Ivone Lima
PAULO AFONSO- Antes mesmo de haver a marcha do porta a porta para sucessão ou permanência do prefeito Luiz de Deus (PSD), na cadeira que ocupa hoje, nada menos que três juízes já arbitraram sobre calúnias, acusações, “Fake News” e até invasão hospitalar promovidas por uma oposição oca de juízo.
E olha que, como já analisamos aqui, com o Executivo que tem, Luiz de Deus sequer precisa da oposição para colecionar dissabores.
Mas é impressionante como a oposição, e aqui mesmo que tenha variação de nomes, insiste no mesmo esquema: o denuncismo.
Resta claro que sem promover a contradição onde há a má gestão da coisa pública, inexiste oposição. A função primeira desta parte fundamental do processo político é mesmo apresentar aquilo que está fora da curva, que foge ao padrão ético, que viola o direito do cidadão, que consome indevidamente o erário, ou seja, garantir que os olhos e os ouvidos do povo estejam sobre a questão pública, a fim de mantê-la na devida ordem.
Ocorre que em Paulo Afonso, os políticos, em regra e desgraçadamente só conhecem um caminho: delinquir moralmente o governo de turno. Ultrajar. Ou se investe nisto, ou não há mais nada a fazer.
Percebam que mesmo com o coronavírus em curso, ceifando vidas, e com a prefeitura dando, vez por outra, impressionantes cabeçadas, nenhum político da oposição teve a audácia de vir a público dizer como “ele” geriria o combate ao Covid-19, o máximo que chegam é acusar Luiz de Deus de fazer tudo errado.
Então vamos lá: do começo ao fim: qual é a forma correta? Como o senhor (a) que se coloca como alternativa à reeleição de Luiz de Deus faria se estivesse no lugar dele? Por que, em suma, é tão difícil dialogar sem abrir mão do escândalo?
Eis que a Justiça cresce
O juiz Cláudio Pantoja veio a público desmentir que tivesse despachado favorável à ação do Ministério Público que pedia o afastamento de Luiz de Deus por ele ser, digamos, inoperante perante a crise sanitária. Tal ação, celebrada por alguns minutos pela oposição nunca existiu.
Outro revés aconteceu quando o juiz Reginaldo Coelho estabeleceu multa de 5 mil reais para cada acusação sem provas ditas pelo repórter Gil Leal, contra o prefeito. Sendo que Gil não fala por si só.
E agora, na outra ponta da oposição, o vereador Mário Galinho (SD), se ainda quiser fazer qualquer denúncia dentro de unidade hospitalar terá que pedir antes, autorização à Secretaria de Saúde, sob pena de multa de 10% por dia dos seus vencimentos.
Tudo isso é um quadro que demonstra claramente que algo vai errado na condução da oposição.
Freada pela Justiça, pode até ser que a oposição encontre o caminho correto de se apresentar como alternativa ao governo que está vencendo o mandato.
Fotos: Painel e divulgação.