sábado, março 12, 2011

Na corda bamba ... Pedro Novais (Turismo) e Mário Negromonte (Cidades). ...

"Jobim pede socorro"

Brasil Confidencial - Octávio Costa
Isto é - 11/03/2011

O anúncio do corte de R$ 50 bilhões no Orçamento de 2011 causou alvoroço na caserna e gerou especulação sobre o cancelamento da compra dos 51 helicópteros franceses EC-725 e dos cinco submarinos Scorpène. Mas ainda é cedo para saber que fim terá o programa de reaparelhamento das Forças Armadas. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, pediu aos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica sugestões de enxugamento. Não quer assumir o ônus da rescisão de compromissos internacionais que provocam atritos diplomáticos e prejuízos ao Tesouro. O contrato dos helicópteros, aliás, prevê multa milionária em caso de não pagamento.

Toma-lá-dá-cá

DEPUTADO GIOVANNI QUEIROZ, líder do PDT na Câmara
ISTOÉ – Por que o Planalto não o convocou para a reunião de líderes?
Queiroz – Talvez para evitar um constrangimento para o governo. Afinal, encaminhei voto para os R$ 560 na votação do salário mínimo.
ISTOÉ – O PDT faz parte da base aliada do governo Dilma ou não?
Queiroz – O PDT é governo, mas não é subordinado ao governo. Queremos discutir o que for melhor. Ajudamos a eleger Dilma e queremos ajudá-la a governar.
ISTOÉ – O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, ficará no cargo?
Queiroz – Por enquanto, Lupi tem sido um baita ministro. Mas se amanhã o governo entender que não estamos correspondendo às expectativas, que nos exclua.


Retrato falado

O senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) apresentou uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) incluindo a internet na lista de direitos sociais da Constituição, igualando-a à saúde e à educação. Se aprovada a PEC, o governo terá a obrigação de prover acesso à internet a toda
a população. “Quem não tiver condições de pagar não paga”, diz o senador. Para ele, quem não tem acesso à rede está excluído de diversos benefícios e até mesmo do mercado de trabalho.

Contra a escravidão

O deputado Cláudio Puty (PT-PA) está nadando contra a maré na tentativa de instalar a CPI do Trabalho Escravo. Além da decisão do Palácio do Planalto de não dar palco para a oposição, com novas comissões de inquérito, há um forte lobby de governos estaduais do Norte que mantêm ligações com empresários que usam mão de obra escrava. Puty carrega no bolso uma lista de 220 empregadores sob suspeita.

Suplente, adeus

De olho nos debates sobre a reforma política, a OAB defenderá a extinção da figura de suplente de senador. Vai propor a realização de novas eleições, caso um senador faleça ou renuncie. E também apoiará a convocação do candidato que tenha recebido mais votos para assumir temporariamente a vaga.

RÁPIDAS

* Não está chegando ao destino a linha de crédito do BNDES de R$ 400 milhões para empresas prejudicadas nas enchentes da região serrana do Rio. Preocupado, o banco estatal aconselha os interessados que pesquisem as melhores opções na rede bancária credenciada.
* Num mesmo dia foram anunciados aumentos de 10% na conta de luz no Rio e de 5% para o querosene de avião. As empresas prometem repassar os custos aos consumidores. O País já assistiu a esse filme e não guarda boas lembranças.
* Segundo a última pesquisa Global Entrepreneurship Monitor, dos 18,8 milhões de pessoas à frente de novos empreendimentos no País ou com menos de 42 meses de existência, 53% são mulheres e 47%, homens. Viva elas!
* A música mais cantada pelos ministros, em Brasília, é uma adaptação do forró brega de Reginho dos Teclados: “Vou não, quero não, posso não, minha mulher não deixa, não.” Quem não deixa é Dilma Rousseff.

Maranhão em baixa

O nome do ex-governador José Maranhão não estava na primeira lista de cargos solicitados pelo PMDB a Dilma. Feita a devida pressão, ele foi indicado para a vice-presidência de Loterias da Caixa. Mas tornou-se alvo de um dossiê e vê o ex-deputado Rocha Loures (PR) avançar na disputa pelo cargo.

População indefesa

O presidente da Associação Nacional dos Defensores Públicos Federais, Luciano Borges, está empenhado no aumento do número de profissionais no País. Existem atualmente 477 defensores públicos federais em atividade, dentro de uma estrutura que engloba mais de 4,5 mil juízes, desembargadores e ministros de tribunais superiores. Sem dúvida, trata-se de um contingente muito pequeno. Segundo levantamento do Ministério da Justiça, um universo potencial de cerca de 100 milhões de pessoas poderia ter acesso à Justiça gratuita. A Defensoria Pública Federal, contudo, só consegue atender 1,3 milhão.

Lobby ruralista

O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Moreira Mendes (PPS-RO), enviou ofício às associações rurais do País. Pede que se mobilizem pela aprovação do relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) sobre o Código Florestal.

Ninguém entendeu

Causou estranheza no Palácio do Planalto o estardalhaço que cercou o anúncio do detalhamento dos cortes no Orçamento pelos ministros Guido Mantega, da Fazenda, e Miriam Belchior, do Planejamento. Normalmente, durante o governo Lula, essa tarefa era delegada a técnicos do segundo escalão da equipe econômica. E sem tanto holofote.

Ladrão de casaca

O desaparecimento de obras de arte na embaixada do Brasil na França não é uma exceção. Recentemente, o TCU condenou diplomatas e oficiais de chancelaria na Alemanha e na Venezuela a restituírem aos cofres públicos renda consular usada indevidamente.

Pessuti será vice

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, é o padrinho da indicação do ex-governador do Paraná Orlando Pessuti (PMDB) para uma vice-presidência do Banco do Brasil. Bernardo é grato ao apoio de Pessuti à candidatura ao Senado de sua mulher, Gleisi Hoffmann.


Gafe primária

Senador de primeira viagem, Pedro Taques (PDT-MT) afirmou da tribuna que teria suas emendas cortadas pelo governo, caso votasse contra o salário mínimo de R$ 545. Mas os parlamentares só podem apresentar emendas ao Orçamento no segundo ano da legislatura.

Dezena no BB

O vice-presidente de tecnologia do Banco do Brasil, Geraldo Dezena, deve assumir a presidência da instituição. Ele foi superintendente do BB na Bahia e em Ribeirão Preto (SP) e tem aval do governador Jaques Wagner e do ministro da Casa Civil, Antônio Palocci.

Na corda bamba

A presidente Dilma fará análise minuciosa da atuação dos seus auxiliares até o início de abril, quando completará 100 dias de governo. Sabe-se que não anda satisfeita com o desempenho de alguns ministros como Carlos Lupi (Trabalho), Orlando Silva (Esportes), Nelson Jobim (Defesa), Pedro Novais (Turismo) e Mário Negromonte (Cidades).
Fonre: https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/.../3/.../jobim-pede-socorro

Governo estuda mais faixas na tabela do Imposto de Renda

Nos jornais: Governo estuda mais faixas na tabela do IR

Folha de S. Paulo

O governo prometeu estudar a criação de novas alíquotas no Imposto de Renda Retido na Fonte, de forma a assegurar mais "progressividade" no recolhimento do tributo. Ou seja, tentar reduzir o IR de trabalhadores que ganham menos e elevar o pagamento de quem tem renda mais elevada.

A medida foi uma das demandas apresentadas pelas centrais sindicais em reunião na manhã de ontem com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto. O governo não deu, porém, detalhes de como pode ser feita a mudança.

"Ela [Dilma] acolheu a possibilidade, em estudo, de criar outras faixas da tabela do Imposto de Renda", disse o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral). "Ela disse ver com muita simpatia essa possibilidade." Hoje a tabela do IR é dividida em cinco faixas. Quem recebe até R$ 1.499,15 por mês está isento. Entre esse valor e R$ 3.743,19 incidem três alíquotas (7,5%, 15% e 22,5%). Quem recebe acima disso tem desconto de 27,5%.

Licitação suspeita de fraude foi vencida por dona de casa

As licitações que levaram a Polícia Civil e o Ministério Público a investigar o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Barros Munhoz (PSDB), tiveram concorrência simulada e foram vencidas por empresas cujos donos eram laranjas.

A Folha revelou ontem que Munhoz é acusado de participar do desvio de R$ 3,1 milhões da Prefeitura de Itapira (SP), município que administrou até 2004. Segundo a denúncia do Ministério Público, foram feitos dezenas de depósitos em dinheiro na conta do deputado, totalizando R$ 933 mil.


"Acha que posso ter empresa?", indaga laranja

Joleide Ramos Lima mora com o marido e os três filhos em uma casa simples da Vila Mimosa, na periferia de Campinas. Mesmo tendo prestado dois depoimentos sobre o caso, ela só soube do envolvimento de Barros Munhoz depois que viu a reportagem da Folha de ontem.

Empresa cumpriu exigência, diz deputado

A assessoria do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Barros Munhoz (PSDB), afirmou ontem que a empresa Conservias cumpriu as exigências formais para participar das licitações e os serviços nelas previstos foram efetivamente realizados.

De acordo com a assessoria, não houve a participação do deputado em irregularidades eventualmente apuradas em investigações. A movimentação financeira de Munhoz em 2003 foi compatível com suas atividades empresariais e empréstimos que ele obteve no período, segundo a equipe do presidente da Assembleia.

Alckmin diz que é preciso cuidado ao falar sobre caso

Sob o argumento de que Barros Munhoz (PSDB) não foi condenado, aliados e opositores adotaram cautela ao comentar a denúncia contra ele.
"É preciso ter cuidado porque não há condenação. Além disso, a Assembleia é outro Poder, independente do governo", afirmou o governador Geraldo Alckmin.

"Hoje é um dia difícil para mim", afirma Munhoz

O deputado estadual Barros Munhoz (PSDB) se recusou ontem a comentar as acusações de que participou do suposto desvio de recursos dos cofres de Itapira (SP) no final do seu último mandato como prefeito.

"Não, nenhum [comentário]", reagiu, ao ser questionado pela reportagem após a inauguração de uma nova ala da Santa Casa de Itapira. A reportagem insistiu: "Não adianta falar com vocês, não falo mais com vocês!", afirmou o presidente da Assembleia de São Paulo.

Após críticas, Dilma brinca com Paulinho

A presidente Dilma e o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, fizeram brincadeiras ontem para tentar desfazer o clima ruim depois das críticas públicas sobre o valor do salário mínimo. "Você é muito reclamador, mas bom sindicalista tem que ser assim", disse ela.

Fantasma da hiperinflação ainda custa muito caro ao país

Em reunião com a presidente, as centrais não tiveram suas demandas atendidas. Provavelmente, o cálculo feito por Dilma considerou a lógica "custos fiscais x custos políticos" prevalecendo, por ora, a questão fiscal.

Foi o caso de não aceitar reajuste de 6,47% (INPC) para aposentados que recebem acima do salário mínimo, no lugar do reajuste concedido de 6,41% no início do ano, quando o índice ainda não havia sido oficialmente divulgado para o ano de 2010. O custo fiscal da medida é baixo e o ajuste pelo INPC seria a medida correta pela lógica de recomposição de perdas reais.

Ministro tem agenda em lugar onde não esteve

O ministro peemedebista Wagner Rossi (Agricultura) "cumpriu" cinco agendas oficiais numa unidade do governo federal em Ribeirão Preto (SP) na qual não foi visto neste ano pelos funcionários do local.

Em todas as sextas-feiras de fevereiro e na primeira de março, a página do ministério na internet informou que Rossi estaria em "agenda interna" na Utra (Unidade Técnica Regional de Agricultura) do município, onde vive desde os anos 70.

Mas, segundo relato à Folha de servidores do órgão, o ministro não trabalhou no local em nenhuma dessas cinco datas. Na sexta-feira passada, com base na agenda oficial, a Folha esteve no escritório e pediu uma entrevista com Rossi. Na ocasião, uma funcionária disse que o ministro jamais esteve lá.

Ministério diz que errou ao divulgar compromissos

O Ministério da Agricultura afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o fato de a agenda oficial de Wagner Rossi afirmar que ele trabalha internamente na unidade técnica de Ribeirão foi um "erro" da equipe de comunicação da pasta.

Rossi não falou com a Folha sobre o assunto porque, segundo seus assessores, estava ocupado em reuniões e outros compromissos.

Planalto agora teme manobra de Kassab

O governo começa a temer a operação que deve tirar do DEM o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e jogá-lo nos braços do PSB. Entusiasta da ideia de provocar uma baixa na oposição, o Planalto agora passou a ver alguns riscos nesse movimento.

O assunto entrou na pauta de reuniões da presidente Dilma Rousseff. A ideia agora é que seria melhor para o governo que o futuro PDB (Partido da Democracia Brasileira, segundo última versão de seu estatuto) seja o destino definitivo do prefeito e seu grupo, não o trampolim para burlar a lei eleitoral promovendo uma fusão com o PSB.

O maior receio é dar musculatura ao PSB que, apesar dos laços tradicionais com o petismo, trabalha para ter, no futuro, candidato próprio à Presidência. Já há até um virtual nome: o governador Eduardo Campos (PE), em seu segundo mandato e com altos índices de aprovação.

Conselhão pode ter administração compartilhada

O Planalto estuda fazer uma gestão compartilhada do Conselho Econômico de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão, para resolver disputa sobre qual pasta deve gerir o órgão, criado por Lula em 2003.

Promessa de Dilma ao negociar o espaço do PMDB no governo, a transferência do Conselhão para a Secretaria de Assuntos Estratégicos virou uma dor de cabeça para o governo. Hoje, ele está na Secretaria de Relações Institucionais.

Ontem, 40 dos 90 conselheiros assinaram uma carta contra a mudança. Para eles, o grupo perderia força ao sair do Planalto e agilidade ao deixar a pasta.

Desde 2008, 82 prefeitos já perderam os mandatos

Dos prefeitos eleitos em 2008 em todo o país, pelo menos 127 não estão mais à frente da administração de suas cidades, segundo levantamento elaborado pela CNM (Confederação Nacional dos Municípios).

A maior parte deles não saiu por vontade própria: 82 foram cassados, a maioria por descumprimento à legislação eleitoral ou improbidade administrativa.

Senado faz sessão em homenagem aos 90 anos da Folha na segunda

O Senado realiza na segunda-feira, às 11h, uma sessão especial para comemorar os 90 anos da Folha, completados em 19 de fevereiro.
A sessão é aberta ao público e deve ser comandada pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que também é colunista do jornal.

Foram convidados ministros de Estado, dos Tribunais Superiores (STF, STJ, TSE e STM), representantes de Assembleias Legislativas, das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica), bem como os 513 deputados federais e os 81 senadores.

Acaba em 14 de abril prazo para eleitor regularizar situação

O prazo para os eleitores faltosos regularizarem a situação na Justiça Eleitoral termina em 14 de abril. Ao todo, 1.472.834 eleitores deixaram de votar nas três últimas eleições e correm o risco de ter o título cancelado. Só 1,4% (22 mil) foram aos cartórios eleitorais até agora.

Se um eleitor deixou de votar no primeiro e no segundo turno de uma mesma eleição, são contadas duas eleições, para efeito de cancelamento.

Um mês depois, conselhos de ética seguem parados

Mais de um mês depois de o Congresso iniciar os trabalhos legislativos de 2011, os conselhos de ética da Câmara e do Senado permanecem sem nenhum integrante.

A Corregedoria do Senado também está vazia desde outubro de 2010, com a morte do antigo corregedor, Romeu Tuma (PTB-SP). Os dois órgãos são responsáveis por investigar e decidir sobre conduta e decoro parlamentar.
Na Câmara, os líderes partidários começaram a indicar os integrantes do conselho depois das denúncias contra a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF)-flagrada em vídeo recebendo dinheiro do delator do mensalão do DEM, Durval Barbosa. As principais legendas, porém, ainda não fizeram as indicações.

Defesa de filha de Roriz pede ao STF íntegra do vídeo

A defesa da deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF) entrou com pedido no STF (Supremo Tribunal Federal) para ter acesso à integra do vídeo em que aparece recebendo dinheiro do delator do mensalão do DEM.

Segundo os advogados da deputada, só depois que ela tiver acesso à íntegra do vídeo periciado será possível elaborar a defesa. "Queremos ter acesso porque não sabemos todo o conteúdo do vídeo e precisamos disso para ensejar a defesa", disse o advogado Herman Barbosa.

Ex-governador de Sergipe acumula 2 aposentadorias

Ex-governador e ex-senador de Sergipe, Albano Franco (PSDB), 70, acumula desde fevereiro duas aposentadorias, uma pelo Senado e outra pelo governo do Estado. Por mês, o político recebe R$ 38 mil.

O Ministério Público Federal diz que vai analisar o caso e verificar se o acúmulo é legal. Em 2008, Franco já havia sido alvo de uma ação da Procuradoria, que questionou o fato de ele ganhar acima do teto do funcionalismo.

Sobrinho de deputado é autuado por condição degradante de funcionários

Fiscais do Ministério do Trabalho encontraram em Mato Grosso 12 trabalhadores mantidos em condições análogas à escravidão em uma fazenda que pertence ao advogado e servidor público Emanoel Gomes Bezerra Júnior, sobrinho do deputado federal Carlos Bezerra (PMDB-MT).

Segundo a Procuradoria do Trabalho, os funcionários dormiam em um alojamento sem paredes, sem condições de higiene e bebiam água proveniente de um córrego. Encarregados da capina de área plantada com eucaliptos, os trabalhadores não tinham registro em carteira.

Terceirização em empreiteira é alvo de investigação do Ministério Público

Fiscais encontraram 48 trabalhadores da construção civil morando em alojamentos em condições consideradas degradantes em Americana (127 km de SP).

O local foi vistoriado na quinta pelo Ministério Público do Trabalho e pelo Ministério do Trabalho. Os trabalhadores -22 alagoanos e 26 maranhenses- prestam serviços a empreiteiras contratadas pela construtora MRV. Moravam em condições precárias de higiene e segurança, com superlotação e descumprimento de normas de trabalho, segundo fiscais. Eles receberão passagens para voltar a seus Estados.

Estado de S. Paulo

Com controle de 26 superintendências, petistas transformam Incra em feudo

Embora já exista uma proposta de reforma da estrutura do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que tem por objetivo acabar com o loteamento político dos cargos na autarquia, o governo não cumpre esse objetivo. Levantamento feito pelo Estado apurou que das 30 superintendências 26 estão nas mãos do PT. As quatro restantes estão com um técnico do próprio instituto, um representante da Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), um afilhado do PMDB e outro do PTB.

Entre as 26 superintendências controladas ou por petistas militantes ou por técnicos ligados ao partido, várias foram entregues à Democracia Socialista (DS), tendência interna do PT à qual pertence o ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence. Ele substituiu Guilherme Cassel, da mesma ala, que havia entrado no lugar do gaúcho Miguel Rossetto, outro importante nome da corrente.

Esse setor petista posiciona-se mais à esquerda do que a ala majoritária, a Construindo um Novo Brasil (CNB), à qual pertence o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Visita ao Rio prevê discurso para 10 mil

O presidente americano Barack Obama deve discursar para 10 mil pessoas, provavelmente a partir do Teatro Municipal, durante sua visita ao Rio de Janeiro. Além disso, ele cogita dormir duas noites no Rio, e não apenas uma, como inicialmente cogitado. Trata-se de um desejo de Obama transmitido ao governo fluminense por representantes americanos que preparam sua passagem pela cidade.

Possivelmente, Obama deverá dormir na cidade no sábado, dia 19, quando desembarca com sua comitiva em Brasília, e no dia 20, quando terá intensa agenda no Rio, seguindo dia 21, às 9 horas, para o Chile. A lista de compromissos ainda está sendo fechada: ontem, funcionários americanos percorreram a cidade e também tinham reuniões programadas no Consulado dos EUA para discussão de detalhes.

Citações a Lula, para tentar quebrar o gelo

Em esforço para se aproximar da base eleitoral clássica do petismo, a presidente Dilma Rousseff não economizou afagos nos líderes das centrais sindicais, derrotados nos debates do salário mínimo e da correção da tabela do Imposto de Renda. Ao ver o deputado e representante da Força Sindical Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) com uma camisa rosa, Dilma, que estava com um terno da mesma cor, brincou: "Pelo menos temos alguma coisa em comum."

A presidente citou diversas vezes o antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, para demonstrar aproximação com os representantes das centrais. "Lula sempre me disse "você tem de ouvir os sindicalistas e fazer fóruns"."

Governo de SP diz que aumento de gastos é justificável

O governo paulista concluiu que o aumento de 16% nas despesas com passagens e locomoção no primeiro bimestre do ano em comparação com o mesmo período de 2010 nas secretarias estaduais teve como principais causas o custeio de aluguel de automóveis, que quase dobrou em relação ao ano passado, e a elevação em 40% nos gastos com vale-transporte a servidores.

Os dados foram informados pelo secretário da Casa Civil, Sidney Beraldo, após o governador Geraldo Alckmin pedir explicações sobre os aumentos a todas as secretarias. O Estado publicou reportagem na segunda-feira sobre o aumento de gastos.

Projeto da Comissão da Verdade emperra no governo e no Câmara

Enviado há quase um ano pelo governo ao Congresso, o projeto de lei que institui a Comissão Nacional da Verdade, encarregada de aprofundar as investigações dos crimes cometidos durante o regime militar (1964-1985), não deverá ser votado tão cedo. Além de a comissão especial criada para analisar a proposta não ter começado a funcionar, o projeto enfrenta resistências dentro do Executivo, principalmente da área militar.

"A ideia é chegar a um entendimento, a um acordo, primeiro entre o governo, que precisa afinar sua opinião sobre essa matéria. Depois é preciso fazer um contato entre os líderes e os partidos para tentar construir uma opinião que permita a instalação e votação do projeto", disse o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS). "É um absurdo essa situação. O governo federal detém os dados sobre esse período, mas precisa criar uma comissão para pedir esses dados", afirmou o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ).

Para aliados de Kassab, PDB vai atrair 3 mil

Os advogados Alberto Rollo e João Fernando Lopes de Carvalho, responsáveis pela elaboração do estatuto do novo partido que será criado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o Partido Democrático Brasileiro (PDB), asseguram que do ponto de vista jurídico está tudo pronto para o lançamento da sigla e que mais de 3 mil políticos de diversas correntes já demonstraram interesse na filiação.

"O PDB deve entrar para a história política como uma espécie de terceira via", diz Rollo. Até que a nova sigla seja formalizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o prefeito deve continuar nos quadros do DEM, que faz sua convenção nacional dia 15 para homologar o novo comando partidário.

MP do vazamento fiscal perde apoio do governo no Senado

Alvo de críticas da Receita Federal e de parlamentares aliados do Planalto, o projeto de conversão à Medida Provisória 507 - conhecida como MP do vazamento fiscal - dificilmente será aprovado no Senado. Para continuar a valer, a MP precisa ser votada e aprovada até terça-feira.

Mas em vez de mobilizar seus aliados para aprová-la, como costuma fazer em matéria de seu interesse, o governo dá sinais que desistiu da proposta, editada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou a MP em outubro, como parte do pacote de medidas adotadas em respostas às denúncias do uso de dados fiscais de Verônica Serra e de outras pessoas ligadas ao então candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra.

Desde então, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal vem apontando "equívocos" na proposta. Na tentativa de convencer os deputados a rejeitar a MP, o presidente do sindicato, Pedro Delarue, lembrou que a edição da medida se deu dentro de um contexto. "Foi uma resposta apressada do governo a uma situação pontual ocorrida na Receita", alegou. O sindicato diz ainda que os termos da MP inviabilizará o trabalho de inteligência fiscal.

Investigados formam Conselho de Ética

Deputados investigados na Justiça e envolvidos em escândalos no Congresso estão entre os primeiros indicados para o Conselho de Ética da Câmara. O colegiado deve ser instalado na quarta-feira e terá como primeiro desafio analisar a conduta da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), flagrada em vídeo recebendo dinheiro do ex-secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal Durval Barbosa, pivô do "mensalão do DEM".

Até ontem, foram indicados 10 dos 30 membros titulares e suplentes do colegiado. Desses, dois tem pendências com a Justiça, um ganhou destaque pela contratação de parentes e outros dois se notabilizaram em casos de colegas absolvidos.

Dilma recebe os sindicalistas, mas nega reivindicações

Depois de vencer as centrais sindicais na aprovação da proposta do governo de um salário mínimo de R$ 545, a presidente Dilma Rousseff ignorou apelos dos sindicalistas e anunciou ontem que enviará ao Congresso a medida provisória estabelecendo uma correção de 4,5% da tabela do Imposto de Renda.

As centrais pressionavam por um reajuste maior. Dilma aproveitou para informar que estuda novas faixas de contribuição do IR. Para demonstrar que saíam do gabinete de forma "honrosa", o deputado Paulinho Pereira da Silva (PDT-SP), da Força Sindical, e José Lopez Feijóo, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), disseram, em entrevista após o encontro com a presidente, que exigiram, em contrapartida, uma política de correção da tabela do IR para os próximos quatro anos, com correções pelo centro da meta da inflação, que neste ano é de 4,5%. "A presidente disse que iria analisar com carinho a nossa proposta," afirmou Paulinho. Essa proposta, porém, já estava nos planos do governo.

Alckmin quer nome de consenso para PSDB municipal

Para evitar uma nova cisão entre tucanos nas eleições de 2012, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), pediu a aliados que busquem nas próximas semanas um acordo para o lançamento de um nome de consenso para o comando municipal do PSDB em São Paulo.

A iniciativa, de acordo com tucanos, tem como intuito não criar atritos com a bancada da sigla na Câmara Municipal, que tem insistido na candidatura de um vereador para o posto.

Normas técnicas da construção civil salvaram vidas

Com suas muralhas oceânicas que protegem boa parte da costa japonesa, seus arranha-céus que oscilam para absorver o choque dos terremotos e suas normas técnicas da construção civil, consideradas entre as mais rigorosas do mundo, o Japão pode ser o país mais bem preparado para suportar grandes tremores.

Se qualquer outro país densamente povoado tivesse sido atingido pelo terremoto que abalou o Japão ontem, que teve uma magnitude de 8,9 graus na escala Richter, o número de mortos já poderia facilmente ter chegado às dezenas de milhares.

Emissora escolhida estuda investir em outras mídias

A RedeTV! pode não parar no bem-sucedido projeto de abocanhar os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro na TV aberta. A possibilidade de entrar na concorrência para outras mídias, como internet e pay-per-view, também está nos planos da emissora.

"Participar de outras mídias é uma possibilidade que a emissora considera", disse o superintendente de Jornalismo e Esporte da RedeTV!, Américo Martins. O executivo, no entanto, comentou que a empresa centralizou seu objetivo, até ontem, na concorrência da TV aberta e só agora vai avaliar outras possibilidades de negócio.

Conselho do Rio rejeita aula de religião

Parecer aprovado por unanimidade pelo Conselho Municipal de Educação (CME) do Rio pode frear a adoção do ensino religioso nas escolas públicas cariocas. Em reunião no mês passado, o órgão responsável pelo acompanhamento da política educacional do município decidiu que a religião não deve ser incluída no currículo das instituições locais, seja como disciplina obrigatória ou facultativa, "reafirmando o caráter laico da escola pública".

O texto foi publicado no Diário Oficial do município, provocando críticas de entidades católicas e evangélicas. A Arquidiocese do Rio alega que o ensino é um direito constitucional e defende aulas optativas para cada denominação religiosa. A Ordem dos Ministros Evangélicos do Brasil (Omebe) vai além: afirma que a decisão estabelece uma "ditadura do laicismo" e avisa que pretende contestar o parecer.

Dilma vai mudar direção da Chesf por causa do apagão

Já está certa a mudança, em breve, no comando da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf). Segundo revelou ao Estado uma fonte do governo, o motivo é o apagão que deixou 46 milhões de consumidores no escuro em oito Estados no início de fevereiro.

Insatisfeita com o incidente, a presidente Dilma Rousseff quer mudanças na presidência - atualmente ocupada por Dilton da Conti Oliveira, indicado pelo PSB - e diretorias da empresa. Isso porque, no governo, não há dúvidas de que o apagão foi provocado por um erro de operação durante o restabelecimento da subestação Luiz Gonzaga, em Pernambuco, revelou a fonte.

Não há brasileiros entre os mortos, diz Itamaraty

O Ministério de Relações Exteriores divulgou nota ontem informando que não tem notícias de mortos ou feridos brasileiros no Japão. Dos cerca de 250 mil brasileiros que vivem no país, apenas 187 estão registrados na Província de Miyagi, onde fica a cidade de Sendai, a mais atingida pelas ondas.

A Embaixada do Brasil em Tóquio e os consulados brasileiros no Japão montaram um esquema de plantão para dar informações a familiares de pessoas que vivem no país. Com o funcionamento dos celulares comprometido, muitos tinham dificuldade para entrar em contato com parentes e amigos.

O Globo

Centrais fecham acordo após reunião com Dilma e aceitam correção de 4,5% no IR

O governo convenceu as centrais sindicais de que a correção na tabela do Imposto de Renda para Pessoa Física (IRPF) será de 4,5% neste ano e, em troca, aceitou incluir na Medida Provisória que enviará ao Congresso nos próximos dias uma política que fixa a correção da tabela pelo centro da meta da inflação - neste ano, esse índice também está fixado em 4,5%.

Isso significa que, caso a inflação seja maior que esse percentual, a tabela será corrigida apenas pelos 4,5%. Por outro lado, se a inflação for abaixo disso, o reajuste também será de 4,5%.

O acordo aconteceu durante reunião desta sexta-feira entre presidente Dilma Rousseff e as seis maiores centrais sindicais do país: Central Única dos Trabalhadores (CUT) , Força Sindical, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras Brasileiros (CTB), Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB).

Sem proteção

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, enviou-me a íntegra do voto em separado que proferiu em 2007 na Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados para demonstrar que, ao contrário do que se afirma, inclusive eu na coluna de ontem, ele não pode servir de base para evitar uma punição para a deputada federal do PMN do Distrito Federal Jaqueline Roriz. Eleita ano passado, ela aparece em um vídeo de 2006, quando era deputada distrital, recebendo propina no escândalo que derrubou o governo José Roberto Arruda.

Pelo contrário, seu voto, que foi aprovado, pode até fundamentar o procedimento para sua eventual cassação.

Independentemente do fato de que a decisão da Comissão de Ética naquela ocasião evitou que políticos envolvidos no mensalão, e posteriormente reeleitos, fossem alvo do julgamento de seus pares, com base no insólito entendimento de que as urnas anistiam os erros cometidos amplamente divulgados, o adendo proposto pelo então deputado petista José Eduardo Cardozo permitiu que houvesse exceções nessa suposta anistia.

Durval Barbosa, delator do mensalão do DEM, teria gravações que mostrariam ex-secretária de Administração cheirando dinheiro

Depois de devastar a administração do ex-governador José Roberto Arruda ano passado e pôr em xeque a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), a coleção de vídeos gravados por Durval Barbosa, delator do mensalão do DEM, voltou a assombrar os meios políticos de Brasília.

Longe de se esgotar, a filmoteca tem pelo menos mais nove vídeos inéditos. Num desses filmetes, ainda não divulgados, a ex-secretária de Administração Cecília Landim apareceria cheirando notas de um pacote de dinheiro que teria recebido de Barbosa.

- Huuummm... novinho - teria dito a ex-secretária, segundo um integrante do restrito círculo de pessoas que tiveram acesso ao vídeo.

Dilma cobra explicação de Jobim sobre documento do Comando do Exército com críticas à criação da Comissão da Verdade

Contrariada com um documento do Comando do Exército com críticas à criação da Comissão da Verdade , a presidente Dilma Rousseff cobrou nesta sexta-feira explicações do ministro da Defesa, Nelson Jobim.

O documento, revelado esta semana pelo GLOBO, foi enviado ao Ministério da Defesa e sustenta que a Comissão da Verdade poderá "provocar tensões e sérias desavenças ao trazer fatos superados à nova discussão".

Em reunião no Palácio do Planalto nesta sexta-feira à tarde, Dilma quis saber de Jobim em quais circunstâncias o documento foi produzido e as providências tomadas pelo Ministério da Defesa.

Eduardo Cunha está como gosta...

Na contramão do Palácio do Planalto e da presidente Dilma Rousseff, que enfrentaram a cúpula do PMDB para desidratar o poder do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) em estatais como Furnas, o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), acabou entregando ao parlamentar uma missão considerada polêmica: participar de um grupo que irá elaborar o texto com regras que vão flexibilizar exigências na realização de licitações de megaobras para a Copa 2014 e as Olimpíadas no Rio.

Segundo Eduardo Cunha, as regras mais flexíveis para licitações deixaram de valer quando a MP 489 perdeu a eficácia. O governo tentou incluir as medidas na votação da Medida Provisória 503, que tratava da Autoridade Pública Olímpica (APO), mas houve resistência da oposição ao texto. A flexibilização das regras das licitações acabou ficando de fora do texto da MP da Autoridade Olímpica.

Justiça manda transferir para presídio acusado de atropelar ciclistas em Porto Alegre

O funcionário público Ricardo José Neis, de 47 anos, foi transferido nesta sexta-feira do Hospital Parque Belém para o Presídio Central, na capital gaúcha, após a decisão da juíza Rosane Ramos de Oliveira Michels, da 1ª Vara do Júri de Porto Alegre.

Neis é acusado de atropelar um grupo de ciclistas que protestava a favor do uso de bicicletas como meio de transporte. O acusado estava internado desde a semana passada no Hospital Parque Belém, para acompanhamento psicológico.

A defesa do acusado entrou com pedido de habeas corpus, que foi negado pelo desembargador Odone Sanguiné, da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.

Tremor liberou energia equivalente a mais de 15 mil bombas atômicas

O intenso terremoto que atingiu a costa nordeste do Japão foi um dos cinco maiores já registrados no mundo. Caso seja mantida a magnitude preliminar estimada para o abalo, de 8,9 graus na escala Richter,a energia liberada pelo tremor seria o equivalente a mais de 300 milhões de toneladas de dinamite, ou a explosão simultânea de mais de 15 mil bombas atômicas como a que foi lançada sobre a cidade japonesa de Hiroshima em 1945.

- Este é um dos maiores níveis que um terremoto pode chegar - diz o professor João Willy Corrêa Rosa, do Instituto de Geociências da Universidade de Brasília (UnB), cujos instrumentos detectaram o abalo do outro lado do mundo.

Fonte: Congressoemfoco

AGU recorre contra posse de suplentes na Câmara

Mário Coelho

A Advocacia Geral da União (AGU) recorreu contra a posse de suplentes dos partidos na Câmara dos Deputados. O órgão contesta duas decisões dadas pela ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia determinando que Humberto Souto (PPS-MG) e Carlos Victor (PSB-RJ) assumissem as vagas deixadas pela licença dos titulares. As contestações foram divulgadas nesta sexta-feira (11) pela AGU.

Segundo a AGU, os agravos regimentais (tipo de recurso escolhido para contestar a decisão) foram elaborados em conjunto pela Procuradoria da Câmara e pelo escritório avançado do órgão na Casa. Nos recursos, os advogados afirmam que a analogia com a infidelidade partidária é inadequada. No primeiro caso julgado, o STF decidiu que o mandato pertence ao partido, como prevê a resolução da fidelidade partidária, e que os efeitos das coligações se encerram com o término das eleições.

"A afirmação de que o TSE fixou entendimento de que o mandato pertence ao partido, não à coligação, não guarda fidelidade com o precedente evocado. A questão não versava a investidura de suplente no caso de vacância da cadeira titular, mas consulta sobre a consequência da (...) conduta de parlamentar infiel que, no exercício do mandato, decide trocar de partido, ainda que para agremiação coligada", disse o recurso.

Assinado pelo advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, pela secretária-geral de Contencioso, Grace Maria Fernandes Mendonça, e pelo advogado da União Marcelo Ribeiro do Val, os recursos sustentam que as decisões do Supremo mudam a compreensão da norma da fidelidade partidária, implicando "inovação das regras do jogo que tocam direitos". "Caso adotada a nova sistemática, esta deve valer a partir das próximas eleições, sob pena de inadmissível surpresa aos eleitores e aos participantes do jogo político-eleitoral."

O primeiro recurso foi apresentado na semana passada no caso envolvendo Carlos Victor. Ontem (10), foi a vez do mandado de segurança favorecendo Humberto Souto. As decisões favorecendo os dois suplentes foram concedidas no mês passado. Cármen Lúcia repetiu o entendimento do Supremo que o mandato pertence ao partido, e não à coligação, como era até então. Isso ocorreu em dezembro do ano passado, após a corte analisar pedido do PMDB para herdar o cargo deixado por Natan Donadon (PMDB-MG).

Os titulares dos mandatos são Alexandre Cardoso (PSB-RJ), que se licenciou do cargo para assumir a Secretaria de Ciência e Tecnologia do governo de Sérgio Cabral Filho (PMDB), e Alexandre Silveira (PPS-MG), que assumiu a Secretaria Extraordinária de Gestão Metropolitana de Minas Gerais. Os suplentes das coligações, respectivamente Carlos Alberto Lopes (PMN-RJ) e Jairo Ataíde (DEM-MG).

Na quarta-feira (9), o Congresso em Foco mostrou que quase metade dos suplentes que já assumiram mandato na Câmara dos Deputados correm o risco de perder o cargo na Justiça. Levantamento feito com base em informações da Casa mostra que, por conta da ordem do Supremo para tomarem posse os substitutos dos partidos, e não das coligações, 22 dos 46 novos parlamentares podem ser obrigados a voltar à suplência.

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Fonte: Congressoemfoco

Nas revistas: Durval Barbosa montou megaesquema de corrupção

IstoÉ

Bandidagem por todos os lados

Por trás da divulgação de um vídeo exibindo imagens da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) recebendo um pacote com R$ 50 mil em dinheiro vivo das mãos de Durval Barbosa está uma batalha que envolve corrupção, chantagem, desvio de recursos públicos, enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro e nenhum mocinho. Às vésperas do Carnaval, 48 horas antes de as cenas mostrando a deputada e filha do ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz serem veiculadas nos noticiários da tevê, ISTOÉ teve acesso a um dossiê com dezenas de procurações registradas em cartório. Segundo integrantes do Ministério Público Federal, esses documentos podem comprovar o enriquecimento ilícito de Durval, bem como o crime de lavagem de dinheiro praticado por seus familiares e outras pessoas que os procuradores suspeitam ser apenas laranjas do esquema montado por ele.

A documentação está em poder do serviço de inteligência da Polícia Federal e esta semana será encaminhada oficialmente à Procuradoria da República. Segundo delegados e procuradores que participaram da Operação Caixa de Pandora – a que revelou o Mensalão do DEM e levou para a cadeia o ex-governador José Roberto Arruda –, Durval pode ter desviado do governo do Distrito Federal durante os governos de Roriz e de Arruda mais de R$ 430 milhões. Parte desses recursos teria sido distribuída a aliados dos dois ex-governadores e outra parte teria ficado com o próprio Durval, o autor das gravações que abateram Arruda e seus aliados e só agora começam a atingir a turma de Roriz.

A tevê de R$ 40 milhões

Criada em 1996 com o objetivo de aproximar o Parlamento do cidadão comum, a TV Senado ainda não cumpriu sua missão, mesmo com uma estrutura de grandes dimensões montada para tal empreitada. Com índices inexpressivos de audiência, quase clandestina, a emissora tem à sua disposição funcionários, equipamentos e recursos que não devem nada às maiores emissoras do País. A TV Senado conta com um quadro de 340 funcionários, equivalente ao da sucursal da Rede Globo em Brasília, dez vezes maior do que o da Rede TV! e quatro vezes mais robusto que o da Rede Record na capital federal. Seu orçamento quadruplicou em seis anos, saltando de R$ 10 milhões em 2005 para R$ 40 milhões este ano. O valor é exorbitante, uma vez que quase 70% dos programas são feitos ao vivo, com a cobertura diária das sessões plenárias e das reuniões das comissões. Mas a audiência média não alcança sequer um ponto no Ibope.

O índice não passa de 1.331 telespectadores por minuto no País, enquanto o jornal local da Rede Globo registra no horário menos concorrido – o das seis horas da manhã – cerca de sete pontos de audiência, o que equivale a 1,3 milhões de pessoas em São Paulo. “É uma estrutura gigantesca e ainda há proposta para aumentá-la. E tudo ocorre sem nenhum acompanhamento ou fiscalização. Temos que corrigir”, brada o senador Pedro Simon (RS), um dos defensores de uma ampla reforma administrativa na Casa.

Como Dilma vê o mundo

Em menos de três meses de governo, a política externa é a área em que a presidente Dilma Rousseff mais tem deixado a sua marca. Embora ainda seja cedo para apontar rupturas definitivas, várias posições tomadas indicam um olhar próprio de Dilma sobre o papel do Brasil no mundo. A ênfase na defesa dos direitos humanos, o abandono do antiamericanismo e a obsessão por compreender melhor a China caracterizam o novo governo, que também se mantém mais distante dos apelos “bolivaristas” da América Latina. A mudança já surpreende a comunidade internacional e tem até irritado alguns parceiros da gestão Lula. Na segunda-feira 7, um almoço oferecido pela embaixada brasileira em Genebra à dissidente iraniana Shirin Ebadi, prêmio Nobel da Paz de 2003, deixou furioso o governo de Mahmoud Ahmadinejad. O gesto foi interpretado como uma afronta. Teerã teme que o governo brasileiro mude seu voto na ONU e passe a condenar o regime dos aiatolás. “A presidente Dilma chegou à conclusão de que é incompatível termos uma política de direitos humanos dentro do País e outra diferente lá fora”, justifica um assessor do Planalto. Isso explica por que o Itamaraty não pensou duas vezes ao apoiar as sanções do Conselho de Segurança contra o governo do ditador líbio Muamar Kadafi, chamado de “companheiro e irmão” pelo ex-presidente.

O novo Lula

O futuro profissional do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi definido nos últimos dias em uma suíte de luxo de um hotel cinco estrelas na zona sul de São Paulo. Acomodado no apartamento que tem diárias a R$ 630 e cercado por fiéis escudeiros – como a arquiteta e fundadora do PT Clara Ant e o ex-metalúrgico Paulo Okamoto –, Lula negociou com diretores de marketing de grandes empresas e representantes de institutos estrangeiros o ciclo de palestras que dará nos próximos meses. A estreia aconteceu no dia 2 de março, quando discursou para uma plateia de 900 funcionários da fabricante sul-coreana de eletrônicos LG. Na segunda-feira 14, o ex-presidente estará em Doha, no Catar, a convite da emissora de televisão Al Jazeera. Lula vai falar sobre a consolidação da democracia no Brasil e sobre os ventos que sopram por liberdade no mundo árabe. Isso é apenas o começo. Em abril, apresentará sua verve para empresários em Nova York, Madri e Londres e, em maio, embarca para Pequim com a missão de apontar a investidores chineses oportunidades de negócios no Brasil. “A demanda por palestras tem sido enorme”, diz Clara Ant. Em São Paulo, bancos, redes de supermercados e indústrias têxteis estão interessadas em ouvir o que Lula tem a dizer, mas por enquanto ele quer priorizar o mercado internacional.

O governador e seus 450 assessores

Quando assumiu o governo do Pará, o governador Simão Jatene (PSDB) enviou mensagem à Assembleia Legislativa alertando para o rombo nas contas do Estado, anunciou o enxugamento da máquina e demitiu mais de mil assessores da gestão anterior. O que era para virar um exemplo de boa gestão, no entanto, ameaça tornar-se um escândalo. Em dois meses, a fim de acomodar interesses de diferentes setores, Jatene já deu posse a 450 novos assessores especiais, entre familiares de deputados aliados, de membros do Judiciário e de empresários amigos. O cúmulo do fisiologismo foi a entrega a Jatene de uma lista com a indicação de parentes de 12 desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado, que tem o poder de decidir sobre intervenção federal e pagamento de precatórios. A farra foi tanta que a OAB do Pará vai pedir ao Conselho Nacional de Justiça abertura de investigação sobre as nomeações do TJ. “Trata-se de um fato gravíssimo. Uma prática generalizada de nepotismo cruzado, uma troca de favores espúria”, afirma o presidente da OAB-PA, Jarbas Vasconcelos.

Paulinho condenado

Onze anos depois de participar da criação da Associação de Agricultores Familiares Força da Terra de Piraju, o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (PDT-SP), foi condenado pela Justiça Federal de São Paulo por improbidade administrativa e irregularidades na aplicação de R$ 2,85 milhões em recursos públicos do Programa Banco da Terra. De acordo com a Justiça, Paulinho se aproveitou do fato de fazer parte do conselho de administração do banco para aprovar contratos suspeitos da associação de agricultores, que é ligada à Força Sindical, da qual é pre­sidente. A acusação veio à tona quando o Ministério Público Federal apurou o valor de mercado de imóveis adquiridos pela associação em 2001 na cidade paulista de Piraju. Ao serem compradas, as terras custariam no máximo R$ 4,29 mil o alqueire. No entanto, a associação pagou R$ 7, 51 mil o alqueire. Além do parlamentar, outras nove pessoas foram condenadas a punições financeiras no valor de R$ 1 milhão. Paulinho negou as acusações e avisou que vai recorrer.

A hora da verdade

Nenhum tema tem sido mais in­cô­modo para os militares do que a possibilidade de serem abertos os arquivos da ditadura. A revelação sobre atrocidades cometidas por oficiais e subalternos nos anos de chumbo transformou-se em tabu nas casernas. Mas, apesar da resistência, parece estar chegando a hora de o Brasil conhecer o que aconteceu nos porões do regime de força, entre 1964 e 1985. O Congresso Nacional prepara-se, finalmente, para aprovar e instalar a Comissão da Verdade, à qual caberá reconstituir os fatos históricos.

Setores das Forças Armadas não param de estrilar. Na quarta-feira 9, o jornal “O Globo” publicou um documento, enviado ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, em que o Exército adverte que a Comissão “provocará tensões e sérias desavenças”. “Comissões dessa natureza costumam ser criadas em um contexto de transição política, o que não é o caso na atualidade. Passaram quase 30 anos do fim do governo chamado de militar e muitas pessoas que viveram aquele período já faleceram”, destaca o ofício do Exército, despachado em fevereiro. O ministro Nelson Jobim, no entanto, disse que as críticas haviam sido feitas em setembro do ano passado e que, de lá para cá, o pensamento do Exército teria mudado muito.

Época

Cid Gomes: “Não sei qual é o projeto do Kassab”

O PSB foi um dos partidos que mais cresceram em 2010. Conquistou os governos do Amapá, do Espírito Santo, da Paraíba e do Piauí e manteve os de Pernambuco, com Eduardo Campos, e do Ceará, com Cid Gomes, irmão do ex-ministro Ciro Gomes. Agora, o PSB pode crescer ainda mais – sem votos, porém. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), articula a criação de um novo partido que receberia políticos descontentes de vários Estados para depois ser fundido ao PSB. Cid não condena essa operação, mas diz que seu custo não pode ser a perda de outras lideranças do PSB, como Gabriel Chalita e Luiza Erundina, parlamentares que têm pouca afinidade com Kassab.

ÉPOCA - O PSB foi um dos partidos que mais cresceram em 2010. O que explica?
Cid Gomes – O crescimento foi muito no Executivo. Mas não ocorreu na mesma proporção no Parlamento. Na Câmara, passamos de 29 para 34 deputados. No Senado, de dois para três senadores. Nos executivos estaduais, dobramos, de três para seis. Acho que isso foi reflexo da decisão que o partido tomou no processo de sucessão nacional. Se a gente tivesse optado pela estratégia de lançar candidato à Presidência, com o Ciro, teríamos crescido mais nos Parlamentos, mas isso teria dificultado alianças regionais.

O tabu das hidrelétricas na Amazônia

O maior empreendimento do Brasil está encalhado nas corredeiras pedregosas de uma curva do Rio Xingu, na região central do Pará. É lá que está planejada a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, uma das obras mais grandiosas e polêmicas da história da Amazônia. O canteiro de obras está sendo preparado. Na semana passada, a Norte Energia e a Construtora Belo Monte/CCBM, responsáveis pela obra, anunciaram que já começaram a abrir as vias de acesso a um dos locais de construção usando tratores e caminhões.

Os tratores só foram liberados porque a Advocacia-Geral da União derrubou no Tribunal Regional Federal uma decisão liminar que suspendia a licença ambiental para o início das obras da usina. A liminar foi pedida pelo Ministério Público Federal, que entende que o consórcio responsável pela obra não cumpriu as exigências sociais e ambientais. A sequência da obra ainda é cercada por uma disputa judicial, além de protestos ambientais e questionamentos econômicos.

O ministro e seu quase sequestro

Guerrilheiro, mesmo, daqueles que, nos tempos da ditadura, botaram as armas nas mãos, o Ministério da presidente Dilma Rousseff só tem um: Fernando Damata Pimentel, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Enquanto a presidente fez treinamento militar, mas não praticou ações armadas, Pimentel participou de duas, arrojadas, na linha de frente e com revólver e pistola na mão: o assalto bem-sucedido a um carro pagador, em Canoas, Rio Grande do Sul, no qual usou um revólver calibre 38, e a azarada tentativa de sequestro do cônsul americano Curtis Carly Cutter, em Porto Alegre, em que empunhou uma 45, respectivamente em março e abril de 1970. Tinha 18 anos na primeira, 19 na segunda. Atendia por “Jorge”, tinha 1,82 de magreza e altura e comandava uma unidade de combate da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR).
Reprodução

A VPR – tal como a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares), organização a que pertencia Dilma Roussef – era um grupo marxista-leninista. Defendia a derrubada violenta do governo militar e a implantação de um regime socialista. Hoje parece grandiloquente e retórico. Na ocasião, pelo menos para eles, e para a ditadura, não era brincadeira. Na tarde da última quinta-feira, em seu gabinete no 6o andar do MDIC, o ministro ouviu o que ÉPOCA levantou sobre sua participação na luta armada contra a ditadura. Fez pequenos acréscimos e correções, mas declinou de comentários pontuais. “São fatos que pertencem à história do Brasil. Quem tem que julgar são os meus pósteros”, afirmou. Disse, também, que não se arrepende de ter pegado em armas, mas que isso tem de ser visto na ótica de 40 anos atrás.

A fonte está secando

Após dois meses de mandato, a presidente Dilma Rousseff recebeu, na semana passada, dirigentes das seis centrais sindicais brasileiras no Palácio do Planalto. Foi um encontro simbólico. Tratados sem cerimônia durante os oito anos do governo Lula, quando obtiveram inúmeras vantagens, os sindicalistas vinham reclamando da frieza dispensada a eles por Dilma. No primeiro encontro, os sindicalistas trataram com a presidente do reajuste da tabela do Imposto de Renda, de terceirização de mão de obra e do eventual fim da contribuição sindical, que sustenta sindicatos e centrais. Os sindicalistas saíram satisfeitos e sorridentes. Mas as duas partes não trataram de um assunto espinhoso, que preocupa tanto o governo como os sindicatos: a situação financeira do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), um dos maiores fundos públicos da América Latina e uma das mais relevantes fontes de financiamento público do país.

Há três semanas, os conselheiros responsáveis pela gestão do FAT receberam o relatório de gestão do fundo em 2010. A arrecadação e o patrimônio cresceram, como o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, divulgou rapidamente. Mas os números não são animadores. As despesas do FAT estão crescendo mais rapidamente que as receitas. O déficit do fundo foi baixo no ano passado (leia no quadro abaixo), mas o documento prevê que ele vai crescer e poderá atingir R$ 9 bilhões em 2014. Isso significa que, para se sustentar, o fundo precisará de uma injeção de recursos do Tesouro Nacional.

Fonte: Congressoemfoco

STF terá de decidir sobre vagas abertas na Câmara


Agência Estado

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) vai ter de decidir sobre quem herdará as vagas abertas na Câmara após a saída de deputados que se licenciaram para assumir cargos no Executivo. Em decisões individuais, ministros do STF têm determinado que os postos sejam assumidos por suplentes dos partidos. Num recurso encaminhado ao Supremo, a Advocacia Geral da União (AGU) pede que as vagas fiquem com os suplentes das coligações e não dos partidos.

A AGU argumenta que há o risco de ocorrer um efeito cascata decorrente das decisões que garantiram o direito às vagas aos suplentes dos partidos e não das coligações. O órgão sustenta que, em decorrência das liminares, a União tem de pagar salários a parlamentares e a servidores que venham a ser contratados por eles, além de verbas de gabinete, ajuda de custo e auxílio-moradia. Segundo a AGU, esses valores dificilmente voltarão para o Tesouro se ao final os pedidos forem rejeitados.

"A situação preocupa, pois no âmbito federal são atualmente trinta os titulares licenciados, ou investidos em outros cargos, e em razão da decisão agravada vem crescendo, diariamente, a quantidade de impetrações com o mesmo objetivo. Há notícias de que o precedente desencadeou inúmeras impetrações nas esferas estaduais, deflagrando verdadeiras batalhas jurídicas pelas cadeiras das Assembleias Legislativas", alega a AGU no recurso.

Carro mata tanto quanto o cigarro

Carlos Chagas
¼br /> Ainda sujeita a aumentar, a estatística do Carnaval revela o abominável número de 189 mortos em acidentes de trânsito, em todo o país, além de 2.152 feridos em 3.563 acidentes. Descontada ou acrescida pela imperícia e a irresponsabilidade de motoristas, ou somada ao lastimável estado das estradas, a conclusão óbvia é de que carro mata. Caminhões e ônibus, também. São máquinas mortíferas.

Quem fuma é submetido às maiores discriminações e humilhações, ficando para outro dia a evidência de que na juventude fomos expostos à mais espetacular das propagandas, capaz de induzir-nos ao vício. Não havia um herói ou uma mocinha que não fumasse nas mais diversas situações, na tela dos cinemas.

Ao comprar um maço de cigarros, somos obrigados a levar, também, execráveis imagens de gente sem perna, com feridas à mostra, estatelada em leitos de hospital, com as entranhas de fora e mais horrores idealizados pela fúria dos não-fumantes.

Cigarro mata? Mata. Mas se é para adotar medidas radicais contra o fumo, que se fechem as fábricas, que se proíba o seu funcionamento e a comercialização de seu produto. A isso, porém, não chegam nem chegarão os adversários do cigarro, quando autoridades. Ou as fábricas não contribuem com fabulosas taxas e impostos para os cofres públicos, além de grandes doadoras em todas as campanhas políticas?

O raciocínio precisa continuar: carro mata, e em certos períodos mais do que o cigarro.�
Por que, então, ao saírem das montadoras, os automóveis, caminhões e ônibus não são obrigados a ter incrustadas em seus pára-brisas imagens de desastres horrorosos, como alerta dos riscos a que estarão correndo motoristas e passageiros?

Mais ainda, por que não proibir, como proibiram a propaganda de cigarros, também a propaganda desses carrões, inundando nossas telinhas e atormentando nossa paciência, sem falar nos anúncios em jornais, revistas e sucedâneos? O carro mata? Então que se adote, diante dele, as mesmas providências tomadas contra o cigarro.

Só para terminar: todos os dias somos surpreendidos com novas iniciativas contra o fumo e os fumantes. Havia hotéis, no mundo inteiro, com andares exclusivos para não fumantes. Agora virou. É proibido fumar na maioria dos hotéis, mesmo nos quartos pelos quais pagamos a hospedagem. No Japão, impede-se que se fume parado na rua. Os japoneses precisam aspirar fumaça andando. Em Nova York ficou pior: é proibido fumar até no Central Park.

Vamos fazer votos para a Humanidade, um dia desses, não proibir que se beba água. Porque água também mata. Que o digam os afogados…

O AQUECIMENTO E AS FOGUEIRAS�

Todos os anos, pela quaresma, a CNBB inaugura uma campanha humanitária de amplos resultados para o país. Já se encontra em execução a de 2011, em defesa do meio ambiente. Nada mais necessário, nesses tempos ainda de queimadas e devastações responsáveis pelo aquecimento global.

Corre a informação, no entanto, de que numa das mensagens a ser exibida proximamente haverá a condenação à exploração do petróleo no chamado pré-sal. A ser verdadeira a versão, concluiremos pela existência do exagero. O pré-sal, se explorado com todas as cautelas ambientais, é essencial para o desenvolvimento nacional. Não pode ser eliminado por conta de excessos naturalistas. Tivessem cuidados iguais sido verificados no passado remoto, quem sabe algum monge ambientalista mandasse apagar a fogueira onde queimaram Giordano Bruno, em nome da luta contra o aquecimento global…

Fonte: Tribuna da Imprensa

Ministro-chefe da Controladoria-Geral da União acusa Supremo de acobertar corruptos e colarinhos brancos, esquecido de que foi Lula quem nomeou a maioria dos integrantes do Tribunal.

Carlos Newton

Agora, governo e Supremo já estão brigando entre si. O ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, investiu duramente contra o Supremo Tribunal Federal, dizendo que suas decisões têm facilitado a vida de políticos corruptos e réus do colarinho branco, além de “entendimentos que dão garantias exageradas aos réus”.

O controlador, que é oriundo do PMDB baiano e está no cargo desde 2006, desta vez perdeu o controle e parece esquecer de que sete dos onze ministros (maioria absoluta) foram indicados pelo então presidente Lula. Ou seja, se o Supremo não funciona direito, se há favorecimentos a políticos corruptos e réus do colarinho branco, o ministro Jorge Hage deveria se queixar no próprio Planalto do Planalto, que acaba de nomear mais um ministro, Luiz Fux.

Em suas críticas pela imprensa, Hage advertiu que o princípio da presunção de inocência não pode ser a presunção da versão do réu. Segundo o ministro, o Supremo tem defendido entendimentos “extremamente conservadores na linha de um garantismo exagerado, que facilita a vida dos réus de colarinho branco”. E assinalou que a posse de Luiz Fux como novo ministro da STF poderá trazer uma evolução para o Tribunal na punição aos culpados.

“Considero que a chegada do Luiz Fux ao STF é importante porque deve representar um avanço nas posições da Corte. Ele é um magistrado de carreira, que sabe da importância de se reduzir obstáculos para que os processos cheguem ao final, para que os corruptos sejam condenados e possam ir para a cadeia”, disse.

Ao tomar conhecimento das afirmações do ministro-chefe da Controladoria-Geral da União, e indagado pelos repórteres se o Supremo realmente não pune políticos corruptos e criminosos do colarinho branco que respondem a processo, o ministro Gilmar Mendes afirmou não estar seguro de que o Tribunal seja bonzinho com políticos e réus de colarinho branco.

“O tribunal é garantista, não permite terrorismo, não permite um estado policial”, ironizou, também esquecido de ter dado decisões favoráveis a Daniel Dantas, o mais notório criminoso do colarinho branco do país.

Coincidência ou não, ontem o Supremo ordenou a quebra do sigilo fiscal de todos os 38 réus do processo do mensalão, principal escândalo do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, envolvendo compra de apoio político no Congresso.

O ministro Joaquim Barbosa, relator do mensalão no STF, determinou o envio de ofício à Receita Federal pedindo cópia da última declaração do imposto de renda dos denunciados. Barbosa acolheu solicitação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que requisitou a quebra do sigilo para que já calcule possíveis multas, em caso de condenação dos acusados.

Será que a decisão do relator Joaquim Barbosa foi mera coincidência?

Fonte: Tribuna da Imprensa

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Justiça põe prazo para troca de benefício

Gisele Lobato
do Agora

Uma decisão do TRF 4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que atende os Estados do Sul) limitou em dez anos, a contar da concessão do benefício, o prazo para quem se aposentou após 1997 e continuou trabalhando com carteira assinada pedir a troca da aposentadoria na Justiça.

Na decisão, de fevereiro deste ano, o segurado havia se aposentado em 1998, mas só entrou com a ação para pedir um benefício mais vantajoso --que incorporasse as contribuições feitas após a aposentadoria-- em 2009.

Segundo o entendimento do tribunal, a troca de aposentadoria é considerada uma revisão do primeiro benefício. Nesses casos, a lei prevê que benefícios concedidos após 1997 têm dez anos para serem corrigidos, tanto no posto quanto na Justiça.

  • Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora neste sábado

sexta-feira, março 11, 2011

Ácido vira arma nos semáforos

Nelson Rocha

São duas novas práticas que resultam em situações de perigo para quem está dirigindo e para numa sinaleira. Jovens, geralmente drogados e com menos de 15 anos, se passam por limpadores de vidros para agir a qualquer hora do dia com o objetivo de extorquir e atacar com ácido quem reagir. O outro golpe sempre ocorre à noite e consiste em provocar o esvaziamento do pneu do carona para depois realizar o assalto. A polícia está de olho, mas tem dificuldades para conter a ação dos pequenos marginais.

“Ninguém deve deixar o vidro do carro aberto ao parar numa sinaleira”, recomenda o policial civil Paulo Portela, da 7ª Delegacia (Rio Vermelho). “É preciso ficar muito atento. O golpe do pneu é praticado entre às 17h30 e 20h, assim como outro, que é o da pedrada no vidro para pegar bolsas de mulheres que estão sozinhas. São ações que acontecem muito rapidamente.

Nós já pegamos dois deles em flagrante, mas como são menores, uma semana depois já estão nas ruas de novo fazendo a mesma coisa”, comentou Portela. Recentemente, onze menores (meninos e meninas), usuários de drogas, foram identificados e encaminhados a instituições de menores infratores.

O golpe do ácido surpreendeu Ana Paula Figueiras, 26, que sempre anda com os vidros fechados e bolsa escondida embaixo do banco. Ela dirigia na Avenida Almirante Barroso - Fazenda Coutos, no subúrbio - e foi abordada por jovem que portava um borrifador plástico e, ao invés de já começar a limpar o vidro dianteiro sem dizer nada, como normalmente fazem os garotos, aparentando ter uns 12/13 anos, tentou conversar.

Ana Paula acenou dizendo que não tinha dinheiro com ela e não deu muita atenção. O jovem começou a ficar nervoso, “como se estivesse drogado”, segundo a própria, tentando fazer com que ela abrisse a janela.

Assustada, Ana procurou manter a calma e fingir que não era com ela. O sinal abriu e ela seguiu. Pouco depois, ela percebeu que o garoto havia borrifado espuma na janela lateral. Quando estacionou o carro no pátio da firma constatou então que o vidro estava sujo, desgastado em algumas partes.

O segurança da empresa perguntou se aquilo havia sido feito por algum menino de rua para, em seguida, dizer que Ana tinha tido sorte, pois o produto jogado no vidro do carro era ácido. O segurança, por sua vez, afirmou que sua cunhada, enfermeira de um hospital da cidade, já atendeu três casos, todos envolvendo mulheres que dirigiam sozinhas. Em um dos casos foi necessária uma cirurgia plástica em parte do rosto.

Mas não são as mulheres as únicas vítimas do golpe do ácido. José Carlos Maia Santos retornava de um aniversário por volta da 01h30min e, nas proximidades do Iguatemi, parou o carro num semáforo, quando um garoto abordou o amigo Guilherme, para pedir R$ 5. “Ele respondeu que não possuía os cinco reais, mas que procuraria uma moeda. Fez um movimento no banco para colocar a mão no bolso e virou o rosto para dentro do carro.

Foi sua sorte. O garoto borrifou o líquido na cabeça dele e saiu correndo. Em poucos minutos Guilherme começou a sentir uma queimação no pescoço. Corremos para o hospital e lá nos disseram que se tratava de ácido. Ele terá que se submeter a uma cirurgia corretiva e poderia ter ficado cego”, relatou o amigo.

O golpe do pneu vazio

O golpe do pneu vazio é outro que vem sendo praticado por esses garotos infratores com frequência, segundo o policial Paulo Portela. A pessoa para no semáforo distraído e um dos comparsas vem abaixado por trás do carro e coloca um palito para que o ar do pneu escape rapidamente. Em seguida, outro assaltante segue o motorista de moto, pois sabe que não demorará muito para ele estacionar por causa do pneu.

Depois de trocar o pneu, “eles ainda esperam você trocar o pneu!”, enfatizou o policial, o motorista é rendido com um revólver, colocado no carro, que pega mais dois comparsas que percorrem a cidade fazendo saques e compras em supermercados 24 horas.

Como o limite de saque durante a noite é limitado, eles só encerram a “operação” na manhã do dia seguinte, “para poder tirar mais proveito”, comentou Portela, que dá algumas dicas para quem anda distraído ao volante: “Quando parar no sinal, jamais deixe de olhar em todos os espelhos retrovisores.

Nunca deixe o carro totalmente parado. Pare longe do sinal e ande aos poucos e jamais pare para trocar o pneu à noite. É melhor perder a roda do veículo do que arriscar a vida!”, concluiu.
Fonte: Tribuna da Bahia

Novo CNJ pode frear fiscalização de magistrados

Agência Estado

O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Cezar Peluso, trabalha para influir na escolha dos novos integrantes do órgão. Os mandatos de 12 conselheiros terminam apenas em junho e julho deste ano, mas Peluso começou a atuar, desde o mês passado, para levar ao órgão pessoas mais afinadas com suas ideias de um grupo menos interventor, mais focado na atividade administrativa dos tribunais e menos propenso a abrir seguidas investigações contra magistrados suspeitos de desvios. A nova composição reduziria a influência da corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon.

Peluso, que também é presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), considera que o CNJ exagera ao abrir seguidos processos administrativos contra magistrados, principalmente quando as corregedorias dos tribunais locais ainda não apuraram as denúncias contra os juízes. A estratégia de buscar nomes mais afinados com sua visão seria uma forma de colocar o Conselho "nos trilhos", como prometeu no discurso de posse. Como corregedora, Eliana Calmon tem sugerido, no caminho oposto ao defendido por Peluso, a abertura de processos contra os magistrados. Na maioria dos casos, Peluso é voto vencido.

Peluso nega que esteja interferindo no processo de escolha dos novos conselheiros. Por meio do seu porta-voz, Pedro Del Picchia, afirmou não ter superpoderes para escolher os novos integrantes do órgão. "Como é óbvio, o processo de renovação de parte dos membros que integram o Conselho Nacional de Justiça obedecerá, como não poderia deixar de ser, às prerrogativas que, segundo normas constitucionais, competem a cada uma das instituições nele representadas."

E continua: "Além de ofensivo à seriedade destas, imaginar outra coisa significa atribuir ao presidente do Conselho superpoder que não tem, que lhe permitiria definir as pessoas a serem indicadas ou interferir nas indicações", afirmou o porta-voz do ministro do Supremo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: A Tarde

José Genoino é nomeado para assessorar Nelson Jobim

Agência Estado

Foi publicada hoje, no Diário Oficial da União (DOU), a nomeação do ex-deputado do PT José Genoino para o cargo de assessor especial do ministro da Defesa, Nelson Jobim. Genoino, que não se reelegeu em outubro passado, é ex-guerrilheiro do PCdoB no Araguaia e um dos réus na ação do Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga o mensalão - suposto esquema de compra de votos parlamentares no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Fonte: A Tarde

Inelegibilidade por pena administrativa

“Merece aplauso o espírito da LC 135/2010. A preocupação que surge, dentre muitas, no entanto, refere-se à extensão e ao alcance dado ao tema inelegibilidade pelo período de oito anos, previsto na Lei Complementar”

Lizete Andreis Sebben*

Muito debatida, persiste a merecer destaque especial a denominada Lei da Ficha Limpa, introduzida no ordenamento jurídico com a Lei Complementar 135/2010, que alterou as causas de inelegibilidade.

O Tribunal Superior Eleitoral, em resposta à consulta formulada em tese, fixou entendimento de que essa norma se aplica, de imediato, a todos os casos em que tenha sido imposta qualquer condenação prevista nessa lei. Resta ainda decisão final, junto ao Supremo Tribunal Federal, quanto à possibilidade de aplicação instantânea dessa e, também, da sua aplicabilidade a fatos passados. Deve-se a isso a ausência de composição plena nesse Tribunal Constitucional, resolvida com a posse do ministro Luiz Fux.

Merece aplauso o espírito da LC 135/2010. A preocupação que surge, dentre muitas, no entanto, refere-se à extensão e ao alcance dado ao tema inelegibilidade pelo período de oito anos, previsto na Lei Complementar.

Das muitas inovações, estabelece o artigo 1º, inciso I, letra m, que são inelegíveis para qualquer cargo os que forem excluídos do exercício da profissão, por decisão sancionatória do órgão profissional competente, em decorrência de infração ético-profissional, salvo se o ato tiver sido anulado ou suspenso pelo Poder Judiciário.

Evidentemente que compete ao respectivo órgão de classe fiscalizar a atividade exercida por seus profissionais, punindo os faltosos e excluindo os indignos. Assim, presente a hipótese autorizadora, em face de infração cometida, é plausível a fixação da pena, que pode ser máxima com a exclusão dos quadros, não podendo esse profissional persistir no exercício de sua atividade.

A dúvida que me acorre é se, infelizmente, por imperícia ou negligência, o profissional comete uma infração, sobrevindo processo disciplinar, com severa pena imposta – exclusão - diga-se, proporcional ao fato em análise, afora eventual ação judicial indenizatória de reparação de danos, seria efetivamente plausível que ele venha a ser condenado, politicamente, com a proibição de se candidatar a qualquer cargo pelo prazo de oito anos.

Veja-se o exemplo do profissional médico que, em um procedimento de lipoaspiração, por diversas origens, vem a causar dano estético ou, pior, a morte da respectiva paciente. Ele, decerto, não se profissionalizou para o fracasso ou, ainda, não buscava o resultado obtido. Entretanto, se por esse fato, perfeitamente cabível, venha a sofrer processo administrativo perante o Conselho de Medicina, com as penas respectivas, inclusive de proibição do exercício da medicina, ou seja, nesta hipótese, não mais poderá exercer a atividade para o qual se preparou nos longos e aproximados seis a sete anos de estudos. Poderá, ainda, vir a ser acionado judicialmente pelos prejudicados, sobrevindo, se demonstrado o ato, o dano e o nexo de causalidade, a condenação monetária. Caberia, ainda assim, outra penalização? No caso, não mais sendo profissional médico, será que estaria, também, incapacitado para outras funções administrativas ou legislativas?

Persisto na análise se, nessa e em hipóteses similares, inobstante o teor da Lei Complementar – claro e induvidoso, há plausabilidade, razoabilidade e proporcionalidade em apresentar obstáculo para esse indivíduo exercer seu direito de cidadão, ou seja, de ser elegível.


*Advogada e ex-Juiza do TRE/RS

FDonte: Congressoemfoco

Jornais: Lula discursa sobre democracia na Al Jazeera

FOLHA DE S.PAULO

Lula faz palestra em fórum anual da rede de TV Al Jazeera no Qatar
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará palestra domingo no fórum
anual da rede de TV Al Jazeera, em Doha (Qatar). Segundo sua assessoria, ele foi convidado para falar sobre a consolidação democrática no Brasil. O principal tema do encontro será a onda de protestos contra ditaduras no mundo árabe.

Conforme a programação divulgada pela emissora, Lula falará antes do ministro das Relações Exteriores da Turquia, Ahmet Davutoglu. Também participam do fórum analistas políticos, jornalistas especializados em Oriente Médio e representantes de outros governos da região.

Esta será a terceira viagem internacional de Lula como ex-presidente. Em fevereiro, ele foi ao Senegal, para o Fórum Social Mundial, e à Guiné, para o início das obras de uma ferrovia da Vale.

Entrada de dólares já supera a de 2010
Apesar da ameaça do governo de adotar novas medidas para segurar a queda do dólar, a entrada de moeda estrangeira no país e a especulação no câmbio seguem fortes neste início de ano. Até o último dia 4, entraram líquidos (diferença entre ingressos e saídas) US$ 24,356 bilhões, mais que o verificado em todo o ano de 2010 (US$ 24,354 bilhões), segundo o Banco Central.

O resultado é puxado por operações financeiras, principalmente, investimentos estrangeiros de longo prazo no setor produtivo e empréstimos feitos por empresas brasileiras no exterior. Já o capital especulativo de curto prazo parou de entrar no final do ano passado, quando o governo aumentou a tributação sobre investimento estrangeiro em renda fixa. Também caíram as aplicações na Bolsa.

Outro fator que pressiona a cotação da moeda é o aumento da especulação. As dívidas dos bancos no mercado à vista subiram de US$ 11 bilhões em janeiro para US$ 12,7 bilhões, o que significa uma aposta maior na queda do dólar. O BC já adotou medidas para punir as instituições, a partir de abril, caso esse valor não caia para US$ 10 bilhões.

Com mais dólares entrando no país, as intervenções do BC também aumentaram. A instituição comprou, em pouco mais de dois meses, o equivalente a 44% das aquisições feitas em 2010, quando esse valor foi recorde. Foram quase US$ 20 bilhões, que ajudaram a elevar as reservas em dólar do Brasil para o patamar recorde de US$ 311 bilhões. Cotado a R$ 1,661, o dólar acumula queda de 0,3% no ano.

Após embate sobre salário, Dilma faz agrado a centrais
Para melhorar a relação com centrais sindicais após o embate sobre o valor do salário mínimo, a presidente Dilma Rousseff regulamenta hoje lei que dá assento aos trabalhadores nos conselhos de administração de empresas controladas pela União. Dilma atenderá demanda apresentada pelas centrais em 2008 ao ex-presidente Lula. O afago será feito após reunião com as seis maiores centrais hoje, no Planalto.

Dilma discutiu os detalhes da encontro ontem com o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral). Em São Paulo, os dirigentes das seis entidades também se reuniram para aparar arestas internas e definir uma pauta coletiva, sem prejuízo de reivindicações "individuais". As centrais pedirão coletivamente a revisão da tabela do Imposto de Renda, uma política de reajuste para os aposentados que recebem mais de um salário mínimo, o fim do fator previdenciário e a regulamentação de trabalhadores terceirizados.

Inicialmente, a regulamentação da vaga nos conselhos de estatais – que foi sancionada por Lula e publicada em dezembro do ano passado no "Diário Oficial" – será o único aceno que as centrais receberão da presidente. O governo decidiu que a correção da tabela do IR ficará em 4,5%, não nos 6,46% que pedem as centrais. Dilma pretende ainda iniciar as discussões sobre a desoneração da folha de pagamentos.

STF ordena quebra de sigilo fiscal dos réus do mensalão
O STF (Supremo Tribunal Federal) ordenou a quebra do sigilo fiscal de todos os 38 réus do processo do mensalão. Revelado pela Folha em 2005, foi o principal escândalo do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, envolvendo compra de apoio político no Congresso. O ministro Joaquim Barbosa, relator do mensalão no STF, determinou, em fevereiro, o envio de ofício à Receita Federal pedindo cópia da última declaração do Imposto de Renda dos denunciados.

Barbosa acolheu solicitação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que requisitou a quebra do sigilo para que já calcule possíveis multas, em caso de condenação dos acusados. Segundo a Procuradoria, a medida serve para o Ministério Público conhecer a situação financeira dos acusados e adequar os valores das multas, se houver condenação. Também foi aceito pedido de acesso aos antecedentes criminais dos réus. Barbosa não comentou os pedidos.

Presidente da Assembleia é acusado de desvio de verbas
O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, deputado Barros Munhoz (PSDB), é acusado num processo judicial sigiloso de participar do desvio de R$ 3,1 milhões dos cofres da Prefeitura de Itapira (SP), município que administrou até 2004. Investigações conduzidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Estado encontraram dezenas de depósitos feitos em dinheiro na conta do deputado, no valor total de R$ 933 mil.

Segundo a denúncia apresentada à Justiça, que acusa Barros Munhoz de improbidade administrativa e enriquecimento ilícito, a movimentação em suas contas é incompatível com a renda que ele declarou na época em que era prefeito. A Justiça de São Paulo, onde corre o processo, mandou bloquear os bens do deputado. Barros Munhoz recorreu ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) para tentar liberar seu patrimônio, mas a decisão da Justiça Estadual foi mantida no ano passado.

Seis auxiliares do deputado também foram denunciados pela Promotoria. A ação civil pública foi ajuizada em setembro de 2006 e corre em segredo de Justiça para proteger o sigilo bancário dos acusados. Não há previsão para a data do julgamento. Barros Munhoz assumirá na semana que vem seu segundo mandato como deputado estadual e deverá ser reconduzido à presidência da Assembleia com apoio quase unânime. Até o PT e outros partidos que fazem oposição ao PSDB prometem apoiá-lo.

Deputado nega fraudes e ataca promotores
O deputado estadual Barros Munhoz (PSDB) rechaçou as acusações feitas pelo Ministério Público Estadual e acusou os promotores que o denunciaram à Justiça de agir por motivação política. Em nota assinada por sua assessoria, ele disse que a movimentação em suas contas bancárias é compatível com rendimentos que recebia como prefeito, mais aplicações financeiras e empréstimos que diz ter tomado em 2003, no valor de R$ 586 mil.

Segundo ele, os empréstimos foram declarados à Receita Federal em 2004. Barros Munhoz disse que os contratos da prefeitura com a Conservias, classificada como empresa de fachada pela Promotoria, foram regulares. O TCE (Tribunal de Contas do Estado) aprovou os contratos em 2008.

Apontada como fantasma, empresa é ignorada em Mogi
A Conservias, empresa apontada como fantasma pelo Ministério Público de São Paulo, não funcionava nos endereços declarados, segundo disseram à Folha moradores e vizinhos dos locais. No papel, a empresa de terra planagem foi criada em 1998 e extinta em 2004.

Segundo dados da Junta Comercial de São Paulo, a primeira sede da Conservias foi um imóvel no município de Mogi Mirim (a 151 km de São Paulo), no bairro Jardim Santa Helena. No local, há uma casa e seu atual morador afirmou à reportagem que está na residência há mais de 15 anos,ou seja, antes do surgimento da Conservias.

"Essa empresa nunca existiu aqui. Não sei por que chega correspondência na minha casa. Já pedi até providências da prefeitura", disse o morador, que pediu para não ser identificado. "A pessoa que morava antes de mim também ficou muito tempo no imóvel. Ela que construiu a casa." O morador também afirmou desconhecer os ex-proprietários que constam dos registros da Conservias.

Genoino é nomeado assessor especial de Jobim no Ministério da Defesa
Réu no processo do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal), o ex-deputado federal José Genoino foi nomeado ontem assessor especial do ministro da Defesa, Nelson Jobim. O esquema de compra de apoio parlamentar no Congresso ocorreu durante o primeiro mandato do ex-presidente Lula. Genoino responde no STF por corrupção passiva e formação de quadrilha. Na época, ele presidia o PT.

Agora integrante do segundo escalão da Defesa, Genoino participou da Guerrilha do Araguaia, maior foco de resistência armada à ditadura, nos anos 70. Ele foi capturado pelo Exército em 1972. Apesar do passado na luta armada, ele mantém bom trânsito com os militares. Sua função será a de articulador político com outros ministérios e com o Congresso.

STF recebe pedido para investigar filha de Roriz suspeita de peculato
A Procuradoria-Geral da República pediu ontem abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal para investigar a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF). Ela foi filmada recebendo dinheiro de Durval Barbosa, delator do mensalão do DEM. O relator do caso será o ministro Joaquim Barbosa.

Jaqueline deverá ser investigada sob suspeita de peculato – quando o detentor de cargo público "apropria-se de dinheiro ou desvia, em proveito próprio ou alheio". A pena pode chegar a 12 anos de prisão. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pede para a Polícia Federal ouvir Jaqueline e fazer perícia na fita na qual ela aparece recebendo dinheiro, em 2006.

Governo indica Fernando Furlan para presidir o Cade
O governo oficializou a indicação do conselheiro Fernando de Magalhães Furlan para a presidência do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Também enviou ao Senado o nome do advogado Alessandro Octaviani. Na próxima semana será indicado Elvino Mendonça, funcionário de carreira da Fazenda.

A Folha antecipou, em fevereiro, os nomes de Furlan e Octaviani. Furlan ocupa a presidência interina do Cade desde novembro. Octaviani substituirá Vinícius de Carvalho, que assumirá a Secretaria de Direito Econômico (SDE).

Mendonça foi um dos responsáveis pelo polêmico parecer da secretaria relativo à fusão de Sadia e Perdigão que recomendou o licenciamento de uma das marcas por cinco anos ou a venda de Batavo, Doriana, Claybom e outras.

Fonte: Congressoemfoco

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