segunda-feira, maio 17, 2021

Bolsonaro critica isolamento mais uma vez e diz ser “imorrível, imbrochável e incomível”


SOU IMORRÍVEL, IMBROCHÁVEL E TAMBÉM SOU INCOMÍVEL', DIZ BOLSONARO -  Questione-se

Bolsonaro realmente não tem a menor dignidade

Daniel Carvalho
Folha

Em conversa com apoiadores na manhã desta segunda-feira (17), o presidente Jair Bolsonaro chamou de “idiotas” as pessoas que ficam em casa ao obedecer medidas restritivas para evitar a disseminação do coronavírus.

Bolsonaro também enalteceu o agronegócio, que o homenageou em um ato na Esplanada dos Ministérios no sábado (15). Ele disse que o homem do campo não parou durante a pandemia e, assim, garantiu alimentos para quem deixou de sair às ruas.

MORRENDO DE FOME – “O agro realmente não parou. Tem uns idiotas aí, o ‘fique em casa’. Tem alguns idiotas que até hoje ficam em casa. Se o campo tivesse ficado em casa, esse cara tinha morrido de fome, esse idiota tinha morrido de fome. Daí, ficam reclamando de tudo”, disse Bolsonaro.

O isolamento é considerada a medida mais efetiva para frear o avanço da Covid-19, uma vez que o coronavírus é transmitido quando se entra em contato com secreções de outras pessoas contaminadas, como espirros ou mesmo como partículas de saliva comuns quando outras pessoas falam.

Junto do isolamento, outra maneira eficiente de conter a doença é o uso de máscaras, que servem justamente como uma barreira para essas gotículas de saliva.

CERCADINHO DO ALVORADA – A fala desta segunda-feira ocorreu a apoiadores aglomerados em um cercadinho no jardim do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência. A interação foi gravada e transmitida em vídeo editado por um canal bolsonarista.

O presidente da República também voltou nos últimos dias a colocar sob suspeita o sistema eleitoral brasileiro e a atribuir a Deus a exclusividade de poder tirá-lo do cargo. “Já falei que sou imorrível, já falei que sou imbrochável e também sou incomível”, disse aos apoiadores nesta segunda-feira.

Crítico de medidas restritivas, Bolsonaro se recusa a usar máscara, promove aglomerações e faz discurso em defesa de medicamentos que não têm comprovação científica contra a Covid, como a hidroxicloroquina.

NOTÍCIAS NEGATIVAS – A radicalização do discurso de Bolsonaro se tornou sinal de momentos em que se sente pressionado. Como a Folha mostrou neste domingo, a deterioração política agravada com a sucessão de notícias negativas da semana passada levou o presidente a escalar na agressividade retórica e escolher o senador Renan Calheiros (MDB), relator da CPI da Covid, como seu alvo prioritário.

O receituário de Bolsonaro quando se sente pressionado inclui ameaça de edição de decreto para enfrentar medidas restritivas de prefeitos e governadores, reiteradas menções ao que chama de “meu Exército” e outras insinuações que levantam dúvidas sobre a possibilidade de uma ruptura institucional.

Aliados, porém, dizem não passar de blefe, apenas um aceno para sua base popular mais radical. No Congresso, a estratégia de fazer cortina de fumaça para encobrir os reais problemas já se tornou conhecida.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O presidente da República não tem a menor educação nem o menor decoro, devia se proibido para menor de 60 anos. (C.N.)

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