
Pazuello, antes secretário-executivo da pasta, assumiria “mandato tampão”
Natália Portinari
O Globo
O Globo
O grupo de parlamentares do Centrão que se aproximou recentemente de Jair Bolsonaro tem defendido a permanência de Eduardo Pazuello, nomeado ministro interino, no Ministério da Saúde até que acabe a pandemia.
O general, antes secretário-executivo da pasta, assumiria assim um “mandato tampão”. O argumento é que, por ser um militar, Pazuello seguiria as ordens impostas por Bolsonaro sem questionamentos, ao contrário de um médico, como foram os dois ministros anteriores.
INDICADO – O vice-líder de governo e ex-ministro da Saúde Ricardo Barros (PP-PR) é um dos que vem defendendo esse ponto de vista a interlocutores. Para o líder do governo no Congresso, o senador Eduardo Gomes (MDB-TO), Pazuello é a pessoa ideal para organizar a parte de logística e apoio aos estados, essencial durante a crise do coronavírus.
“Por isso, não haveria um movimento dele (Bolsonaro) de preenchimento da vaga ou de confirmação mais definitiva do Pazuello. Como Pazuello está na frente dessa missão com estados e municípios, já poderia continuar.
Gomes classifica como “exagero” a discordância de Nelson Teich sobre o uso da cloroquina, já que o Conselho Federal de Medicina (CFM) teria aprovado a droga”, o conselho, porém, diz “autorizar” o uso do medicamento a partir dos primeiros sintomas, e não “recomendar”.
VANTAGEM – Políticos do Centrão ouvidos pelo O Globo diagnosticam ainda que, nessa fase da pandemia, não há vantagem em indicar alguém para o ministério. Quem entrar será responsabilizado pela contagem crescente de mortos, avaliam.
O “núcleo duro” de líderes do centrão na Câmara dos Deputados que se aproximou de Bolsonaro é composto de PP, PL, PSD e Republicanos. Outros, como DEM e Solidariedade, têm se colocado como “independentes”.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Deu um impasse. O Centrão não quer entrar em nenhuma gelada, só quer os bons cargos. Mas acontece que as Forças Armadas acham que Bolsonaro está fazendo maluquices no combate à pandemia e não querem que um militar assuma o Ministério. E agora, Jair? (C.N.)
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Deu um impasse. O Centrão não quer entrar em nenhuma gelada, só quer os bons cargos. Mas acontece que as Forças Armadas acham que Bolsonaro está fazendo maluquices no combate à pandemia e não querem que um militar assuma o Ministério. E agora, Jair? (C.N.)