terça-feira, setembro 14, 2021

Sonho do golpe acabou, agora Jair Bolsonaro tem de enfrentar um pesadelo chamado Lula

Publicado em 14 de setembro de 2021 por Tribuna da Internet

Golpe mesmo está sendo arranjado na Casa Civil', ironiza militar | VEJA

Bolsonaro e Braga tinham o mesmo sonho, cada um por si

Carlos Newton

Como diria Vinicius de Moraes, de repente, não mais do que de repente, o presidente Jair Bolsonaro foi obrigado a entender que sua função de comandante-em-chefe das Forças Armadas só tem valor se for realmente exercida dentro das quatro linhas da Constituição, como ele gosta de afirmar.

Em tradução simultânea, a possibilidade de golpe militar não existe mais, o general-ministro Braga Netto pode desistir do sonho ao qual impeliu Bolsonaro, na suposição de que, em caso de golpe, o poder seria exercido por ele, que é general de quatro estrelas, e não por um mero capitão, um oficial inferior, aliás.

NÃO SOUBE ESPERAR – A decepção, portanto, foi dupla. O sonho acabou para o general e o capitão, ao mesmo tempo, e tudo por causa da inabilidade de Bolsonaro, que não soube esperar a Hora H e o Dia D recomendados pelo logístico amigo Pazuello.

Atabalhoadamente, como é seu estilo, o presidente mandou armar a falsa greve dos caminhoneiros e despertou a ira do Alto Comando do Exército, que não é de brincadeira, não, meus amigos.

Na verdade, a dupla Bolsonaro/Braga escapou por pouco. Se a greve fake dos caminhoneiros de transportadoras prosseguisse, o golpe militar que ocorreria seria muito diferente do movimento que vinha sendo tramado no Planalto.

TUDO AO CONTRÁRIO – Quem pediria a intervenção das Forças Armadas seriam os presidentes do Judiciário, ministro Luiz Fux, e do Congresso, senador Rodrigo Pacheco, que não têm mais paciência para aturar as maluquices de Bolsonaro, um presidente tipo Delfim Moreira, totalmente desequilibrado e sem condições de governar.

Fux e Pacheco já estava prontos para invocar o agora famoso artigo 142 e acabar com a brincadeira, tudo dentro das quatro linhas da Constituição. Os militares restabeleceriam a lei e a ordem com a maior facilidade, simplesmente afastando o presidente da República por desequilíbrio emocional, automaticamente transmitindo o cargo ao vice-presidente Hamilton Mourão, e vida que segue, diria João Saldanha, que adorava futebol, mas também era apaixonado por política.

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P.S. – Daqui em diante, já desfeito o sonho do golpe. teremos de continuar aturando Bolsonaro até o final de 2022, que sempre estará a reclamar da vida e se dizendo perseguido político, igualzinho a Lula, que é outra figura insuportável na política brasileiro. (C.N.)

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