo”.

E foi essa declaração que, pelo menos oficialmente, motivou a nota dos comandantes militares, dizendo que “as Forças Armadas não aceitarão qualquer ataque leviano às instituições que defendem a democracia e a liberdade do povo brasileiro.”

TURMA DO DEIXA DISSO – O saldo final da crise ainda está por ser medido. Ao longo da noite, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e vários outros senadores, se esforçaram para diminuir a temperatura do conflito com os militares, expressando respeito às Forças Armadas. A preocupação, porém, continua.

Até porque Roberto Dias saiu do plenário preso, acusado de mentir à CPI, e foi solto horas depois, sob fiança. Mas, mesmo sem ter dito nada, deixou no ar seco de Brasília a crença de que ele ainda tem guardado, em algum lugar, um dossiê que pode explodir a República, levando junto a imagem dos militares no governo.

É um erro pensar que a pandemia está dominada; continue a usar as máscaras


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Charge do Kleber (Estado de Minas)

Vicente Limongi Netto

Mesmo imunizada com duas doses de vacinas, a apresentadora Ana Maria Braga pegou covid. Vale o alerta do diretor-geral do Hospital Sirio-Libanês em Brasília, médico Gustavo Fernandes: #NãoPareDeSeCuidar. Daqui  a onze dias, a Grã-Bretanha para de usar máscara e libera geral. Será essa a política certa? Tenho minhas dúvidas, especialmente devido ao surgimento das variantes.

Ampliação do auxílio emergencial por mais três meses ajuda, mas é como cobertor curto. Basta ver o preço do botijão de gás, perto de 93 reais. Atento ao drama, o governador Ibaneis Rocha criará o vale-gás. Serão destinados 24 milhões de reais para atender 41 mil famílias.

GRATUIDADE NO ENEM – Excelente iniciativa da Frente Parlamentar Mista da Educação, lançando campanha para beneficiar estudantes carentes que perderam o direito à isenção da taxa de inscrição do Enem 2021.

Diante do crescente inferno astral do clã Bolsonaro, com denúncias e acusações pipocando de todos os lados, torna-se cada dia mais difícil a Rede Brasil lançar o telejornal só com notícias boas. Sonho do Palácio do Planalto, que não conhece democracia nem contraditório. 

APOSENTADORIA – Bela e justa homenagem do Correio Braziliense (7/7) ao ministro Marco Aurélio Mello, que no próximo dia 12 completa 75 anos de idade e se aposenta do Supremo Tribunal Federal.

Recebeu uma função que durante 31 anos exerceu com dignidade, coragem, isenção, competência e patriotismo. Respeitando a Constituição e com profundo respeito as liberdades individuais.  

Jamais acompanhou a maré. No finalzinho, votou contra a anulação das condenações de Lula e contra a suspeição do juiz Sergio Moro. Respeitou a decisão da maioria, mas fez questão de apontar a inconstitucionalidade. E Luiz Fux seguiu os votos dele.

BERNARDO CABRAL – O ex-senador amazonense precisou ser operado. Colocou pontes de safenas. Permanece hospitalizado mas melhorando bem. Deus no comando. Amigos ligam para Zuleide em busca de notícias. Todos orando pelo restabelecimento do respeitado homem público.

Recebo dezenas de mensagens desejando que o ex-ministro da Justiça e ex-presidente da OAB Nacional volte logo para casa. Entre elas, a do coronel Diógenes Dantas, que simboliza esplendidamente o respeito e a admiração que brasileiros de todas os cantos e origens dedicam ao ex-relator-geral da Constituinte e ex-senador. Na mensagem, o então major do Exército, Diogenes Dantas, membro da segurança pessoal do presidente Collor, lembra passagens daquela época, quando Cabral era ministro da Justiça:

O senador Bernardo Cabral é dez. Papai do céu vai deixá-lo conosco mais tempo. Grande cabeça. Ele é show.  Me lembro,  na segurança presidencial, em evento externo com multidão, ele falava para mim: “Vai, major, passa a  minha frente, agora é com você”. Sempre tratou  com respeito profissional e fidalguia os agentes de segurança pessoal. Rogo para o pronto restabelecimento e sua saúde.  O que se faz aqui na Terra ecoa no universo. Forte abraço”. Diógenes Dantas.

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