Importante deixar claro: não cabe culpar o prefeito Tista de Deda, que no momento do ocorrido se encontrava em Salvador, cuidando de interesses importantes para a saúde do município — a exemplo da busca por uma nova ambulância, que certamente beneficiará toda a população. A ausência do prefeito, portanto, não justifica falhas operacionais de responsabilidade de outros agentes da administração pública.
Para isso existem os secretários municipais, que devem garantir o bom funcionamento da máquina pública mesmo na ausência do chefe do Executivo. Existe também a Secretaria de Educação, que, por meio de processos licitatórios, contrata empresas terceirizadas para o transporte escolar. Se houve falha por parte da empresa contratada, cabe à secretaria cobrar providências e garantir que os serviços sejam prestados com responsabilidade e respeito aos estudantes.
Outro ponto que não pode passar despercebido: cadê a fiscalização? Onde estão os fiscais de transporte escolar, se a empresa realmente os designou? E onde estão os vereadores, cuja função primordial é justamente essa: fiscalizar e cobrar soluções, e não apenas fazer política de aparência ou assistencialismo em busca de votos.
Não há justificativa plausível para faltar combustível em transporte escolar contratado com recursos públicos. Isso demonstra falha de planejamento, descaso ou, em último caso, má gestão — e os responsáveis precisam ser identificados e responsabilizados. O transporte escolar é um serviço essencial, principalmente em comunidades rurais, onde a distância entre casa e escola é grande e o direito à educação depende diretamente desse suporte.
Cabe, portanto, às autoridades competentes — Prefeitura, Secretaria de Educação, Câmara de Vereadores — apurarem os fatos com rigor e garantirem que situações como essa não voltem a se repetir. Criança nenhuma pode ser penalizada por falhas administrativas ou omissões de quem deveria estar zelando pelo bom funcionamento do serviço público.
A população está vigilante e exige respeito.