domingo, maio 18, 2025

"Quem não escuta sossega, escuta coitado": A lição ignorada na Goela da Ema

 

"Quem não escuta sossega, escuta coitado": A lição ignorada na Goela da Ema

O ditado popular "quem não escuta sossega, escuta coitado" carrega a sabedoria simples e direta do povo: quando não se dá ouvidos aos conselhos e alertas, o preço a ser pago costuma ser alto. Essa expressão encaixa-se perfeitamente na realidade vivida pela população de Jeremoabo, mais precisamente na região da Goela da Ema.

Durante sua gestão, a ex-prefeita Anabel de Sá Lima Carvalho tentou implementar um projeto de urbanização e segurança viária na área, propondo a construção de um calçadão. A ideia era transformar o local em um espaço mais organizado, seguro e acessível, principalmente para os pedestres. Era uma proposta técnica e bem intencionada, pensada para beneficiar a coletividade.

No entanto, como sempre acontece quando o interesse público confronta os interesses mesquinhos de grupos politiqueiros e oportunistas, a proposta enfrentou uma onda de baixarias, boicotes e desinformação. Criaram-se narrativas para desmoralizar a ex-prefeita, questionar a viabilidade do projeto e, principalmente, sabotar qualquer tentativa de avanço que não beneficiasse os velhos esquemas de sempre.

Resultado? O calçadão não foi construído. A chance de reordenar o tráfego, proteger vidas e oferecer um novo espaço de convivência foi perdida por puro jogo político. Hoje, a população paga caro por isso. O trânsito na Goela da Ema tornou-se uma verdadeira selva, desgovernado, sem fiscalização efetiva, sem respeito às leis e colocando em risco vidas inocentes. A ausência do calçadão contribuiu para transformar o local em uma armadilha urbana.

Infelizmente, essa é uma daquelas situações que ilustram a velha "lei do retorno". Quem desfez, atrapalhou ou fez politicagem com algo sério agora também colhe os frutos podres dessa irresponsabilidade. E mais do que os culpados diretos, é o povo que sofre. Moradores, trabalhadores, pedestres, ciclistas e motoristas convivem com o medo e a insegurança diariamente.

Fica, então, a reflexão: quantos outros projetos sérios foram engavetados por causa de politicagem? Quantas vidas precisam ser perdidas até que se aprenda a ouvir mais quem propõe e menos quem atrapalha?

A história da Goela da Ema é mais uma prova de que, quando se vira as costas para o bom senso e para o interesse coletivo, o “coitado” acaba sendo sempre o povo.

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