sexta-feira, setembro 17, 2021

Acredite se quiser! Bolsonaro insiste em proibir as redes sociais de remover ‘fake news’

Publicado em 17 de setembro de 2021 por Tribuna da Internet

Cinco 'fake news' que beneficiaram a candidatura de Bolsonaro | Noticias |  EL PAÍS Brasil

Bolsonaro defende as ‘fake news’ com impressionante empenho

Valdo Cruz

O presidente Jair Bolsonaro vai insistir em retirar poderes das plataformas digitais de atuarem como mediadoras e excluírem perfis e contas que disseminam informações falsas, como aconteceu nos Estados Unidos com o então presidente Donald Trump.

Auxiliares do presidente confirmaram ao blog que o Palácio do Planalto vai enviar um projeto de lei, em regime de urgência, com o mesmo conteúdo da medida provisória que alterava o marco civil da internet e que foi devolvida pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

LIRA ANUNCIOU – A medida foi anunciada na noite desta quarta-feira (15) pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), quando foi derrotada a proposta de incluir a medida no projeto do novo Código Eleitoral, e confirmada pelo blog com assessores de Bolsonaro.

O deputado bolsonarista Victor Hugo (PSL-GO) reclamou de sua proposta não ser acatada, alegando que havia acordo neste sentido.

Neste momento, Arthur Lira disse que tinha a informação, que não sabia se iria melhorar ou piorar a situação, de que o governo enviaria um projeto de lei com o mesmo teor da MP editada por Bolsonaro na véspera dos atos de 7 de Setembro.

ESTRATÉGIA OFICIAL – Ou seja, em busca de atender seus apoiadores, o presidente baixou uma medida provisória dificultando a ação das redes sociais em conter a divulgação de informações falsas.

A MP editada pelo presidente foi não só devolvida pelo presidente do Senado mas também suspensa pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal. Os dois alegaram que o tema não poderia ser tratado por MP, por envolver direitos individuais, e que a medida não tinha urgência nem relevância.

Além disso, tanto dentro do Senado como no STF, a avaliação é que o conteúdo da MP de Bolsonaro também é inconstitucional. O projeto de lei, segundo senadores, pode até ser aprovado na Câmara dos Deputados, mas não deve prosperar no Senado Federal. E, se viera ser aprovado e sancionado, a tendência é que seja classificado de inconstitucional pelo Supremo.

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