quarta-feira, maio 07, 2025

Desapropriação suspeita em Jeremoabo: prefeitura pagou antes de abrir o processo legal





Desapropriação suspeita em Jeremoabo: prefeitura pagou antes de abrir o processo legal

Algo de estranho – para não dizer podre – está acontecendo nos bastidores da Prefeitura de Jeremoabo. Novos documentos que chegaram à nossa redação levantam sérias suspeitas sobre uma desapropriação ocorrida na gestão do ex-prefeito Deri do Paloma, supostamente para beneficiar a irmã do então secretário de Administração e Obras.

Além da já questionável falta de justificativa legal para a desapropriação – que exige, por lei, utilidade pública ou interesse social comprovados – agora surge uma denúncia ainda mais grave: o pagamento pela área foi feito antes mesmo da abertura formal do processo de desapropriação.

Em outras palavras, o dinheiro público foi liberado antecipadamente, contrariando frontalmente os princípios da administração pública e a própria legislação que rege o tema. A Constituição é clara: o processo de desapropriação começa com um decreto do Executivo, seguido por avaliação técnica, proposta de indenização, possibilidade de contestação judicial e pagamento posterior, de forma justa e transparente.

Mas em Jeremoabo, a ordem natural das coisas parece ter sido invertida. Pagaram primeiro, para só depois justificar.

O terreno em questão foi adquirido por impressionantes R$ 417.160,00. O valor, que já vinha sendo contestado por possivelmente não refletir o preço real de mercado, agora está envolvido em mais uma polêmica: o pagamento antecipado, sem o respaldo legal necessário. Isso levanta uma série de dúvidas:

  • Quem autorizou a liberação desses recursos?

  • Com base em que avaliação esse valor foi definido?

  • Por que o processo legal foi ignorado?

  • E, principalmente, quem se beneficiou dessa operação?

A denúncia ganha ainda mais peso quando se considera o vínculo familiar da beneficiária com um dos homens de confiança do então prefeito, justamente o secretário responsável por Obras e Administração.

O papel da Câmara de Vereadores é agora decisivo. Cabe aos representantes do povo investigar com seriedade:

  • A cronologia dos documentos e pagamentos;

  • A localização e real valorização do terreno;

  • E os interesses ocultos por trás dessa operação.

A sociedade jeremoabense merece respostas claras. O que está em jogo não é apenas um terreno ou um valor milionário, mas sim a moralidade da administração pública, a credibilidade do serviço público e o respeito ao dinheiro do povo.

Se confirmado, esse episódio pode configurar crime de responsabilidade, improbidade administrativa e dano ao erário público.

Que esse caso não termine em pizza. Jeremoabo está de olhos abertos.

Nota da redação deste Blog - A revelação está causando indignação entre moradores e políticos. Nossa equipe de voluntários residentes em Jeremovbo preparou uma série de entrevistas, que refletem a temperatura das ruas e os bastidores da política local.


🗣️  Ex-Vereador da oposição falou:
"Isso é um absurdo! Primeiro pagam, depois inventam uma justificativa qualquer. Onde já se viu isso? É um tapa na cara da legalidade. Os, vereadores da oposição, deveriam exigir uma CPI para investigar essa manobra vergonhosa. Quem autorizou esse pagamento antecipado tem que ser responsabilizado!"


🧓 Morador indignado que não quis ser identificado:
"A gente vive sem remédio no posto, sem médico no hospital, as ruas cheias de buraco… e aí aparece dinheiro assim, fácil, pra comprar terreno de parente de secretário? E ainda pagam adiantado? Isso só acontece porque pensam que o povo é besta!"


🕵️ Servidor público que pediu anonimato
"Na época, a ordem foi clara: era pra resolver isso logo, antes de qualquer questionamento. Muita gente sabia que tinha coisa errada, mas ninguém queria mexer com o secretário. Ele era o homem forte do prefeito. Essa história agora é só a ponta do iceberg."


⚖️ Especialista em direito público:
"O pagamento antecipado em um processo de desapropriação, sem decreto prévio, sem avaliação técnica e sem justificativa de interesse público ou social, é um atentado aos princípios constitucionais da legalidade, moralidade e eficiência. Em qualquer município sério, isso resultaria em ações civis, penais e administrativas."


O caso está sendo acompanhado por lideranças comunitárias, imprensa independente e pode em breve chegar ao Ministério Público. A pressão para que os vereadores tomem providências aumenta a cada dia.

Enquanto isso, a população exige o mínimo: respeito ao dinheiro público e punição aos responsáveis.

A pergunta que ecoa pelas ruas de Jeremoabo é simples e direta:

Quem ganhou com essa história?


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