domingo, julho 13, 2025

Lula brinca com Trump e diz que quem come jabuticaba de manhã não precisa de briga tarifária

 Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação/Arquivo

Lula em evento no Espírito Santo13 de julho de 2025 | 15:59

Lula brinca com Trump e diz que quem come jabuticaba de manhã não precisa de briga tarifária

economia

Em vídeo publicado no Instagram da primeira-dama Janja, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) brinca que dará uma jabuticaba a Donald Trump, dos Estados Unidos, para resolver a negociação quanto à sobretaxa de 50% imposta aos produtos brasileiros.

“Vou levar jabuticaba para você, Trump. Você vai perceber que o cara que come jabuticaba de manhã, num país que só ele dá jabuticaba, não precisa de briga tarifária. Precisa de muita união e muita relação diplomática”, afirmou.

No vídeo, ele aparece colhendo frutos de uma jabuticabeira, com um agasalho do Brasil. “Duvido que alguém que chupe jabuticaba fique de mau humor”, brinca Lula.

O petista, que convocou uma reunião às pressas com ministros para este domingo (13), prepara uma ofensiva para dialogar com empresários sobre as tarifas impostas pelos EUA para tentar consolidar no mercado a ideia de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é o principal culpado pela medida ter sido aplicada.

A ideia é que Lula tenha mais exposição e dê mais entrevistas. Ao detalhar os motivos que justificam a tarifa, Trump citou explicitamente uma represália a decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) contra Bolsonaro.

Para auxiliares do petista, a sobretaxa do Governo dos EUA dá força ao discurso de combate a privilégios encampado pelo governo brasileiro.

A ideia é usar a imagem de Trump como a personificação da injustiça social e do desrespeito à soberania, associando a ele Bolsonaro e também seu afilhado político, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), cotado para a disputa presidencial de 2026.

O perfil de Lula no X publicou neste sábado (12) um card com a bandeira do Brasil e assinatura de Lula. “O povo brasileiro precisa ser respeitado”, diz o texto, que também ressalta a soberania e proteção das empresas.

“A justiça brasileira precisa ser respeitada. Somos um país grande, soberano, e de tradições diplomáticas históricas com todos os países. O Brasil vai adotar as medidas necessárias para proteger seu povo e suas empresas”, completa.

Produtos importados pelos EUA do Brasil são sobretaxados atualmente em 10%, tarifa anunciada por Trump em 2 de abril. Ou seja, além das tarifas de importação já cobradas, há uma cobrança adicional de 10%. Essa alíquota será substituída pela de 50% a partir de 1º de agosto.

Um exemplo é o caso do etanol, de acordo com interlocutores. Os americanos impunham uma tarifa de 2,5% ao produto, elevada a 12,5% após a sobretaxa de 10%. Com o novo anúncio, a porcentagem sobe a 52,5% em agosto.

A sobretaxa não é adicionada a produtos que já sofrem tarifas setoriais, como aço e alumínio, sobre os quais há tarifas de 50%.

João Gabriel/FolhapressPolitica Livre

Bolsonarismo vibrou com Trump, culpou Lula e agora racha sobre tarifaço; entenda

 Foto: Reprodução/Arquivo

O bolsonarismo enalteceu o movimento de Donald Trump a favor de Jair Bolsonaro13 de julho de 2025 | 16:28

Bolsonarismo vibrou com Trump, culpou Lula e agora racha sobre tarifaço; entenda

brasil

O bolsonarismo enalteceu o movimento de Donald Trump a favor de Jair Bolsonaro (PL) no começo da semana passada, partiu para a ofensiva contra Lula (PT) quando o americano anunciou o tarifaço dois dias depois, deu um passo atrás diante da repercussão negativa e agora se divide em relação às estratégias para enfrentar a crise.

Na segunda-feira da semana passada, por exemplo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) endossou Trump, defendeu Bolsonaro e abraçou críticas tanto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) como ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Com o tarifaço, o primeiro movimento de governadores de direita foi de culpar apenas o governo federal pelo que seria um afastamento dos Estados Unidos. Isso sem nenhuma menção crítica ao presidente americano ou às tarifas impostas ao Brasil.

Agora, porém, admitem o impacto negativo do tarifaço, reforçam a necessidade de diálogo, pedem negociações e temperam seu argumento com críticas mais brandas ao Executivo.

Já Bolsonaro e seus filhos Eduardo e Flávio seguem pressionando o Congresso pela aprovação de uma anistia que livre o ex-presidente do julgamento da trama golpista em troca do fim do tarifaço imposto por Trump após investida deles nos Estados Unidos.

1) Trump defende Bolsonaro
A crise começou na segunda-feira (7), com uma postagem de Trump na qual o americano saiu em defesa de Bolsonaro, dizendo que ele é vítima de perseguição e deveria ser julgado somente pela população brasileira nas urnas.

Tarcísio repostou a mensagem, cutucando ao mesmo tempo o TSE, que deixou Bolsonaro inelegível, e o STF, onde o ex-capitão será julgado ainda neste ano por tentativa de golpe.

Comentando a postagem, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) disse à Folha que “Trump não joga palavras ao vento” e que os próximos tempos poderiam trazer “boas novidades”.

2) Trump anuncia tarifaço
Trump anunciou o tarifaço na tarde de quarta-feira (9), na forma de uma carta endereçada ao presidente Lula. No documento, o republicano cita “caça às bruxas” contra Bolsonaro, fala em ordens ilegais de censura do STF e anuncia uma sobretaxa de 50% sobre todos os produtos brasileiros a partir de 1º de agosto.

Os Estados Unidos são o segundo maior importador de bens brasileiros, e qualquer tarifa nesse patamar trará consequências importantes para economia nacional.

Lula convocou seus ministros e respondeu na sequência, dizendo que o Brasil não será tutelado e que o Judiciário é independente.

Bolsonaro também se manifestou, relatando admiração pelos Estados Unidos e pedindo pressa aos Poderes em atender às exigências de Donald Trump.

Governadores de direita silenciaram por algumas horas. Quando vieram à público, foi para atribuir ao governo federal a culpa pelo tarifaço.

Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, disse na noite de quarta que “empresas e trabalhadores brasileiros vão pagar a conta do Lula, da Janja e do STF.”

Tarcísio foi na mesma linha. “Tiveram tempo para prestigiar ditaduras, defender a censura e agredir o maior investidor direto no Brasil”, disse. “Outros países buscaram a negociação”.

Ronaldo Caiado (União), governador de Goiás, fez críticas no mesmo sentido. Os governadores do Paraná, Ratinho Jr (PSD) e do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), que também são próximos de Bolsonaro, permaneceram em silêncio.

3) Recuo do bolsonarismo
O cavalo de pau começou já no dia seguinte, quando ficou claro que os estados seriam bastante afetados pela sobretaxa e que qualquer movimento confundido com endosso às tarifas traria impopularidade. Em São Paulo, Tarcísio foi alvo de editoriais duros da Folha e de O Estado de São Paulo.

Em vídeo gravado na quinta-feira (10), Zema voltou a criticar o julgamento da trama golpista, mas chamou de errada e injusta a taxação imposta por Trump.

Caiado falou novamente na formação de uma comissão parlamentar de negociação, mas evitou ataques contundentes ao governo. “Essa queda de braço só traz prejuízo ao povo brasileiro”, afirmou.

Em entrevista à imprensa, Tarcísio definiu os EUA como “aliados de primeira hora”, mas admitiu os efeitos negativos das tarifas e disse ser preciso negociar. “A gente precisa deixar de lado as questões ideológicas, as questões políticas, o revanchismo, e trabalhar”, afirmou.

O governador enforcou o restante da agenda daquele dia e voou a Brasília, iniciando uma rodada de conversas que incluiu o ex-presidente Jair Bolsonaro, o chefe da embaixada americana no Brasil e ministros do STF.

No encontro com Bolsonaro, avisou que adotaria o discurso de defesa da economia paulista e não o da anistia a bolsonaristas. Segundo relatos, o ex-presidente ficou calado e não fez objeções.

A magistrados do Supremo, Tarcísio pediu a liberação do passaporte de Bolsonaro para que o ex-presidente pudesse viajar aos EUA e negociar com Trump, como revelou a coluna Mônica Bergamo, da Folha. A proposta foi considerada “esdrúxula”.

Em evento no interior de São Paulo neste sábado (12), Tarcísio moderou o tom ainda mais. Sem voltar a vincular as tarifas ao governo Lula, afirmou que vê a sobretaxa como “algo complicado” para o país, elogiou o Itamaraty e negou que tenha pedido liberação do passaporte de Bolsonaro a ministros do STF.

4) Racha e pressão pela anistia
Já sob fogo da esquerda por ter vestido o boné com o slogan “Make America Great Again” e por ter endossado as críticas de Trump, o governador paulista virou alvo também do bolsonarismo.

Logo depois da visita de Tarcísio à embaixada americana, Eduardo Bolsonaro postou mensagem no X rejeitando qualquer acordo que não passasse pela anistia. “Ou há uma anistia ampla, geral e irrestrita para começar ou bem vindos à ‘Brazuela’”, escreveu o deputado.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também criticou o governador e defendeu a anistia como forma de reverter as taxas. “Talvez eu esteja um pouquinho mais atualizado do que o Tarcísio e tendo a ter uma leitura um pouco melhor do que está passando na cabeça do presidente dos Estados Unidos”, afirmou.

Numa suave modulação do discurso, o ex-presidente Jair Bolsonaro postou mensagem neste domingo (13), em que diz não que “não se alegra” com o possível impacto das tarifas. Ainda assim, ele insiste no pedido de anistia: “Em havendo harmonia e independência entre os Poderes nasce o perdão entre irmãos e, com a anistia também a paz para a economia.”

5) Reação de Lula, PT e esquerda
Nesse meio tempo, a esquerda reuniu 15 mil pessoas na Avenida Paulista, em protesto que seria sobre taxação de grandes fortunas, mas acabou incorporando a pauta da soberania nacional. O público foi maior que o da última manifestação bolsonarista (12 mil).

Parte do PT enxerga na carta de Trump uma oportunidade para que Lula se apresente como defensor dos interesses nacionais. Também surge, nessa visão, a chance de jogar para a oposição o desgaste gerado pelas tarifas.

“Aquela coisa covarde, que preparou um golpe, não teve coragem de fazer, está sendo processado, vai ser julgado e mandou o filho para os Estados Unidos pedir para o Trump fazer ameaça”, criticou Lula em evento na sexta-feira (11), se referindo a Bolsonaro.

Na Justiça, não há indicativo de que o Supremo vá ceder às exigências de Trump, e o julgamento da trama golpista deve prosseguir normalmente. A situação de Eduardo Bolsonaro, que é investigado por tentativa de obstrução de Justiça, no entanto, pode se agravar.

Marcos Hermanson/FolhapressPolitica livre

É claro que a cúpula do Brics deve ter influenciado a reação de Trump

Publicado em 13 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

Joanesburgo, África do Sul, 24.08.2023 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e presidentes dos países amigos do BRICS, posam para foto oficial após a reunião do grupo, no Sandton Convention Centre, em Joanesburgo. Foto: Ricardo Stuckert/PR

No Brics, Lula semeia a oposição do Sul Global aos EUA

Daniela Santos e Maria Eduarda Portela
da CNN

Na semana passada, o Rio de Janeiro sediou a reunião de cúpula do Brics, grupo que reúne 11 países em desenvolvimento em busca de cooperação econômica, política e social. Logo após o primeiro dia do encontro, sinais de turbulência começaram a surgir, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçando taxar em 10% “qualquer país que se aliar às políticas antiamericanas do Brics”. De acordo a Casa Branca, o republicano acompanhava “de perto” a reunião dos líderes.

A ameaça, no entanto, foi apenas um prenúncio do que estava por vir. Na última quarta-feira (9/7), um dia após o evento, Trump formalizou por meio de uma carta endereçada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a imposição de uma tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras, decisão que aprofundou a crise nas relações entre os países.

O QUE É O BRICS? – A palavra Bric foi criada em 2001 por Jim O’Neill, economista do Goldman Sachs, ao se referir a Brasil, Rússia, Índia e China como economias emergentes com grande potencial de crescimento até 2050.

Inicialmente, o Bric era apenas uma recomendação para investidores, no entanto, a formalização do grupo aconteceu em 2006 na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) com a primeira reunião ministerial informal.

O trabalho conjunto ganhou força depois da crise financeira de 2008, seguido pela primeira cúpula de chefes de Estado em 2009, na Rússia. No ano seguinte, em 2010, se formalizou a entrada da África do Sul, oficializando o “S” no acrônimo: Brics.

MAIS MEMBROS – Apesar das diferenças culturais e regionais, os membros do Brics compartilham um vasto território com uma população numerosa, além de um rápido processo de industrialização.

Agora, fazem parte do Brics: África do Sul, Arábia Saudita, Brasil, China, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia, Índia, Irã e Rússia.

Para especialistas, o protagonismo do Brasil frente ao bloco, aliado à defesa de Lula por mecanismos de pagamentos alternativos ao dólar, podem ter influenciado a ação do republicano. No encerramento da cúpula, o petista defendeu a adoção de meios alternativos à moeda americana. Países do Brics têm negociado, por exemplo, o uso de moedas locais no comércio internacional para reduzir a dependência ao dólar.

SEM DÓLAR – “Eu acho que o mundo precisa encontrar um jeito de que a nossa relação comercial não precise passar pelo dólar. Quando for com os Estados Unidos, ela passa pelo dólar. Mas, quando for com a Argentina, não precisa passar. Quando for com a China, não precisa passar. Quando for com a Índia, não precisa passar. Quando for com a Europa, discute-se em euro”, exemplificou Lula em entrevista à imprensa, na última terça-feira (8/7).

“Ninguém determinou que o dólar é a moeda padrão. Em que fórum foi determinado? E, obviamente, nós temos toda a responsabilidade de fazer isso com muito cuidado. Os nossos bancos centrais precisam discutir isso com os bancos centrais dos outros países”, completou o petista.

Para João Alfredo Lopes Nyegray, coordenador do Observatório de Negócios Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), a fala pode ter impulsionado o presidente americano a tomar medidas mais enérgicas contra o Brasil.

SUL GLOBAL – “Quando Lula propõe mecanismos alternativos ao dólar em transações entre países do Sul Global — inclusive com apoio da China e da Rússia —, ele afeta diretamente a arquitetura de poder construída pelos EUA no pós-guerra e que Trump vem tentando reforçar. A declaração da cúpula do Brics, por sua vez, reforça essa posição ao pedir reformas em instituições como o FMI e defender uma ordem financeira mais multipolar”, avalia.

Ele também pondera que Trump segue uma lógica de “diplomacia punitiva”, que afeta países que questionam a hegemonia americana.

“Punir o Brasil, nesse contexto, é um aviso direto a outros países do Brics — e também àqueles que cogitam aderir a esse movimento — de que haverá custo geoeconômico para desafiar o status quo”, pontua o especialista.

EXPANSÃO DO BRICS – Luciano Muñoz, professor de Relações Internacionais do Centro Universitário de Brasília (CEUB), afirma que as novas tarifas de Donald Trump são um reflexo da expansão do Brics nos últimos dois anos.

“Essa expansão, que vem de dois anos para cá, tem sido compreendida como uma visão chinesa ou, talvez, chinesa e russa, porque aí você junta também o contexto da guerra da Ucrânia e o isolamento russo. Mas o Brics é um desafogo para o isolamento da Rússia e, do ponto de vista da China, que não está isolada, é uma plataforma de projeção global ainda maior, num cenário que vem ficando bastante nítido”, pontua Muñoz.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Em meio a tanta xaropada, surgem algumas matérias interessantes e que realmente explicam a situam. Mas não podemos esquecer que são duas empresas de Trump que estão processando o ministro Moraes, sinal de que o presidente americano se sente pessoalmente atingido pelo Brasil varonil. Comprem pipocas, porque essa novela é duradoura. (C.N.) 


Independente de qual time for o vencedor neste domingo, as bets já ganharam.



Uma dessas empresas de apostas esportivas online era uma das grandes patrocinadoras do campeonato, que teve a participação de times de 20 países. Imagina quanto custou patrocinar esse campeonato? Muitos milhões de dólares, com certeza. E se uma bet gasta tanto dinheiro em propaganda de um só evento, pode ter certeza de que ela vai ter retorno.

O retorno, nesse caso, é mais gente apostando e enchendo ainda mais o bolso das bets de dinheiro e assim por diante. O problema é que nesse ciclo, as pessoas perdem. Às vezes, tudo. 

O SUS registrou em média 1.200 atendimentos relacionados a transtornos por jogos nos últimos dois anos. Pesquisa recente da Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior mostra que brasileiros estão adiando o início dos estudos em faculdades particulares por conta de gastos com apostas online. O varejo também já sentiu o baque. 

Os jogos e apostas online estão se tornando um problema econômico e de saúde pública no Brasil.

Enquanto isso, tem veículos por aí fazendo propaganda e conteúdo patrocinado de bets. 

Se tem uma coisa que eu sei, é que não tá fácil financiar jornalismo, viu? Mas receber dinheiro de quem ganha em cima de quem aposta e perde tudo? Não dá. 

Aqui a gente publica informações de interesse público. A gente vai atrás do que você precisa saber pra tomar suas decisões no dia a dia, pra votar e para refletir sobre o que acontece à sua volta. Nós vamos investigar o império das bets. Já temos informações quentíssimas na mão.

A gente precisa muito do seu apoio agora. Faltam poucas horas para acabar nossa campanha para arrecadar R$ 100 mil para investigar as bets. Ainda falta bastante para batermos a meta, mas quanto mais perto conseguirmos chegar, mais a nossa equipe consegue se dedicar a esse projeto. 

Estamos correndo contra o tempo. O juiz já tá com o apito na mão pra encerrar o jogo e a gente, desesperadamente, precisa pelo menos empatar. Todo chute pro gol conta. Todo apoio vale muito e coloca a gente mais perto da meta. 

Doe agora pra quem investiga as bets. 
Quero entrar em campo no time da Pública!
Um abraço,

Marina Dias
Diretora de comunicação da Agência Pública

Jeremoabo: A Casa do Mel e o Resgate da Continuidade Administrativa

Por: José Montalvão

Enquanto gestões passadas, infelizmente, se dedicaram a tentar apagar e destruir as boas obras iniciadas por seus antecessores, o atual prefeito Tista de Deda demonstra uma postura diferente e construtiva. Hoje, Jeremoabo celebra a inauguração de uma nova fonte de renda e desenvolvimento, um projeto iniciado na gestão da ex-prefeita Anabel e que agora, sob a liderança de Tista de Deda, ganha vida plena.

Foi entregue à comunidade a tão sonhada Casa do Mel no Assentamento Caritá. Esta obra, concebida e iniciada durante a administração de Anabel, é um exemplo notável de como a continuidade administrativa pode trazer benefícios concretos para a população quando há compromisso com o progresso, independentemente das bandeiras políticas.

A nova estrutura representa um marco significativo para o município, pois ela fortalece a apicultura local, um setor com grande potencial. Ao gerar renda e impulsionar o desenvolvimento, a Casa do Mel não apenas melhora a economia das famílias envolvidas, mas também contribui para o crescimento sustentável de Jeremoabo.

A gestão atual, ao concluir e inaugurar este projeto, faz um reconhecimento merecido à iniciativa anterior e à visão de futuro que ele representa. Nossos parabéns especiais à presidente da Associação, Kessinha, e a todos os apicultores de Jeremoabo que agora contam com um espaço digno e adequado para produzir mel com qualidade.

O mel que sai da Casa do Mel no Assentamento Caritá tem, de fato, gosto de futuro. Ele simboliza não só a doçura do produto, mas também a doçura de uma administração que prioriza o bem-estar e o avanço da comunidade, valorizando o trabalho de todos e construindo sobre as bases do que já foi bem feito.






brasileiros invadem as redes de Trump

 

Tarifa de 50% de Trump ao Brasil gera críticas em massa nos perfis de Trump e Melania, com reações à carta em que o presidente dos EUA classifica o julgamento de Bolsonaro no STF como "caça às bruxas"


postado em 13/07/2025 06:06

O casal Trump tornou-se alvo de um protesto em massa dos brasileiros - (crédito: Getty Images via AFP)

A imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos anunciada por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, desencadeou uma onda de protestos virtuais liderada por brasileiros nas redes sociais do presidente norte-americano e da mulher, Melania Trump. A medida veio acompanhada de uma carta endereçada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na qual Trump classificou o julgamento de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) como uma "caça às bruxas" e uma "desgraça internacional".


A manifestação nas redes se espalhou com rapidez. Centenas de comentários com frases como "Respeite o Brasil", "Brasil é soberano" e "Viva o Brics" passaram a aparecer não apenas em publicações recentes de Trump, mas também em postagens anteriores — muitas sem relação com a crise diplomática ou comercial. O mesmo ocorreu no perfil de Melania, onde frases como "mexeram com o país errado" e "deixem o Brasil em paz" passaram a figurar entre os comentários.

Brasileiros comentam no perfil de Trump no Instagram
Comentários feitos por brasileiros no perfil de Trump, vinculado à Casa Branca, no Instagram: elogios ao Brics e pedido de respeito ao país(foto: Reprodução)

 

Em uma das publicações de Trump sobre uma visita ao Texas após as enchentes da semana anterior, o conteúdo foi tomado por manifestações políticas brasileiras. Já em um post de Melania anunciando um audiobook produzido por inteligência artificial, o padrão se repetiu. A falta de novas publicações após o anúncio da tarifa — feito em 9 de julho — levou os usuários brasileiros a retomarem posts antigos. No perfil de Melania, postagens de 19 e 27 de janeiro, 27 de abril e 22 de maio foram invadidas por mensagens críticas. No caso de Trump, das 39 publicações feitas desde 14 de junho, todas receberam comentários recentes relacionados ao Brasil.



Brasileiros comentam no perfil de Trump no Instagram
Comentários feitos por brasileiros no perfil de Trump, vinculado à Casa Branca, no Instagram: elogios ao Brics e pedido de respeito ao país(foto: Repodução)

Além da defesa da soberania nacional, muitos internautas atacaram diretamente Bolsonaro, réu no STF sob acusação de liderar uma tentativa de golpe de Estado. Diversos comentários pedem que ele seja preso e ironizam a tentativa de articulação com Trump para suavizar as consequências do processo judicial no Brasil. 

"Jogo nivelado"

O episódio revela não apenas a repercussão negativa da tarifa entre brasileiros, mas também um desconforto evidente com a postura de Trump ao interferir, ainda que retoricamente, em um processo judicial em curso em outro país. A carta enviada a Lula, na qual Trump afirma que "este julgamento não deve ocorrer", ampliou o alcance do conflito. Ao justificar a sobretaxa, Trump também alegou que o comércio entre os dois países "não é recíproco" e que o índice de 50% "é muito inferior ao necessário para ter o campo de jogo nivelado"

https://www.correiobraziliense.com.br/

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