quarta-feira, agosto 12, 2020

Flávio Bolsonaro se contradiz em depoimento ao MP ao justificar atribuições de funcionário fantasma


Comissão citada por Flávio havia sido extinta anos antes de nomeação
Juliana Castro e Juliana Dal Piva
O Globo
Em depoimento ao Ministério Público do Rio, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) afirmou que um assessor de seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio, suspeito de ter sido funcionário-fantasma, ajudou nos trabalhos de uma comissão que, segundo O Globo apurou, funcionou seis anos antes de ele ter sido nomeado.
Aos promotores que investigam o caso da “rachadinha”, Flávio citou como exemplo de atribuição de Wellington Sérvulo Romano da Silva o auxílio em um comissão que tratou de agentes expulsos da Polícia Militar. O colegiado, segundo os registros da Alerj, funcionou de 25 de junho a 10 de dezembro de 2009. Sérvulo, no entanto, esteve nomeado no gabinete de Flávio entre abril de 2015 e setembro de 2016.
COMISSÃO ESPECIAL – “Teve uma época que fiz uma comissão especial para rever as exclusões na PM, exclusões injustas na Polícia Militar. Ouvimos dezenas de policiais. O Sérvulo trouxe alguns casos para nós. Inclusive, se não me engano, em torno de dez ou 12 chegaram a ser integrados por conta desse trabalho que a gente fez na comissão”, disse o senador no depoimento, que ocorreu em 7 de julho.
Antes desta resposta, Flávio havia argumentado que uma das funções de seus funcionários era a de apresentar a ele demandas de setores como a Polícia Militar: “O critério para vir trabalhar no gabinete parlamentar, além do critério técnico e da competência, é o critério da confiança. O Sérvulo sempre foi uma pessoa com uma proximidade do (Fabrício) Queiroz, uma pessoa que gosto muito e trabalhava para mim também nesse tipo de (coisa de) trazer demandas de policiais militares para o gabinete”.
MOVIMENTAÇÕES – De acordo com um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Sérvulo repassou R$ 1,5 mil a Queiroz em 2016. O documento mostra ainda que ele movimentou R$ 1,59 milhão de janeiro de 2015 até 2018. Segundo a TV Globo, no período em que esteve nomeado por Flávio, Sérvulo passou 248 dias em Portugal.
A Alerj jamais foi informada sobre qualquer licença. Aos promotores, Flávio afirmou que Sérvulo “não comparecia diariamente” e que, quando foi nomeado, tinha direito a férias anteriores e a licenças. O senador disse ainda que o ex-assessor morava no Brasil, mas alguns familiares dele viviam em Portugal.
Logo no início do depoimento, o senador foi questionado sobre quem foram e como escolheu seus chefes de gabinete. Flávio respondeu que não se recordava:“São cargos em confiança. Então logo no início do mandato, formação de equipe, não lembro agora, de cabeça, as pessoas que passaram na chefia de gabinete minha, mas sempre com critério ali de competência, proximidade, entendimento de legislação militar”, afirmou ele, ao dizer que o último foi o coronel Miguel Ângelo Braga Grillo.
OPERADORA – Ele não citou Mariana Mota que foi chefe de gabinete de fevereiro de 2003 até dezembro de 2007. Ela é amiga de Ana Cristina Valle, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro. Os promotores avaliaram após as quebras de sigilo que Mariana fazia o papel de operadora antes do Queiroz. Foi com isso que o MP pediu que ela fosse incluída entre os alvos de busca e apreensão em dezembro do ano passado.
Na mesma ocasião, a loja de chocolates de Flávio e os endereços do subtenente da PM Fabrício Queiroz junto e de sua família também foram alvo dos mandados. No pedido ao juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal, o MP-RJ afirmou que no último ano em que foi assessora de Flávio, janeiro de 2007 e março de 2008, ela chegou a receber 15 transferências em sua conta, no total de R$ R$ 39,4 mil, de outro assessor. Eles também apontam diversos saques em espécie feitos por ela dentro do caixa da Alerj. Ela sacou 40% do total recebido.
A defesa do senador disse que “tem recebido com perplexidade as notícias de vazamento das peças e áudios do procedimento que tramita sob sigilo”. Os advogados afirmam ainda que não vão mais permitir registros em vídeo dos depoimentos de Flávio. O GLOBO apurou que a defesa apresentou uma reclamação ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) sobre o assunto.

TACA NO LOMBO DE GUILHERME QUE ESCORREGOU AO PISAR NUMA CASCA DE BANANA

Quem ri por último, ri melhor.
A desonestidade, a fraude o crime nunca vencerá a verdade e a Justiça, principalmente quando é praticado por um ficha suja, que estava tendo a ousadia de através de uma ato criminoso   tentar enlamear a Câmara de Vereadores de Jeremoabo.
Meus sentimentos ao Prefeito de Jeremoabo que deixou de ouvir as sugestões de homens de bem, para compartilhar  com um fraudador, que através de omissão de documentos tentou induzir a Justiça ao erro.
Na pessoa do Vereador Kaká de Sonso, quero parabenizar os vereadores da oposição, que numa demonstração de honestidade, firmeza, e respeito ao povo de Jeremoabo, não mediram esforços para defender a moralidade da coisa pública, permitindo que um fora da lei estivesse acima da Lei.
Quero parabenizar a competência dos advogados que aplicaram seu saber em defesa do bem, da moral e da Justiça.
Não poderia deixar de parabenizar a coragem, a firmeza,  a honestidade e a independência da Procuradora jurídica do Município, pois pelo que tive conhecimento a mesma opinou pela inamissibilidade do pedido de GUILHERME, NO ENTANTO, O PREFEITO ENTENDEU NA TENTATIVA DE APOIAR A FRAUDE DO ARTISTA, RESOLVEU APELAR PARA O ESCRITÓRIO DE UM ADVOGADO DE SALVADOR, pago pela prefeitura a peso de ouro; aliás esse advogado já vinha prestando serviços particulares ao prefeito quando o mesmo ainda era candidato.

Ficha suja não pode competir com ficha limpa, esse elemento foi posto para a rua, banido do serviço público a bem da moralidade, portanto é um ficha suja, que usa baixaria na tentativa que sua podridão atinja as pessoas de bem de Jeremoabo.
Fica aqui mais um exemplo de que o crime não compensa.
Jeremoabo, confirmo tem dono, O CIDADÃO DE BEM.








Denúncia dos ' AMARELINHOS"



PNG - Setas - LacreMania



PSD da Bahia mostra força ao aparecer no topo da lista de beneficiários de fundo eleitoral


por Fernando Duarte
PSD da Bahia mostra força ao aparecer no topo da lista de beneficiários de fundo eleitoral
Foto: Marcos Oliveira/ Agência Senado
O senador Otto Alencar é uma figura essencial para o PSD. A prova disso é o montante destinado pela sigla para as candidaturas em 2020 da Bahia. Serão quase R$ 12 milhões para o diretório estadual, colocando a instância à frente de outras direções relevantes, como São Paulo, curral eleitoral do presidente Gilberto Kassab, e Minas Gerais, cuja capital é governada pelo correligionário Alexandre Kalil – apesar da campanha a reeleição dele ter previsto um montante “individual” de metade da cifra destinada à Bahia.

Otto foi o principal avalista do PSD no Nordeste. Veio da Bahia uma parcela representativa das assinaturas que viabilizaram a existência do partido. Desde então, a legenda tem colecionado vitórias expressivas do ponto de vista eleitoral. Otto foi eleito senador em 2014 com folga em relação ao segundo colocado. Dois anos depois, o partido emergiu como uma potência entre as prefeituras, tornando a sigla ainda mais importante para a construção eleitoral dos anos seguintes. A indicação de Angelo Coronel para concorrer ao Senado em 2018 é um dos exemplos públicos de como a musculatura política do partido é importante para o cenário local.

No entanto, no próximo pleito, essa prevalência do PSD nas disputas municipais parece estar sob a sombra do Progressistas, que conquistou prefeitos da última eleição para cá e disputa, tal qual o tamanho da bancada na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), a liderança com o partido de Otto. É uma briga de cachorro grande. De um lado, o senador cuja biografia inclui um período como governador e a aproximação da centro-direita do petismo na Bahia. Do outro, o vice-governador João Leão, que também integra campo ideológico similar e não deve medir esforços para manter o Progressistas como uma força eleitoral.

Aí entra a destinação dos recursos do PSD para a Bahia. Mesmo com uma campanha repleta de limitações em virtude da pandemia e do próprio adiamento das eleições para novembro, o financiamento das candidaturas deve fazer a diferença. Ainda mais no interior da Bahia, onde a publicidade em rádio e televisão não tem os mesmos impactos dos grandes centros urbanos. Esses recursos vão viabilizar que o PSD se mantenha em condições favoráveis de disputa, independente dos problemas a serem enfrentados em 2020.

Otto Alencar tem ainda outra vantagem importante: o desconhecimento da imprensa do eixo Rio - São Paulo - Brasília, que chegou a sugerir que esses recursos seriam destinados à campanha de Angelo Coronel à prefeitura de Salvador. Assim, os senadores mantêm, sem chamar tanta atenção, uma base eleitoral sólida que permitirá dar muitas cartas no jogo político local e nacional no longo prazo. Um bom político sabe operar nos bastidores. E assim construir bem a cama onde dorme.

Este texto integra o comentário desta quarta-feira (12) para a RBN Digital, veiculado às 7h e às 12h30. O comentário pode ser acompanhado também nas principais plataformas de streaming: SpotifyDeezerApple PodcastsGoogle Podcasts e TuneIn.

Bahia Notícias

PF cumpre mandados na Bahia em operação contra tráfico internacional de drogas

Quarta, 12 de Agosto de 2020 - 08:20
PF cumpre mandados na Bahia em operação contra tráfico internacional de drogas 
Materiais da organização foram apreendidos por agentes | Foto: Divulgação/ PF
A Polícia Federal cumpre na manhã desta quarta-feira (12) mandados de busca e apreensão em Salvador, Conceição do Coité e Lauro de Freitas, na segunda fase da Operação Olossá, que investiga uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de drogas.

Além da Bahia, a ação ocorre também nos estados de Sergipe, Maranhão, Pará, São Paulo e Santa Catarina. Ao todo, são 22 mandados, 12 de prisão - destes, três estão sendo cumpridos no exterior, com o auxílio da Interpol; dois na Espanha e um na Tailândia - e 10 de busca e apreensão.

A operação desta manhã é um desdobramento da primeira fase, deflagrada em 10 de março deste ano, que cumpriu quatro mandados de busca e cinco mandados de prisão nas cidades de Salvador e Ipiaú, na Bahia, e Ananindeua, no Pará.

As investigações apontam que a droga era transportada por avião, especialmente para países da Europa e da Ásia. Os traficantes usavam mulas, que levavam os entorpecentes escondidos em suas bagagens. A Polícia Federal estima que cada transporte realizado poderia gerar lucro de quase R$ 500 mil para a organização criminosa.

A partir da análise do material apreendido na primeira fase, conseguiu-se identificar a liderança e integrantes do primeiro escalão da organização criminosa investigada, inclusive de pessoas que iniciaram como “mulas” e assumiram outros postos no esquema criminoso, mudando-se para o exterior para recepcionar os viajantes que chegavam do Brasil transportando a droga.

A apuração começou em maio de 2019, a partir do aprofundamento de informações recebidas pelo serviço de Disque Denúncia da Secretária de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA).

À época, a Polícia Federal levantou que o proprietário de uma barraca de praia em Lauro de Freitas usava o estabelecimento para aliciar as “mulas”, sendo ele o principal integrante da organização criminosa nessa função. Ele também providenciava as passagens, documentos e dinheiro para o custeio da viagem. Cada pessoa que realizava a viagem recebia em torno de R$ 20.000,00 no caso de êxito no transporte da droga.

Bahia Notícias

Fachin diz que que foro privilegiado promove ‘seletividade discriminatória’ e defende revisão da prerrogativa


Charge do Iotti (gauchazh.clicrbs.com.br)
Jéssica Moura
O Globo
O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF) defendeu que a prerrogativa de foro privilegiado precisa ser revista. Segundo ele, esse mecanismo aumenta a demanda por julgamentos de ações penais na Corte, em detrimento da análise de outros processos de repercussão geral, e que portanto, teriam impactos sobre toda a sociedade.
“O tempo que o tribunal precisa para debater esses casos penais é um indicativo por si só, de que haja uma seletividade injusta e discriminatória do sistema punitivo no Brasil, e que portanto, não somos tão iguais assim”, disse o ministro durante uma videoconferência promovida pela Câmara de Comércio França-Brasil, que representa diversos setores econômicos.
DESIGUALDADE – Fachin argumentou que esse privilégio no acesso ao Supremo corrobora para a desigualdade entre os cidadãos no acesso à justiça, assim como na agilidade dos processos. Por isso, ele classificou a justiça brasileira como “ineficiente” e disse que é necessário aprimorar o sistema judicial.
“A legislação brasileira é rica em recursos e interpretações jurisprudênciais que insistem em ampliar as chances de impugnação: mais impugnações, mais tempo, menos eficiência”, afirma. O ministro destacou que há uma polarização “excessiva” em torno do debate sobre a eficiência da justiça no Brasil.
Fachin considera que a lentidão para julgar os processos contribui para o aumento da corrupção, na medida em que favoreceria a impunidade. Contudo, ele rechaçou que um retorno ao regime ditatorial seja a solução para este problema.
“A polarização impõe um falso dilema a todos nós e também um falso dilema de uma narrativa que se quer impor à sociedade. O falso dilema é: ou se combate o punitivismo ou retornaremos ao arbítrio. Como se o estado de coisas anterior, no qual graçou por anos a ineficiência e deitou raízes o cupim da República, fosse o único apanágio da democracia”, ponderou Fachin.
PANDEMIA – Quanto à crise decorrente da pandemia do novo coronavírus, o ministro disse, sem entrar em detalhes, que há um problema de gestão na aplicação de políticas públicas para combater seus efeitos.
“No plano institucional, a gestão e a coordenação das políticas públicas têm deixado a desejar. Todos nós que ocupamos funções públicas temos contas a prestar”, afirmou.
Ainda sobre a pandemia, o plenário do Supremo analisa ainda uma ação movida pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) para a proteção dessa população. Fachin afirmou que o cumprimento da legislação referente à Amazônia e aos povos indígenas também “tem deixado a desejar”. “Nós precisamos deixar de sermos parasitas em relação à Amazônia, que tem sido um hospedeiro cuja bondade está acabando”, disse.  
JUSTIÇA ELEITORAL – Além de ministro do STF, Fachin também é vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A corte pode criar a figura jurídica do abuso de poder religioso, que levaria à cassação de mandatos políticos. Para o ministro, quando o candidato a cargo público se vale da influência que tem sobre os fiéis para se eleger, “atenta contra um sentido mais ampliado de democracia”.

Ministério da Justiça encaminha relatório sobre grupos antifascistas ao Congresso


Charge do Jota Camelo (facebook.com)
Jussara Soares
Estadão
O ministro da Justiça, André Mendonça, se antecipou e encaminhou ao Congresso na tarde desta terça-feira, dia 11, cópia do relatório sobre opositores do governo Jair Bolsonaro. O material impresso foi entregue ao presidente da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI), senador Nelsinho Trad (PSD-MS) antes que o órgão fizesse uma solicitação. Em nota, a pasta também informou que determinou que a Polícia Federal abra um inquérito para investigar o vazamento do “dossiê”.
A existência do documento feito pela Diretoria de Inteligência da Secretaria de Operações Integradas (Seopi) com informações sobre 579 servidores identificados com o movimento antifascista foi revelada pelo portal Uol no mês passado. Na última sexta-feira, dia 7, o ministro da Justiça negou o termo “dossiê”, afirmando que remete a algo ilegal, mas admitiu que a pasta monitorou opositores ao governo.  
CONVITE – Pressionado a dizer claramente qual relatório o órgão do ministério elaborou e quem foram os alvos, Mendonça, segundo parlamentares que estiveram na reunião, recusou a entrar em detalhes. O ministro nega. Ao encaminhar a cópia do relatório ao Congresso, o ministro enviou um ofício convidando os parlamentares para conhecerem pessoalmente a área de inteligência da Seopi e acompanhar uma apresentação sobre o trabalho realizado pelo órgão. O gesto do ministro tem intenção de demonstrar que não há nada ser escondido e, portanto, não há motivo para assombros.
Em nota divulgada nesta terça-feira, o Ministério da Justiça informou que Mendonça solicitou a reunião com parlamentares e prestou esclarecimentos por mais de três horas. Na audiência, ainda segundo o comunicado, foram “apresentadas as principais características da atividade de inteligência, bem como a relevância da Seopi para o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), notadamente no contexto da inteligência.”
A nota destaca ainda que o ministro respondeu todas as perguntas dos parlamentares e reafirmou não “admitir qualquer ato ou conduta à margem dos princípios constitucionais ou das normas que regem a atividade de inteligência, especialmente se tiver por fim a prática de perseguição ou cerceamento de liberdades individuais de quem quer que seja.”
Aos parlamentares, o ministro informou sobre instauração de sindicância interna para apuração da origem do relatório e se comprometeu a compartilhar o resultado com a comissão. No comunicado, o Ministério da Justiça nega que tenha deixado de entregar relatórios ao do Supremo Tribunal Federal. “Houvesse tal determinação, certamente seria cumprida de imediato”, diz a nota.
JUSTIFICATIVA – A pasta alega que a recusa em entregar cópia das informações ao Ministério Pública Federal deve-se somente ao fato de que a solicitação deve ser feita pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, por envolver um ministro de Estado. 
O relatório produzido pelo Ministério da Justiça só vai ser liberado para parlamentares interessados no documento a partir da semana que vem. O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) afirmou ao Estadão/Broadcast que vai marcar uma reunião virtual com os membros do colegiado na próxima terça-feira, dia 18.
CONFIDENCIALIDADE – Quem quiser ter acesso ao material, compilado em um CD, terá de assinar um termo de confidencialidade se comprometendo a não liberar o conteúdo do relatório. O relatório foi enviado após pressão de deputados e senadores de oposição que fazem parte da comissão.
“Ele não tinha obrigação de entregar isso, até porque não foi deliberado. A comissão oficialmente não funcionou e ele entregou de livre e espontânea vontade”, declarou Trad, ressaltando que é “isento” no processo, apesar de ser próximo do governo. O senador faz parte da comitiva brasileira de apoio ao Líbano e embarca ao país árabe nesta quarta-feira, dia 12, e só retorna ao Brasil na segunda, 17.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Mendonça insiste em chamar de relatório, como se isso minimizasse o feito, o injustificável dossiê detalhado de mais de 400 páginas sobre 579 servidores “antifascistas”, cujos dados foram enviados a diferentes órgãos de persecução e investigação. Um atentando contra a democracia e que remete à explícita tentativa de coação e monitoramento. O mais irônico é tentar justificar que quem é contra o fascismo representa uma ameaça. Falta lógica, bom senso ou vergonha ? (Marcelo Copelli)

Alexandre de Moraes pede respeito aos direitos fundamentais: “Toda tirania deve ser afastada”


Moraes destacou protagonismo do STF em discussões recentes
Rayssa Motta
Estadão
Responsável por decisões e investigações que têm desagradado o governo federal, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu nesta segunda-feira, dia 10, a independência do Poder Judiciário e destacou o protagonismo da Corte nas principais discussões políticas e legislativas desde a redemocratização.
”Absolutamente nenhuma grande discussão de 1988 até hoje deixou de chegar ao Supremo Tribunal Federal. Não porque o STF puxe ou tenha puxado essa competência, mas porque no Brasil pode ser provocado por muitos órgãos”, afirmou o ministro em transmissão ao vivo na noite de hoje.
AUTONOMIA –  Nos últimos quatro meses, com o agravamento da crise provocada pela covid-19, mais de três mil ações relacionadas ao coronavírus foram parar no STF. Entre elas, aquela em que Moraes deu autonomia a estados e municípios na adoção medidas de quarentena e isolamento social ou uma segunda que decretou a suspensão da dívida pública dos governadores com a União enquanto durar a pandemia.
Para o ministro, a Corte tem o dever de ʽimplementar de forma efetiva o direito à Saúdeʽ. Alexandre de Moraes também defendeu que, além das funções de mediador de conflitos entre os entes federativos e os Poderes, o Supremo tem sido exitoso em efetivar direitos e garantias fundamentais às minorias – a exemplo da criminalização da homofobia e do entendimento de que o crime de racismo pode ser aplicado a casos de antissemitismo.
”Não há mais espaço para discriminação em relação aos direitos humanos fundamentais. A universalidade dos direitos humanos foi conquistada no século passado. A plena efetividade nós temos que lutar para conquistar neste século”, disse.
FAKE NEWS – Moraes, que é relator dos inquéritos das fake news e dos atos antidemocráticos, que miram apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), também defendeu a premissa de que ʽtoda tirania deve ser afastada, inclusive a tirania da maioria que elege o Executivo e o Congresso Nacionalʽ em nome da perpetuidade do regime democrático.
”A maioria, mesmo representada no Executivo e no Congresso, não pode discriminar, perseguir ou ignorar os direitos e garantias fundamentais das minorias”, afirmou o ministro.

Pacto entre os poderes inclui reeleições de Bolsonaro, Maia e Alcolumbre


Toffoli se reuniu com autoridades contra movimento para afastar ...
Mais de três, juntos, é considerado formação de quadrilha
Carlos Newton
Há várias iniciativas antidemocráticos em marcha no país. A mais grave é a campanha pela intervenção militar, porque tem o inequívoco apoio do presidente da República, com respaldo de expressivo número de parlamentares, pois alguns até ajudam a patrocinar as manifestações. Mas o Alto-Comando do Exército já desestimulou esse movimento, agora é tarde, Inês é outra, como diria o príncipe português Pedro.
Foi colocada uma pedra sobre o golpe militar, mas há outras iniciativas em custo. A mais grave é o pacto entre os poderes, articulado no primeiro semestre de 2019 por Dias Toffoli, com entusiástico apoio do presidente Bolsonaro e dos dirigentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia e Davi Alcolmbre.
VAIVÉM DO PACTO – No segundo semestre de 2019, o pacto começou a funcionar espetacularmente, com a flexibilização do pacote anticrime de Moro e a aprovação da sinistra Lei do Abuso da Autoridade pelo Congresso Nacional, que tiveram apoio e sanção do presidente da República.
O Supremo também brilhou intensamente, ao enviar para a Justiça Eleitoral todos os processos de corrupção política que envolviam caixa dois, salvando grande número de parlamentares e governantes. No final do ano, o grand finale, com a proibição de prisão após segunda instância, libertando Lula da Silva, José Dirceu, Eduardo Cunha e muitos outros.
No primeiro semestre de 2020, porém, o pacto começou a fazer água, com Bolsonaro chutando o balde e sua trupe criticando durante Congresso e Supremo, sem motivo algum, no auge da campanha pelo golpe militar.
BOLSONARO RECUOU – Quando se pensava que o rompimento do pacto era definitivo, Bolsonaro foi aconselhado pelo Alto Comando do Exército a recuar e ficar na sua. Imediatamente ele fez as boas com Dias Toffoli, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, revivendo com toda força o antidemocrático acordo entre os apodrecidos poderes, que deve estar fazendo o barão de Montesquieu se revirar no túmulo.
E hoje o pacto, tem como principais metas: 1) inviabilizar a Lava Jato; 2) desmoralizar o ex-juiz Sérgio Moro; 3) tirar do Ministério Público o direito de fechar acordo de leniência com empresas corruptas; 4) reeleger Maia e Alcolumbre na Câmara e Senado: 5) evitar que Bolsonaro seja processado no inquérito sobre demissão de Moro; 6) proteger também Flávio Bolsonaro, Fabricio Queiroz e outros membros da trupe, sem falar nas digníssimas mulheres de Dias Toffoli e Gilmar Mendes.
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P.S. 
– Há quem diga que também está na pauta a candidatura de Lula em 2022, através da anulação de sua condenação, por suspeição do então juiz Sérgio Moro, mas isso é “menas verdade”, como dizia o criador do PT, antes das aulas de reforço na língua pátria.  O pacto existe para favorecer Bolsonaro, e não Lula. E assim la nave va, cada vez mais fellinianamente(C.N.)

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