sábado, outubro 17, 2020

Votamos em Anabel porque acreditamos em propostas que podem trazer uma melhor qualidade de vida para toda a comunidade Jeremoabense

 

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 Complementando as sábias  palavras do jovem inteligente MAURÍCICIO SÁ qUE poderá prestar grandes serviços a nossa Jeremoabo, acrescentarei pouca coisa.

Em primeiro lugar quero informar que só ' "Só não muda de opinião quem tá morto, ou é burro o suficiente para morrer e se afogar em sua própria e insignificante existência. "

"Só não muda de opinião a pessoa que não tem capacidade, nem abertura para entender, ou aceitar os argumentos alheios, e isso denota uma profunda falta de humildade. Muitas pessoas acreditam que não mudar de opinião denota personalidade forte, porém personalidade forte, sem bom senso é algo que falha,
Sou um eterno observador da natureza humana... Muitas das minhas opiniões não mudo porque os argumentos iniciais continuam me convencendo. Mas estou sempre repensando a vida. Sempre analisando novamente, sempre dando uma chance para que me provem que não estou certo.
O que procuro, é me tornar alguém melhor, enxergando na opinião do meu próximo aquilo que pode fazer mudar minha própria opinião, pois sei que jamais serei dono das verdades absolutas da vida.
Pessoas que não estão abertas a novos argumentos, normalmente são pessoas com opiniões pobres, porque elas não evoluem com o mundo, e não tem muito o que acrescentar nem à vida, nem ao mundo!" ( O Pensador - Lilly-Hope).

Em segundo lugar  irei votar em Anabel porque acredito que através do voto poderemos   ajudar a construir uma Jeremoabo  com dignidade, cidadania e respeito que seja motivo de orgulho para todos nós.

Errar é humano, permanecer no erro é burrice; 

Tentar se erguer de novo é para os bons;

Permanecer no passado é para os fracos;
Vingança não traz nada de bom;
O perdão é Divino"


























ELEIÇÕES 2020 - MUSICA PREFEITO PINÓQUIO

MÚSICAS ELEIÇÕES 2020 - FORA PREFEITO!!!

Garboggine diz que o prefeito Deri do Paloma não fala a verdade.

 

Casos de covid-19 devem permanecer altos no verão, segundo Fiocruz

 


Casos de covid-19 devem permanecer altos no verão, segundo Fiocruz
Foto: Reprodução / Sesab

O número de mortes por Covid-19 pode permanecer alto nos próximos meses, caso o cenário atual permaneça, de acordo com a edição especial do Boletim Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgada hoje (16). O estudo mostra que apesar da leve tendência de queda desde setembro, o país ainda está em patamar elevado de casos e óbitos.

 

O Boletim mostra que a curva da evolução de casos e óbitos por covid-19 no Brasil apresentou, desde o início da pandemia, um padrão diferente de outros países. Enquanto em países europeus, por exemplo, o número de casos subiu rapidamente e, após atingir um pico, caiu vertiginosamente - agora, a região passa por uma segunda onda de contaminação - no Brasil, a subida foi mais lenta e a descida também está sendo, de acordo com o vice-diretor do Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict), da Fiocruz, Christovam Barcellos.

 

“O que não significa que estamos livres da pandemia, ela tende a diminuir em direção ao verão, mas ainda com número muito alto”, diz Barcellos. “A Europa está começando a viver o inverno. Nós vamos começar a viver o verão, com números caindo, o que significa talvez que a transmissão da covid-19 terá um pouco tendência sazonal: vai ser mais intensa no inverno, como todas as gripes, e menos intensa no verão”, diz, segundo a Agência Brasil. 

 

De acordo com os últimos dados do Ministério da Saúde, o Brasil registrava, até ontem (15), mais de 5,1 milhões de casos confirmados e 152 mil mortes por covid-19. “A permanência da pandemia nos próximos meses pode acrescentar algumas dezenas de milhares de novos óbitos no país”, diz o Boletim da Fiocruz. 

 

Barcellos ressalta que ainda não é possível descuidar das medidas de combate ao vírus. “Muita gente tem que sair de casa, seja para trabalhar, fazer compras, encontrar amigos. Devem, de qualquer maneira, evitar aglomerações. Estudos têm mostrado que situações que têm muita transmissão são lugares fechados, pessoas muito próximas, sem máscara”, diz. 

 

O sistema de saúde também deve seguir alerta. “Tem que manter alguns leitos disponíveis nos hospitais e reforçar o que chamamos de atenção primária de saúde, reforçar a estratégia de saúde da família, clínica da família e vigilância em saúde, fazendo testes, identificando as pessoas com os sintomas iniciais”, acrescenta. 

 

O estudo destaca a necessidade do fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e diz que a avaliação da capacidade instalada no país para atender pacientes graves de covid-19 revelou as grandes desigualdades entre as regiões e a forte concentração de recursos voltados para o setor de saúde suplementar em áreas específicas.

 

De acordo com Barcellos, os cuidados não poderão ser abandonados nem mesmo quando houver uma vacina. “Existem diversas doenças circulando que têm vacina. Sarampo tem vacina, mas infelizmente tem surto localizado de sarampo, ou porque as pessoas não vacinaram ou porque vacina não funcionou 100%. Quase nenhuma vacina funciona 100%, toma e nunca mais vai adoecer, isso não existe em quase nenhuma vacina”, diz.

 

A vacina contra a covid-19, segundo a publicação, deve ser considerada uma estratégia adicional e não ser entendida como única solução para o enfrentamento da pandemia. É importante ainda o acesso universal à ela.

 

O boletim mostra que a maioria das vítimas da covid-19 são os idosos, que representam 53,1% do total de casos e 75,2% dos óbitos até o início deste mês, de acordo com dados do Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe). 

 

O impacto da pandemia nas favelas é mais acentuado que em outras localidades. Os bairros com alta e altíssima concentração de favelas apresentam maior letalidade, 19,47%, o dobro em relação aos bairros considerados sem favelas, onde a letalidade do vírus é 9,23%. 

 

Os dados mostram ainda que negros morrem mais que brancos, eles representam 48,2% das mortes por covid-19, enquanto os brancos representam 31,12%. 

 

Os povos indígenas são, de acordo com o boletim, particularmente vulneráveis à covid-19 e às suas graves consequências, devido a fatores históricos e socioeconômicos.  A taxa da mortalidade entre indígenas, dependendo da faixa etária, chega a ser até 150% maior do que a de não indígenas.

 

Segundo dados disponibilizados pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) as taxas de mortalidade por covid-19 são progressivamente mais elevadas a partir dos 50 anos nos indígenas, em comparação à população geral. “Tal evidência alerta para os trágicos impactos socioculturais da pandemia, visto que os indivíduos de mais idade são os guardiões dos conhecimentos tradicionais, línguas e da memória das lutas históricas desses povos”, diz o estudo.

 

A edição especial do Boletim Observatório Covid-19 Fiocruz, disponível na internet, traz uma análise dos mais de seis meses da pandemia. O estudo, que foi realizado por uma equipe multidisciplinar de pesquisadores da Fiocruz, abrange os principais aspectos relacionados à covid-19, sejam esses sociais, econômicos, estruturais ou epidemiológicos. 

Bahia Notícias

Gilmar cita 'telhado de vidro' e chama de 'demagogia' movimento de Fux no STF

por Matheus Teixeira | Folhapress

Gilmar cita 'telhado de vidro' e chama de 'demagogia' movimento de Fux  no STF
Foto: Reprodução / G1

Após o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Luiz Fux, prometer uma atuação contra as decisões individuais na corte, Gilmar Mendes reagiu e cobrou coerência do colega.

“Respeitem um pouco a inteligência alheia, não façam muita demagogia e olhem para os próprios telhados de vidro", disse o ministro.

Os dois participaram nesta sexta-feira (16) de um evento virtual realizado pelo site Conjur. Fux afirmou que irá “democratizar o STF”, que só terá decisões colegiadas, mas Gilmar respondeu o colega.

Ambos pertencem a alas opostas do tribunal, principalmente em julgamentos criminais. Enquanto Gilmar integra o grupo que impõe derrotas à Lava Jato por considerar que muitas investigações não respeitam garantias dos réus, Fux atua para manter viva a operação.

O presidente do Supremo fez a abertura do evento e, logo depois, Gilmar usou a palavra. Ele recordou decisões monocráticas de Fux e do ministro Luís Roberto Barroso, que também defende a ideia de mudar o regimento interno para obrigar que despachos individuais sejam remetidos ao plenário automaticamente.

"Eu vejo agora muita gente entusiasmada: 'vamos proibir a liminar, não se pode’. A liminar mais longa que eu conheço na história do Supremo Tribunal Federal, ao menos que tenho lembrança, é aquela do auxílio-moradia, por que não vem no plenário de imediato?”, questionou Gilmar.

Ele fez referência ao despacho individual de Fux em 2014 que estendeu a todos os juízes do Brasil o auxílio-moradia. A medida valeu por mais de quatro anos até perder os efeitos no fim de 2018.

Fux, porém, quer deixar como uma das marcas de sua gestão à frente do STF o fim das decisões dadas por apenas um ministro que levam anos até serem confirmadas ou revogadas pelo plenário ou por uma das duas turmas do tribunal.

Para isso, como mostrou a Folha, ele deve pautar na próxima sessão administrativa uma emenda ao regimento que torna automática a ida dessas decisões ao plenário da corte.

A ideia ganhou força após Fux individualmente derrubar o habeas corpus que havia sido concedido pelo ministro Marco Aurélio a André de Oliveira Macedo, 43, conhecido como André do Rap, um dos líderes da facção criminosa PCC.

“O Supremo do futuro é um Supremo que sobreviverá sempre realizando apenas sessões plenárias. Será uma corte em que sua voz será unívoca. Em breve, nós desmonocratizaremos o STF, que as suas decisões sejam sempre colegiadas numa voz uníssona daquilo que a corte entende sobre as razões e os valores constitucionais”, disse Fux no evento desta sexta

Fux avalia que a libertação do traficante, após decisões tomadas em instâncias inferiores e a um custo elevadíssimo da operação da Polícia Federal que o deteve, além de ter equívocos jurídicos, maculava a imagem do Supremo.

A discussão sobre a necessidade de regulamentação de todas as ordens monocráticas não é novidade no tribunal. Outras decisões individuais já foram alvo de contestação.

Em 2018, Marco Aurélio deu uma liminar que suspendeu a prisão de pessoas que estivessem presas após condenação em segunda instância, sem o trânsito em julgado. A medida foi reformada pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, durante um recesso do Judiciário.?

Bahia Notícias

Na suprema bagunça, tudo é lamentável no caso André do Rap, síntese dos vícios recentes


Charge O Tempo 22/01/2018 | O TEMPO

Charge do Duke (dukechargista.com.br)

Vera Magalhães
Estadão

É inútil tentar explicar à grande massa da opinião pública o intrincado novelo legislativo, interpretativo e jurídico que permite que, num intervalo de um dia, um ministro do Supremo Tribunal Federal mande soltar um dos mais perigosos traficantes do País, e outro mande prender. O que salta aos olhos, nesse caso, é a barafunda da mais alta Corte de Justiça do País, uma situação que vem sendo construída a muitas mãos, tijolo a tijolo, ao longo dos últimos anos.

O sabor das conveniências e os alinhamentos de ocasião, políticos e jurídicos têm levado a que o STF aja, sistematicamente, de maneira disforme, disfuncional e, sobretudo, política.

FASE LAVA JATO – Então, houve um momento em que o vento soprava a favor do punitivismo, e por ele se guiaram antes históricos garantistas. Veio a Lava Jato, que, por alguns anos gozou de prestígio similar na Corte, mantendo a tendência anti-impunidade e levando a que a operação tivesse confirmadas quase todas as suas principais (e até as mais polêmicas) decisões.

A maré virou, e não adianta negar, depois do impeachment de Dilma Rousseff. Foi só ali, depois de o axioma de Romero Jucá (aquele do acordão com o Supremo, com tudo) se tornar conhecido, que os hoje propalados reparos à Lava Jato vieram à baila e o assim chamado garantismo voltou à moda entre os togados. A ponto de o tribunal se ver cindido em dois.

SOB NOVA DIREÇÃO – O grupo antilavajatista colecionou vitórias na gestão Dias Toffoli e graças à composição da Segunda Turma, mas agora o comando trocou de mãos.

Só que os alinhamentos e o movimento do pêndulo não são tão simples. À frente da Corte está Luiz Fux, alguém que não goza de popularidade interna nem entre os antilavajatistas nem particularmente entre os apoiadores da operação.

Há ainda ministros que não jogam fechados em nenhum dos times, como Marco Aurélio Mello, pivô do lamentável episódio André do Rap, a enigmática Rosa Weber e Alexandre de Moraes, que tem sido mais independente em relação a esses grupos. Além disso, a saída de Celso de Mello e a decisão de retornar ao plenário do STF as questões referentes a inquéritos e ações penais vão necessariamente reconfigurar estratégias e alianças.

PAPELÃO NACIONAL – Este é o pano de fundo político que permitiu a que se chegasse a um papelão nacional como esse da soltura de André do Rap.

Cheira a cinismo de advogados louvarem o caráter “técnico” da decisão de Marco Aurélio. Mesmo a análise fria do que mandou a lei anticrime, e que agora está consignado no Código de Processo Penal, recomenda deixar para o juiz singular decisão de revogação de prisão preventiva, quando não justificada pelo Ministério Público ou autoridade policial.

Ainda que fosse tecnicamente correta, a decisão não se sustenta diante da periculosidade do traficante e o risco – agora confirmado, com sua óbvia fuga – de sua soltura.

SEM CHORUMELAS – E não adianta vir com firulas jurídicas: é, sim, papel do STF zelar pela ordem pública, e não se espera de um magistrado da Corte suprema que esteja de prontidão para, a qualquer cochilo de prazos do Ministério Público, conceder liminar com esse teor num sábado pré-feriado.

O jogo de gato e rato iniciado entre os ministros depois da decisão e de sua revogação por Fux, com direito a indignidades de troças quanto ao penteado do presidente da Corte, é sinal de que foi longe demais o esgarçamento da institucionalidade na cúpula do Judiciário.

É este o retrato do Poder com o qual a sociedade vem contando para, vejam só, colocar freios no presidente com pendores autocráticos. Enquanto uma ala da Corte está confraternizando com ele e opinando sobre indicações para o Supremo, a outra está se engalfinhando numa disputa infantil enquanto um criminoso perigoso foge nas suas barbas. Aterrador.

Ministro Marco Aurélio Mello enfrenta Fux e quem mais estiver pela frente


TRIBUNA DA INTERNET | Marco Aurélio extrapolou e infringiu o Regimento  Interno do próprio Supremo

Marco Aurélio diz que não deixará agressão sem resposta

Vicente Limongi Netto

Discussão polêmica, a soltura do traficante André do Rap. Contudo, serve para enfatizar a fragilidade do sistema jurídico brasileiro. O ministro Marco Aurélio de Mello não pode ser satanizado por esse incidente. O embate prosseguirá. Em campo, aves de todas as espécies. Estudiosos, juristas legítimos, palpiteiros arrogantes, patrulheiros venais e hipócritas adoradores de holofotes fáceis. Nessa linha, é de bom tom que não se insista em jogar o ministro Marco Aurélio Mello contra a parede da vilania. 

Continuará retrucando insultos no tom que o assunto exigir. “Se alguém errou, não fui eu”, salientou no magnífico voto, no STF, sobre o habeas corpus que deu.

RIGOR DA LEI – O novo decano da Suprema Corte não tem vocação para bode expiatório. Marco Aurélio em seus votos, segue os rigores da lei. Tem couro duro para aguentar e retrucar carpideiras, pseudos paladinos e donos da verdade.

Lembrou no voto, cuja sessão plenária ficará nos anais da história do STF, que “paga-se o preço por viver em Estado de Direito”.

Classificou o ministro-presidente da corte, Luiz Fux, de “autoritário”, “tutor e curador”, por cassar o habeas corpus que concedeu ao traficante. Por fim, Marco Aurélio afirmou que não se acha no banco dos réus pela polêmica decisão. O assunto ainda vai render.

DINHEIRO NA CUECA  – O chamado “Novo Senado” cada vez mais desmoralizado. O senador Chico Rodrigues, flagrado com dinheiro nas nádegas, é notável membro da venal e hipócrita “nova política” apregoada pelo governo Bolsonaro.

Além disso, é aliado de primeira hora do senador Davi Alcolumbre. Para fechar com sucesso o script da imunda e explícita nova política, agora só falta reeleger o roliço e nefasto Alcolumbre para a presidência do Senado, de maneira totalmente ilegal, sem reforma da Constituição.

LEMBRANDO HAVELANGE – O novo e belo livro do escritor e jornalista Silvestre Gorgulho, cujo próximo lançamento foi destacado por Carlos Newton aqui na TI, desta vez brindando os leitores sobre os 80 anos de Pelé e suas histórias com JK, tem prefácio de outro craque: do ex-presidente da Fifa, João Havelange, que acompanhou a produção do livro e escreveu o prefácio.

Assim como a dupla de homenageados por Gorgulho, Havelange também deixou legado de glórias e sucesso, ao futebol brasileiro e mundial. Como presidente da então CBD, o Brasil conquistou três títulos mundiais de futebol. Presidiu a Fifa por 25 anos. Tornou a entidade numa potência financeira e esportiva. Deixou a Fifa com mais países filiados do que a ONU. Uniu o mundo, raças e nações, pelo futebol. Foi condecorado por reis, presidentes e rainhas. Um brasileiro mundialmente reconhecido. 

Enquanto Chico Rodrigues teve de tirar a cueca, Davi Alcolumbre veste uma tremenda saia justa


Davi Alcolumbre testa positivo para coronavírus, diz assessoria - Tribuna  de Minas

Além da saia justa, o colarinho também está apertado…

Deu na Coluna do Estadão

Como efeito colateral do episódio do dinheiro na cueca do senador Chico Rodrigues (DEM-RR), Davi Alcolumbre se enfiou numa saia-justa. O presidente do Senado, que busca o apoio de seus pares e de ministros da Corte para se manter no comando da Casa, terá de decidir se desagradará a senadores ou ao ministro Luís Roberto Barroso e alguns de seus colegas de STF.

Nos grupos de WhatsApp de parlamentares, tem sido amplo o apoio a Rodrigues, afastado do cargo pelo ministro. A decisão monocrática foi considerada afronta ao Parlamento.

DECISÃO AFOITA –  Ângelo Coronel (PSD-BA), por exemplo, chamou a decisão de “afoita” e “midiática”. Mecias de Jesus (Republicanos-RR) classificou o afastamento do colega de “fato institucional da maior gravidade”. Até a oposição entrou no meio: Jean Paul Prates (PT-RN) disse concordar com os colegas no grupo.

“Não tem nada que desabone Chico Rodrigues. Espero que o Davi realmente tome providências e dê amparo legal ao nosso amigo e companheiro”, disse em áudio no grupo de senadores Vanderlan Cardoso (PSD-GO).

E o senador Nelsinho Trad (PSD-MS) enquanto aguardava o início de uma missa, disse sobre Rodrigues: “Se eu puder ser um bálsamo nesse ferimento, serei”.

CÂMARA REAGE – Houve intensa repercussão também na Câmara: “Afastar um senador por decisão monocrática e antes da denúncia não tem guarida na Constituição. Ministro não pode estar preocupado só com “likes”, mas com a Constituição”, afirma Marcelo Ramos (PL-AM).

“A conduta do senador Rodrigues tem de ser apurada e, se comprovada como ilegal, ser duramente punida, mas dentro dos limites da lei e da Constituição”, completa Ramos.

Para ampliar a sensação de afronta ao Legislativo, não foram poucos os parlamentares que viram na decisão do STF de manter a prisão de André do Rap uma “reescritura da lei” pela Corte, em gesto claro de ativismo judicial.

TUDO ERRADO – A despeito da enorme capivara de André do Rap e de sua periculosidade, o episódio começou e terminou mal para STF com a “mudança” do artigo 316 do Código Penal, aprovado pelo Congresso e sancionado por Jair Bolsonaro.

A “estreia” pra valer de Luiz Fux no plenário como presidente do STF foi bem ao estilo do ministro: sob fortes holofotes. Nesse clima, ´rÉ preciso lembrar que há uma ação no STF, sob relatoria de Gilmar Mendes, que questiona a possibilidade de reeleição à presidência das Casas. Como a Coluna antecipou, a advocacia do Senado alega ser possível e tratar-se de uma questão “interna corporis”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Ainda há senadores decentes. Está na hora de dar um basta nesse tal de Alcolumbre, cuja família quer dominar o Amapá política e financeiramente. Ele já teve seus 15 minutos de fama, deve se recolher (ou ser recolhido) à sua insignificância. (C.N.)

Gilmar Mendes chama de ‘demagogia’ movimento de Fux para restringir decisões monocráticas

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“Olhem para os próprios telhados de vidro”, disse Gilmar em evento

Matheus Teixeira
Folha

Após o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Fux, prometer uma atuação contra as decisões individuais na Corte, o ministro Gilmar Mendes reagiu e cobrou coerência do colega. “Respeitem um pouco a inteligência alheia, não façam muita demagogia e olhem para os próprios telhados de vidro”, disse.

Os dois participaram nesta sexta-feira, dia 16, de um evento virtual realizado pelo site Conjur. Fux afirmou que irá “democratizar o STF”, que só terá decisões colegiadas, mas Gilmar respondeu o colega. Ambos pertencem a alas opostas do tribunal, principalmente em julgamentos criminais. Enquanto Gilmar integra o grupo que impõe derrotas à Lava Jato por considerar que muitas investigações não respeitam garantias dos réus, Fux atua para manter viva a operação.

DECISÕES MONOCRÁTICAS – Fux fez a abertura do evento e, logo depois, Gilmar usou a palavra. Ele lembrou decisões monocráticas de Fux e do ministro Luís Roberto Barroso, que também defende a ideia de mudar o regimento interno para obrigar que todos despachos individuais sejam remetidos ao plenário automaticamente.

“Eu vejo agora muita gente entusiasmada: ‘vamos proibir a liminar, não se pode’. A liminar mais longa que eu conheço na história do Supremo Tribunal Federal, ao menos que tenho lembrança, é aquela do auxílio-moradia, por que não vem no plenário de imediato?”, argumentou.

Gilmar fez referência ao despacho individual de 2014 do atual presidente da Corte de estender a todos os juízes do Brasil o auxílio moradia. A medida valeu por mais de 4 anos até perder os efeitos no fim de 2018.

EMENDA –  Fux, porém, quer deixar como uma das marcas de sua gestão à frente do Supremo o fim das decisões dadas por apenas um ministro que levam anos até serem confirmadas ou revogadas pelo plenário ou por uma das turmas.Para isso, como mostrou a Folha, ele deve pautar na próxima sessão administrativa uma emenda ao regimento que torna automática a ida dessas decisões ao plenário da Corte.

A ideia ganhou força após Fux individualmente derrubar o habeas corpus que havia sido concedido pelo ministro Marco Aurélio a André de Oliveira Macedo, 43, conhecido como André do Rap, um dos líderes do PCC (Primeiro Comando da Capita).

“O Supremo do futuro é um Supremo que sobreviverá sempre realizando apenas sessões plenárias. Será uma Corte em que sua voz será unívoca. Em breve, nós desmonocratizaremos o STF, que as suas decisões sejam sempre colegiadas numa voz uníssona daquilo que a Corte entende sobre as razões e os valores constitucionais”, disse Fux nesta sexta.

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O OUTRO LADO DA MOEDA R$ 1.007.574.000.000,00 em juros da dívida

O Outro Lado da Moeda Por Gilberto Menezes Côrtes gilberto.cortes@jb.com.br   Publicado em 30/01/2026 às 16:26 Alterado em 30/01/2026 às 17:...

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