sexta-feira, março 22, 2019

Maia ironiza ‘nova política’ de Bolsonaro e abandona a articulação da reforma


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Maia cansou da “nova política” e de repente decidiu sair de cena 
Mônica BergamoFolha
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou na quinta-feira (dia 21) em um telefonema ao ministro Paulo Guedes, da Economia, que a responsabilidade por conquistar votos para a reforma da Previdência, a partir de agora, será do presidente Jair Bolsonaro. E não mais dele. De acordo com interlocutores de Maia, ele afirmou a Guedes que a partir de agora fará a “nova política”. E que ela se resume a não fazer nada e esperar por aplausos das redes sociais.
Questionado, Maia negou à coluna que tivesse feito afirmações no tom relatado. Mas disse que, sim, a responsabilidade de buscar votos para a aprovação da reforma é de Bolsonaro. “O papel de articulação do executivo com o parlamento nunca foi e nunca será do presidente da Câmara”, afirma.
VAI AJUDAR… – “Eu continuo ajudando. Sei que a reforma da Previdência é fundamental e não abro mão dela”, diz. “E concordo com o presidente [Bolsonaro]: é preciso construir uma maioria de uma nova forma. Essa responsabilidade é dele”, segue.
“Quando ele [Bolsonaro] tiver a maioria e achar que é a hora de votar a reforma, ele me avisa e eu pauto para votação. E digo com quantos votos posso colaborar”, diz Maia.
A relação de Bolsonaro com o Congresso passa por desgastes. Os parlamentares se queixam de que não são ouvidos pelo Palácio do Planalto e se irritam com as recorrentes declarações que Bolsonaro de que não fará a “velha política”. No caso de Maia, a situação é agravada pelos ataques que o próprio filho do presidente Carlos Bolsonaro já fez a ele nas redes sociais.  E a prisão de Michel Temer, na quinta-feira (dia 21), conturbou ainda mais o ambiente político.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É grave a crise. Sob condução de Paulo Guedes, um estranho no ninho da política, a reforma da Previdência virou uma gaiola das loucas, onde ninguém se entende. Não houve uma auditoria, o déficit é superestimado com a inclusão dos gastos com desvalidos e deficientes, além de trabalhadores rurais que jamais contribuíram para o INSS. Os militares não cedem e também manipularam a situação, exigindo aumento dos soldos e gratificações, o que reduz muito a tal economia de gastos, e a confusão é geral. E ainda nem chegamos ao final do terceiro mês de governo. Desse jeito, a previsão de Olavo de Carvalho acaba se concretizando. (C.N.)

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