sexta-feira, maio 16, 2025

Jeremoabo: A Terra da Memória Curta e da Impunidade Longa


Dizem que o brasileiro tem memória curta. Mas os vereadores de Jeremoabo parecem superar até esse ditado popular: têm a memória mais curta ainda — talvez por conveniência, talvez por covardia, ou quem sabe por pura conivência. Antes das eleições, subiam à tribuna com ar de justiça, denunciando com fervor o sumiço dos mourões e ripões do Parque de Exposições. Faziam discursos inflamados, jogavam para a plateia, prometiam investigações, clamavam por responsabilização. Era o tempo do teatro político, em que vale tudo para ganhar aplausos e votos.

Mas passado o calor das urnas, tudo muda. Os mesmos vereadores que se diziam indignados agora estão calados. Surdos, mudos e cegos. Não se ouve mais uma palavra sobre o sumiço dos mourões, ninguém quer saber de apurar responsabilidades, nenhum requerimento foi apresentado, nenhuma CPI foi aberta. A indignação sumiu, assim como sumiram os mourões. E o silêncio dos que deveriam fiscalizar é ensurdecedor.

Enquanto isso, o povo continua pagando a conta. Não apenas com seus impostos, mas com a frustração de viver em uma cidade onde a impunidade é regra, não exceção. Jeremoabo segue sendo a terra onde escândalos vêm e vão, mas nada acontece de verdade. A justiça é lenta ou inexistente, e os poderes que deveriam proteger o cidadão preferem proteger seus próprios interesses.

A pergunta que fica é: até quando? Até quando os vereadores vão usar a tribuna como palco e não como ferramenta de fiscalização e defesa do povo? Até quando os bens públicos serão tratados como coisa de ninguém? E até quando o povo de Jeremoabo vai assistir calado a esse ciclo de esquecimento e impunidade?

É preciso romper esse padrão. A população precisa cobrar, fiscalizar, lembrar — e, acima de tudo, exigir que quem prometeu, cumpra. A memória pode até ser curta, mas a indignação não pode ser esquecida.

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