em 12 maio, 2025 7:59
Adiberto de Souza
Os pré-candidatos às eleições de 2026 devem saber que todo e qualquer entendimento político feito agora pode sofrer mudanças. As conversas de momento visam estreitar as relações e apalavrar a compra dos currais eleitorais. Como sabem que estão sujeitos à traição, os políticos evitam fechar acordos faltando quase dois anos para o pleito. Quem fez isso no passado foi traído. O caso mais emblemático ocorrido em Sergipe foi do advogado Daniel Tourinho. Em 1989, ele desembarcou em Sergipe disposto a se eleger deputado federal. Tinha o apoio do então presidenciável Fernando Collor de Mello, além de muito dinheiro na bagagem para comprar votos. Logo recebeu a adesão de dezenas de lideranças políticas e vivia cantando vitória. Porém, quando as urnas foram abertas o fidalgo teve menos de 15 mil votos, não ficando nem na suplência. Encabulado, Tourinho botou a viola no saco e voltou para o Rio de Janeiro. Em 2018, o então candidato a senador André Moura (União) reuniu em Aracaju cerca de 60 prefeitos e dezenas de lideranças que lhe juraram apoio. Tal qual Tourinho, o distinto também foi traído e perdeu uma eleição tida como certa. Portanto, quem acreditar em promessas de cabos eleitorais corre o risco de morrer na praia, pois trair e coçar e só começar, principalmente na política. Misericórdia!
Pais da criança
O acordo firmado entre a Petrobras e a Unigel para a reabertura da Fafen de Laranjeiras será muito usado pelos políticos sergipanos. Os distintos vão querer ser os pais da criança, garantindo que a petrolífera ouviu os seus apelos para a retomada da produção na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados. Não acreditem neles. A unidade deverá voltar a produzir em outubro porque interessa comercialmente à Petrobras e não porque a direção da estatal atendeu aos apelos dos políticos. Aliás, estes cidadãos adoram aparecer como engenheiros de obras prontas. Creindeuspai!
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