sexta-feira, maio 13, 2022

Lei Eleitoral permite que o PL faça a auditoria privada da eleição, pretendida por Bolsonaro

Publicado em 13 de maio de 2022 por Tribuna da Internet

Cariri é Isso

Charge do Nani (nanihumor.com)

Carolina Brígido e Gabriela Coelho
CNN Brasília

Partidos políticos podem fazer suas próprias auditorias para fiscalização, apuração e totalização dos resultados contratando, inclusive, empresas credenciadas junto à Justiça Eleitoral, informou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na quinta-feira passada, dia 5, o presidente Jair Bolsonaro disse na tradicional live que contratará empresa para fazer auditoria nas eleições.

DISSE BOLSONARO – “Estive com o presidente do PL há poucos dias e nós contrataremos uma empresa para fazer auditoria nas eleições. A empresa vai pedir ao TSE algumas informações. O que pode acontecer? Essa empresa que faz auditoria no mundo todo, empresa de ponta, pode chegar à conclusão de que dado a documentação que se tem na mão, dado ao que já foi feito, ela pode falar que não foi auditável. Olha a que ponto vamos chegar. Devemos dar satisfação, está garantido por Lei o partido contratar uma empresa para fazer auditoria. É um momento para o TSE, mostrar pro mundo que nós temos o sistema mais confiável do mundo”, disse.

Ouvidos pela CNN, dois ex-ministros do TSE explicaram em reservado que existe previsão na lei eleitoral e em resolução da Corte para que todo e qualquer partido político fiscalize e audite as eleições antes durante e depois das votações.

TOTAL TRANSPARÊNCIA – Na prática, a lei determina que os partidos tenham acesso aos programas seis meses antes da eleição, mas o TSE já aumentou esse prazo para 12 meses.

A mesma lei dá aos cidadãos o direito de fazer suas próprias auditorias pelo Registro Digital do Voto, que é um arquivo com os votos que possibilitam a recontagem eletrônica da votação a qualquer tempo.

Diante da crise entre os Poderes, os atuais ministros do TSE não querem comentar a fala de Bolsonaro, para tentar esfriar o clima beligerante.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Ou seja, esqueçam a matéria do G1 Brasília que anunciava a possibilidade de veto do TSE à auditoria privada pretendida pelo PL, a pedido de Bolsonaro. Há determinadas “fontes” que levam os jornalistas a cometerem esse tipo de erro. Portanto, a referida matéria já foi devidamente deletada aqui na Tribuna. E agradecemos ao comentarista Vander Merwe, que nos alertou a respeito do erro involuntário(C.N.)

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