segunda-feira, março 08, 2021

Na vida, existem limites para tudo, mas Flávio Bolsonaro ultrapassou todos os limites

Publicado em 8 de março de 2021 por Tribuna da Internet

Partidos pedem ao STF que mande Flávio Bolsonaro entregar os dois relatórios da Abin | Carlos Sousa

Charge do Ykenga (Charge Online)

Carlos Newton
Folha

Na democracia, todos são iguais diante da lei e submetidos a limites, sem exceção. Séculos antes de Cristo, o filósofo grego Sócrates já ensinava que sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância. E o barão de Montesquieu, que doutrinou as bases do regime democrático, assinalava que “até a virtude precisa de limites”. Tanto tempo depois desses ensinamentos, a democracia brasileira passou a viver sem limites, nesse desgoverno liderado por Jair Bolsonaro.

O capitão-presidente realmente se comporta como se não fosse submetido a limites, vive num mundo à parte, no qual seus principais conselheiros não são os generais que o assessoram no Planalto.

TRÊS RECRUTAS ZERO – Nas lições da História, já houve muitos governantes que se apoiaram em conselheiros, como os Lourenço Médici com Maquiavel, Nicolau II com Rasputin e Luiz XIII com Richelieu. Governar pode até ser definido como “ouvir assessores e decidir”, não há novidade alguma.

O problema, no caso da atual conjuntura brasileira, é que o capitão-presidente despreza os experientes generais que o cercam e claramente prefere ouvir os filhos, que ele próprio rotula de recrutas e os identifica como Zero Um, Zero Dois e Zero Três, em homenagem às histórias em quadrinhos, e a família inteira segue os extravagantes conselhos do filósofo Olavo de Carvalho, uma espécie de guru de extrema-direita.

É claro, é óbvio, é evidente que um governo com essa hierarquia se posiciona de cabeça para baixo (ou de ponta-cabeça, como dizem em São Paulo). Isso não pode dar certo, porque recrutas não têm como comandar generais.

A COMPRA DA MANSÃO – O capitão-presidente demonstra claramente que não se preocupa com o interesse público. Suas preocupações principais são a reeleição e a anulação de inquéritos contra os filhos, que não têm a mínima condição de provar inocência e, para escapar da Justiça, dependem de tecnicalidades jurídicas e da boa vontade de magistrados desprovidos de caráter e dignidade.

O caso da compra da mansão pelo recruta Zero Um representa não somente uma afronta ao país, mas também a desmoralização dos generais que continuam a trabalhar no Planalto e não podem ficar eternamente fazendo olhar de paisagem, como se não estivesse acontecendo nada a seu redor.

Tudo na vida tem um limite. E a família Bolsonaro acaba de ultrapassar todos os limites, com a acintosa, indecorosa e insultuosa demonstração de enriquecimento ilícito.

DIZ LYA LUFT – Essa situação nos faz lembrar um pensamento da grande escritora gaúcha Lya Luft: “A crise da autoridade começa em casa, quando temos medo de dar ordens e limites ou mesmo castigos aos filhos. Estamos iludidos por uma série de psicologismos falsos. Muito crime, pouco castigo! Leis antiquadas, ou insuficientes. Assim chegamos a essa situação, como reféns em casa ou ratos assustados na rua”.

Lya Luft votou em Bolsonaro em 2018 e agora está arrependida, como tantos milhões de brasileiros. E ao contrário desses generais que se humilham diariamente perante o capitão-presidente, ela não se omite e faz questão de demonstrar seu desagrado.

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P.S.- 
Como diria Rubem Braga, esses generais, quando se olham ao espelho, percebem que estão envelhecidos e envilecidos. Suas biografias hoje valem menos do que uma nota de três dólares. (C.N.)

CPI da Covid ganha força no Senado, mas a bancada do governo reage e não aceita a convocação


F por não cumprimento de emendas

Há chances de convocar a CPI, diz Izalci Lucas, líder do PSDB

Luiz Calcagno
Correio Braziliense

A pressão para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as ações do governo na pandemia do novo coronavírus cresce exponencialmente. Se no começo da semana, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), não via motivos para uma CPI, agora já tem dificuldades em conter os ânimos devido aos recentes episódios sobre a crise sanitária — sobretudo depois que o país bateu, ontem, a marca oficial de 1.910 mortes pela covid-19 em 24 horas.

Segundo o líder da oposição, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vários parlamentares acenam com a possibilidade de assinarem o requerimento que apresentou. A criação do colegiado dependerá do fim do lockdown no Distrito Federal.

HÁ GRANDES CHANCES – O líder do PT na Casa, Paulo Rocha (PA), argumenta que não se trata de uma “CPI genérica”. “O objetivo não ser uma CPI genérica, mas direcionada à questão da saúde. O que Bolsonaro está fazendo alavanca a nossa força para instalá-la. O que ele fez no Ceará, na semana passada, por exemplo, só justifica a instalação”, afirmou.

O líder do PSDB, senador Izalci Lucas (DF), acredita que há grandes chances de a CPI ser instalada. A demora só se daria graças aos debates em torno da PEC Emergencial.

“Há muita cobrança, é um instrumento da maioria. O presidente do Senado pediu para resolver as questões emergenciais primeiro, mas acho que a chance é grande. O PSDB é favorável. Não é ‘oba-oba’, é buscar um caminho para vacina, auxílio emergencial, combate à pandemia. Buscar um rumo”, justificou.

DEM É CONTRA – Já o líder do DEM, senador Marcos Rogério (RO), atacou a iniciativa. “Críticas podem haver em relação à política de condução do enfrentamento da pandemia, tanto do governo federal, quanto de estados e municípios. Mas, em um momento como esse, o Parlamento ocupar ministro, secretário, auxiliar de governo, para gastarem tempo e energia para se defenderem, quando têm que estar atacando o vírus? CPI não gera leito de UTI, não traz vacina, não atua na ponta”, justificou.

O líder do PROS, Telmário Mota (RR), vai na mesma linha. “A CPI vai apurar o quê? Qual é o foco? Uma deficiência do governo federal? Isso já está com a PGR (Procuradoria-Geral da República). E se a Polícia Federal e o Ministério Público estão atuando, qual a finalidade da CPI? Por que vai apurar e encaminhar a esses órgãos. É chover no molhado”, destacou.

Governo recebeu 105 mil denúncias de violência contra mulher em 2020; pandemia é fator, diz Damares


Governo lançou campanha de combate à violência contra a mulher

Alexandro Martello
G1

A pandemia de Covid-19 foi um dos fatores que provocaram aumento da violência doméstica contra as mulheres no Brasil em 2020, afirmou a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves. O país registrou 105.821 denúncias de violência contra a mulher no ano passado, segundo relatório divulgado neste domingo, véspera do Dia Internacional da Mulher.

De acordo com a ministra, houve aumento também nas ocorrências registradas por delegacias virtuais. “Nós, infelizmente, tivemos de deixar dentro de casa agressor e vítima. Isso foi um fenômeno que aconteceu no mundo inteiro e nós lamentamos”, declarou Damares.

CANAIS DE ATENDIMENTO – A ministra diz que, prevendo esse aumento, o governo ampliou os canais de atendimento. Além das plataformas do Ligue 180 e do Disque 100, que já existiam, o ministério oferece contatos por WhatsApp e por um aplicativo próprio chamado “Direitos Humanos Brasil”.

“Como é que a mulher ia ligar na frente do agressor? Ele ia ouvir a voz dela. Aí a gente traz para o Brasil o WhatsApp, o aplicativo, para que a mulher de noite acorde e, mesmo ao lado dele, possa mandar uma mensagem em silêncio. Ou na hora que for ao banheiro tomar um banho, jogar o lixo lá fora”, disse.

REFLEXÃO – Na avaliação de Damares, não há muito o que comemorar no Dia Internacional da Mulher, nesta segunda. A ministra afirma que o momento é de “reflexão”. “Nós não temos muito o que celebrar não. Amanhã (hoje) é um dia de reflexão para nós, especialmente nesse momento de pandemia. Quantas mulheres nós perdemos para o Covid? Quantos maridos amanhã não vão ter uma esposa para quem entregar uma flor, um filho não vai ter uma mãe para abraçar no Dia da Mulher. E aqui a gente registra o nosso abraço às famílias que perderam alguém nesse período de Covid. Isso vai passar, gente. Tenho certeza que isso vai passar logo. Nós estamos caminhando para o fim disso, nós temos que manter essa esperança cada vez mais renovada”, declarou.

Em 2020, segundo o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, foram registradas 105.821 denúncias de violência contra a mulher nas plataformas do Ligue 180 e do Disque 100. As denúncias podem ser anônimas. Os números, por semestre, constam no painel de dados sobre Direitos Humanos.

Segundo o governo, de acordo com a Lei Maria da Penha, esse tipo de violência é caracterizado por ação ou omissão que causem morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico da mulher. Ainda estão na lista danos morais ou patrimoniais a mulheres.

MUDANÇA – De acordo com o ministério, uma mudança na metodologia adotada em 2020 impede que os dados sejam comparados com anos anteriores. Essa mudança permitiu, por exemplo, que mais de uma denúncia fosse registrada sob um mesmo protocolo. Ao mesmo tempo, cada denúncia também pode conter mais de uma violação ou envolver mais de um crime.

As denúncias de violências contra a mulher, de acordo com o ministério, representam cerca de 30% de todas as denúncias realizadas no Disque 100 e no Ligue 180 em 2020. Os canais também recebem denúncias de violações a diversos grupos vulneráveis, como crianças e adolescentes, pessoas idosas, pessoas com deficiência, pessoas em restrição de liberdade, população LGBT e população em situação de rua.

O governo informou ainda que a maioria das denúncias tem como vítimas mulheres declaradas como de cor parda de 35 a 39 anos. O perfil médio da mulher vítima de violência doméstica inclui ensino médio completo e renda de até um salário mínimo. Já em relação aos suspeitos, o perfil mais comum é de homens brancos com idade entre 35 e 39 anos.

COMO DENUNCIAR –  O governo federal oferece os seguintes canais de denúncia: Disque 100; Ligue 180; Mensagem pelo WhatsApp no número (61) 99656-5008; Telegram, no canal “Direitoshumanosbrasilbot”; Site da Ouvidoria do Ministério; Aplicativo “Direitos Humanos Brasil” (para iOS e Android)

O aplicativo, assim como os apps de troca de mensagem mais populares, permite o envio de fotos, vídeos e áudios. Também há um atendimento aos surdos por meio de chamada de vídeo, em Libras (Língua Brasileira de Sinais).

CAMPANHA –  O governo também lançou neste domingo uma campanha, em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para combate à violência contra a mulher em todo o país. Entre as mensagens da campanha, estão: “o amor não causa dor, não causa medo, não deixa trauma ou dívidas”.

O objetivo é chamar a atenção para as diversas violências físicas, psicológicas e patrimoniais sofridas por mulheres, informou o governo. Segundo o ministério, a ação publicitária traz peças e vídeo que serão encaminhadas para órgãos e instituições ligadas ao Poder Judiciário, como cartórios e tribunais de Justiça.

A secretária nacional de Políticas para Mulheres do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Cristiane Britto, informou que a campanha é importante para enfrentar um grande desafio na violência contra a mulher, a subnotificação. Segundo ela, o governo está trabalhando em um plano nacional de enfrentamento ao feminicídio.

domingo, março 07, 2021

White Martins pediu transporte de oxigênio ao governo federal e não foi atendida


por Vinicius Sassine | Folhapress

White Martins pediu transporte de oxigênio ao governo federal e não foi atendida
Foto: Divulgalção / SSP-AM

Um email enviado pela White Martins ao Ministério da Saúde, obtido pela Folha de S.Paulo, mostra que a empresa pediu "apoio logístico imediato" para transportar 350 cilindros de oxigênio gasoso, 28 tanques de oxigênio líquido, 7 isotanques e 11 carretas com o insumo a Manaus. O pedido foi direcionado a dois coronéis do ministério e acabou não sendo atendido a tempo.

Três dias depois, o oxigênio se esgotou nos hospitais e pacientes morreram asfixiados. O colapso deu início a uma crise que resultou, até agora, na transferência de 645 pacientes a outros estados. Dentre os transferidos, 92 (14,2%) morreram longe de casa.

A omissão do ministro da Saúde, o general da ativa Eduardo Pazuello, diante de alertas sobre o que estava em curso e sobre o que viria a ocorrer levou à abertura de um inquérito pelo STF (Supremo Tribunal Federal) para investigar o militar. Ele é suspeito de ter cometido crimes. Diligências foram autorizadas pelo STF e estão em curso.

Pazuello vem tentando apagar rastros dessa omissão. No último dia 27, seu número dois no ministério, coronel Élcio Franco, produziu um documento, enviado ao STF, para mudar a versão sobre um outro email da White Martins, por meio do qual a empresa alertava sobre a escalada da escassez de oxigênio.

O próprio ministro havia escrito, também em documento oficial encaminhado ao STF, que sua pasta recebeu em 8 de janeiro o email com o alerta da empresa, fornecedora da rede hospitalar local. Franco, secretário-executivo do ministério, mudou a versão: o email só teria aparecido no dia 17 daquele mês. O colapso ocorreu no dia 14.

Já o pedido por "apoio logístico imediato" ficou registrado em email escrito por Lourival Nunes, diretor de Desenvolvimento de Negócios Medicinais da White Martins. Foi enviado às 14h35 de 11 de janeiro ao comitê de crise montado pelo governo do Amazonas e ao coronel do Exército Nivaldo Alves de Moura Filho, diretor de Programa da Secretaria-Executiva do Ministério da Saúde.

Moura Filho foi nomeado ao cargo por Pazuello, em 4 de junho. Quando o email foi escrito, uma reunião presencial já havia ocorrido na manhã do mesmo dia 11. Pazuello, que estava em Manaus, participou do encontro.

"No dia 10, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, convidou os representantes da White Martins, por meio do comitê estadual, para uma reunião em Manaus, na manhã do dia 11, para tratar do tema [aumento da disponibilidade de oxigênio diante da calamidade pública no estado]", afirmou a empresa à Folha, por meio de nota.

O envio do email, logo após a reunião, foi um pedido do coronel Moura Filho, "para formalizar a demanda por apoio logístico relatada pela empresa no encontro, decorrente do crescimento abrupto e exponencial do consumo de oxigênio naquele momento", disse a White Martins.

"Estou enviando as nossas necessidades de apoio logístico imediato para transporte de oxigênio medicinal e equipamentos aplicados à operação", escreveu o gestor da empresa.

Ele listou quatro itens com necessidade imediata de apoio logístico. Dois deles já estavam sendo tratados com outro militar do Ministério da Saúde conforme a mensagem eletrônica, o tenente-coronel Alex Lial Marinho, nomeado por Pazuello desde 9 de junho e coordenador-geral de Logística de Insumos Estratégicos para Saúde. Ele está subordinado ao coronel Franco, secretário-executivo.

O item 1 do email eram 350 cilindros de oxigênio gasoso, oriundos de Campinas (SP) e Belo Horizonte. A carga tinha um peso de 24,5 toneladas e deveria ser transportada por via aérea.

O item 2 eram 28 tanques de oxigênio líquido, que deveriam percorrer a rota Guarulhos(SP)-Manaus, em cinco voos distintos. O peso total da carga era de 53,5 toneladas. Duas remessas já estavam de prontidão naquele momento. Outras três remessas estavam prontas para serem transportadas nos dias 12 e 13.

O email ainda registra o pedido por ajuda para levar sete isotanques a Belém (PA) e para deslocar 11 carretas da capital do Pará a Manaus.

Documentos entregues pelo Ministério da Saúde ao STF mostram que apenas o item 1 teria sido transportado antes do colapso do dia 14. Esses documentos registram o transporte de 350 cilindros de oxigênio gasoso nos dias 12 e 13, oriundos de Guarulhos. Isto equivaleria a 3,5 mil metros cúbicos, de acordo com a White Martins.

Segundo os mesmos documentos, tanques com oxigênio líquido só começaram a chegar a partir do dia 15, o dia seguinte ao colapso dos hospitais. A carga prevista no item 2 do email poderia superar 30 mil metros cúbicos, também segundo parâmetros usados pela empresa.

Naquele dia 11, quando o email foi enviado ao Ministério da Saúde, o consumo de oxigênio nos hospitais chegou a 50 mil m3. No dia 14, ultrapassou 70 mil m3. Antes da pandemia, a demanda era por 15 mil m3.

A conversão do oxigênio líquido em gasoso é imediato, a partir de um vaporizador atmosférico que coloca a temperatura do líquido (-186º C) em contato com a temperatura ambiente, o que resulta na formação do gás.

Em comunicados à imprensa antes do colapso no dia 14, o Ministério da Defesa e a Aeronáutica informaram ter transportado 24 toneladas de cilindros de oxigênio nos dias 8 e 10 de janeiro. As cargas saíram de Belém, segundo os comunicados, e equivaliam a 350 cilindros.

Mais seis cilindros foram transportados na madrugada do dia 13, "em caráter de urgência", conforme comunicado divulgado naquele dia.

Com o colapso no dia 14 e as mortes por asfixia, os transportes se aceleraram. Um comunicado do dia 17 informou o transporte de 36 tanques de oxigênio líquido e 1.510 cilindros de insumo gasoso.

A White Martins disse, em nota, ter iniciado uma operação para envio de cilindros de oxigênio antes da reunião com o ministro no dia 11, por intermédio da Secretaria de Saúde do Amazonas e com apoio da FAB.

"A empresa segue mobilizando todos os esforços, com recursos próprios e de terceiros, para atender a necessidade de produto da região", afirmou.

Assim que detectou o "aumento abrupto e exponencial" do consumo de oxigênio, na primeira semana de janeiro, a empresa informou a situação ao governo estadual, responsável pelo contrato, conforme a nota.

A empresa não respondeu às perguntas sobre a quantidade efetivamente transportada, com suporte do governo federal, antes do colapso dos hospitais no dia 14.

O Ministério da Defesa também não forneceu essa informação. "Desde o início da crise em Manaus, as Forças Armadas vêm atuando de forma a assegurar o apoio às necessidades da população local. Até 4 de março foram contabilizados 270 voos, sendo 70 para remoção de pacientes e 200 para apoio logístico de insumos médicos, um esforço aéreo que já chega a 2.255 horas", disse, em nota.

Segundo a Defesa, foram transportados até agora 889 tanques de oxigênio líquido, 41 usinas de oxigênio, 5.655 cilindros de oxigênio gasoso e 193 respiradores. "As questões relativas à troca de mensagens entre o Ministério da Saúde e a empresa White Martins devem ser encaminhadas àquele ministério", afirmou.

A reportagem questionou o Ministério da Saúde na manhã de quinta-feira (4) e voltou a pedir uma resposta na sexta (5). Não houve resposta até a publicação desta reportagem.

Bahia Notícias

Alagoinhas, Bonfim, Feira e Serrinha têm 100% de ocupação das UTIs para Covid-19


por Lula Bonfim

Alagoinhas, Bonfim, Feira e Serrinha têm 100% de ocupação das UTIs para Covid-19
Foto: Divulgação / Prefeitura de Feira de Santana

Os municípios de Alagoinhas, Senhor do Bonfim, Feira de Santana e Serrinha não possuem mais leitos disponíveis para o atendimento a casos graves da Covid-19. Todas UTIs reservadas para o tratamento da doença nessas cidades estão ocupadas, conforme dados da Secretaria Estadual da Saúde (Sesab) neste domingo (7).

 

Alagoinhas é o único município da região nordeste do estado com leitos de terapia intensiva disponibilizados para pacientes com Covid-19. Como todos estão ocupados, caso um morador da cidade evolua para uma gravidade maior da infecção, ele terá que ser deslocado para outra região com UTIs disponíveis.

 

Apesar de Senhor do Bonfim, no norte da Bahia, também ter 100% de ocupação das suas UTIs reservadas para adultos com o novo coronavírus, ainda há leitos disponíveis em outros municípios da região, como Juazeiro, Remanso e Paulo Afonso, sendo possível um deslocamento mais próximo para os pacientes.

 

No centro-leste da Bahia, Feira de Santana e Serrinha também não têm mais leitos desocupados. Na região, apenas Itaberaba e Seabra ainda possuem vagas disponíveis para o tratamento de casos graves da Covid-19.

 

Feira de Santana é a única dessas cidades com mais de uma unidade hospitalar com UTIs disponibilizadas para o atendimento de pacientes com a doença. Todos os 63 leitos no Hospital de Feira de Santana, no Hospital Geral Clériston Andrade e no Hospital da Criança estão preenchidos.

 

DIVISÃO REGIONAL

 

Na divisão regional utilizada pela Sesab, o nordeste do estado é o que tem a situação mais delicada, com 100% de ocupação nas UTIs. O centro-leste e o sul da Bahia vêm logo em seguida, com 94% e 93% de vagas ocupadas, respectivamente. Há ainda o norte (87%), oeste (86%), sudoeste (86%), leste (85%), extremo-sul (78%) e centro-norte (70%).

 

O estado, de forma geral, registra 86% de ocupação no fim da tarde deste domingo (7).

Bahia Notícias

Polícia tenta localizar suspeito de atear fogo em micro-ônibus

em 7 mar, 2021 19:31 

Corpo de Bombeiros agiu rápido e controlou o fogo (Foto: SSP/SE)

O Corpo de Bombeiros de Sergipe agiu rápido e controlou um incêndio no início da manhã deste domingo, 7, em frente a uma escola particular no bairro Jardins, em Aracaju. A primeira ligação para o Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) foi por volta das 6h07, poucos minutos depois de começar o incêndio em um micro-ônibus.

Segundo informações passadas pela Secretaria de Segurança Pública (SSP/SE), imagens mostram que um homem chega no local e põe fogo no veículo. As imagens já foram repassadas para a polícia e estão sendo analisadas.

A polícia divulgou a imagem do suspeito de ter ateado fogo no ônibus

O coordenador de operações do Corpo de Bombeiros enviou duas viaturas de combate a incêndio, que chegaram rápido no local e debelaram o fogo. Ainda assim, o veículo foi queimado. Não havia vítimas e os bombeiros verificaram apenas danos materiais.

Investigação

Após a ocorrência, informações chegaram para os investigadores da 1a Delegacia Metropolitana, que ficará responsável pelas investigações.

Laudos do Corpo de Bombeiros e da Criminalísticas irão complementar as investigações da Polícia Civil. Segundo o delegado Everton Santos, que preside o inquérito, as imagens já foram divulgadas para identificar o autor do crime. Qualquer informação pode ser repassada pelo Disque Denúncia 181. A ligação é gratuita e o sigilo absoluto.

*Com informações da SSP/SE

INFONET

Senador aciona o TCU para que Bolsonaro seja proibido de realizar eventos com potencial de aglomeração


Bolsonaro não ajuda, mas faz questão de atrapalhar

Gerson Camarotti
G1

O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) fez representação ao Tribunal de Contas da União (TCU) na qual pede a proibição de eventos da Presidência da República com potencial de aglomeração, o que favorece a disseminação do vírus da Covid-19. A ação pede ainda para apurar eventuais ilegalidades no uso de recursos públicos nesses eventos, realizados em viagens do presidente Jair Bolsonaro pelo país.

Segundo a ação, os eventos contrariam as orientações de órgãos técnicos de Saúde e contribuem para a disseminação da Covid-19, em desacordo com regras sanitárias. Na sexta-feira, dia 26, em viagem ao Ceará, Bolsonaro causou aglomeração ao participar de dois eventos em Tianguá e em Caucaia, para assinatura da retomada e vistoria de obras viárias.

CRÍTICA – A visita foi criticada pelo governador Camilo Santana (PT-CE) que se recusou a participar das cerimônias em um momento no qual o estado adotou medidas restritivas.

Contarato ainda pede que sejam determinadas diretrizes, de acordo com critérios técnicos previstos por autoridades nacionais e internacionais de saúde, para a realização de novos eventos, em Brasília ou em outras cidades do Brasil, assim como a limitação do tamanho desses eventos de acordo com os indicadores sanitários da localidade onde se pretender realizá-los.

MAIS AGLOMERAÇÃO – Na semana passada, também houve aglomeração no Palácio do Planalto durante a posse do novo ministro da Cidadania, João Roma.Apesar do grave cenário de mais de 257 mil mortes e 10 milhões de infectados e com o sistema de saúde pública comprometido, o presidente da República tem mantido um calendário de eventos públicos que contribui para a ocorrência de aglomerações.

Somente nos dois primeiros meses de 2021, Bolsonaro já realizou ao menos nove atos públicos, cerimônias de diversas naturezas, em todas as regiões do país. “A situação do enfrentamento à pandemia tem se agravado nas últimas semanas. O total de casos e de mortes no país bateu novos recordes. Não é razoável a realização de eventos, quando não cercados dos devidos cuidados e de estrita obediência às recomendações de autoridade de saúde”, disse Contarato ao Blog, para em seguida complementar:

“Cada evento realizado pelo governo federal tem o potencial de levar à contaminação de dezenas, centenas de pessoas, as quais se tornam, elas próprias, também vetores de disseminação da Covid-19. O risco de grave lesão ao interesse público, portanto, está configurado. Essa conduta contraria qualquer esforço destinado a combater a calamidade pública vivida pelo Brasil, além de configurar uma série de ilícitos penais.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –  Bolsonaro deveria ser proibido de governar, de pisar fora de um manicômio onde poderia estar após instaurar a sua necropolítica que condena milhares de pessoas diariamente. Além de ser o pior presidente do mundo em uma democracia, atualmente, insiste em promover ações contrárias à preservação da vida. Se isso não é um exemplo explícito de genocídio, apaguem as luzes e cancelem o País. (Marcelo Copelli)

Só Lula vence Bolsonaro em 2022, indica uma pesquisa do novo Instituto oriundo do Ibope


Defesa de Lula vê processo 'corrompido' e diz que liberdade é 'urgente' |  VEJA

Acredite se quiser! Lula tem mais aceitação e menos rejeição

Deu no Correio Braziliense

Em pesquisa de opinião que mede o potencial de voto de dez possíveis candidatos nas eleições presidenciais de 2022, apenas o ex-presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva demonstra ter mais capital político que o atual ocupante do Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro.

No levantamento, feito pelo Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria), novo instituto de pesquisas da estatística Márcia Cavallari (ex-Ibope), 50% dos entrevistados disseram que votariam com certeza ou poderiam votar em Lula se ele se candidatasse novamente à Presidência, e 44% afirmaram que não o escolheriam de jeito nenhum. Bolsonaro aparece com 12 pontos porcentuais a menos no potencial de voto (38%), e 12 a mais na rejeição (56%).

PESQUISA ESPECIAL – Não se trata de levantamento que avalia um possível confronto entre Lula, Bolsonaro ou outros concorrentes. Enquanto uma pesquisa de intenção de voto mostra como está a corrida eleitoral, a de potencial busca medir o piso e o teto de aceitação de cada um dos possíveis candidatos.

Há outro fator determinante no caso do petista: Lula está impedido pela Lei da Ficha Limpa de concorrer em 2022, pois tem condenações penais proferidas por órgão colegiado.

Seus advogados têm buscado anular as sentenças que envolvem imóveis em Guarujá e Atibaia, mas, em entrevistas recentes, ele negou a intenção de se candidatar.

COM CERTEZA OU NÃO – Na pesquisa de potencial, em vez de apresentar uma lista de candidatos e pedir ao entrevistado que aponte seu preferido, o instituto cita o nome de cada possível concorrente e pergunta se o eleitor votaria nele com certeza, se poderia votar, se não votaria de jeito nenhum ou se não o conhece suficientemente para responder. A soma das duas primeiras respostas – “votaria com certeza” e “poderia votar” – é o potencial de votos.

Atrás de Lula e Bolsonaro no ranking de potencial de voto estão Sergio Moro (31%), Luciano Huck (28%), Fernando Haddad (27%), Ciro Gomes (25%), Marina Silva (21%), Luiz Henrique Mandetta (15%), João Doria (15%) e Guilherme Boulos (10%).

Todos esses – com exceção de Moro, cuja taxa de rejeição é de 50% – são descartados como opção de voto pela maioria absoluta do eleitorado.

EMPATE NA REJEIÇÃO – Empatados tecnicamente com os 56% de Bolsonaro no quesito “não votaria de jeito nenhum” estão Marina (59%), Huck (57%), Doria (57%), Ciro (53%) e Haddad (52%).

A pesquisa do Ipec também mostra em quais segmentos do eleitorado os candidatos têm mais apoio. Bolsonaro encontra mais simpatizantes entre evangélicos (53% de potencial de voto), moradores da região Sul (46%) e na faixa de renda entre dois e cinco salários mínimos (45%). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Há um engano nesta matéria. Na semana passada, 15 dias depois de anunciar o nome de Fernando Haddad pelo PT, Lula mudou de ideia e confirmou que é candidato à Presidência. Detalhe: não se sabe se ele está bebendo demais ou de menos(C.N.)

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