sexta-feira, maio 13, 2022

Bolsonaro pede que Fachin não fale de forma ‘descortês’ sobre as Forças Armadas




O presidente Jair Bolsonaro classificou como descortesia as declarações do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin, sobre uma possível interferência das Forças Armadas no processo de realização das eleições. O ministro afirmou nesta quinta-feira, 12, que "quem trata de eleições são as forças desarmadas".

"Não sei de onde ele tira esse fantasma de que as Forças Armadas querem intervir na Justiça Eleitoral. As Forças Armadas não estão se metendo nas eleições. Elas foram convidadas por uma portaria do então presidente Barroso. O senhor tem poder para revogar a portaria. Enquanto a portaria está em vigor, as Forças Armadas foram convidadas", lembrou Bolsonaro durante live transmitida nas redes sociais nesta quinta, ao destacar que as Forças Armadas integram a Comissão de Transparência Eleitoral montada pela Corte.

O presidente ainda negou que haja ataque contra a segurança das urnas eletrônicas e afirmou que as Forças Armadas podem fazer auditoria do processo eleitoral. "A gente não entende essa maneira de o senhor falar, se referir às Forças Armadas. Ninguém quer impor nada, atacar as urnas eletrônicas, atacar a democracia. Ninguém está incorrendo em atos antidemocráticos. Por favor, não se refira dessa forma às Forças Armadas. Sou capitão do Exército, é uma forma descortês de se referir à instituição que presta excelentes serviços ao Brasil", declarou também.

Fachin se manifestou hoje pela primeira vez a respeito do assunto desde que ele encaminhou um ofício ao Ministério da Defesa com respostas às propostas do general de Divisão do Exército Heber Garcia Portella para a disputa de outubro, classificadas por técnicos do tribunal como "opinião".

"A contribuição que se pode fazer é (...) de acompanhamento do processo eleitoral. Quem trata de eleições são forças desarmadas e, portanto, as eleições dizem respeito à população civil, que, de maneira livre e consciente, escolhe os seus representantes. Diálogo sim, colaboração sim, mas na Justiça Eleitoral a palavra final é a Justiça Eleitoral", argumentou o também ministro do STF.

Bolsonaro ainda rebateu declaração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de que "não fez 10%" do que fizeram os governos petistas pelo agronegócio. O chefe do Executivo disse que a principal conquista dada pela gestão ao setor foi armar "homens e mulheres do campo" e aumentar a concessão de títulos de posse de terras. Ainda durante a live, ele anunciou que o Brasil não fará mais importação de banana do Equador.

Estadão / Dinheiro Rural

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Mentalidade de quem fez reforma trabalhista e sindical é escravocrata, diz Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta tarde, 12, que "a mentalidade de quem fez a reforma trabalhista e sindical é a mentalidade escravocrata". A fala foi dada durante encontro com especialistas em relações sindicais e trabalhistas.

"A mentalidade de quem fez a reforma trabalhista e sindical é a mentalidade escravocrata. Mentalidade de quem acha que sindicato não tem que ter força, sindicato não tem representatividade. No mundo desenvolvido em que você tem economia forte, você tem sindicato forte", afirmou.

De acordo com o ex-presidente, o Estado tem que atuar como árbitro que concilie os interesses do trabalhador e do empresário. "O Brasil não será um País civilizado se não tivermos a compreensão que as duas partes têm que ser tratadas em igualdade de condições, e o Estado não tem que tomar parte de um lado ou de outro", afirmou. Em outras ocasiões, Lula defendeu que o pré-candidato a vice na chapa, Geraldo Alckmin (PSB), coordene a mesa de negociação entre trabalhadores e empresários.

Durante o encontro, o ex-presidente voltou a defender mudanças na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que sejam adaptadas à realidade do mercado atual. "Mas é importante que a gente tivesse o mínimo necessário garantido para que os sindicatos livremente pudessem, de acordo com cada categoria, negociar o máximo, tirar o máximo que pudesse tirar, é assim que se faz negociação", ponderou. "A nossa organização sindical é igualzinha a dos empresários, e quem não quer mudar são os empresários", completou.

Lula disse ainda que, para vencer crises econômicas, é preciso "colocar o pobre na economia" e que, no seu governo, pela primeira vez, "os pobres consumiram mais que a classe média".

Estadão / Dinheiro Rural

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