quarta-feira, novembro 18, 2020

Procuradoria-Geral e PF fazem buscas contra desembargadores do TJ-MG em operação que apura esquema criminoso


Operação ‘Cosme’ faz buscas em endereços ligados a sete investigados

Pepita Ortega e Fausto Macedo
Estadão

O Ministério Público Federal e a Polícia Federal cumprem na manhã desta quarta-feira, dia 18, mandados de busca e apreensão para investigar suposto esquema criminoso envolvendo desembargadores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Segundo a PF, a ofensiva foi batizada de ‘Cosme’ e visa apurar a atuação de advogados que intercederam junto aos magistrados do TJMG ‘buscando influenciar na solução e no andamento de processos judiciais, mediante retribuição financeira e outras vantagens indevidas’.

Agentes realizam buscas em 12 endereços ligados a sete investigados, entre eles um desembargador que teria agido junto a colegas para beneficiar envolvidos no esquema, indica o MPF. Segundo a Polícia Federal, as atividades da ‘Cosme’ são realizadas em Belo Horizonte, Ipanema, Engenheiro Caldas (MG) e em São Paulo.

QUEBRA DE SIGILOS – As ordens foram expedidas pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça Jorge Mussi, que também determinou a quebra de sigilos fiscal e bancário dos investigados. O ministro acatou ainda pedido da Procuradoria e desmembrou o inquérito para que três fatos mencionados nas apurações preliminares sejam remetidos à primeira instância da Justiça Estadual.

De acordo com o MPF, a investigação teve início após serem encontradas, em um celular de um advogado apreendido da Operação Capitu, mensagens indicando a prática de diversos delitos, alguns deles com participação de desembargadores do TJMG. O caso foi então remetido ao STJ, que tem foro para analisar casos envolvendo desembargadores.

Deflagrada em novembro de 2018, a Operação Capitu foi a que prendeu o empresário Joesley Batista, o ex-vice-governador de Minas Gerais Antônio Andrade (MDB) e o ex-ministro da Agricultura Neri Geller. A ofensiva mirou supostos pagamentos de propina para um grupo que atuava na Câmara dos Deputados e no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) entre 2014 e 2015.

APURAÇÃO – A operação desta manhã foi aberta após representação da subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo, que ressaltou no documento ao STJ que a Polícia listou 17 eventos que, conforme avaliação prévia, deveriam ser apurados na Corte.

“Os fatos incluem pagamentos indevidos ao desembargador para que ele pudesse intervir junto a colegas e até a autoridades de órgãos fora do Judiciário para a adoção de medidas de interesse dos envolvidos no esquema. Também revelam a existência de contratos superfaturados de prestação de serviços por um advogado, que seria o principal operador do grupo”, informou a Procuradoria em nota

MENSAGENS – Na representação da ‘Cosme’, Lindôra ainda apresentou transcrições de mensagens entre os investigados que evidenciariam irregularidades como ‘conluio’ entre o desembargador e o advogado.

“As conversas tratavam de estratégias jurídicas para, por exemplo, adiar o julgamento de processos na corte, pedido de interferência em demandas junto ao Executivo e até solicitação de reajuste salarial para uma sobrinha do desembargador, que trabalhava para um dos grupos empresariais beneficiado pelo esquema”.

Sonegar informações pode custar mandato, diz coordenador do TRE-MG

 

Falta de detalhes sobre doadores de campanha ou gastos em busca dos votos pode gerar problemas para futuros prefeitos e vereadores eleitos.



Justiça Eleitoral, TRE-MG
Justiça Eleitoral, TRE-MG |
Foto: LEO FONTES - 6.7.2010
Por MARCELO DA FONSECA
26/10/20 - 06h00

A falta de transparência na prestação parcial sobre as receitas e as despesas da campanha eleitoral pode custar o mandato em caso de candidatos eleitos ou até tornar políticos inelegíveis para as próximas eleições.

O alerta é do coordenador de Controle de Contas Eleitorais e Partidárias do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), Júlio César Diniz Rocha. Atrasos ou falta de detalhamento nos dados da primeira fase da prestação de contas, que se encerrou ontem, podem impactar o julgamento final sobre arrecadações e gastos das chapas. 

“Temos três fases da prestação de contas. A primeira é um relatório financeiro que todo candidato deve enviar 72 horas após receber qualquer tipo de doação financeira. A segunda é a prestação parcial. Que deve ser enviada até o dia 25 de outubro. Nesta etapa, os candidatos devem apresentar tudo o que arrecadaram e gastaram entre o dia 27 de setembro até o dia 20 de outubro. A terceira e última etapa é até o dia 15 de dezembro, passados 30 dias da eleição”, explica Júlio César. 

A primeira parcial sobre os gastos da campanha, segundo o TRE, tem intenção de dar publicidade sobre as doações antes do dia da votação. “O objetivo é que os eleitores saibam quem são os doadores das campanhas, os valores que estão sendo doados. É o princípio da transparência. Muito importante para o cidadão”, diz Júlio César. 

Por enquanto, gastar mais dinheiro do que o total arrecadado não significa irregularidade, uma vez que os candidatos têm até a prestação final para quitar suas dívidas de campanha. Em BH, até agora três candidatos já declararam ter gasto mais do que arrecadaram até este final de semana: João Vítor Xavier (Cidadania), Áurea Carolina (PSOL) e Rodrigo Paiva (Novo). 

“O prazo final é até o dia da eleição. Mas, se tiver alguma dívida assumida na campanha, ele pode quitar suas contas até o dia de prestar as contas finais. Ou seja, se ele tiver gasto mais do que arrecadou, pode quitar após a eleição. No entanto, não pode ter dívidas após a data final, que neste ano será 15 de dezembro”, diz Júlio César. 

Com os dados sobre os doadores e gastos de campanha, a Justiça Eleitoral faz o cruzamento das informações com os bancos e com a receita federal para confirmar se todas as despesas seguiram os critérios legais. 

“Cruzamos os dados das notas fiscais, dados dos doadores de campanha e controles externos. Se houve alguma doação omitida, é muito grave. Sonegar informação na prestação de contas é um crime grave e pode custar mandatos. O candidato pode incorrer em falsidade ideológica, deixando de registrar documentos públicos e, ao mesmo tempo, omitindo receitas, o que se configura como caixa 2. Uma contabilidade paralela. No caso de eleitos, pode levar à perda do diploma e do mandato, e, no caso de não eleitos, o Ministério Público pode representar criminalmente contra o candidato”, afirma o coordenador do TRE-MG. 

 https://www.otempo.com.br/ 

Nota da redação deste Blog - (artigo 350 :do Código Eleitoral)  "Omitir, em documento público ou particular, declaração 1 que dele devia constar, ou nete inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, para fins eleitorais".  A pena máxima para o crime imputado a Serra é de cinco anos, com prescrição de 12 anos.

terça-feira, novembro 17, 2020

CRIME ELEITIRAL CAUSA CASSAÇÃO E INEGIBILIDA.

Por: Marcelo do Sindicato

O resultado das eleições municipais deste último domingo no município de Jeremoabo/BA, nos deixam fortes evidências de um suposto abuso do poder econômico em favor do atual gestor e candidato a reeleição, o senhor "Deri do Paloma" PP.
Como está contido na legislação eleitoral, compra de votos é ilícito eleitoral punido com a cassação do registro ou de diploma do candidato e multa, de acordo com o artigo 41-A da LEI DAS ELEIÇÕES (LEI n°9.504/1997), e inelegibilidade por oito anos, segundo a alínea "j" do dispositivo do artigo 1° da Lei complementar n° 65/90 ( lei de inelegibilidades), com mudanças feitas pela lei da ficha limpa (LC n° 135/2010).
Segundo o artigo 41-A, constitui capitação de sufrágio o candidato doar, oferecer, prometer, ou mesmo entregar, ao eleitor com o fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego desde o registro da sua candidatura até o dia da eleição, sob pena de multa. Além da lei das eleições, o "Código Eleitoral" (LEI n° 4.737/1965) tipifica como compra de votos (artigo 299). Prevê pena de prisão de até quatro anos para aqueles que oferecem ou prometem alguma quantia ou bens em troca de votos, mais também para o eleitor que receber ou solicitar dinheiro ou qualquer outra vantagem, para si ou para qualquer outra pessoa (artigo 299).
Supostamente as evidências haverão de provar os fatos, ninguém acreditava que o candidato a reeleição "Deri do Paloma" fosse reeleito no pleito municipal do corrente ano em nosso município, isso em função de sua péssima gestão e infidelidade a seus aliados políticas, mais o inesperado aconteceu e, o pior, com uma diferença mínima de votos, fato jamais visto em nossa história política.
O abuso do poder econômico em pleitos eleitorais é, um dos grandes problemas que ocasionam o atraso social e, à miserabilidade de um povo.
Acredito que, providências serão tomadas, por parte da oposição a esse respeito, para que, esse suposto crime eleitoral, ele seja devidamente apurado e, os verdadeiros responsáveis sejam devidamente punidos pela legislação eleitoral vigente em nosso país.
Até lá como cidadão jeremoabense que sou, eu só tenho a torcer para que, em função dessa suposta vitória milionária do atual gestor no ultimo domingo, não haja até que a justiça eleitoral apure devidamente o caso, urubus rasgando bolsas de lixos no meio das vias públicas, funcionário nas principais ruas e avenidas fazendo manifestações e greves, para requererem os seus
salários e vencimentos de cada mês, para que não haja mais problemas do que, os pré-existentes na saúde pública municipal, para que não falte à merenda nas nossas escolas, como sempre já vem sendo reclamado por parte dos vereadores de oposição como também por parte de pais de alunos matriculados em nossa escolas públicas municipais, para que não haja sucessivos bloqueios do INSS nas contas públicas, como já houve por diversas vezes nos últimos dois anos e seis meses de gestão Deri, que não aconteçam mais cortes no fornecimento de energia elétrica da prefeitura e, de outros órgãos público ligados à administração pública municipal, que não falte tanto remédio, como vêm faltando na farmácia do povo, onde o grande prejudicado é o menor favorecido e, em especial são pessoas que vivem na linha da pobreza nos subúrbios de nossa cidade, como também, o próprio trabalhador rural que vivi nos lugares mais distantes de nossa sede, isso é o que, eu mais rogo como cidadão e conterrâneo de nosso povo sofrido.

Nota da redação deste Blog - Aproveitando esse comentário de Marcelo do Sindicato, quero dizer que motivos e fatos para a candidata a prefeita Anabel ou seus vereadores da oposição representarem perante o Ministério Público Eleitoral a começar pelo menos grave que foi o transporte de mudanças e material de construção efetuados pelo veículo pertencente a Secretaria de Educação não faltam.
Para comprovar o que estou escrevendo por analogia cito o seguinte caso:

Prefeito de Fronteira é suspeito de autorizar fretes de mudança de particulares em troca de votos.

'Não pairam dúvidas que a conduta narrada configura abuso do poder político, sujeitando-lhes na declaração de inelegibilidade', diz trecho de Decisão da juíza eleitoral Vanessa Manhani


                                                              (...)

Desta forma, segundo consta dos autos do processo, há fortes indícios de que os representados autorizaram a realização de fretes de mudança de particulares, configurando a prática de crime eleitoral prevista no art. 299 do Código Eleitoral, oferecendo serviços em troca de voto.
A denúncia foi feita por dois vereadores fronteirenses, que disseram que um caminhão, de empresa de locação, contratada pelo Município de Fronteira, estaria sendo utilizado para fazer transporte de mudança para particulares. Houve abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-153, a cerca de 30 quilômetros de Fronteira, no dia 10 de agosto e o veículo foi apreendido com diversos móveis, como cama, sofá, geladeira, mesa, armários, etc. Segundo apurado pela equipe da PRF, o veículo estava sendo utilizado para realizar mudança do um homem de Goiânia (GO) para Fronteira. 

 “Não pairam dúvidas que a conduta narrada configura abuso do poder político, sujeitando-lhes na declaração de inelegibilidade de que trato o art. 1º, I, “d” na forma do inciso XIV do art. 22, ambos da LC 64/90. Requereu a concessão de medida cautelar para expedir mandado de busca e apreensão para recolher o veículo caminhão e para que o representado seja proibido de utilizar de veículos públicos fora do horário de expediente sem justificativa plausível, sob pena de multa”, diz a Decisão da Justiça Eleitoral de Frutal, que ainda determinou que ‘é indispensável que o Poder Judiciário intervenha para fazer cessar a suposta conduta de oferecimento de vantagem em troca de votos em favor dos candidatos a prefeito e vice-prefeito, concorrentes com o número 15’.  
https://www.em.com.br/app/noticia/politica/2020/11/14/interna_politica,1204820/prefeito-fronteira-suspeito-autorizar-fretes-mudanca-de-particulares.shtml

Eleição, tragédia ou comédia?!

 


 

Por 

Gosto da ideia de que o mundo é um grande palco e todos nós somos os atores. As eleições, por exemplo, são apenas peças apresentadas a cada dois anos. Tragédia ou comédia? Na verdade, as duas. Como as criadas pelos gênios gregos que nos deixam confusos vivenciando um emaranhado de sentimentos: amor, ódio, desprezo, compaixão. Tudo ao mesmo tempo. Disputa política é isso.

O conceito de que o processo eleitoral é ordenado, estruturado, organizado, democrático e por isso mesmo lógico e belo é falsa.

Eleição é paixão, instinto, sentimento. Recheada de corrupção, compra de votos, mentiras, enganos, rasteiras, golpes, traições…dionisíacas. É humana e não divina. Entre dez candidatos, talvez um seja eleito por outras condições que não seja dinheiro e paixão. Nesse contexto, falar em democracia é farisaísmo, é retórica. É a parte sofista que vive em nós discursando para o mundo.

Nessa peça recorrer as virtudes cristãs para convencer eleitores já se tornou um golpe clássico. Mas a maioria que apela para esses argumentos não sabe disso. Acredita piamente que foi ungido pelo próprio Deus para tal missão. Como contra-argumentar? Com o resultado das urnas!

Na peça tragicômica-eleitoral o final é sempre o mesmo, porém não deixa de ser interessante. Como bem explica a presidenta Dilma Rousseff, do PT, em uma de suas estranhas reflexões.

“Em uma eleição não existem perdedores nem vencedores; todos são perdedores ou são ganhadores”. É a parte cômica. A trágica é a de que, daqui a dois anos, teremos novas eleições que se repetem sucessivamente. E a vida segue nessa cartasse.

P. S. (Cartasse: purificação do espírito do espectador através da purgação de suas paixões, esp. dos sentimentos de terror ou de piedade vivenciados na contemplação do espetáculo trágico.)

https://www.ac24horas.com/2020/11/17/eleicao-tragedia-ou-comedia/

Ricardo Lewandowski permite acesso de Lula às provas de delação da Odebrecht

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Defesa terá direito a ver documentos que façam referência ao petista

Paulo Roberto Netto
Estadão

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), ampliou o acesso do ex-presidente Lula (PT) a todos os documentos e provas colhidos pela Lava Jato a partir do acordo de leniência firmado com a Odebrecht e que embasam denúncia de suposto favorecimento da empreiteira em contratos com a Petrobras.

A decisão valida liminar que, em setembro, mandou a 13ª Vara Federal de Curitiba permitir a consulta do petista aos termos da delação firmados com a força-tarefa. A decisão desta segunda-feira, dia 16, garante acesso a ‘todos os elementos probatórios e demais informações’, incluindo acordos de cooperação internacional firmados pela força-tarefa, que sejam conexos ao acordo de leniência e à denúncia contra Lula.

APTIDÃO – A consulta é permitida desde que ‘tais dados tenham sido ou possam ser empregados pela acusação’ ou ‘tenham a aptidão de contribuir para a comprovação de sua inocência’. A ação penal em questão envolve supostos atos de corrupção praticados por Lula em benefício da Odebrecht em oito contratações celebradas com a Petrobrás.

O esquema teria envolvido o pagamento de R$ 75,4 milhões em propinas ao PT e lavagem de outros R$ 12,4 milhões por meio de dois imóveis – um deles seria usado para abrigar o Instituto Lula, em São Paulo. O acordo de leniência – espécie de ‘delação’ firmado por empresas – da Odebrecht detalha o suposto esquema envolvendo Lula.

A defesa do petista tentava obter acesso aos documentos desde setembro de 2017.Lewandowski concedeu em setembro uma liminar que deu a Lula o direito de consultar os termos fechados pela Odebrecht com a Lava Jato, incluindo a troca de correspondência da força-tarefa com outros países que participaram das negociações e depoimentos relacionados aos sistemas internos da empreiteira.

RECLAMAÇÃO – A medida já havia sido autorizada pela Segunda Turma do Supremo, mas a defesa de Lula apresentou reclamação à Corte após a 13ª Vara Federal de Curitiba pedir à Lava Jato que selecionasse quais documentos poderiam ser liberados ao petista — para Lewandowski, a consulta prévia à Procuradoria viola o direito à ampla defesa.

“Como afirmei em sede cautelar, não se afigura cabível submeter a entrega dos elementos de prova já coligidos a uma espécie de escrutínio por parte do Ministério Público e de seus colaboradores, deixando à discrição destes aquilo que pode ou não ser conhecido pelo acusado”, reforçou o ministro.

AMPLIAÇÃO – Lewandowski pontuou que, devido à tramitação ‘dilatada’ da ação penal contra Lula, os elementos de prova da Lava Jato contra o petista já deveriam estar consolidados, especialmente aqueles relacionados ao acordo de leniência. Por isso, decidiu ampliar o acesso já concedido à defesa do petista, restringindo-se somente documentos relacionados a terceiros ou a diligências ainda em andamento.

“E aqui vale sublinhar, por oportuno, que não é qualquer diligência em curso que tem o potencial de impedir a defesa de conhecê-la. O acesso só pode ser negado se ficar demonstrado que, tomando conhecimento dela, o requerente possa vir a frustrar o seu resultado útil”, afirmou.

Os políticos precisam acordar, porque a realidade grita no bolso e na frustração dos brasileiros


TRIBUNA DA INTERNET | Brasil, o eterno país do futuro… do subjuntivo

Charge do Duke (dukechargista.com.br)

Carlos Alberto Di Franco
Estadão

As pautas não estão dentro das redações. Elas gritam em cada esquina. É só pôr o pé na rua e a reportagem salta à nossa frente. Essa percepção, infelizmente, é a que mais tem faltado aos meios de comunicação. Os diários perderam o cheiro do asfalto, o fascínio da vida, o drama do cotidiano.

Escrevo este artigo antes do encerramento das eleições municipais. Mas uma coisa é certa, a recuperação da força da mídia depende de uma providência muito simples: sair às ruas, olhar a vida, fazer reportagem, fiscalizar o poder. Só isso.

CIDADE ASSUSTADORA – Você, amigo leitor, tem ido ao centro antigo de São Paulo? Faça o teste. É um convite à depressão. Não existe Prozac que resolva. É uma cidade assustadora: edifícios pichados, prédios invadidos, gente sofrida e abandonada, prostituição a céu aberto, zumbis afundados no crack, uma cidade sem alma e desfigurada pelas cicatrizes da ausência criminosa do poder público.

E não é um fato novo. A cidade de São Paulo foi demitida por seus governantes já faz um bom tempo. E nós, jornalistas, precisamos mostrar a realidade.

Não podemos ficar reféns das assessorias de comunicação, do marketing político e das maquiagens que falam de uma revitalização que só existe no papel.

FAZER REPORTAGEM – Temos o dever de pôr o dedo na chaga. Fazer reportagem. Escancarar as contradições entre o discurso de ocasião e a realidade cruel. Basta percorrer três quarteirões. As pautas estão quicando à nossa frente. Jornalismo é isso: mostrar a vida, com suas luzes e suas sombras. São Paulo, a cidade mais rica do País e um dos maiores orçamentos públicos, é um retrato de corpo inteiro da falência do Estado.

Também o Brasil, um país continental, sem conflitos externos, com um povo bom e trabalhador, ainda está na banguela. Os serviços públicos estão à deriva. Basta pensar na educação. A competitividade global reclama crescentemente gente bem formada.

Quando comparamos a revolução educacional sul-coreana com a desqualificação da nossa educação, dá vontade de chorar. A assustadora falta de mão de obra com formação mínima é um gritante atestado do descalabro da “Pátria educadora”.

NÚMEROS CHAMATIVOS – Políticos sempre exibem números chamativos. E daí? Educação não é prédio. Muito menos galpão. É muito mais. É projeto pedagógico. É exigência. É liberdade. É humanismo. É aposta na formação do cidadão com sensibilidade e senso crítico.

O custo humano e social da incompetência e da corrupção brasileiras é assustador. O dinheiro que desaparece nas cuecas e no ralo da delinquência é uma tremenda injustiça, uma bofetada na cidadania, um câncer que, aos poucos e insidiosamente, vai minando a República. As instituições perdem credibilidade numa velocidade assustadora.

Os protestos que em 2013 tomaram conta das cidades precisam ser interpretados à luz da corrupção epidêmica, da impunidade cínica e da incompetência absoluta da gestão pública. Havia, e continua presente, uma clara percepção de que o Estado está na contramão da sociedade.

NÃO HÁ RETORNO – O cidadão paga impostos extorsivos e o retorno dos governos é quase zero. Tudo o que depende do Estado funciona mal. Educação, saúde, segurança, transporte são incompatíveis com o tamanho e a importância do Brasil.

São padrões de política em que a corrupção rola solta. A percepção de impunidade é muito forte. O projeto de desmonte da Lava Jato, orquestrada pelos que ocupam gabinetes no andar de cima desta República, começa a ficar muito evidente. Os políticos precisam acordar. A gordura dos anos de bonança acabou. A realidade está gritando no bolso e na frustração das pessoas.

Campanhas caras, promessas surrealistas e imagens produzidas fazem parte da promoção de alguns políticos e governantes. Assistimos, frequentemente, a um show de efeitos especiais, coligações esquizofrênicas e factoides capazes de seduzir o grande público, mas, no fundo, vazio de conteúdo e carente de seriedade. O marketing, ferramenta importante para a transmissão da verdade, pode ser transformado em instrumento de mistificação.

PAPEL IMPORTANTE – Nós, jornalistas, temos um papel importante. Devemos dar a notícia com toda a clareza. Precisamos fugir do jornalismo declaratório. Nossa missão é confrontar a declaração do governante com a realidade dos fatos.

Não se pode permitir que as assessorias de comunicação dos políticos definam o que deve ou não ser coberto. O jornalismo de registro, pobre e simplificador, repercute o Brasil oficial, mas oculta a verdadeira dimensão do País real. Precisamos fugir do espetáculo e fazer a opção pela informação.

As cicatrizes que desfiguram o rosto de São Paulo e o do Brasil podem ser superadas. Dinheiro existe, e muito. Faltam vergonha na cara, competência e um mínimo de espírito público.

FAZER JORNALISMO – Jornalismo é a busca do essencial, sem adereços, qualificativos ou adornos. O jornalismo transformador é substantivo. Sua força não está na militância ideológica ou na cobertura enviesada, mas no vigor persuasivo da verdade factual e na integridade da sua opinião.

Não façamos jornalismo de espuma. Façamos reportagem. Informação é arma da cidadania. Faz toda a diferença.

Maia diz que recado das urnas mostra que a população não quer mais ambiente de conflitos

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Maia cobrou articulações para que as reformas paradas avancem

Wesley Oliveira
Correio Braziliense

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), afirmou nesta segunda-feira, dia 16, que o primeiro turno das eleições municipais serviu para mostrar para o Governo Federal que a população espera menos radicalismo ideológico dos políticos e mais ações para fazer o Brasil caminhar. As declarações foram dadas durante reunião com integrantes da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

“Agora, nos próximos três meses, vai ser o momento de tomar decisões, escolher caminhos e mostrar para a sociedade o que se propõe para o país; é hora de decidir se o Governo seguirá uma linha de viés conservador e liberal ou se será apenas algo mais conservador”, afirmou Maia.

REFORMAS  – No encontro, Rodrigo Maia defendeu que o governo de Jair Bolsonaro deve focar nas reformas que estão no Legislativo. Como exemplo, o presidente da Câmara mencionou a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) emergencial de cortes e realocação de recursos públicos que está parada no Congresso, por conta do pleito eleitoral deste ano.

“As urnas deste ano já mostraram que as pessoas não querem mais o ambiente de conflito que existe entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário”, completou o democrata.

Jeremoabo e as eleições que nada mudou, " aliás, como dizem alguns, no novo jogo político a velha velhacaria é a única coisa que não muda".



O prefeito reeleito orientado por seus "çabios"  não se deu conta de que Jeremoabo é bem maior do que o mundo que lhes dão os dependentes do poder temporário dele na prefeitura e o colocaram num cercadinho, que ele aceitou e a reboque desse pessoal como desmascarados através do programa de rádio da Alvorada FM.

Atualmente Jeremoabo tronou-se a ilha do inusitado, já que o prefeito Deri do Paloma  como um deus, por má orientação dos " çabios", faz crer que entende de tudo e quando tenta mostrar isso, fica exposto, enfraquecido. Fala como um entendido em saúde, em obras, em agricultura,  no possível e no impossível. Só falta falar como prefeito que possui secretários, especializados, que deviam responder por tudo isso e se orgulhar dos resultados negativos que eles produzem para a cidade e para o seu mandato.

Aliás, como dizem alguns, no novo jogo político a velha velhacaria é a única coisa que não muda.

Essa eleição  a única mudança que houve foi na Câmara de vereadores na substituição de três vereadores, no mais a oposição continua com a maioria; o prefeito reeleito não conseguirá os dois terços, e a oposição continuará mais firme ainda na resistência e na moralidade para a coisa pública.

Quanto ao prefeito reeleito se conseguir vitória no jogo do tapetão, irá passar os quatro anos respondendo aos processos existentes e aos que virão, as novas multas, e as consequências da conta rejeitada, acrescidas de auditorias pendentes. 

É por isso que digo, Jeremoabo comemora a vitória de Pirro, e como sempre comemoram uma vitória sem brio.

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