Desapropriação suspeita em Jeremoabo: prefeitura pagou antes de abrir o processo legal
Algo de estranho – para não dizer podre – está acontecendo nos bastidores da Prefeitura de Jeremoabo. Novos documentos que chegaram à nossa redação levantam sérias suspeitas sobre uma desapropriação ocorrida na gestão do ex-prefeito Deri do Paloma, supostamente para beneficiar a irmã do então secretário de Administração e Obras.
Além da já questionável falta de justificativa legal para a desapropriação – que exige, por lei, utilidade pública ou interesse social comprovados – agora surge uma denúncia ainda mais grave: o pagamento pela área foi feito antes mesmo da abertura formal do processo de desapropriação.
Em outras palavras, o dinheiro público foi liberado antecipadamente, contrariando frontalmente os princípios da administração pública e a própria legislação que rege o tema. A Constituição é clara: o processo de desapropriação começa com um decreto do Executivo, seguido por avaliação técnica, proposta de indenização, possibilidade de contestação judicial e pagamento posterior, de forma justa e transparente.
Mas em Jeremoabo, a ordem natural das coisas parece ter sido invertida. Pagaram primeiro, para só depois justificar.
O terreno em questão foi adquirido por impressionantes R$ 417.160,00. O valor, que já vinha sendo contestado por possivelmente não refletir o preço real de mercado, agora está envolvido em mais uma polêmica: o pagamento antecipado, sem o respaldo legal necessário. Isso levanta uma série de dúvidas:
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Quem autorizou a liberação desses recursos?
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Com base em que avaliação esse valor foi definido?
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Por que o processo legal foi ignorado?
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E, principalmente, quem se beneficiou dessa operação?
A denúncia ganha ainda mais peso quando se considera o vínculo familiar da beneficiária com um dos homens de confiança do então prefeito, justamente o secretário responsável por Obras e Administração.
O papel da Câmara de Vereadores é agora decisivo. Cabe aos representantes do povo investigar com seriedade:
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A cronologia dos documentos e pagamentos;
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A localização e real valorização do terreno;
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E os interesses ocultos por trás dessa operação.
A sociedade jeremoabense merece respostas claras. O que está em jogo não é apenas um terreno ou um valor milionário, mas sim a moralidade da administração pública, a credibilidade do serviço público e o respeito ao dinheiro do povo.
Se confirmado, esse episódio pode configurar crime de responsabilidade, improbidade administrativa e dano ao erário público.
Que esse caso não termine em pizza. Jeremoabo está de olhos abertos.
Nota da redação deste Blog - A revelação está causando indignação entre moradores e políticos. Nossa equipe de voluntários residentes em Jeremovbo preparou uma série de entrevistas, que refletem a temperatura das ruas e os bastidores da política local.
O caso está sendo acompanhado por lideranças comunitárias, imprensa independente e pode em breve chegar ao Ministério Público. A pressão para que os vereadores tomem providências aumenta a cada dia.
Enquanto isso, a população exige o mínimo: respeito ao dinheiro público e punição aos responsáveis.
A pergunta que ecoa pelas ruas de Jeremoabo é simples e direta:
Quem ganhou com essa história?
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