segunda-feira, maio 11, 2020

Bolsonaro reclama que “até gasto com cartão” corporativo gera polêmica em seu governo


Charge do Adnael (humorpolitico.com.br)
Thiago Resende
Folha
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse neste domingo, dia 10, que “até gasto com cartão” corporativo gera polêmica em seu governo. Segundo reportagem da Folha, as faturas com cartão corporativo da Presidência República têm sido, em média, maiores no governo Bolsonaro do que nos de Michel Temer (MDB) e de Dilma Rousseff (PT).
Em conversa com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente, ele não respondeu, neste domingo, o sexo da filha que o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e a esposa dele, Heloísa, terão. “Se eu falar dá polêmica”, afirmou o presidente. E continuou: “Até gasto com cartão… estão batendo em mim. Gasto com cartão corporativo. Só que teve quatro aviões para a China para buscar gente lá. Aí gastou mesmo. E botam na minha conta”.
SIGILO – No entanto, as despesas estão sob sigilo e não é possível saber, na fatura, o peso dessa operação de resgate de brasileiros em Wuhan, na China, onde foram registrados os primeiros casos do coronavírus. A reportagem da Folha considera a média das despesas com esses cartões desde o início do governo.
Na gestão atual, gastou-se, em média, R$ 709,6 mil por mês, o que representa uma alta de 60% em relação ao governo do emedebista e de 3% em comparação com a administração da petista.
COMPARAÇÃO – Por mês, Dilma tinha uma média de gastos de R$ 686,5 mil, enquanto Temer despendia R$ 441,3 mil. Os dados são do Portal da Transparência do governo federal, que reúne informações de 2013 a março de 2020 (fatura mais recente). Os valores foram corrigidos pela inflação do período.
Dilma, Temer e Bolsonaro tiveram as mesmas regras para uso dos cartões. Não houve mudança nos critérios desde 2008, segundo o Palácio do Planalto. Naquele ano, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou restrições, como limitação de saques, diante de compras abusivas realizadas com esse recurso.
Antes de assumir o governo, a equipe de Bolsonaro chegou a avaliar o fim desses cartões, que desencadearam um escândalo político com auxiliares do ex-presidente Lula. Os cartões corporativos, porém, ainda continuam funcionando.
POSTOS-CHAVE – Esses meios de pagamento foram criados em 2001, no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Eles são distribuídos a pessoas que ocupam postos-chave da gestão pública e cobrem despesas de urgência pela compra de produtos e serviços ou pela cobertura de gastos de viagens.
Na gestão Bolsonaro, as despesas vinculadas ao gabinete do presidente e a funcionários do Palácio do Planalto aceleraram a partir de outubro do ano passado.
O pico foi de R$ 1,9 milhão em um único mês. O valor foi desembolsado em fevereiro de 2020 e registrado no sistema em março, mas sem que a finalidade da despesa, que está praticamente toda sob sigilo, fosse informada.
MAIOR DESPESA – Essa foi a maior despesa mensal já lançada no Portal da Transparência. O recorde anterior era de Dilma, em outubro (com registro em novembro) de 2014, quando gastou R$ 1,6 milhão, em valores atualizados pela inflação do período.
Em fevereiro deste ano, a agenda oficial do presidente registrou viagens de Bolsonaro para São Paulo, Rio de Janeiro e Pará. No feriado do Carnaval, ele se deslocou a Guarujá, cidade do litoral paulista.
Segundo o Palácio do Planalto, também foram computados em março os gastos com a viagem para o resgate na China. A fatura, porém, não foi divulgada. As comparações são com base nas faturas do CPGF (Cartão de Pagamento do Governo Federal) da Secretaria de Administração da Presidência da República, que cuida das despesas de Bolsonaro, de sua família e de funcionários próximos, por exemplo, da Casa Civil.
USO DOS CARTÕES – Os cartões corporativos do Palácio do Planalto são usados, entre outras despesas, para a compra de materiais, prestação de serviços e abastecimento de veículos oficiais. Também financiam a operação de segurança do presidente em viagens (até o momento foram 13 internacionais), além da manutenção e realização de eventos na residência oficial, o Palácio da Alvorada.
Os valores totais das despesas do cartão da Presidência são divulgados, mas há sigilo sobre a maioria dos gastos, como alimentação e transporte do presidente. O argumento é que são informações sensíveis da rotina presidencial e que a exposição pode colocar o chefe do Executivo em risco.
A Vice-Presidência tem cartões próprios, cujos custos são separados. Segundo o governo, as faturas da Secretaria de Administração da Presidência só incluem os gastos do vice-presidente quando ele exerce a função do presidente, por exemplo, se Bolsonaro está em viagem internacional.

SES registra 183 novos casos de Covid-19 e soma 1771 doentes

em 11 Maio, 2020 7:26


A Secretaria de Estado da Saúde registrou neste domingo, 10, mais 183 novos casos de Covid-19 em Sergipe. Com estes, sobe para 1.771 o número de casos da doença. Foi registrado mais um óbito, um homem de 81 anos de idade, de Lagarto, que fazia tratamento de quimioterapia.
Também estão em investigação mais 10 óbitos, sendo cinco mulheres: 23 e 94 anos (Aracaju), 55 anos (Carmópolis), 63 (Nossa Senhora do Socorro), e 81 (Itabaiana); e cinco homens: 36, 55, 68 e 97 anos de idade (Aracaju), e 61 anos (Estância).
Quatro municípios registraram os primeiros casos: Amparo de São Francisco (homem de 37 anos), Nossa Senhora das Dores (homem de 53 anos), Pedrinhas (homem de 18 anos) e Japaratuba (mulher de 27 anos de idade).
Até o momento 107 pessoas se curaram da doença. Foram realizados 5.732 exames e 3.961 foram negativados. Estão internados 95 pacientes, sendo 39 em leitos de UTI (17 na rede privada e 22 na rede pública) e 56 em leitos clínicos (15 na rede privada e 41 na rede pública). São 34 óbitos por Covid-19 em Sergipe.
Mais detalhes sobre o novo boletim epidemiológico do Covid-19 acesse.
Fonte: SES
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