Ciro Gomes vai passar um Carnaval triste. Sem mandato, sem emprego e sem perspectivas. Podia rasgar a fantasia de fingir que apoia o governo e assumir o comando da oposição, que não tem liderança
Carlos Newton
O ex-ministro Ciro Gomes recusou o convite feito pelo irmão, o governador Cid Gomes, para assumir a presidência da Zona de Processamento de Exportações (ZPE) do porto de Pecém, no Ceará. Fez bem em recusar, a empresa só existe no papel.
Como se sabe, a criação das ZPEs foi aprovada pelo Congresso em 2008, em modelo concebido para incrementar as exportações dos Estados. Mas de lá para cá praticamente não aconteceu nada, a maioria delas ainda não saiu do papel. A ZPE do Ceará será uma empresa de economia mista, com incentivos fiscais e liberdade cambial.
Cid Gomes insiste em tentar que o irmão Ciro volte à política, depois do fracasso de ter sua candidatura à Presidência recusada pelo próprio partido, o PSB. Na verdade, os irmãos Ferreira Gomes não escondem a frustração com a direção do partido, que, atendendo a pedido do então presidente Lula, concordou em tirar Ciro do páreo para que a eleição ficasse polarizada entre Dilma e José Serra.
Depois da eleição, Ciro foi cotado para integrar o ministério de Dilma Rousseff, mas ele, a presidente e o PSB não se entenderam sobre a pasta que deveria ocupar. Depois, falou-se que iria presidir o Banco do Nordeste, mas até agora, nada.
Sem opção, Cid já chegou até a lançar prematuramente a pré-candidatura do irmão para o Senado em 2014, porque Ciro, depois de ter transferido seu título para São Paulo em 2009, já se arrependeu e voltou a ter domicílio eleitoral no Ceará, sua tradicional base política.
Assim, a situação da família Ferreira Gomes está muito complicada. Os irmãos não estão na oposição nem no governo. No PSB, os dois são estranhos no ninho. E já não existe a velha amizade com o tucano Tasso Jereissati. O que fazer? Ninguém sabe.
Se deixasse o PSB (pode fazê-lo quando quiser, pois não tem mandato), Ciro seria um grande líder para a oposição. Mas teria de entrar num dos três partidos que sobraram: PSDB, Dem e PPS. É claro que ele jamais entrará no DEM. Já foi filiado ao PPS, pelo qual concorreu à eleição em 1998. Só resta então o PSDB, reatando a amizade com Jereissati. Será que vai fazer isso?
Fonte: Tribuna ad Imprensa
sábado, março 05, 2011
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