Publicado em 26 de janeiro de 2022 por Tribuna da Internet
Camila Turtelli e Matheus Lara
A Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco) vai aproveitar o calor do debate eleitoral para retomar a discussão sempre polêmica sobre taxação de grandes fortunas. A entidade buscará os pré-candidatos a presidente para tratar do assunto e fará rodadas de conversas com parlamentares já no início dos trabalhos do Legislativo para que o imposto diferenciado aos mais ricos seja colocado em discussão na reforma tributária.
O tema ficou em alta na semana passada após um grupo de milionários e bilionários divulgar no Fórum Econômico Mundial uma carta pedindo a governos que cobrassem deles mais impostos. Nenhum empresário brasileiro assinou a carta.
AVALIAÇÃO – “As discussões sobre a reforma tributária no Congresso ainda estão focadas nos impostos sobre consumo. Precisamos discutir a tributação sobre patrimônio e altas rendas para que o Brasil passe a ter um sistema tributário progressivo”, disse à Charles Alcantara, presidente da Fenafisco.
A proposta que será levada a parlamentares e presidenciáveis é inspirada nos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), segundo a Fenafisco: subir a média de tributação sobre renda e patrimônio para 40%. O patamar atual no País é de 23%.
O maior desafio, reconhece a Fenafisco, será fazer avançar o debate no ano eleitoral. Ainda que o assunto tenha mais apelo entre os grupos políticos ligados à oposição, a entidade já abriu rodadas de conversas com partidos de centro e de centro-direita.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Na nossa matriz U.S.A., desde os tempos de Al Capone, há quase 100 anos, enriquecer é perigoso, custa caro e exige cuidados. Até hoje é assim. O famoso ator Wesley Snipes sonegou o Imposto de Renda e teve de cumprir 3 anos de prisão. Aqui na filial Brazil, é tudo ao contrário. Qualquer um pode enriquecer ilicitamente à vontade, porque, assim que ficar rico, automaticamente ganha imunidade e impunidade. (C.N.)