Sempre digo que reputação é
um conceito social que alguém te atribui, não importando quem você seja e de
quem venha ou em que sentido chegue, haja vista que ela pode vir com sentido de
engrandecer, assim como de lhe atribuir algo pejorativo. Quero com isso dizer
que vejo elogios onde não deve existir, também vejo atribuições de nobreza onde
apenas enxergo o cumprimento do dever, e que se registre, aqui, para mim, A ou
B são indiferentes, farinhas do mesmo saco, nada diferente, pois em momentos
distintos, quando comparados, todos iguais, nada que os diferencie.
Considero que, para que eu
me torne bom, tenho que estar ao nível dos bons, mas se para tal tenho como
referência o que há pior, onde está à grandiosidade, se estou sendo avaliado
por informações comparativas ao pior, àquilo que eu mesmo condeno. No meu
entendimento é pensar pequeno e não possuir visão evolutiva é nivelar-se por
baixo.
Aqui
faço minhas as palavras do amigo Dedé Montalvão, quando faz referência aos
termos: mediocridade e puxa-saquismo, que a figura abaixo, representa
perfeitamente.

Acaso a carapuça encaixe
perfeitamente sobre a cabeça de alguém, não foi esta a minha intenção, mas por
outro lado, vejo com o mesmo sentido da reputação, diferenciando apenas que a
reputação é uma atribuição de terceiro, quanto que atribuir a carapuça a si, é
um sentimento pessoal, unicamente seu.
Que sejamos melhores nas
nossas avaliações, mesmo quando queremos agradar, já que tal manifestação pode
ser direta, em particular e sem exposição ao ridículo! Jeremoabo carece de
conceitos evolutivos...
J.
M. VARJÃO, em 17/03/2019
Nota da redação deste Blog - De acordo com o que os psicólogos nos ensinam, parece que o caráter está mais relacionado à personalidade do que à índole. Enquanto na linguagem popular o caráter se refere a um conjunto de aspectos morais de uma pessoa, a psicologia o descreve como algo que atribui à personalidade a forma habitual e constante de agir de cada pessoa. Ou seja: o caráter se relaciona à personalidade destacando as boas e más qualidades de um indivíduo quanto à sua conduta e à sua concepção do que é moral ou imoral.
Podemos dizer, portanto, que o caráter é o conjunto de todos os hábitos e vícios de uma pessoa e a índole é sua firmeza de vontade. O caráter pode ser de cunho religioso, especulativo, desafiador, etc., e pode variar com certa frequência, mas não sofre influências do meio em que a pessoa vive, pois existe nela desde seu nascimento. Entretanto, são os moldes de educação, as necessidades de adaptações às diferentes condições do meio e as fases da vida que fazem a pessoa tender a escolher o que fazer.
Fontes: "Ciência Hoje", da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).
Fontes: "Ciência Hoje", da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).