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Teich peitou Bolsonaro e mostrou que é um homem de caráter
Pedro do Coutto
Com a demissão do ex-ministro da Saúde Nelson Teich ficou flagrante a desestabilização do governo Jair Bolsonaro, uma vez que são muitos os choques entre o presidente e integrantes de seu governo. Na minha opinião, o presidente da República encontra-se em conflito com o candidato vitorioso nas urnas de 2018. Seu alvo deixou de ser o ataque ao PT e ao lulismo. Acredito que ele próprio tenha esta questão como seu próprio enigma.
A semana que se inicia terá efeito decisivo no momento em que o ministro Celso de Mello divulgar sua decisão a respeito do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril.
NUVENS CARREGADAS – O dia de ontem, sexta-feira, foi pleno de nuvens carregadas ameaçando a população brasileira. São 220 milhões de pessoas que dependem de forma absoluta do rumo que o governo vier a tomar, a partir do despacho decisivo do ministro Celso de Melo.
Até ontem, tornaram-se claros os ponto de vista do Procurador Geral da República, do Advogado Geral da União e dos advogados do ex-ministro Sérgio Moro.
O Procurador Geral da República afirmou ser favorável a liberação parcial do vídeo, portanto condicionada às palavras do presidente da República no que se refere à Polícia Federal. Assim nesse contexto está a referência à Superintendência do Rio de Janeiro.
AGU QUER SELECIONAR – A mesma resposta foi fornecida, também ontem, pelo AGU, enquanto os advogados de Sérgio Moro manifestaram-se pela divulgação total do vídeo, que não deixa de ser um fato que certamente balizará os rumos que vão suceder aos dois episódios mais sensíveis dos últimos dias: a confusão na área da saúde e a exposição parcial ou total do vídeo que, na minha opinião, vai se incorporar a história do Brasil a ser observada na sua importância pelos que vierem depois de nós.
ARTIGO DE MOURÃO – Um artigo do General Hamilton Mourão publicado no Estado de São Paulo de quinta-feira, causou reflexos preocupantes por se referir ao poder militar e seu peso nas instituições do país. Um problema a mais, portanto, a ser esclarecido. Entretanto, penso eu, que o vice-presidente no fundo estava mais se referindo a seus colegas de farda para que não se desviem de suas obrigações constitucionais e institucionais.
Acrescentando mais outro problema, desta vez na área econômica, o ministro Paulo Guedes voltou a um de seus assuntos prediletos. Desonerar a folha dos empresários no que se refere as suas contribuições para o INSS e para o FGTS.
Eu adiciono um aspecto: é preciso desonerar o povo brasileiro dos problemas que ele enfrenta todos os dias.