terça-feira, novembro 17, 2020

Quem ganha, nem sempre vence

 

                                                      Foto Divulgação do Facebook


O ser humano é um ser competitivo, até mesmo quando é uma simples brincadeira, lá no fundo, ou nem tão no fundo assim, ele quer ganhar. Um exemplo disso, é uma partida de futebol entre os amigos, por mais que seja para brincar, o time que perde, não gostaria de perder. É claro que ganhar é bom, traz a sensação de conquista, de alegria, até a autoestima fica melhor. Mas, nem sempre, quem ganha tem essa sensação, ou ainda, nem sempre quem ganha, de forma desonesta, é de fato vitorioso.

Na questão das eleições, o ideal seria que todos aqueles que ganhassem, fossem de fato vitoriosos, e que essa vitória repercutisse no bem-estar do povo, pois aquele que ganha uma eleição devia estar consciente, que a vitória não é somente dele e sim do povo que o elegeu. É triste quando, na prática, aquele que vence as eleições, acha que a vitória é só dele, e assim no desenvolvimento de seu cargo público, desconsidera o povo, as necessidades do município, pensando somente em si, usando o cargo público, apenas para benefício próprio, esse sim é alguém que ganhou as eleições, mas é um perdedor, pois aqueles que o elegeram, percebem na prática, que votaram em alguém que não merecia ganhar.

Dentro disso ainda, vale apena ressaltar que, aquele que ganha uma eleição, comprando votos, oferecendo algo as pessoas em troca de seu voto, também é um perdedor. Quem ganha na vida, seja nas eleições ou em qualquer outra esfera, de forma desonesta, corrupta, passando por cima dos outros, sem dúvida alguma, não é um vencedor, pode até chegar em primeiro, pode até conquistar muita coisa, mas é um perdedor. Quando alguém precisa comprar voto, significa que não tem condições de vencer da maneira correta e honesta, demonstrando assim que, se caso vencer, a população não pode esperar muita coisa, pois, se ganhou de forma injusta, significa que vai trabalhar de forma injusta, e mais ainda, aquele cidadão que vendeu seu voto, não pode cobrar nada também, assim aquele que ganhou de forma desonesta e aquele que vendeu o voto, ambos são perdedores.

Para ganhar e vencer, seja nas eleições ou em outra esfera da vida, é preciso considerar alguns valores que devem ocupar a nossa mente: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” (Filipenses 4.8). Ganhar e vencer só caminham juntos quando você “não tem nada preso com alguém”, quando você tem o sono tranquilo, pois sabe que não será pego por alguma irregularidade.

Ganhar e vencer só é possível quando resulta naquilo que é verdadeiramente bom, de outro jeito não vale a pena ganhar. Reconhecer a vitória do outro, torcer para que o outro seja um excelente vereador ou prefeito, ou profissional, é uma atitude vencedora. Uma das virtudes mais esquecidas em nosso tempo, determina se queremos apenas ganhar, ou ganhar e vencer – a humildade. Deus abençoe a todos e espero que o resultado das eleições domingo, seja de fato, ganho e vitória para todos.

Rev Sandro – pastor da Igreja Presbiteriana de Pinhão

Barack Obama compara Bolsonaro a Trump em entrevista ao Conversa com Bial na Globo

 Terça, 17 de Novembro de 2020 - 08:00


Barack Obama compara Bolsonaro a Trump em entrevista ao Conversa com Bial na Globo
Foto: Reprodução / Globo

Ex-presidente dos EUA, Barack Obama foi o convidado do programa Conversa com Bial, da Rede Globo, da madrugada desta terça-feira (17). Quatro anos após deixar o cargo ele está lançando "Uma Terra Prometida", o primeiro volume de suas memórias. No papo, conversou sobre a obra, a relação com o expresidente Luís Inácio Lula da Silva, a visita que fez ao Rio de Janeiro em 2011, a pandemia, a vitória de seu ex-vice Joe Biden nas eleições norte-americanas e a relação com o Brasil.

 

Ao ser questionado sobre o comentário do presidente Jair Bolsonaro sobre o uso de pólvora contra os EUA (relembre aqui), ele respondeu: "Eu não conheço o presidente do Brasil. Eu já tinha saído quando ele assumiu o cargo. Então não quero dar uma opinião sobre alguém que não conheci. Posso dizer que, com base no que vi, as políticas dele, assim como as do Donald Trump, parecem ter minimizado a ciência da mudança climática. E o Brasil é obviamente um ator central na ação de poder ou não frear os aumentos de temperatura que podem causar uma catástrofe global. A minha esperança é que, com o novo governo de Biden, exista uma oportunidade de redefinir a relação”, pontuou.

 

 

“Sei que Joe Biden vai enfatizar que a mudança climática existe. Tanto os Estados Unidos quanto o Brasil vão desempenhar um papel de liderança. Sei que Joe Biden vai enfatizar a ciência quando se trata da existência da Covid-19. Precisamos nos mobilizar dentro no nosso país e de forma internacional para tentar dar um fim a essa pandemia. Mas, no fim das contas, os Estados Unidos e o Brasil têm muitas coisas em comum. O progresso que precisa acontecer, não só no hemisfério, mas no mundo, vai ser, em parte, determinado pela qualidade da relação entre os nossos dois países”, considerou.

 

Em relação a vice-presidente eleita, Kamala Harris, lembrou que o trabalho de empoderar as mulheres é contínuo. "Foi interessante, como presidente, poder observar que os países que oprimem as mulheres, que não usam os talentos das mulheres, tendem a ser os países que não se desenvolvem economicamente e que têm outros problemas. Os países que muitas vezes estão se saindo bem e que conseguem desfrutar de todo o potencial do país em parte é porque reconhecem que, se não incluírem meninas e mulheres, metade da população envolvida em resolver os problemas, criar negócios e encontrar curas para novas doenças", avaliou

 

"Se não treinamos metade da população, é como uma equipe de futebol que deixa metade dela fora de campo. Você vai perder. Espero que Kamala Harris seja apenas o início de um processo no qual cada vez mais mulheres no mundo sejam vistas como líderes viáveis nos níveis mais altos”, desejou. Para assistir a entrevista completa clique aqui.

Bahia Notícia

Polícia Federal consegue comprovar a infiltração do crime organizado e das milícias nas eleições


Nani Humor: TRÁFICO E MILÍCIA TÊM CANDIDATOS

Charge do Nani (Nanihumor.com)

Bela Megale
O Globo

A Polícia Federal levou a integrantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma grande preocupação em relação à infiltração de facções do crime organizado, além de milícias, nas eleições deste ano e dos próximo pleitos. Reuniões entre integrantes dos dois órgãos foram realizadas para tratar do tema.

Nas conversas com membros do TSE, foi destacado que a área de inteligência da PF detectou ações em curso de grupos do crime organizado para elegerem candidatos apoiados e financiados por eles nessas eleições e nas que estão por vir.

DENTRO DOS PRESÍDIOS – A frente de trabalho de investigadores em penitenciárias foi essencial para a descoberta dos planos. A PF também coletou, em operações deflagradas no último mês, indícios sobre a intenção de facções de elegerem seus candidatos.

Uma dessas operações foi deflagrada em Mato Grosso, a poucos dias do primeiro turno. Os policiais apontam que, para conseguir eleger candidatos “amigos”, os criminosos agiam por meio de “salves” dados em aplicativos de redes sociais. Esses candidatos, segundo investigadores, eram escolhidos dentro das próprias organizações criminosas que realizavam uma espécie de enquete entre os membros das facções.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Não há novidade nisso. O crime organizado desde sempre esteve envolvido com a política, seja no Brasil e em qualquer outro país. Aqui no Rio de Janeiro, o segundo Estado mais importante, a Assembleia Legislativa e a Câmara da capital são recheadas desse tipo de político. Em outros Estados é a mesma realidade. No Acre, por exemplo, já houve um deputado federal que era chefe de uma quadrilha que executava os rivais usando motosserras. Quando o Estado não usa sua autoridade, o espaço é naturalmente preenchido pelo crime. As milícias são um exemplo dessa realidade. (C.N.)  

Vida de Bolsonaro era um paraíso e se tornou “uma desgraça”, por culpa exclusiva dele


Tribuna do Norte - Comportamento de Bolsonaro perante a mídia é tema da charge de Brum

Charge do Brum (Tribuna do Norte)

Carlos Newton

Não foi um desabafo junto ao sacerdote ou a alguma pessoa amiga. O presidente Jair Bolsonaro fez essa sincera revelação de sensações e pensamentos íntimos em discurso pronunciado no Palácio do Planalto, numa cerimônia convocada para comemorar o lançamento de um programa de incentivo ao turismo interno e externo.

“Não vou jamais tecer elogios para mim, jamais. A minha vida aqui é uma desgraça, é problema o tempo todo, não tenho paz para absolutamente nada”, disse Bolsonaro, em chocante manifestação.

PROBLEMAS DE SAÚDE – De repente, desabou o homem-mito, que se dizia imbroxável, mas na vida real não é bem assim, reclama até de problemas de hemorroidas e agora tem de se preparar para a quinta cirurgia de risco, porque a rede implantada no abdômen perdeu aderência em alguns pontos.

Mesmo assim, o presidente insiste em levar seus médicos à loucura, ao andar a cavalo, de motocicleta e em jet-ski, atividades nada recomendáveis em sua situação clínica.

Esses problemas de saúde, incluindo a persistente insônia, são suportáveis. A desgraça, mesmo, são as mazelas políticas, a obrigatoriedade de governar, as audiências, as cobranças, uma chatice interminável.

RECORDAR É VIVER – Em 1987, eu trabalhava na revista Manchete e encontrei Fernando Gabeira esperando elevador no sexto andar do prédio da Câmara Federal. Não resisti e fiz uma crítica direta a ele.

“Você está fazendo falta na Constituinte, é um voto que perdemos. Deveria ter se candidato a deputado federal, era uma vitória certa. Mas fica sendo usado pelo partido como candidato a presidente, governador ou prefeito. Assim, você está jogando sua carreira fora”, disse-lhe, na lata, ele ficou atônito.

“Já pensou se você ganha uma eleição dessa e vira governador? Tem de ficar trancado no gabinete, atendendo pessoas insuportáveis. É uma chatice, você não tem o perfil”, acentuei, e ele nem conseguiu responder, porque o elevador chegou.

O fato é que em seguida Gabeira parou com as candidaturas majoritárias, foi eleito quatro vezes para a Câmara, fez uma carreira belíssima e hoje recebe uma bela aposentadoria parlamentar. Ou seja, houve um final feliz, depois de ter uma recaída  em 2010, quando se candidatou a governador e perdeu para o larápio Sérgio Cabral.   

O MESMO PERFIL – O presidente Jair Bolsonaro está no mesmo caso de Gabeira. Jamais deveria ter sido candidato a presidente. Não tem o perfil, não sabe governar, acha tudo aquilo uma bobajada.

Ao se eleger, destruiu a si mesmo e à família. Se não fosse presidente, o Ministério Público não teria tanto interesse em investigar Flávio e Carlos Bolsonaro, entre tantos parlamentares envolvidos em rachadinhas e rachadões. Até sua segunda mulher, Ana Cristina Valle, e parentes dela estão sendo investigados, por terem aceitado ser funcionários fantasmas.

Se Bolsonaro tivesse ficado na Câmara Federal, sua família continuaria no paraíso, enriquecendo sem parar, comprando imóveis com dinheiro vivo e tudo o mais. Mas ele foi derrotado pela vaidade e agora está destruindo tudo. Por isso, sua vida é uma desgraça. e ele está desgraçando a vida dos brasileiros, enquanto la nave va, cada vez mais fellinianamente.

Em palestra a empresários, Maia diz que governo não tem coragem de enfrentar desafios da economia


Rocrigo Maia faz palestra na ACRJ | Agência Brasil

Governo apresenta projetos bonitos e inócuos, ironiza Maia

Danielle Brant
Folha

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta segunda-feira (16) que o governo quer votar projetos que são cortina de fumaça por não ter coragem de enfrentar os principais desafios do país, como a manutenção do teto de gastos e a redução do déficit público.

Maia fez as declarações em palestra na ACSP (Associação Comercial de Sâo Paulo), ao comentar o resultado das eleições municipais —os principais candidatos indicados pelo presidente Jair Bolsonaro fracassaram nas urnas.

CRISE FISCAL – Para o deputado, a maior influência para o processo eleitoral de 2022 serão as decisões que o governo vai tomar nos próximos meses para melhorar sua situação fiscal.

“Eu acho que o resultado da eleição mostra sim, claro, um fortalecimento de partidos num espectro mais liberal na economia e de maior diálogo na sociedade em outros temas, sem essa radicalização, e acho que, de fato, o impacto para 2022 é sempre uma sinalização”, disse. “Mas acho que a sinalização mais forte será das decisões que o governo vai tomar para os próximos seis meses.”

Nesse contexto, Maia afirmou que muitos projetos listados pelo governo como importantes são uma cortina de fumaça. “Projetos bonitos, mas não vão resolver o nosso curto prazo. Com todo respeito, projeto de cabotagem. Não vai resolver o problema do Brasil nos próximos seis meses”, criticou.

É UMA ARMADILHA – Maia defendeu ainda que não se caia na “armadilha de votar projetos bonitos, que tenham algum charme, algum impacto na sociedade, mas que não estejam enfrentando os principais problemas do nosso país.”

No entanto, ressalvou  que vai apoiar e votar a favor de muitos desses projetos. “Mas não pode ser uma cortina de fumaça para ganhar tempo por não termos ainda coragem de enfrentar os principais desafios que nos afligem hoje, que é exatamente a manutenção do teto de gastos e a sinalização clara da redução do déficit público para os próximos anos.”

Na palestra, o deputado voltou a defender a votação da PEC Emergencial, que corta e redistribui recursos no Orçamento, e disse que o governo não pode transferir para o Legislativo responsabilidade que cabe ao presidente.

SINALIZAÇÃO PARA INVESTIDORES – “O governo vai ter que tomar decisões, escolher caminhos que não são fáceis, não são caminhos com votações simples e decisões simples por parte do governo”, afirmou.

Segundo ele, a sinalização é importante para os investidores que aplicam recursos no Brasil.

O bom combate

 por Paulo Coelho |


Certa vez, um poeta disse que nenhum homem era uma ilha. Para combater o Bom Combate, precisamos de ajuda. Precisamos de amigos, e quando os amigos não estão por perto, temos que transformar a solidão em nossa principal arma. Tudo que nos cerca precisa nos ajudar a dar os passos que precisamos em direção ao nosso objetivo. Tudo tem que ser uma manifestação pessoal de nossa vontade de vencer o Bom Combate.

Sem isto, sem perceber que precisamos de todos e de tudo, seremos guerreiros arrogantes. E nossa arrogância nos derrotará no final, porque vamos estar de tal modo seguros de nós mesmos que não vamos perceber as armadilhas do campo de batalha.

Além das forças físicas que nos cercam e nos ajudam, existem basicamente duas forças espirituais ao nosso lado: um anjo e um demônio. O anjo nos protege sempre, e isto é um dom divino – não é necessário invocá-lo. A face do seu anjo está sempre visível quando você vê o mundo com os olhos belos.

http://g1.globo.com/

segunda-feira, novembro 16, 2020

Sem mostrar provas, Bolsonaro imita Trump e tenta colocar em dúvida o resultado das eleições

 

Bolsonaro ataca Moraes: “Não engoli” veto a Ramagem | Poder360

Na portaria do Alvorada. Bolsonaro consola seus apoiadores

Sarah Teófilo
Correio Braziliense

Um dia após o primeiro turno das eleições, o presidente Jair Bolsonaro aproveitou o atraso na apuração dos votos para questionar o sistema eleitoral brasileiro. Sem provas, ele disse nesta segunda-feira (16/11) a apoiadores no Palácio da Alvorada que o país precisa ter “um sistema de apuração que não deixe dúvidas”. “Tem que ser confiável e rápido”, afirmou.

O presidente, eleito pelo mesmo sistema que questionado, afirma que é necessário que não haja “margem para suposições”. “Agora, é um sistema que desconheço no mundo onde ele seja utilizado. Só isso, mais nada. Agora, eu tive proposta, o Supremo (Tribunal Federal – STF) disse que é inconstitucional o voto impresso. Tem proposta de emenda de Constituição na Câmara. Se não tivermos uma forma confiável de apuração nas eleições, a dúvida sempre vai permanecer”, disse.

MAIS LENTO E CONFIÁVEL – Depois de falar que o sistema tem que ser confiável e rápido, Bolsonaro afirmou que a população quer um sistema em que seja garantido que o voto foi para determinada pessoa, ainda “que possa demorar um pouco mais.

“Nós devemos atender a população. Não sou eu que fala, quem fala é o povo. Alguns falam sem ouvir o povo, sem sair dos seus gabinetes. No meu caso, estou sempre ouvindo a população, e eles querem um sistema de apuração que possa demorar um pouco mais, não tem problema nenhum, mas que seja garantido que o voto que aquela pessoa deu vá para aquela pessoa realmente de fato”, pontuou.

“NÃO ESTOU PASSANDO BEM” – No Palácio, nesta segunda, o presidente tirou algumas fotos com apoiadores e disse que não gravaria com ninguém. “Não estou passando bem, pessoal”, explicou.

Bolsonaro não se saiu bem como cabo eleitoral, não conseguindo eleger muitos daqueles a quem prestou apoio. Um dos exemplos é Celso Russomanno (Republicanos), em São Paulo. Apoiada por Bolsonaro, ‘Wal do Açaí’ – ou ‘Wal Bolsonaro’ — não conseguiu se eleger para a Câmara Municipal de Angra dos Reis.

Seu filho Carlos teve menos 36 mil votos do que na eleição de 2016 e a ex-mulher Rogéria Bolsonaro, que foi vereadora duas vezes, teve apenas 2 mil votos no Rio de Janeiro.

GRANDE ATRASO –  O primeiro turno das eleições teve um grande atraso na apuração. No sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é possível observar que a última atualização em São Paulo e Maceió, por exemplo, foi às 2h. No domingo (15), o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, explicou que um defeito no hardware no supercomputador que contabiliza as informações de votação gerou uma lentidão no sistema e um atraso na apuração dos votos enviados pelos tribunais regionais eleitorais.

Barroso garantiu, no entanto, que não houve prejuízo à lisura do processo, visto que as urnas eletrônicas funcionam fora da rede e a transmissão das informações dos TREs ocorre em uma rede fechada. O presidente ainda ressaltou que é possível verificar todos os votos nas zonas, nos TREs e com as legendas, que recebem os resultados de cada urna.

Ainda no domingo, o TSE passou por um ataque de hackers promovido por um grupo coordenado nos Estados Unidos, Nova Zelândia e Brasil. O objetivo era tentar sobrecarregar os sistemas do tribunal, mas o órgão garante que tudo foi prontamente neutralizado.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Houve atraso porque foi a primeira vez que a eleição foi apurada diretamente pelo TSE, sem passar pelos respectivos TREs. Bolsonaro se deu mal nas eleição e está imitando seu ídolo Donald Trump, que denuncia fraudes sem apresentar provas. Apenas isso. (C.N.)

Por temer a segunda onda, governo ignora Bolsonaro e mantém restrições nas fronteiras terrestres

Posted on 

Bolsonaro, isolado e desafiador, descarta a ameaça do coronavírus” -  ClimaInfo

Isolado, Bolsonaro acha que manda, mas não manda nada…

Deu no G1 — Brasília

O governo federal publicou uma portaria que prorroga por 30 dias a restrição da entrada no Brasil, por rodovias, outros meios terrestres ou por transporte aquaviário, de estrangeiros de qualquer nacionalidade.

A medida foi assinada na última quinta-feira (12) pelos ministros Braga Netto (Casa Civil), André Mendonça (Justiça), Eduardo Pazuello (Saúde) e Tarcísio Gomes (Infraestrutura). O texto foi publicado em edição extra do “Diário Oficial da União” no mesmo dia. Antes da publicação dessa portaria, uma outra, de mesmo teor e assinada em 14 de outubro, estava em vigor.

PEDIDO DA ANVISA – Medidas desse tipo têm sido tomadas desde o início da pandemia de Covid-19. A portaria diz que a prorrogação da restrição segue recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Conforme o governo, a restrição foi adotada em razão da pandemia do novo coronavírus.

De acordo com o texto publicado no “Diário Oficial da União”, as restrições previstas na portaria não impedem a entrada de estrangeiros por via terrestre, entre a República Federativa do Brasil e a República do Paraguai, desde que obedecidos os requisitos migratórios, inclusive o de portar visto de entrada, quando o documento for exigido.

As restrições também não impedem a entrada de estrangeiros no país por via aérea, desde que obedecidos os requisitos migratórios, inclusive o de portar o visto de entrada.

OUTRAS EXCEÇÕES – A restrição prevista na portaria publicada nesta quinta também não se aplica a: brasileiro, nato ou naturalizado; imigrante com residência de caráter definitivo em território brasileiro; profissional estrangeiro em missão a serviço de organismo internacional, desde que devidamente identificado; funcionário estrangeiro acreditado junto ao governo brasileiro; estrangeiro cônjuge, companheiro, filho, pai ou curador de brasileiro; cujo ingresso seja autorizado especificamente pelo governo brasileiro em vista do interesse público ou por questões humanitárias; e portador de Registro Nacional Migratório.

O texto afirma que o estrangeiro que estiver em um dos países de fronteira terrestre e precise atravessá-la para embarcar em voo de retorno ao país onde mora poderá ingressar no Brasil com autorização da Polícia Federal.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
 O mais importante é que, com essa portaria, o governo (independentemente da opinião de Bolsonaro) sinaliza que está temendo a chamada segunda onda, que está atingindo sobretudo a Europa. Nas últimas duas semanas, o número de contaminados e mortos voltou a subir no Brasil, de forma preocupante. O pior é que a lei da calamidade pública só vai até 31 de dezembro, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, já avisou que o Congresso não aprovará prorrogação. Todo cuidado é pouco. (C.N.)

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