terça-feira, setembro 07, 2021

Para coibir a violência, governo Dória faz maior esquema de policiamento da história

Publicado em 7 de setembro de 2021 por Tribuna da Internet

Jair Bolsonaro discursa em Uberlândia após participar de motociata e chama para os atos de 7 de setembro

Em entrevistas e discursos, Bolsonaro convocou os militantes

Malu Gaspar e Mariana Carneiro
O Globo

O governo estadual prevê a chegada a São Paulo de centenas de ônibus contratados por ruralistas e empresários simpáticos a Bolsonaro. A previsão de que os atos de 7 setembro serão grandes e com risco de violência fez com que o governo de São Paulo montasse o maior esquema de monitoramento e policiamento já realizado na história das manifestações políticas na cidade.

“A preocupação não é com a manifestação, esse é um direito legítimo da democracia garantido pela Constituição. A preocupação é com a violência que possa haver durante os atos e principalmente no encerramento das manifestações”, diz o  governador João Dória.

FORTE ESQUEMA – Serão 4 mil policiais militares com 100 cavalos e mais de 1400 viaturas, três helicópteros e seis drones, distribuídos pelos dois locais onde haverá atos públicos: a avenida Paulista, onde estarão os manifestantes pró-Bolsonaro, e o vale do Anhangabaú, onde ficarão os manifestantes contra o presidente. As polícias rodoviária estadual e federal também foram acionadas para patrulhar as estradas e acessos a São Paulo.

Para diminuir o risco, o serviço de inteligência do governo do estado, junto com a PM e a Polícia Civil, vai revistar os carros de som antes dos atos e todos os manifestantes que chegarem com mochilas, bolsas ou qualquer volume que possa conter armas.

Ao longo da semana passada, o governo do estado tentou proibir a realização de atos contra Bolsonaro no mesmo dia dos atos do 7 de setembro, mas a Justiça concedeu liminar autorizando os protestos.

APOIO A BOLSONARO – Sondagem realizada pelo Instituto Ideia com 183 policiais militares de cinco estados – Rio, São Paulo, Rio Grande do Sul, Ceará e Pernambuco, entre 25 de agosto e 2 de setembro, mostra que há forte engajamento de PMs a narrativas bolsonaristas do 7 de setembro. O Ideia vem acompanhando esse mesmo grupo de PMs desde outubro de 2018, na época das eleições presidenciais.

Os policiais militares consideram que as pautas defendidas pelo bolsonarismo nas manifestações de 7 de setembro são importantes e afetam suas vidas diretamente. Para a maior parte, o Supremo Tribunal Federal atrapalha a gestão do governo federal. E para uma proporção ainda maior, Jair Bolsonaro deve ser reeleito. Só o Congresso Nacional anda com imagem um pouco melhor entre os PMs. 

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