domingo, maio 10, 2009

Presidente da Itália lamenta tratamento indulgente do Brasil em caso Battisti

Folhapress
O presidente italiano, Giorgio Napolitano, lamentou neste sábado "o tratamento inexplicavelmente indulgente" que o Brasil mostrou ao conceder o status de refugiado político a Cesare Battisti, condenado na Itália à prisão perpétua por quatro assassinatos.
Para lembrar as vítimas do terrorismo durante um ato no Palácio do Quirinal, Napolitano lamentou "o tratamento incompreensivelmente indulgente" que o Brasil e a França "reservaram a terroristas condenados por crimes de sangue que fugiram da Justiça italiana". Napolitano se referiu, assim, aos casos de Battisti e de Marina Petrella, que o governo francês se negou a extraditar em outubro de 2008 por causa de seu delicado estado de saúde.
No Brasil, o STF (Supremo Tribunal Federal) vai se pronunciar nos próximos dias sobre o pedido italiano de anular a decisão do Ministério da Justiça brasileiro de conceder refúgio a Battisti. Em 7 de maio, a Procuradoria-Geral da República se manifestou contra uma possível revisão do status de refugiado político de Battisti e recomendou ao STF que arquivasse a demanda do governo italiano.
Em 9 de maio, a Itália lembra o dia de memória pelas vítimas do terrorismo, coincidindo com o dia em que as Brigadas Vermelhas assassinaram o então líder da Democracia Cristã, Aldo Moro, há 31 anos.
Fonte: Tribuna da Bahia

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