segunda-feira, setembro 01, 2025

INSS volta a exigir autorização judicial para empréstimo a incapaz

 Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Consignados contratados antes de nova norma não serão anulados31 de agosto de 2025 | 18:49

INSS volta a exigir autorização judicial para empréstimo a incapaz

economia

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) restabeleceu a necessidade de autorização judicial para novas contratações de empréstimos consignados contraídos em benefícios pagos pela autarquia por representantes legais de titulares considerados civilmente incapazes.

A decisão foi regulamentada pela Instrução Normativa (IN) 190/2025, do INSS, assinada pelo presidente da entidade, Gilberto Waller Júnior.

Com isso, bancos e instituições financeiras estão impedidos de aceitar novos contratos firmados apenas com a assinatura do representante legal, sem autorização judicial.

O INSS informou, por meio de nota, que os empréstimos contratados antes da vigência da IN 190/2025 não serão anulados.

Decisão judicial

A medida do INSS cumpre decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), de junho deste ano, a partir de ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o instituto.

O desembargador federal Carlos Delgado, da Terceira Turma do TRF3, julgou que a eliminação da exigência de autorização judicial prévia para a contratação de empréstimos consignados por representantes de pessoas incapazes, tutelados ou curatelados era ilegal e ultrapassava o poder regulamentar da autarquia.

“Os atos normativos editados pelo Poder Executivo não podem inovar na ordem jurídica, sob pena de padecerem do vício da ilegalidade. Assim, a Instrução Normativa (IN) PRES/INSS 136/2022 extrapolou a tarefa de apenas regulamentar os procedimentos operacionais descritos no artigo 6º, parágrafo 1º, da Lei 10.820/03”, frisou o magistrado, em junho.

Pela decisão judicial, o INSS foi obrigado a comunicar a decisão às instituições financeiras com as quais mantém convênio para realizar o desconto em folha de empréstimo consignado, quando solicitado pelo representante legal do titular do benefício previdenciário.
Em nota, o INSS informou que essas instituições já foram comunicadas sobre a decisão.

Nova norma

A nova norma anula trechos de flexibilização da contratação de empréstimos consignados por representantes legais em nome de pessoas incapazes previstos na Instrução Normativa nº 138/2022.

Pelo novo texto, além da necessidade de autorização judicial para novas contratações, o termo de autorização para acesso a dados deve ser preenchido pelas instituições financeiras que concedem os empréstimos.

Esse formulário padronizado pelo INSS também deverá ser assinado pelo beneficiário ou seu responsável legal, para autorizar a consulta aos dados de elegibilidade (se o benefício pode, legalmente, ser usado para contratar um empréstimo) e a verificação da margem consignável (valor máximo da parcela que pode ser descontado diretamente do benefício do INSS) para pagar o empréstimo.

Agência Brasil

Lula lidera índice de desempenho digital pela 1ª vez enquanto Michelle Bolsonaro despenca

 

Foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil
O presidente Lula01 de setembro de 2025 | 06:59

Lula lidera índice de desempenho digital pela 1ª vez enquanto Michelle Bolsonaro despenca

brasil

Lula assumiu em agosto a liderança do Índice Datrix dos Presidenciáveis (IDP) pela primeira vez desde sua criação, em janeiro. O ranking mede o desempenho digital de potenciais candidatos ao Planalto, utilizando inteligência artificial para analisar dados de redes sociais como X, Facebook, Instagram e YouTube.

O presidente alcançou 24,39 pontos, uma alta de 15% em relação a julho —quando apresentou um leve avanço devido ao tarifaço de Donald Trump. Agora, o crescimento foi impulsionado pela melhora nas menções em páginas de influenciadores, de veículos de imprensa e de outros políticos.

Segundo a análise, o resultado mostra um raro equilíbrio entre críticas e apoios a um presidente em exercício, que concentra o foco de ataques. Outro fator decisivo foi o salto de 55% no engajamento das redes do petista redes, que funcionam como um “colchão reputacional” para enfrentar crises.

Na mesma medição, Ciro Gomes subiu da sexta para a segunda colocação, com 16,62 pontos (+71%). O desempenho foi puxado pela especulação sobre sua possível filiação ao PSDB e pelo aumento de interações em suas redes, que passaram de 0,08% para 1,87%.

Na direção oposta, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que havia liderado o ranking em julho, despencou para o sétimo lugar, com 11,88 pontos (-53%). A queda é atribuída ao predomínio de notícias negativas ligadas a investigações da Polícia Federal e escândalos financeiros, que reduziram em 55% o engajamento de suas páginas.

O índice também registrou tensões na direita. Governadores como Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ratinho Jr. (PSD-PR), Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) e Romeu Zema (Novo-MG) se tornaram alvo de ataques da base bolsonarista mais radical. Zema foi o mais prejudicado: terminou agosto com IDP negativo (-1,90) após declarações sobre o Nordeste classificadas como xenofóbicas.

Mônica Bergamo/Folhapress

STF não registra voto de Cármen Lúcia em ao menos 8 julgamentos do 8/1

 Foto: Antonio Augusto/Arquivo/Ascom/STF

Cármen Lúcia01 de setembro de 2025 | 06:31

STF não registra voto de Cármen Lúcia em ao menos 8 julgamentos do 8/1

brasil

O voto da ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) Cármen Lúcia não foi registrado no julgamento virtual de ao menos oito condenados pelos ataques golpistas de 8 de Janeiro de 2023, incluindo um major da reserva da Polícia Militar do Distrito Federal.

Procurado em 13 de agosto, o Supremo afirmou ter havido um erro no sistema. “A ministra Cármen Lúcia lançou votos nas ações penais mencionadas, mas o sistema não registrou. Ela vai encaminhar um ofício pedindo a retificação para registro dos votos”, informou.

Questionado novamente na semana passada, o Supremo afirmou que a ministra já pediu para que o voto dela seja incluído nas oito ações penais.

A situação tem intrigado a defesa de outros réus do 8 de Janeiro que ainda serão julgados pela Primeira Turma do STF, da qual Cármen Lúcia faz parte.

Os oito casos identificados ocorreram em sessão virtual entre 27 de junho e 5 de agosto. Em todos, os réus foram condenados com o voto dos demais ministros da Primeira Turma —Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux—, a mesma em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) será julgado a partir de terça-feira (2). Em seis dos oito processos, Fux divergiu de Moraes sobre o tamanho da pena.

Um dos condenados é o major da reserva da Polícia Militar do DF Cláudio Mendes dos Santos, apontado como um dos líderes do acampamento montado em frente ao quartel-general do Exército, em Brasília, após a derrota de Bolsonaro para Lula (PT).

O major prestou depoimento à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Câmara Legislativa em novembro de 2023. “Se o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, tivesse ido uma vez ao acampamento e dito ‘pessoal, vão embora’, todo mundo tinha ido”, afirmou.

Thaísa Oliveira e José Marques/Folhapress

CPI do INSS causará mais dano a Lula do que julgamento ao bolsonarismo]

Publicado em 31 de agosto de 2025 por Tribuna da Internet

CPI do INSS: irmão de Lula já é alvo de três 3 requerimentos

Frei Chico, irmão de Lula, será convocado para depor

Diogo Schelp
Estadão

O governo Lula e a oposição bolsonarista vão enfrentar provações cruciais e simultâneas a partir desta e da próxima semana. Na terça-feira, 26, o Congresso dará início aos trabalhos da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) para investigar a fraude no INSS (Instituto Nacional de Seguro Social).

Os líderes governistas dormiram no ponto e deixaram que a presidência e a relatoria da comissão fossem conquistadas por opositores ferrenhos. Uma semana depois, no dia 2, o STF (Supremo Tribunal Federal) vai iniciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado após a derrota para Lula na eleição de 2022.

DISPUTANDO PÚBLICO – Dois circos estarão montados um ao lado do outro, disputando público. A oposição bolsonarista vai usar a CPMI para criar fatos, manchetes e vídeos virais negativos em série para o governo — enquanto, no picadeiro ao lado, seu líder Bolsonaro estará sentado no banco dos réus.

O objetivo dos parlamentares oposicionistas vai ser, primeiro, provar responsabilidade do governo no avanço do esquema de descontos indevidos nos benefícios dos aposentados e, segundo, vincular entidades e pessoas que participaram da fraude ao PT e — quem sabe, no que seria o prêmio maior — ao próprio presidente.

Uma possibilidade é que Frei Chico, irmão de Lula e vice-presidente de um dos sindicatos investigados pela suspeita de ter tirado nacos ilegais das aposentadorias e pensões, seja convocado para prestar depoimento na comissão.

MOMENTO ADEQUADO – O deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), relator da CPMI, tergiversou e disse que “não é o momento adequado” para tal convocação.

Com a missão de evitar uma nova mancada da base governista, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) terá como prioridade evitar que Frei Chico seja obrigado a depor e que o governo se torne o único alvo das investigações.

Trata-se de uma tarefa ingrata, ainda mais sem o comando da presidência e da relatoria da comissão. A CPMI do INSS tem tudo para se tornar um eficiente instrumento de desgaste da imagem do governo Lula, assim como a CPI da Covid-19 contribuiu para abalar a popularidade de Bolsonaro em 2021.

POPULARIDADE – O então presidente tinha 30% de aprovação popular, segundo o Datafolha, antes daquela comissão começar. Depois de seis meses de uma CPI que expôs a atuação criminosa do governo na pandemia, a popularidade de Bolsonaro minguou para 22%.

Costuma-se dizer em Brasília que todos sabem como uma CPI começa, mas não como termina. Esse imponderável é o que torna essa comissão tão perigosa para Lula.

Já do julgamento de Bolsonaro no STF pode-se dizer o oposto: sabe-se como começa e pode-se fazer uma aposta segura de como termina, ou seja, provavelmente com a condenação do ex-presidente.

DISPUTAR O ESPÓLIO – A situação política de Bolsonaro não passará a ser muito diferente da atual. A confirmação de sua prisão apenas vai permitir aos seus herdeiros políticos se movimentar com mais liberdade para disputar seu espólio eleitoral.

O bolsonarismo vai se fortalecer com a narrativa de perseguição ao seu líder e com a possibilidade de se unir em torno de um nome que o “honre” nas urnas.

As atrações do circo ao lado são mais imprevisíveis.


Congresso é esconderijo ideal para os infiltrados do crime organizado


charge de Thiago Lucas (@thiagochargista), para o Jornal do Commercio.  #CarlosLupi #INSS #corrupção #aposentados #aposentadoria #dinheiro #governo  #lula #brasil #chargejc #chargejornaldocommercio #chargethiagojc  #chargethiagolucas #chargethiagolucasjc

Charge do Thiago Lucas (Jornal do Commercio)

Dora Kramer
Folha

O presidente da Câmara traduziu com precisão o espírito da coisa, quando disse que a chamada PEC da blindagem revelava “o espírito da Casa”. Espírito do corpo em estado bruto é do que falou Hugo Motta (Republicanos-PB), num ato de franqueza.

Já numa demonstração de fraqueza, Motta deixou que a confusão tomasse conta da reunião de líderes que engendrava a votação à sorrelfa da noite adentro na quarta-feira (27), aceitando um texto apócrifo que propunha ampliar ainda mais a impunidade de deputados e senadores em ações na Justiça.

FALTOU CLAREZA – Se a ideia era escancarar o absurdo e provocar a suspensão do debate diante da má repercussão, a condição de condutor do processo exigiria que defendesse essa posição com clareza.

Mas ficou parecendo que a intenção foi evitar uma derrota no plenário e adiar o exame do tema para retomá-lo em momento oportuno.

Os adeptos da causa não desistirão de transformar o Congresso numa espécie de esconderijo, indiferentes ao risco de se interditar investigações de ilícitos. De toda ordem.

CRIME ORGANIZADO – Acabamos de ver revelada a infiltração do crime organizado no setor de combustíveis e no mercado financeiro.

Já sabíamos, embora ainda sem ter a real dimensão, o quanto a bandidagem se imiscui na sociedade e no aparelho de Estado. Nos três poderes.

Como nosso assunto é o Legislativo, citemos apenas as câmaras municipais, assembleias estaduais e até o Congresso Nacional, onde há presença crescente dessas ligações perigosas.

DOMÍNIO TERRITORIAL – Um dos caminhos de acesso, não o único, é o domínio de territórios nas grandes cidades. E, conforme constata há tempos o ex-ministro da Segurança Pública Raul Jungmann, “quem domina o território, controla o voto”.

Os arquitetos da blindagem já pensaram que, ao manter o Parlamento fora do alcance da Justiça, protegerão também os criminosos infiltrados, cada vez mais interessados nessa proteção?

Se não pensaram, conviria que atentassem a isso, sob pena de se tornarem cúmplices de máfias que ameaçam a segurança nacional.

Com Bolsonaro fora da política, muita coisa vai mudar com as novas eleições

Publicado em 31 de agosto de 2025 por Tribuna da Internet

Bolsonaro critica políticos que mandaram ficar em casa na pandemia |  Agência Brasil

Bolsonaro perdeu o poder, porém manteve os admiradores

Vicente Limongi Netto

É terrível, inacreditável, são coisas da democracia, mas é pena que a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, seja adoradora do clã Bolsonaro. O governador Ibaneis Rocha, por sua vez, também tornou-se bolsonarista de carteirinha, porque lá atrás foi achincalhado por Lula no episódio do famigerado 8 de janeiro.

É um direito dele. Porém, pertence ao MDB, completamente agremiação antibolsonarista, por tradição, coerência e vigor democrático. MDB não engole Bolsonaro nem pintado de ouro.

CONSTRANGEDOR – Ibaneis, caso eleito no Senado, vai continuar bolsonarista, isolado dentro do MDB? Será constrangedor. MDB, hoje e amanhã, quer distância de Bolsonaro.  Estou farto de escrever sobre isso.

O STF vai fuzilar Bolsonaro e o filho fujão. Alexandre de Moraes e outros da Suprema Corte  jamais se intimidarão com passeatas, ameaças, discursos, histerismos do PL, de Trump e outros menos votados.

Terça-Feira, dia 5 de agosto, escrevi mais uma vez, enfatizando o assunto. Gostemos ou não, é meu caso, estou me lixando para ambos, mas o fato é que Lula será reeleito. Tem a caneta cheia de tinta.

FAZEM O DIABO – Em ano eleitoral, o PT e seguidores costumam ir com tudo. Governadores adversários, alguns qualificados, não pensam em chegar em apenas um nome, para enfrentar Lula. Já vimos este filme.

O ego pessoal fala mais alto. Desunião dilui votos, agradando Lula, o PT e aliados. Ano que vem vai ferver. Chutes na virilha serão afagos do céu.

Sabemos que Lula e PT são vingativos. Lula reeleito, a bolsonarista Celina Leão certamente eleita governadora, não será bem-vinda no Palácio do Planalto. Pleitos de Brasília sofrerão. O DF depende do Fundo  Constitucional.

MICHELLE NO DF – Mulher de Bolsonaro, cotada para senadora por Brasília, também vai ralar para conseguir as coisas. Seria bom canal político colocar para vice-governador na chapa de Celina, para abrandar o ambiente e a convivência política, um homem público respeitado e com trânsito em todas as áreas.

Paulo Octávio, ex-senador, ex-vice-governador, empresário vitorioso, será bom nome.  O MDB na Câmara Federal segue a cartilha dos senadores. Sarney continuará ouvido e respeitado. Renan Calheiros, também.  Craques nos bastidores. Não entram em briga de amadores. Renan ainda tem o filho e xará como ministro dos Transportes.  É senador ainda com longo mandato e pode voltar ao governo alagoano.

VOLTA AO SENADO – O calejado Renan, por sua vez, tem amplas chances de ser reeleito senador.

Não vejo possibilidade de um senador bolsonarista vir a presidir o Senado. O desprezível Rui Costa não se sabe se será senador pela Bahia, ou permanece poderoso ministro, carne e unha com Lula. Não esconde que odeia Brasília.  Lula reeleito, Davi Alcolumbre tentará manter-se na presidência do Senado.  Outra pedra nas cabeças bolsonaristas.

Lula e petistas podem até fingir bem, mas governadores bolsonaristas comerão pão duro e café frio no governo federal, com Lula reeleito.


Em destaque

STF: maioria contra código de conduta

Tales Faria 28 de janeiro de 2026 - 00:03 Por:  Tales Faria STF: maioria contra código de conduta Fachin e Toffoli | Foto: Antonio Augusto/S...

Mais visitadas