quinta-feira, setembro 16, 2021

Omar Aziz, presidente da CPI, sinaliza que será pedido o impeachment de Bolsonaro

Gilmar Fraga: CPI | GZH

Charge do Gilmar (Gaúcha/Zero Hora)

Vicente Limongi Netto

“A justiça será feita”, é o significativo título da vigorosa entrevista do presidente da CPI da Pandemia, senador Omar Aziz, para as páginas amarelas da revista “Veja”. Segundo Aziz (PSD-AM), “a política do governo nunca esteve voltada para a imunização, mas sim para alguns programas tirados em gabinete paralelo, de ‘ouvir dizer’, e isso levou ao caos”.

Na opinião do ex-governador do Amazonas, o dia mais tenso na CPI foi quando teve de prender o ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias. “Ele mentiu muito. Não tem adjetivo para esse cara. E não tem adjetivo também para o empresário Carlos Wizard”, enfatizou Aziz.

UM GENERAL FRACO – Já o depoimento mais frustrante, de acordo com o presidente do CPI, foi o do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. “Omitiu e faltou com a verdade várias vezes. Um general poderia ter sido mais firme. Ele tem uma história no Exército”, lamentou Omar Aziz.

O senador é enfático em afirmar “que aqueles que foram omissos em relação à doença terão de ser responsabilizados pelos seus atos. Se os indícios forem contra o presidente Bolsonaro, não tenha dúvida que ele estará no relatório final”.

Traduzindo: a CPI vai pedir o impeachment do presidente Jair Bolsonaro, com provas demolidoras.

APLAUSO INDEVIDO – Em artigo aqui na Tribuna da Internet, do dia 11, eu aplaudi o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, por pretender devolver ao Palácio do Planalto, àquela altura, a medonha Medita Provisória alterando o Marco da Internet. Pacheco obrou bem, devolvendo o monstrengo no dia 14.

Nessa linha, como um assunto puxa outro, lamento que Pacheco não tenha mostrado semelhante firmeza e sensibilidade política, por ocasião das discussões envolvendo alterações no Plano de Saúde dos servidores da Senado. Lavou as mãos e se omitiu completamente.

Deplorável que, como presidente do Senado. Rodrigo Pacheco não tenha se posicionado contrário as alterações que sabujos engravatados fizeram no plano dos funcionários.

PREJUÍZOS FINANCEIROS – Alterações que trouxeram prejuízos financeiros aos servidores, especialmente para os aposentados e idosos, que frequentemente precisam de atendimento médico. O duro golpe causou grande impacto no orçamento da valorosa categoria.

Os servidores, já sem aumento salarial há 4 anos,tiveram suas vidas abaladas com a pandemia. Enquanto isso, senadores e senadoras continuam desfrutando de plano de saúde vitalício e com todas as mordomias. Inclusive UTI aérea.

Céu de brigadeiro para os impolutos representantes do povo. Para os servidores e familiares, as profundezas do inferno. Por fim, percebo que o grandalhão Pacheco anda sonhando com a presidência da República, mas jamais terá meu voto.

JUSTIÇA APODRECIDA – Ao contrário do que diz o velho ditado, no Brasil a Justiça não só tarda, como também falha, revolta e debocha do bom senso. Continua a prender negros pobres injustamente, a diferença é que agora a TV exibe, mas ninguém toma providências.

O mal e a humilhação marcam as vítimas pelo resto da vida. O Estado é vergonhoso. Não tem grandeza nem para pedir desculpas pelo buraco que fazem na honra das pessoas. Pobres e desempregados são tratados como cidadãos de segunda classe. 

Nessa linha das leis absurdas, únicas em um Brasil que se diz civilizado e justo, existe as inacreditáveis “saidinhas temporárias” para presos. Estão soltas, maravilhosas, flanando pelas ruas, por exemplo, Suzane, Anna e Elise. Um Trio Ternura às avessas. As coitadas mataram, pela ordem, os pais, a enteada e o marido. Tenho ânsia de vômito.

SALVE ZIZINHO –  O canal ESPN fez excelente documentário lembrando e saudando os 100 anos do Mestre Ziza. Atleta fora de série. Meu pai garantia que jogou mais do que Pelé. O próprio Rei Pelé nunca negou, pelo contrário, que era admirador de Zizinho e aprendeu muito com ele. Bons depoimentos sobre Zizinho, que encantou estádios. O mais significativo, marcante e carinhoso, a meu ver, foi de Gerson, o eterno e extraordinário canhotinha de ouro”. Ambos moradores de Niterói.

Quando indagado se realmente foi craque, Zizinho preferia responder, com admirável sabedoria, “não arranhava a bola. Era meu brinquedo predileto”. Todos lamentaram, com razão, que o valor profissional de Zizinho jamais foi reconhecido como merecia, pelas autoridades e dirigentes esportivos. Não seria exagero dizer, na verdade, que mestre Ziza teria que ter uma estátua em todos os estádios brasileiros.

Gerson, com a lucidez habitual, observou que Zizinho, ainda entre nós, não gostaria nada do Brasil atual. Muito menos do pouco caso, ingratidão, indiferença e quase nenhum reconhecimento diante das grandes figuras nacionais, como ele próprio, o mestre Ziza.

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