domingo, setembro 05, 2021

Vereadores, bajuladores ou capachos de prefeitos?

 

                                                   Foto reprodução



                                                            (..)

O poder legislativo não pode ser subserviente ao executivo. Ele deve se impor em todos os níveis e esta imposição deveria ser regra. Infelizmente isso não ocorre em todos os municípios, principalmente no que diz respeito às câmaras de vereadores de pequenas cidades. Elas, salvo honrosas exceções, são subservientes às prefeituras. São sucursais, filiais delas.Fazem uma, duas reuniões por semana, quase sempre inócua, tediosa, sonolenta e medíocre. Não se apresenta projetos para melhorar as condições de vida do povo, mas apenas aqueles requerimentos feijão velho com arroz bichado, aqueles ridículos “requeiro à mesa que depois de ouvido o plenário, (…) blábláblá…”.

E votos de aplausos, de pesar, títulos de cidadão a três por quatro, pedidos de cascalhamento para a estrada da linha tal, indicação do nome de alguém para agradar a outro alguém e outras bobagens mais. É que grande parte dos vereadores são vereadores lagartixas, baixam a cabeça a tudo que o executivo ordena. Ou na verdade nem ordena. O executivo, a bem da verdade, não está nem aí para o legislativo.

Por outro lado, fiscalização do executivo é mosca branca nas câmaras. Ninguém sabe nem por onde começar. É que falta base legal aos nossos vereadores e muitas vezes os assessores jurídicos preferem se eximir a orientar. Muitos vereadores são saídos da massa, quase todos com pouca escolaridade.

Por outro lado, os distintos vereadores não são cobrados em suas bases. O eleitor depois que os elegem não procura saber dos projetos do seu vereador, muito menos faz alguma reivindicação a este. Limita-se apenas a sugá-lo, como se cobrasse o seu voto. É uma ciranda de interesses sem fim.

E para isso cada vereador recebe, por mês, nas cidades de porte médio, mais de quatro mil reais, fora assessores, parentes e correligionários pendurados em “bicos” chamado pela classe política de cargos comissionados, e tem mais a verba de representação e de gabinete, diárias quando viajam a “serviço” e etc e tal, aqui, o “tal” é o famoso “por fora”.

O empreguismo é outra moeda de subserviência. É comum ser dada uma cota de subempregos a cada vereador ou empregar a esposa, filho ou quem este indicar em algum órgão público. Como se vê, é um engodo total e a ciranda de interesses só aumenta.

Não restam dúvidas em meio à população de que é preciso melhorar a composição das câmaras. Mais: se isto ainda não nos é possível, a culpa também é do eleitor (nossa) . É ele (nós) quem vota e elege. Entretanto, é preciso a Câmara investir na Câmara. Abandonar o laço de subserviência ao Executivo.

O vereador não deve ser apenas uma figura a bajular o Prefeito, precisa fazer para o povo. Temas dos mais diversos devem ser debatidos em forma de audiências públicas, painéis, seminários, etc. Precisamos de uma Câmara ativa e um público participativo, seja assistindo às sessões, seja levando suas reivindicações e opiniões, afinal de contas é na Câmara que estão nossos representantes.

E ainda que as Câmaras venham a ter laços de obediência ao poder executivo, o que se espera é que os poderes possam ser harmônicos entre si, e que seja dado o devido valor aos legisladores. Por sua vez, que estes sejam autônomos, e que lhes garantam a personalidade jurídica e o respeito que a função exige: “a de bem representar o povo”.

É isso que queremos…

*YO

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https://fabiopereira.wordpress.com/2012/08/24/vereadores-bajuladores-ou-capachos-de-prefeitos/

Nota da redação deste Blog - Depois que publiquei a matéria intitulada " Vereador não pode ser bajulador ou capacho de prefeito" - Link https://dedemontalvao.blogspot.com/2021/09/vereador-nao-pode-nem-deve-ser.html, recebi a confirmação que os vereadores estão participando de um CONGRESSO DE CAPACITAÇÃO em Aracaju"; como não poderia deixar de ser,  recebendo gordas diárias.
No entanto, vários INTERNAUTAS enviaram perguntas IRRESPONDIVEIS  por parte deste Blog, onde transcrevo e, se os vereadores acharem que devem dar satisfação a seus " patrões" coloco o Blog a disposição.
1 - O que os vereadores ouviram e aprenderam no congresso?
2 - Os vereadores foram para esse congresso separados em dois turnos, ou seja, um congresso para os vereadores da situação e outro para da oposição, já que um grupo é o oposto do outro no pensamento e no modo de agir; sendo que um só sabe parabenizar e aplaudir, já o outro está sendo especialista em omissão?
3 - Será que não estamos diante de uma maneira de cooptar colegas por parte da presidência daquela casa já prevendo a reeleição, já que até o regimento já planejam modificar?
4 - Será que providências contra os desmandos e as improbidades administrativas praticadas na Casa de Apoio, sairão do lero-lero e serão representadas ao Ministério Público Federal?
5 - Será que os vereadores irão perder o medo de efetuar cobranças do prefeito, da justiça, do ministério público e demais assuntos  e atos, de interesses da municipalidade e da moralização para com a coisa pública?
6 - E a CPI do COVI-19 e da saúde, quando os vereadores irão começar?






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