sexta-feira, abril 09, 2021

CPI da Covid-19 : Bolsonaro diz que STF interfere em Poderes e cita pedidos de impeachment de ministros da Corte


Daniel Carvalho
Folha

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse na noite desta quinta-feira (8) que o STF (Supremo Tribunal Federal) interfere nos outros Poderes ao mandar abrir a CPI da Covid-19. O mandatário citou ainda pedidos de impeachment de ministros da Corte que estão no Senado e, na visão dele, deveriam ser apreciados.

Em entrevista à CNN Brasil, Bolsonaro disse que “não há dúvida de que há uma interferência do Supremo em todos os Poderes”. “Agora, no Senado, tem pedido de impeachment de ministro do Supremo. Eu não estou entrando nesta briga, mas tem pedido. Será que a decisão não tem que ser a mesma também, para o Senado botar em pauta o pedido de impeachment de ministro do Supremo?”, indagou Bolsonaro.

SOLUÇÕES – “Não está na hora de, em vez de ficar procurando responsáveis, unir Supremo, Legislativo, Executivo para a busca de soluções? O que que vai levar a abertura da possível CPI? As provas que estamos no caminho certo, que fizemos tudo o possível estão aí”. O ministro do Supremo Luís Roberto Barroso mandou o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), instalar uma CPI da pandemia.

Em sua decisão, Barroso afirmou que estão presentes os requisitos necessários para a abertura da comissão parlamentar de inquérito, incluindo a assinatura favorável de mais de um terço dos senadores, e que o chefe do Senado não pode se omitir em relação a isso.

Além do potencial de agravar a crise política e da insatisfação de Bolsonaro, a determinação do ministro do STF retomou a discussão —acalorada nos últimos meses— sobre a disputa por protagonismo e a interferência entre Poderes. “É uma medida que, não tenho a menor dúvida, é para atingir o governo federal”, afirmou Bolsonaro.

PERSEGUIÇÃO – “Agora, queria que ele fizesse a mesma coisa, já que fez para nós, eu não queria entrar numa briga com ninguém do Supremo, uma liminar para o Senado abrir o processo de impeachment de ministro do Supremo Tribunal Federal também. Afinal de contas, aí mostra que ele é isento e tira meu discurso de agora, […] que seria uma perseguição ao Poder Executivo”, disse o presidente da República.

Pacheco afirmou que vai cumprir a decisão de Barroso, oferecendo segurança para os senadores e depoentes que frequentarem as audiências, mas manteve sua posição contrária à instalação da CPI durante a pandemia. O presidente do Senado disse que a comissão neste momento será um “ponto fora da curva” e que pode “ser o coroamento do insucesso nacional no enfrentamento da pandemia”.

Pacheco também afirmou que as audiências da CPI podem ser uma antecipação da corrida eleitoral em 2022 e servir de “palanque político” para potenciais candidatos. Alguns senadores criticaram o que consideraram ser uma interferência indevida do Judiciário no Legislativo.

JULGAMENTO – Barroso submeteu sua decisão para a análise da Corte. O caso será julgado na próxima sessão virtual do Supremo, que começa em 16 de abril e vai até o dia 26 do mesmo mês. Nesse período, os magistrados deverão incluir seus votos no sistema.

Em outra derrota de Bolsonaro, o Supremo manteve por 9 votos a 2 a decisão do ministro Gilmar Mendes de permitir que estados e municípios proíbam a realização de celebrações religiosas presenciais como forma de conter o avanço da pandemia da Covid-19.

“Temos decisões acontecendo e vocês sabem qual a minha opinião, Ok, e vamos tocar a vida aí. O Brasil está sofrendo demais e o que nós menos precisamos é de conflitos. Da minha parte, você sabe a minha posição. Respeito completamente a nossa Constituição. Não tem um pingo fora das quatro linhas da mesa”, disse Bolsonaro à CNN Brasil.

RISCO – Questionado especificamente sobre a decisão envolvendo as igrejas, o presidente afirmou que é “quase zero” a chance de contaminação entre frequentadores de igrejas e templos.

“Geralmente, o cara, quando está numa situação depressiva, ele procura Deus. E ele procura onde? Deus está em todo lugar, sabemos disso, mas ele vai na igreja, vai num templo. O templo fechado. E, lá dentro, com todas as medidas de afastamento etc, não tem a possibilidade de transmitir o vírus é quase zero.”

A decisão do Supremo não obriga gestores estaduais e municipais a proibirem cultos e missas, mas declara que decretos nesse sentido são permitidos e não violam a Constituição.

Aliada de Aras relativiza mortes da pandemia no STJ: 'Estão politizando o covid'


09/04/21 05:47 ‧ HÁ 4 HORAS POR ESTADAO CONTEUDO

A declaração foi dita nesta quarta, 7, um dia depois do recorde de quatro mil mortes por covid registradas em um único dia. "Estão politizando o covid", afirmou

Aliada de Aras relativiza mortes da pandemia no STJ: 'Estão politizando o covid'

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"Apesar dessa coisa que o 'Brasil é o segundo País do mundo' (com mais óbitos por covid), ele é o 47º. O Brasil tem 220 milhões de habitantes e a gente lê a manchete e fica muito apavorada, mas em números relativos, nós estamos em 47º lugar", afirmou. "Estão politizando o covid. Gente, o covid está no mundo inteiro. Parece que (o Brasil) é o único País do mundo que tem covid quando se lê a manchete. Parece que só o Brasil tem covid, eu estou muito apavorada".

Aliada do procurador-geral da República Augusto Aras, Lindôra Araújo é vista pelos colegas como um nome associado ao bolsonarismo. A sua declaração no STJ ocorreu em um momento em que a Corte prestava homenagens ao ex-ministro Paulo Medina, que morreu de covid no sábado, 3.

Durante seu pronunciamento, a subprocuradora defendeu que as pessoas devem parar de 'condenar o que está acontecendo' e 'evitar brigas políticas'. "Vamos rezar pelos mortos e tentar ajudar o País", afirmou.

O presidente do STJ, ministro Humberto Martins, acompanhou Lindôra e afirmou que 'a pandemia será vencida com a misericórdia divina'. Martins é um dos nomes cotados para uma indicação do presidente Jair Bolsonaro à uma vaga no Supremo Tribunal Federal.

"Temos que ter fé, amor, esperança e marchamos unidos, de mãos dadas e com fé e oração. Vamos vencer essa pandemia e passar por esse momento de lágrimas e ansiedade. Deus é um Deus de poder e a Sua palavra tem muita força", disse o ministro.

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Campanha de vacinação contra a gripe começa na segunda

 09/04/21 06:13 ‧ HÁ 3 HORAS POR AGÊNCIA BRASI

Além de evitar complicações decorrentes da gripe causada pelo vírus, a vacinação ganha uma outra importância no momento

Campanha de vacinação contra a gripe começa na segunda

Com diversos estados com leitos de unidades de terapia intensiva (UTI) lotados e filas de espera em função da pandemia do novo coronavírus, a iniciativa também é importante para evitar uma sobrecarga nos sistemas de saúde.

O público estimado pelo ministério é de 79,7 milhões de pessoas e o objetivo é vacinar pelo menos nove em cada dez pessoas dos grupos prioritários.

Os grupos serão organizados para vacinação em três etapas. Os dias de mobilização, chamados de dias D, serão definidos em cada município pela Secretaria de Saúde local.

Os grupos prioritários são:

- Crianças de 6 meses a menores de 6 anos;

- Gestantes;

- Puérperas;

- Povos indígenas;

- Trabalhadores de saúde;

- Pessoas com 60 anos ou mais;

- Professores;

- Portadores de doenças crônicas não transmissíveis;

- Pessoas com deficiência permanente;

- Forças de segurança, de salvamento e armadas;

- Caminhoneiros;

- Trabalhadores do transporte coletivo de passageiros;

- Funcionários trabalhando em prisões e unidades de internação;

- Adolescentes cumprindo medidas socioeducativas em unidades de internação;

- População privada de liberdade.

O Ministério da Saúde não recomenda que seja feita a aplicação das vacinas contra a covid-19 e contra a influenza conjuntamente. A pasta recomenda que as pessoas que estiverem nos grupos prioritários procurem se vacinar antes contra a covid-19. Especialistas recomendam pelo menos uma diferença de 14 dias entre uma e outra.

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Torrentes: Militares ligados ao governo de Pernambuco são condenados por desvios milionários na compra de cobertores para vítimas das enchentes.


Posted: 08 Apr 2021 10:48 AM PDT

Praça Ismael Gouveia, em Palmares, em junho de 2010 — Foto: Reprodução/TV Globo



Recursos que deveriam ser usados para compra de cobertores foram desviados por empresários e militares

O Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco (PE) obteve, na Justiça Federal, a condenação de sete envolvidos em fraudes com recursos federais, oriundos do Ministério da Integração Nacional, que deveriam ter sido destinados à compra de cobertores para vítimas das enchentes ocorridas em Pernambuco, em 2010. A denúncia do MPF foi oferecida no âmbito da Operação Torrentes, deflagrada em 2017.

Acatando parcialmente os pedidos da denúncia do MPF, a Justiça Federal condenou os policiais militares Mário Cavalcanti de Albuquerque e Laurinaldo Félix Nascimento, que ocupavam, na Casa Militar do Governo de Pernambuco (Camil), respectivamente, os postos de secretário e presidente da Comissão Permanente de Licitação.

Também foram condenados os policiais militares Paulo Estevam Vilela e Rolney Feitosa de Souza, integrantes da Comissão de Recebimento de Materiais da Camil à época, além do também policial militar Marcos Guedes Calé e o casal de empresários Rogério Fabrizio Roque Neiva e Joseleide Gomes Neiva, sócios-administradores da empresa RJ Comércio de Eletrodomésticos, beneficiados no esquema criminoso. Waldemir José Vasconcelos de Araújo, ex-secretário executivo da Casa Militar, foi absolvido das acusações.

As penas aplicadas pela Justiça Federal variam de três anos e sete meses a sete anos e três meses de reclusão. Os réus também foram condenados ao pagamento de multa, à reparação do dano causado ao erário, perda dos cargos públicos e dos bens acrescidos ao patrimônio dos envolvidos em decorrência da prática criminosa.

Os réus foram denunciados pela prática dos crimes de inobservância das formalidades em inexigibilidade de licitação e peculato. As fraudes ocorreram entre junho e setembro de 2010 e envolveram duas licitações e os respectivos contratos, destinados à compra de 84.720 cobertores para as vítimas das enchentes.

Esquema fraudulento – De acordo com o MPF, os militares, em articulação com os empresários, praticaram diversas irregularidades para contratar a RJ Comércio de Eletrodomésticos e desviar a verba pública para essa empresa, dissimulando o cumprimento de requisitos legais e a entrega dos cobertores. O prejuízo aos cofres públicos foi superior a R$ 3 milhões.

No procedimento de licitação, foi simulada a consulta de preços a quatro empresas, todas pertencentes a familiares de Joseleide Neiva. Elas apresentaram propostas fictícias para direcionar a contratação da RJ Comércio de Eletrodomésticos, que foi escolhida indevidamente para fornecer os cobertores, mesmo oferecendo o produto com valor superfaturado, ao preço de R$ 16,00 por unidade, mais alto dentre outros contratos de fornecimento de cobertores firmados pela RJ Comércio em 2010 e em anos posteriores.

As apurações do MPF concluíram ainda que não houve nenhum documento comprovando a entrega de ao menos um cobertor. Os denunciados forjaram o recebimento da mercadoria, com a emissão de notas fiscais frias pelos empresários e de termos de recebimento falsos pela Camil.

Histórico - A Operação Torrentes, deflagrada em novembro de 2017, investiga grupo criminoso que praticou fraudes na execução de ações de auxílio à população afetada pelas chuvas, que deixaram mais de 80 mil pessoas desabrigadas em Pernambuco. O montante global recebido da União na época, por meio da Operação Reconstrução, do Ministério da Integração Nacional, foi de aproximadamente R$ 450 milhões, destinados à assistência dos cidadãos atingidos pelas chuvas torrenciais e enchentes que assolaram as regiões da Zona da Mata e do Agreste pernambucano em 2010. A atuação conjunta de MPF, Polícia Federal, Controladoria-Geral da União e Receita Federal levou à identificação de várias irregularidades em outras licitações e contratos, já tendo resultado no oferecimento de 12 denúncias à Justiça Federal.

Processo nº 0813587-79.2018.4.05.8300 – 13ª Vara Federal em Pernambuco


Assessoria de Comunicação Social
Procuradoria da República em Pernambuco

quinta-feira, abril 08, 2021

Núcleo duro da Lava Jato aceita estratégia de Fachin sobre incompetência de Curitiba

Publicado em 8 de abril de 2021 por Tribuna da Internet

Deltan Dallagnol é um dos signatários do recurso ao STF

Rayssa Motta e Rafael Moraes Moura
Estadão

O núcleo duro da extinta força-tarefa da Operação Lava Jato enviou de um memorial ao Supremo Tribunal Federal (STF) defendendo que o plenário da Corte analise a decisão do ministro Edson Fachin que declarou a incompetência da Vara Federal de Curitiba para processar as acusações contra o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT), anulando as condenações do petista nas ações do triplex do Guarujá e do sítio de Atibaia.

Os advogados Marcelo Knopfelmacher e Felipe Locke Cavalcanti, que defendem os procuradores, que os 11 ministros devem decidir sobre os recursos da Procuradoria Geral da República e da própria defesa de Lula para ‘evitar decisões divergentes e contraditórias’ das turmas em relação às deliberações plenário.

NOVA MANOBRA – O movimento é uma manobra para retomar a estratégia inicial de Fachin. Ao anular as condenações de Lula, o ministro queria dar como encerrada a discussão sobre a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro. O relator Fachin acabou duplamente vencido na Segunda Turma: os colegas entenderam que a análise deveria ser retomada e, ao final do julgamento, formaram maioria (3 a 2) para declarar Moro parcial no caso do triplex.

“Uma vez confirmada (se confirmada) a incompetência do Juízo da Vara de Curitiba, entende-se que ficará prejudicada a questão relativa à suspeição do Juízo, porque com tal reconhecimento o processo retorna à fase de recebimento da denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal, decidindo o magistrado de primeiro grau se aproveita os atos instrutórios do processo ou não, inclusive prevenindo possível prescrição na esfera penal”, argumentam os advogados.

DEFESA REAGE – Na outra ponta, a defesa de Lula tenta manter a análise dos processos do petista na Segunda Turma. Os advogados pedem que o colegiado reafirme sua competência para analisar os casos do petista. Como a questão de ordem não foi analisada no julgamento que declarou a suspeição de Moro, a defesa tentou outro caminho: enviou na semana passada um novo pedido no âmbito da reclamação que garantiu a Lula acesso às mensagens apreendidas na Operação Spoofing.

Para a defesa dos procuradores, a pretensão ‘desafia a autoridade do Plenário do STF, principalmente se considerado que a afetação ao Plenário pelo Relator é providência irrecorrível’.

“Tenha-se presente também que foi a própria defesa técnica do ex- Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva que impetrou em novembro de 2020 o HC relativo à incompetência do Juízo (HC no 193.726), ou seja, depois de já iniciado o julgamento do HC da suspeição (HC no 164.493) e interrompido por pedido de vista, não lhe cabendo escolher qual matéria deve ser julgada antes ou depois”, argumentam.

NOVA ANÁLISE – Portanto, pode se dar uma eventual reanálise do processo que declarou a suspeição de Moro no âmbito do julgamento, previsto para a primeira quinzena de abril, em que o plenário do Supremo vai decidir se confirma ou não a decisão de Fachin que anulou as condenações impostas pela Lava Jato ao ex-presidente e reabilitou o petista a disputar as próximas eleições.

O julgamento no plenário do Supremo será dia 14, na próxima semana.

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Para mim, trata-se de um assunto controverso e vergonhoso. Declarar a falta de competência territorial do maior juiz brasileiro, depois de seis anos de competência mais do que estabelecida diante de recursos? E fazê-lo através de habeas corpus, na undécima hora? Realmente, é desanimador. (C.N.)

ABI pede, em ação, que Supremo proíba assédio judicial contra jornais e jornalistas

 Foto: Divulgação/Arquivo

Advogado Cláudio Pereira de Souza Neto, um dos autores da ação da ABI08 de abril de 2021 | 17:44

ABI pede, em ação, que Supremo proíba assédio judicial contra jornais e jornalistas

BRASIL

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) pediu que o Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleça o entendimento segundo o qual o foro competente para apurar supostos crimes de imprensa seja a Justiça do domicílio do jornalista ou da sede da empresa de comunicação acusada de alguma impropriedade. Na ação, ajuizada na quarta-feira (07), a ABI argumenta que a definição do domicílio ou sede como foro é essencial para se coibir assédio judicial contra profissionais da imprensa. 

Assédio judicial contra a imprensa consiste na abertura de ações similares e simultâneas em várias cidades ou Estados com o objetivo de paralisar jornais ou jornalistas. A eventual obrigação de se deslocar constantemente para regiões distantes para se defender de ações, muitas vezes banais, pode causar sérios danos financeiros ou inviabilizar a prática profissional de jornalistas. Pode até mesmo impedir a própria defesa do profissional que, por razões óbvias, não comparecer em audiências obrigatórias. 

“O assédio judicial ou processual contra jornalistas é uma manobra nefasta que vem sendo usada no país para intimidar jornais e jornalistas. É importante que o Supremo examine a questão com a devida atenção e proíba de uma vez por todas esse truque. A liberdade de imprensa não pode estar subordinada ao poderio econômico ou político de acusadores de plantão”, afirma o advogado Cláudio Pereira de Souza Neto, um dos autores da ação da ABI.

Na ação são citados vários casos de jornalistas alvos de assédio judicial. O exemplo mais conhecido é o de uma repórter que foi vítima de nada menos que 115 ações em quase todo o país. A ABI entende também que as múltiplas ações propostas devem ser reunidas e julgadas pelo juiz que recebeu a primeira ação.

A ABI pede ainda que o STF defina o entendimento de que jornalistas e jornais só podem ser condenados mediante a comprovação de dolo e culpa grave. A partir daí, a responsabilização profissional da comunicação só seria possível naqueles casos em que a divulgação de informação imprecisa ou inverídica ocorre de forma deliberada e consciente. Ou seja, o autor de determinado artigo ou reportagem está ciente do erro, mas mesmo assim leva adiante a notícia com o claro propósito de atingir terceiros.

“O direito americano, que é muito mais avançada nesse aspecto, é assim. Um jornalista profissional não pode e não deve ser punido por erros involuntários. Às vezes alguns profissionais são induzidos a erros por autoridades ou por respeitadas instituições “, afirma Souza Neto. Para ele, eventuais punições devem recair apenas sobre profissionais que agem de má fé, movido por interesses espúrios.

A ABI também pede que o STF proíba o bloqueio de contas bancárias de jornalistas como forma de garantir, de forma antecipada, eventuais danos. Souza Neto argumenta que a penhora dos valores depositados nas contas de jornalistas podem atingir ,de forma drástica, as finanças das famílias desses profissionais.

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Rui acirra disputa com Bolsonaro e reverencia Lula, Dilma e Wagner por 'idealizar' Fiol

por Matheus Caldas

Rui acirra disputa com Bolsonaro e reverencia Lula, Dilma e Wagner por 'idealizar' Fiol
Rui ao lado de Lula, Dilma e Wagner em 2014 | Foto: Divulgação / PT

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), voltou a acirrar o terreno político com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Pelo Twitter, ele exaltou o trabalho na Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) dos ex-presidentes petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, e do ex-governador baiano, Jaques Wagner (PT). Nesta quinta (8), a empresa Bahia Mineração S/A (Bamin) venceu o leilão para concessão do trecho ferroviário entre Ilhéus e Caetité do empreendimento (leia mais aqui).

 

Para Rui, em projetos de longo prazo, ”quem começa não necessariamente vai inaugurar”.  “Idealizamos e executamos grandes projetos de infraestrutura para transformar a vida das pessoas. São projetos de longo prazo; quem começa não necessariamente vai inaugurar. Quem idealiza pensa nas gerações futuras, e não em fazer política”, escreveu.

 

Na visão do petista, Wagner “trabalhou incansavelmente pelo sucesso da FIOL e também viabilizou a implantação do Porto Sul, em Ilhéus”. “FIOL e Porto Sul são projetos “irmãos”, que se complementam e vão gerar emprego e renda para milhões de baianos”, pontuou.

 

“A Ferrovia de Integração Oeste-Leste, a FIOL, obra iniciada pela então presidente @dilmabr com o apoio do ex-presidente @LulaOficial, é um dos mais importantes projetos de infraestrutura em execução no país”, acrescentou, citando os ex-presidentes da República.

 

No ano passado, a obra ganhou contornos de disputa política quando o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, exaltou Bolsonaro ao classificá-lo como “o responsável por destravar o mais importante projeto de infraestrutura do estado.” (leia mais aqui)

 

Na época, o presidente se capitalizou politicamente por inaugurar a obra de um trecho da transposição do Rio São Francisco, travada desde os tempos dos governos petistas (leia mais aqui). No Nordeste, Bolsonaro colhe os maiores índices de rejeição ao seu governo. A região também foi a única na qual ele foi derrotado por Fernando Haddad (PT) no segundo turno da eleição presidencial em 2018.

 

A FIOL
Em abril de 2011, Lula esteve em Ilhéus e autorizou a ordem de serviço de quatro lotes do primeiro trecho da ferrovia. O projeto deveria ser concluído em 2014.

 

A concepção da ferrovia inclui três trechos: Ilhéus – Caetité, Caetité – Barreiras e Barreiras – Figueirópolis (TO). A concessão da obra como um todo está sob responsabilidade da Valec – Engenharia, Construções e Ferrovias S.A, empresa pública ligada ao Ministério da Infraestrutura.

 

Em setembro deste ano, Bolsonaro veio à Bahia para formalizar a parceria com o Exército Brasileiro, que ficará responsável pela construção de um trecho de 18.3 km da Fiol, correspondente ao lote 6 do empreendimento  próximo ao município de  Correntina, na Bacia do Rio Corrente (leia mais aqui). Esse trecho é o pedaço mais atrasado da obra.

 

O 4º Batalhão de Engenharia de Construção, de Barreiras, na mesma região, e o 2º Batalhão Ferroviário, de Araguari, em Minas Gerais, serão responsáveis pela conclusão do lote.

Bahia Notícias

STF nega liberação de missas e cultos durante a pandemia; estados devem decidir


por Lula Bonfim

STF nega liberação de missas e cultos durante a pandemia; estados devem decidir
Foto: Sérgio Lima / Poder360

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, no início da noite desta quinta-feira (8), contra a liberação judicial de missas e cultos durante a pandemia da Covid-19, mantendo sob poder de estados e municípios o direito de decidir acerca das medidas tomadas para combater a proliferação da doença.

 

Votaram contra a liberação os ministros Gilmar Mendes, relator do processo; Alexandre de Moraes; Edson Fachin; Luís Roberto Barroso; Rosa Weber; Ricardo Lewandowski; Marco Aurélio Mello; Luiz Fux, presidente da Corte Suprema; e Cármen Lúcia.

 

A favor da realização de missas e cultos durante a pandemia, votaram apenas os ministros Kássio Nunes Marques e Dias Tóffoli, findando o placar da votação em 9 a 2.

hia 

Celso de Mello diz que Bolsonaro se julga um “monarca absolutista” que “desconhece o valor da vida”

Publicado em 8 de abril de 2021 por Tribuna da Internet

Ex-ministro enviou mensagem a amigos criticando postura de Bolsonaro

Aguirre Talento
O Globo

 O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello enviou uma mensagem a amigos na qual fez duras críticas à atuação do presidente Jair Bolsonaro na pandemia da Covid-19, afirmando que o presidente “desconhece o valor da vida” por impedir a decretação de um lockdown nacional.

Aposentado do STF em outubro do ano passado, Celso tem se mantido afastado da vida pública desde então. Tem vivido em reclusão na sua residência em Tatuí (SP), sua cidade natal, mas fez esse desabafo a respeito do assunto.

DESGASTES DE NUNES – A vaga de Celso no Supremo foi ocupada pelo ministro Nunes Marques, indicado por Bolsonaro. Marques tem enfrentado desgastes dentro da corte após ter determinado, em uma decisão monocrática concedida no final de semana, a abertura dos cultos religiosos em meio ao recorde de casos e mortes da Covid-19.

O ex-ministro cita, em sua mensagem, o lockdown feito no município de Araraquara (SP), pelo prefeito Edinho Silva (PT), como exemplo bem-sucedido para o Brasil de combate à pandemia e elogia o fato de a medida ter seguido recomendações científicas das principais autoridades do mundo.

Após o fechamento das atividades, os casos e mortes na cidade foram reduzidos drasticamente. Especialistas têm defendido um lockdown nacional como única forma de frear o crescimento dos casos da Covid-19 e impedir o surgimento de novas variantes.

“MONARCA ABSOLUTISTA” – “Hoje, em nosso País, o Presidente da República (que julga  ser um monarca absolutista ou um contraditório ‘monarca presidencial’) tornou-se, com justa razão, o Sumo Sacerdote que  desconhece tanto o valor e a primazia da vida  quanto o seu dever ético de celebrá-la incondicionalmente !!! A sua arbitrária recusa em decretar o ‘lockdown’ nacional (como ocorreu em países de inegável avanço civilizatório) equivale a um repulsivo e horrendo ‘grito necrófilo'”, escreveu Celso de Mello.

A mensagem do ex-ministro foi revelada pelo site “Conjur” e obtida pelo O Globo. Esse grito necrófilo, explica o ex-ministro, refere-se a um fato histórico: “o conflito entre Miguel de Unamuno, Reitor da Universidade de Salamanca no início da Guerra Civil espanhola, em 1936, e o General Millán Astray, que, seguidor falangista fiel ao autocrata Francisco Franco, ‘Caudilho de Espanha’, lançou o grito  terrível  ‘¡Viva la Muerte; abajo la inteligencia’!”.

“Esse gesto insensato do Presidente da República , opondo-se ao ‘lockdown’ nacional, mostra-se, de um lado, próprio de quem não possui o atributo virtuoso do ‘statesmanship'”. A expressão pode ser traduzida como sentido de Estado ou qualidade de estadista.

NEGACIONISMO – Conclui na mensagem: “De outro lado, essa conduta negacionista torna imputável ao Chefe de Estado, em face de seu inqualificável despreparo político e pessoal, a nota  constrangedora e negativa reveladora daquela ‘obtusidade córnea” de que falava Eça de Queirós , em 1880, no prefácio da 3a. edição de sua obra ‘O Crime do Padre Amaro’, no contexto da célebre polêmica que manteve com o nosso Machado de Assis”.

No prefácio da terceira edição do seu livro, Eça de Queirós rebate críticas de que a obra seria cópia de outra, dizendo que isso só poderia ser dito por quem tem “obtusidade córnea” ou age de “má-fé cínica”.

Anvisa pede alteração em bula da vacina de Oxford para citar coágulo como 'muito raro

 por Natália Cancian | Folhapress

Anvisa pede alteração em bula da vacina de Oxford para citar coágulo como 'muito raro'
Foto: Fernando Vivas/GOVBA

Após decisão da agência europeia, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informou ter pedido à AstraZeneca alterações na bula da vacina de Oxford, que também é produzida no Brasil pela Fiocruz. O objetivo é incluir uma advertência sobre possíveis casos muito raros de formação de coágulos sanguíneos que podem estar associados ao uso da vacina.

A medida ocorre após casos como esses terem sido relatados em alguns países da Europa. Agências locais, porém, têm frisado que a recomendação de uso da vacina ainda está mantida e que os registros são muito baixos frente ao total de doses aplicadas.

Posição semelhante é reforçada pela Anvisa em comunicado emitido nesta quarta-feira (7).

No documento, a Anvisa mantém a recomendação de continuidade da vacinação com o imunizante de Oxford, "uma vez que, até o momento, os benefícios superam os riscos". Diz ainda que as ocorrências em investigação no mundo são "extremamente raras".

"A vacinação é efetiva na prevenção da Covid-19, reduzindo o risco de hospitalizações e mortes", completa.

Segundo a agência, a alteração na bula deve ser incluída no item "advertências e precauções". O objetivo é frisar o alerta sobretudo a profissionais de saúde.

Mais cedo, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) divulgou que passou a considerar acidentes vasculares raros relatados em pessoas que tomaram a vacina de Oxford/AstraZeneca como um "efeito colateral possível" do imunizante.

Em conjunto com a medida, a agência europeia frisou a recomendação de que o produto deve continuar a ser usado para prevenir casos graves de Covid-19 e mortes provocadas pelo coronavírus, já que os benefícios superam largamente os riscos do efeito colateral.

Em geral, o registro e a investigação de possíveis casos suspeitos de eventos adversos é comum a vacinas e medicamentos, e intensificada sobretudo quando há produtos novos, como as vacinas contra a Covid.

No Brasil, os casos são registrados no VigiMed e seguem para investigação.

Segundo a Anvisa, dentre 4 milhões de doses aplicadas da vacina de Oxford por aqui, foram registrados até o momento 47 casos suspeitos de eventos adversos tromboembólicos, sendo apenas um associado à trombocitopenia (diminuição do número de plaquetas, que são fragmentos de células que ajudam a coagular o sangue).

O volume é baixo, assim, frente ao total de doses já administradas, frisa a agência. Além disso, ainda não há comprovação de que esses casos tenham relação com o uso da vacina.

"Até o momento, não foi possível estabelecer uma relação direta e de causalidade entre esses 47 casos suspeitos de eventos tromboembólicos e o uso da vacina no Brasil. Também não foram identificados fatores de risco específicos para a ocorrência do evento adverso", informa.

A Anvisa reconhece, no entanto, que pode haver possível associação que precisa ser investigada, daí as medidas de precaução e alerta. A postura é semelhante à adotada por outras agências internacionais.

Ainda de acordo com a agência, "o risco de ocorrência de coágulos sanguíneos é baixíssimo, mas o cidadão deve estar atento a possíveis sintomas para que procure atendimento médico imediato".

Entre eles, estão falta de ar, dor no peito, inchaço na perna e dor abdominal persistente, além de sintomas neurológicos, como dores de cabeça fortes e persistentes ou visão turva, informa.

"Reforça-se que a maioria dos efeitos colaterais que ocorrem com o uso da vacina são de natureza leve e transitória, não permanecendo mais que alguns poucos dias", diz o órgão.

Em nota, a AstraZeneca disse que "tem colaborado ativamente com as agências reguladoras para implementar alterações na bula do produto e já está trabalhando para entender os casos individuais, a epidemiologia e os possíveis mecanismos que poderiam explicar esses eventos extremamente raros".

Antes da divulgação da Anvisa, o grupo de especialistas em risco farmacológico da OMS (Organização Mundia da Saúde) também divulgou uma avaliação nesta quarta, segundo a qual, "com base nas informações atuais, uma relação causal entre a vacina e a ocorrência de coágulos sanguíneos com baixo teor de plaquetas é considerada plausível, mas não foi confirmada".

"São necessários estudos especializados para compreender totalmente a relação potencial entre a vacinação e os possíveis fatores de risco", declarou o grupo.

De acordo com os especialistas, em campanhas extensas de vacinação, é normal que os países identifiquem eventos adversos potenciais. "Isso não significa necessariamente que eles estejam relacionados à vacinação em si, mas devem ser investigados para que questões de segurança sejam tratadas rapidamente", afirmou a OMS.

Bahia Notícias

Corregedor do TJ-BA manda juízes atenderem advogados em 24h

 por Cláudia Cardozo

Corregedor do TJ-BA manda juízes atenderem advogados em 24h
Foto: Cláudia Cardozo / Bahia Notícias

O desembargador Osvaldo Bomfim, corregedor das Comarcas do Interior do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), determinou que os juízes atendam a advogados no prazo de 24h. O pedido foi feito pela seccional baiana Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA).

 

No aviso, o desembargador afirma que os magistrados de entrância inicial e intermediária deverão colocar em prática "mecanismos que permitam o agendamento direto, público e transparente, do atendimento por videoconferência entre os magistrados e os advogados, bem como assegure o retorno aos e-mails enviados no prazo de 24h estipulado pelo Decreto Judiciário nº 358/2020, bem como a disponibilização de horários de atendimento pelos magistrados". O atendimento deverá observar as regras editadas pelo TJ-BA relativas ao funcionamento dos serviços judiciários durante a pandemia do coronavírus.

 

Para o presidente da OAB-BA, Fabrício Castro, a medida, se cumprida, será muito boa para o Judiciário. “Vai ser bom para o tribunal, que terá uma produtividade muito maior; vai ser bom para a advocacia, que vai conseguir trabalhar - a advocacia é indispensável para a administração da Justiça; e ao final será muito bom para o cidadão, que terá o seu direito observado”, declarou Fabrício em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, na Rádio Salvador FM. 

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