17/05/2025
Jeremoabo Se Torna Uma “Fábrica de Acidentes” e População Clama Por Providências Urgentes!
Fonte; JV PORTAL / JEREMOABO TV
RP:9291/BA
Gilsinho Andrade - Saudades Eterna
A cada semana, novos registros de acidentes de trânsito vêm assustando os moradores de Jeremoabo. Motocicletas colidindo, pedestres feridos, veículos desgovernados, motos todos os dias sendo empinadas na Praça do Forró e, por que não lembrar do acidente que ceifou a vida de 5 pessoas no dia dos pais em 2024 na BR-235, quatro da família de Tião de D. Mariinha no Povoado Lagoa do Mato, e, um amigo do Povoado Baixa da Pedra, que tiveram suas vidas ceifadas por um caminhão, que vinha na mão contrária segundo informações de moradores, quando retornavam para o seu lar.
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https://blogportaljv.blogspot.com/2025/05/jeremoabo-se-torna-uma-fabrica-de.html?m=1
Mais Uma Vida Ceifada pela Imprudência no Trânsito de Jeremoabo: Até Quando?
Nota da redação deste Blog - Infelizmente, é isso mesmo: apenas mais um. Mais um cidadão, mais uma vida perdida, mais uma família em luto. Em Jeremoabo, cidade do sertão baiano, o trânsito virou uma roleta russa diária. A cada semana, novas vítimas, novos acidentes, novas tragédias — e, como sempre, as mesmas desculpas, os mesmos silêncios, as mesmas omissões.
É revoltante constatar que, em pleno 2025, ainda morremos por imprudência, negligência e omissão. O desrespeito às leis de trânsito não é novidade por aqui — ele é antigo, rotineiro, institucionalizado. Motocicletas empinadas no centro da cidade, especialmente na Praça do Forró, barulho ensurdecedor de paredões a qualquer hora do dia e da noite, veículos trafegando em alta velocidade por ruas estreitas, tudo diante dos olhos das autoridades competentes, que seguem cegas, surdas e mudas.
A falha é generalizada: falha a Justiça, que não pune; falha a Polícia, que não coíbe; falha a Guarda Municipal, que assiste inerte. E o preço dessa inércia? É pago com sangue. É pago com vidas.
O caso que chocou Jeremoabo no Dia dos Pais de 2024 ainda está vivo na memória dos moradores: cinco vidas perdidas — quatro da mesma família do Povoado Lagoa do Mato e um amigo do Baixa da Pedra — em um trágico acidente na BR-235. Um caminhão na contramão, segundo moradores, destruiu uma família inteira que apenas voltava para casa. Até hoje, a família clama por justiça — um grito que ecoa no vazio.
E o que dizer da senhora que morreu recentemente nas imediações do Colégio Evaristo? Saiu para comprar pão. Uma rotina simples, comum, cotidiana. Mas foi atropelada por uma moto e morreu ali mesmo. Mais uma tragédia banalizada. Mais uma cruz na estrada. Mais um nome esquecido no tempo pela negligência das autoridades.
Moradores denunciam — ainda que sob anonimato — que nem o Ministério Público, nem o juiz local, nem sequer uma militar residente próxima à Praça do Forró têm se mobilizado. Ignoram o barulho constante dos paredões, a baderna das motos, a aflição dos vizinhos. É como se tudo estivesse normal. Mas não está. Nunca esteve.
Jeremoabo precisa de ação. Já passou da hora das autoridades exercerem seu papel com seriedade, responsabilidade e coragem. A lei não é inimiga da liberdade — ela é guardiã da vida. E ninguém aqui clama por arbitrariedades, mas sim pela aplicação justa, firme e rigorosa da legislação. Porque a vida vale mais. E ela não pode continuar sendo ceifada toda semana por descaso e omissão.
Que este texto não seja apenas mais um desabafo engolido pelo silêncio, mas um alerta. Um clamor. Um basta. Porque amanhã, o próximo "apenas mais um" pode ser alguém que você ama. E aí, talvez, a ficha caia.

