sábado, maio 17, 2025

“Não existe Justiça na Terra, somente no Paraíso.”

Por José Montalvao


E diante de tudo que a gente vê por aí — tanta injustiça, impunidade, corrupção e decisões absurdas — é difícil não concordar com ele.

A verdade é que o Judiciário, que deveria ser o lugar onde o povo encontra proteção, muitas vezes virou palco de espetáculo. Juízes ganham fama, viram celebridades, dão entrevistas, participam do jogo político... e a Justiça vai ficando em segundo plano.

Como Eros Grau também alertou: quando os envolvidos no processo são pessoas simples, sem poder, os juízes agem com mais tranquilidade. Mas quando aparece um rico, um político ou alguém poderoso, começam as pressões. E não são só pressões de fora, não. Vêm por meio de recursos, manobras jurídicas, estratégias para empurrar o processo e até influenciar o resultado. Quem tem dinheiro, tem mais chance de vencer, mesmo estando errado.

Por isso, muitos estudiosos defendem que, numa democracia de verdade, o poder do juiz tem que ser equilibrado. Quanto mais poder concentrado em uma só pessoa, mais risco de injustiça. O certo seria aplicar a lei com base em critérios objetivos, do mesmo jeito para todos. Mas o que se vê, cada vez mais, são decisões baseadas em "interpretações", "ponderações", "pesos e medidas" que favorecem os mais fortes e prejudicam os mais fracos.

Esse tipo de justiça que muda conforme o caso ou a pessoa é perigosa. Cria confusão, desânimo e revolta. A lei precisa valer pra todo mundo, senão vira bagunça — e é isso que estamos vendo: um sistema que muitas vezes protege corruptos e castiga inocentes.

A Justiça, que deveria ser a última esperança do povo, hoje está desacreditada. E quem mais sofre é quem menos tem. O rico contrata bons advogados, conhece os atalhos. O pobre, mal consegue pagar uma passagem pra ir na audiência.

Então, se a Justiça verdadeira só existe no Paraíso, como disse Eros Grau, aqui na Terra a gente precisa, pelo menos, lutar pra que a lei funcione. Doa a quem doer. Porque do jeito que está, só quem tem poder é que vence — e isso não é justiça, é privilégio.

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