quarta-feira, maio 20, 2009

PSDB e DEM brigam para presidir CPI

Da Redação
A oposição deve indicar o senador Antônio Carlos Magalhães Júnior (DEM-BA) para a presidência da CPI da Petrobras do Senado. Embora o PSDB oficialmente mantenha a disposição de indicar um tucano para o cargo, nos bastidores os partidos de oposição negociam um acordo para emplacar um nome que tenha bom trânsito entre os governistas.
Com perfil moderado, ACM Junior é visto na oposição como um parlamentar que pode ter o nome aprovado entre os governistas para estar no comando da CPI. Por esse motivo, o DEM busca o apoio do PSDB para indicar o senador para a presidência da comissão parlamentar de inquérito. O PSDB, por sua vez, defende o nome do senador Alvaro Dias (PR) para presidir a CPI - uma vez que o tucano foi responsável por reunir as assinaturas necessárias para a criação da comissão no Senado.
O requerimento da oposição que instalou a CPI da Petrobras pede a investigação de possíveis irregularidades constatadas pela Polícia Federal na empresa. A CPI também vai apurar denúncias de sonegação fiscal e supostas irregularidades no repasse de royalties a prefeituras.
Governistas
Ontem, um racha na base governista impediu os partidos aliados de indicar seus representantes na CPI. Além de uma briga entre o PMDB do líder Renan Calheiros (AL) e o PT comandado pelo senador Aloizio Mercadante (SP), a base aliada também não consegue se entender em torno de uma estratégia para conduzir a CPI. Setores expressivos do PT e do governo apontam para a tática do rolo compressor, enquanto peemedebistas dizem rejeitar a ideia de uma CPI chapa branca, com governistas na presidência e na relatoria.
O PT vai ficar com duas das três vagas de titulares da base aliada na comissão, além de uma vaga de suplente. No total, a base aliada tem oito das 11 vagas de titulares na CPI, contra apenas três destinadas à oposição. A divisão das vagas é resultado do tamanho das bancadas partidárias no Senado.
"Tropa de choque"
O petista José Eduardo Dutra, presidente da BR Distribuidora, ganhou status de principal articulador do governo nas negociações da CPI da Petrobras. A pedido do Planalto, ele irá conversar com líderes da oposição e dará consultorias a lideranças e ministros. Ontem ele discutiu com o ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, estratégias que serão adotadas pelos aliados nos trabalhos da comissão. José Múcio negou que o governo esteja montando "uma tropa de choque" para se defender na CPI da Petrobras no Senado. "Não é uma tropa de choque, pois não precisa defender o governo. O governo está tranquilo e a Petrobras está tranquila."
Na segunda-feira, vários ministros atacaram a iniciativa do PSDB em criar a CPI da Petrobras. Paulo Bernardo, do Planejamento, afirmou que os tucanos queriam privatizar a estatal. Ontem o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) divulgou nota contestando as acusações e afirmou que é contrário à privatização da Petrobras.
Ontem, em Pequim, o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, voltou a demonstrar preocupação com o impacto das investigações sobre a imagem da companhia. "A reputação de uma empresa como a Petrobras é algo que preocupa os empregados, os acionistas, os fornecedores", afirmou. Segundo ele, "todas as questões levantadas" pela CPI da Petrobras serão respondidas.
Fonte: Gazeta do Povo (PR)

Em destaque

Condenações de carcaça estão entre as principais causas de prejuízos na avicultura de corte

  Condenações de carcaça estão entre as principais causas de prejuízos na avicultura de corte   Promover a saúde intestinal das aves é essen...

Mais visitadas