TJ/RJ aposenta juiz acusado de furtar peça sacra em Tiradentes
A decisão foi aprovada por 16 dos 21 desembargadores que compõem o colegiado.
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Nota da redaçao deste Blog - Corrupção e Impunidade: A Epidemia que Contamina Até o Judiciário
A coisa está avacalhadora. Não tem outro nome. A corrupção deixou de ser apenas uma mazela dos políticos de sempre e agora tomou o Judiciário de assalto. Sim, até aqueles que deveriam ser os guardiões da Justiça se tornaram cúmplices – ou pior, protagonistas – de escândalos vergonhosos. O que antes chocava agora virou rotina. Tornou-se uma praga, uma epidemia que ameaça corroer de vez o que restava de confiança nas instituições.
O caso mais recente é revoltante. Um juiz, isso mesmo, um magistrado, foi flagrado furtando uma peça sacra em Tiradentes, Minas Gerais. Um gesto mesquinho, criminoso e indigno. E qual foi a punição exemplar que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro aplicou? Demissão? Processo criminal? Prisão? Nada disso. A solução encontrada foi "aposentadoria compulsória". Um prêmio disfarçado de castigo. Um empurrão confortável para fora da toga, com o bolso cheio do dinheiro público.
É esse o incentivo que move a engrenagem da impunidade. Enquanto o cidadão comum, o "enjoado da fila do SUS", paga caro por um erro ou deslize, o juiz corrupto se aposenta com salário integral, benefício vitalício e nenhuma vergonha na cara. A balança da Justiça está quebrada, e os pesos não são os mesmos para todos.
No Brasil, parece que o único risco real para quem comete crime de colarinho branco é cair em desgraça com o grupo político errado. Do contrário, é só esperar a aposentadoria premiada ou um cargo de confiança no próximo governo. E assim seguimos, entre escândalos abafados, investigações engavetadas e sentenças que não chegam.
É disso para pior. Quando a justiça perde a vergonha, o crime perde o medo. A corrupção deixa de ser exceção e vira norma. E a maior banalidade de todas passa a ser essa farsa de "punição" para quem, em qualquer outro canto do mundo civilizado, estaria atrás das grades.
Enquanto isso, o povo assiste, descrente e indignado. Mas será que vamos continuar só assistindo?