sábado, março 23, 2019

Bolsonaro acha que ‘não deu motivo’ para Maia deixar articulação da Previdência


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Se Bolsonaro não enquadrar os filhos, não conseguirá governar
Por G1 — Brasília
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (dia 22) que pretende conversar com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para tentar trazê-lo de volta à articulação da reforma da Previdência. Ao site do jornal “O Globo”, Maia disse que a responsabilidade “daqui para frente” sobre a articulação para aprovar a reforma é do governo.
Isso porque, segundo noticiou o jornal, Maia ficou insatisfeito com críticas feitas a ele em redes sociais pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente Bolsonaro.
ME DÊ MOTIVO – “Eu quero saber o motivo que ele está saindo [da articulação da Previdência]. […] Estou sempre aberto ao diálogo. Eu estou fora do Brasil, mas quero saber qual o motivo, mais nada. Eu não dei motivo para ele sair”, disse Bolsonaro nesta sexta no Chile, onde está para participar de encontro com outros presidentes sul-americanos.
Questionado, então, sobre como trazer Maia “de volta” para a articulação, respondeu: “Só conversando, não é? Você nunca teve uma namorada? E quando ela quis embora, o que você fez para ela voltar? Conversou?”
“Estou à disposição para conversar com o Rodrigo Maia, sem problema nenhum”, concluiu o presidente.
ÚLTIMA CHANCE – Reeleito presidente da Câmara com 334 dos 512 votos, Maia já fez diversas declarações públicas a favor da reforma da Previdência e chegou a afirmar, em entrevista à GloboNews, que esta é a “última” chance de o Congresso aprovar a reforma sem retirar direitos da população.
Enviada em fevereiro, a reforma da Previdência está em análise na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Em seguida, será discutida por uma comissão especial e, por fim, pelo plenário.
Por se tratar de emenda à Constituição (PEC), a proposta precisa dos votos de pelo menos 308 dos 513 deputados, em dois turnos de votação. Se aprovada, seguirá para o Senado. Inicialmente, Rodrigo Maia estimou a votação da proposta no plenário em maio e, depois, junho. Bolsonaro já pediu “celeridade” ao Congresso para que a PEC e o projeto que trata da aposentadoria dos militares sejam aprovados “no máximo no meio do ano”.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Cantando “Me dê motivo”,  Bolsonaro é uma nova versão do Tim Maia, Ora, o motivo todos já sabem. No entanto, como diz Jô Soares, tem pai que é cego. Se Bolsonaro não acabar com essas brincadeiras dos filhos, que se manifestam como se fossem príncipes-regentes, o reinado da falsa família imperial não dura mais seis meses, conforme prevê o guru astrológico Olavo de Carvalho. Se Rodrigo Maia tirar o time de campo, o último a sair que apague a luz. A piada é velha, mas sempre funciona. (C.N.)

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