domingo, dezembro 13, 2020

Serviços da Abin integram a série de recursos públicos malversados pela família Bolsonaro


TRIBUNA DA INTERNET | Defesa de Flávio Bolsonaro tenta de novo paralisar a  investigação da 'rachadinha'Deu na Folha

A Abin (Agência Brasileira de Inteligência) produziu relatórios para ajudar a defender o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no suposto esquema de “rachadinhas” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, segundo reportagem desta sexta-feira (11) pela revista Época.

Em um dos documentos, segundo a revista, a Abin deixou claro o objetivo: “Defender FB no caso Alerj demonstrando a nulidade processual resultante de acessos imotivados aos dados fiscais de FB”. FB é Flávio Bolsonaro, e Alerj, Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Advogados de Flávio querem provar que o caso das “rachadinhas” foi iniciado por causa de ações ilegais da Receita Federal. A Abin emitiu os relatórios para ajudar os advogados a comprovarem isso.

O filho do presidente é investigado sob suspeita dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e liderado uma organização criminosa. O Ministério Público do Rio suspeita que ele recolhia o salário de parte de seus antigos funcionários na Assembleia para benefício pessoal.

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OUTROS CASOS DE USO INDEVIDO DE RECURSOS PÚBLICOS

Relembre outros casos em que o clã Bolsonaro cruzou o limite entre público e privado, além do enriquecimento ilícito pelas rachadinhas e funcionários fantasmas de gabinetes parlamentares. No caso mais recente, o filho mais novo, Renan Bolsonaro teve serviços feitos de graça por uma fornecedora do governo.

Confira, a seguir, exemplos das práticas abusivas pela família do presidente da República.

Uso de helicóptero

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ), o Zero Três, usou o helicóptero da Presidência para transportar convidados de seu casamento com a psicóloga gaúcha Heloísa Wolf, em maio do ano passado.

Nomeação para embaixada

O presidente Jair Bolsonaro anunciou, em julho do ano passado, que nomearia Eduardo para ocupar a embaixada brasileira em Washington. Ele recuou após a repercussão contrária.

Uso de redes sociais

O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), o Zero Dois, admitiu que usa as redes sociais da conta oficial do pai, publicando declarações a atribuindo-as ao presidente.

Gabinete do Ódio

Contratação de assessores que trabalham no Gabinete do Ódio, liderado por Carlos Bolsonaro para plantar fake news contra  adversários do presidente.

Verbas para blogueiros

Distribuição de verbas públicas para patrocinar blogueiros e youtubers que prestam serviços ao Gabinete do Ódio.

Programa Pátria Voluntária

O governo desviou, neste ano, a finalidade de R$ 7,5 milhões doados especificamente para a compra de testes rápidos da Covid-19 e repassou a verba ao programa Pátria Voluntária, liderado pela primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

Rachadinhas

Bolsonaro se reuniu com advogados do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), o Zero Um, no dia 25 de agosto, no Palácio do Planalto, para discutir estratégias sobre as investigações em torno do seu filho. O encontro não teve registro na agenda oficial

Serviços de produtora

​A cobertura com fotos e vídeos da festa de inauguração de uma empresa de Jair Renan Bolsonaro, o Zero Quatro, foi realizada gratuitamente por uma produtora de conteúdo digital e comunicação corporativa que presta serviços ao governo federal. Somente neste ano, a empresa, a Astronauta Filmes, recebeu R$ 1,4 milhão do governo Bolsonaro.

Esse caso, revelado pela Folha, foi o mais recente entre uma série de outros em que a família Bolsonaro cruza o limite entre o público e o privado.

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