sábado, julho 12, 2025

Hillary Clinton se refere a Bolsonaro como ‘amigo corrupto’ de Trump ao criticar tarifaço

 Foto: Reprodução/Instagram

Hillary Clinton11 de julho de 2025 | 19:30

Hillary Clinton se refere a Bolsonaro como ‘amigo corrupto’ de Trump ao criticar tarifaço

mundo

Hillary Clinton se referiu ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como o “amigo corrupto” de Donald Trump ao criticar em suas redes sociais a medida anunciada pelo presidente norte-americano de impor uma sobretaxa de 50% ao Brasil.

No Threads, ao postar uma matéria do The New York Times sobre o assunto, ela também escreveu sobre como a decisão vai aumentar o preço de produtos nos Estados Unidos.

“Você está prestes a pagar mais pela carne bovina não apenas porque Trump quer proteger seu amigo corrupto… mas também porque os republicanos no Congresso decidiram ceder seu poder sobre política comercial a ele”, escreveu ela.

Clinton foi a candidata democrata à Presidência dos EUA em 2016, quando perdeu a disputa eleitoral para o republicano Trump.

Na quinta (10), um dia depois do anúncio do tarifaço, o ex-presidente Barak Obama também se manifestou sobre o Brasil, embora não tenha falado especificamente sobre a sobretaxa. Ele publicou um vídeo sobre um encontro que teve com jovens da Fundação Obama que participaram de um intercâmbio cultural no Brasil.

“Foi uma experiência transformadora —e um lembrete do por quê é tão importante investir em nossos jovens e dar-lhes a chance de experimentar diferentes culturas e ampliar sua própria compreensão.”

Em carta dirigida a Lula, o presidente norte-americano afirmou que estaria impondo a sobretaxa, entre outras razões, porque Bolsonaro estaria sofrendo uma caça às bruxas no Brasil.

Disse também que o julgamento dele pelo STF por tentativa de golpe de estado é uma “vergonha internacional”.

A carta pegou o governo Lula de surpresa, e foi devolvida.

O presidente afirmou, em entrevistas, que tentará dialogar com Trump, mas que se até agosto a questão não for resolvida e as sobretaxas passarem a valer, o Brasil responderá sobretaxando também produtos dos EUA.

Mônica Bergamo/Folhapress

Técnicos do TCU querem apurar viagem de Eduardo Bolsonaro por indícios de irregularidade

 Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado/Arquivo

O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP)11 de julho de 2025 | 20:00

Técnicos do TCU querem apurar viagem de Eduardo Bolsonaro por indícios de irregularidade

brasil

A área técnica do TCU (Tribunal de Contas da União) considerou haver “indícios suficientes de irregularidade” quanto ao financiamento público ao deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) durante a sua estadia nos Estados Unidos.

O parecer foi enviado pela diretoria de fiscalização dos Poderes Legislativo e Judiciário do TCU e validado pela chefia de auditorias, nesta sexta-feira (11), no processo relacionado ao caso no tribunal.

Caberá ao ministro relator Benjamin Zymler decidir se seguirá a recomendação dos técnicos e pedir que a Mesa Diretora e a unidade de controle interno da Câmara dos Deputados apurem tais indícios.

A reportagem procurou o parlamentar por meio da sua equipe, mas não houve resposta.

O processo foi aberto a pedido do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP). Ele argumentou que Eduardo estaria promovendo articulações políticas contra a soberania nacional brasileira, o que configura crime.

Segundo Boulos, isso estaria no artigo do Código Penal que tipifica negociações com governo ou grupo estrangeiro, ou seus agentes, com o fim de provocar atos típicos de guerra contra o país ou invadi-lo.

O parecer da unidade foi enviado dois dias após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impor uma sobretaxa de 50% ao Brasil, em meio a uma ofensiva para defender o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A diretoria do TCU adotou como base, na avaliação, as ausências do parlamentar, no relatório de presença em plenário do portal da transparência da Casa.

De acordo com este documento, o deputado só justificou uma das suas cinco faltas em sessões deliberativas deste ano, até o início de seu afastamento por licença para tratamento de saúde, e, posteriormente, interesses particulares, em 20 de março.

Segundo o TCU, o portal não apresentou indicativos de que tenha ocorrido desconto na remuneração do parlamentar em virtude dessas faltas, conforme determina norma da Casa.

Os técnicos, porém, avaliaram que o caso deve ser apurado pela própria Câmara, já que, se comprovadas, as irregularidades não atingiram o mínimo de R$ 120 mil de danos aos cofres públicos. O valor tem servido como base no TCU para a abertura de investigações.

Antes do parecer da chefia e da diretoria do TCU, um outro auditor da unidade havia se manifestado contra o pedido, pois havia um único pedido de reembolso de passagem aérea internacional, no valor de R$ 8.180, de março de 2024, por meio da cota parlamentar. Seus superiores, entretanto, discordaram da avaliação.

Boulos também havia pedido a responsabilidade penal a Eduardo Bolsonaro em relação aos fatos, mas o TCU negou, citando ausência de competência da corte de contas para emitir juízo de valor sobre a prática ou não de crime.

A viagem de Eduardo também é objeto inquérito de relatoria do ministro Alexandre de Moraes, no STF (Supremo Tribunal Federal), sobre sua suposta atuação contra autoridades brasileiras no exterior.

Em depoimento sobre o caso à Polícia Federal, no início de junho, Bolsonaro disse que mandou cerca de R$ 2 milhões a Eduardo para que ele pudesse se manter nos Estados Unidos.

De acordo com o ex-presidente, o dinheiro foi descontado do total de doações de sua campanha à Presidência em 2022, e ele resolveu fazer a remessa para que o filho não passe por dificuldades nos EUA.

Ele também afirmou “não ter a menor ideia” de quanto tempo Eduardo ainda ficaria nos EUA e que o filho de 41 anos “tem uma vida política independente”.

Constança Rezende/FolhapressPolitica Livre

Paulo Figueiredo diz que ‘Tarcísio atrapalha sem nem saber’ quando tenta negociar tarifas

 Foto: Reprodução/YouTube

O blogueiro bolsonarista Paulo Figueiredo11 de julho de 2025 | 21:45

Paulo Figueiredo diz que ‘Tarcísio atrapalha sem nem saber’ quando tenta negociar tarifas

brasil

O blogueiro bolsonarista Paulo Figueiredo afirmou em seu perfil no X (antigo Twitter) que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), “atrapalha sem nem saber”. A declaração foi feita após o governador tentar negociar as tarifas de 50% impostas sobre os produtos brasileiros com Gabriel Escobar, o encarregado de negócios da embaixada dos Estados Unidos, nesta sexta-feira, 11.

“Enquanto o sistema tiver esperanças de que ele (Tarcísio) surja como o Salvador da Pátria intermediando um acordo com os EUA, não vão nem cogitar aquela que é a única solução real: a anistia ampla, geral e irrestrita”, declarou o youtuber, apoiando a taxação dos EUA como uma ferramenta para que os condenados pelo ataque de 8 de Janeiro recebam perdão.

Figueiredo afirmou que a anistia é a única solução para que o tarifaço seja revertido, mas reconheceu as consequências das taxas. “Será necessário haver choro, ranger de dentes entre os Campeões do Brasil primeiro para que a realidade bata à porta. Eles merecem. O povo não”, escreveu em seu perfil. “Os próximos meses serão movimentados. Vai piorar bastante antes de melhorar”, finaliza.

O influenciador ainda disse que os esforços de Tarcísio não devem surtir efeito e que o governador “está conversando com um encarregado de negócios, um burocrata que tem 6 escalões acima dele e nunca nem viu o presidente Trump”.

Figueiredo é réu na ação que investiga a tentativa de Golpe de Estado. O blogueiro é acusado de divulgar informações falsas para incitar militares a pressionarem os então comandantes do Exército, Marco Antônio Freire Gomes, e da Aeronáutica, Carlos Almeida Baptista Júnior, a aderir ao plano de golpe.

Apesar de ter se refugiado nos EUA para evitar a Justiça brasileira, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), considerou Figueiredo como notificado na denúncia da trama golpista em 30 de julho. O magistrado afirmou que o blogueiro “tem pleno conhecimento da acusação” e divulgou vídeos nas redes sociais com trechos do processo.

Fellipe Gualberto/Estadão

Congresso pede a Moraes que valide derrubada de decretos do IOF a quatro dias da audiência

 Foto: Jonas Pereira/Agência Senado/Arquivo

Sessão conjunta do Congresso Nacional11 de julho de 2025 | 22:00

Congresso pede a Moraes que valide derrubada de decretos do IOF a quatro dias da audiência

economia

O Congresso Nacional pediu nesta sexta-feira (11) ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), a validação da derrubada dos decretos que fixaram aumentos do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). A manifestação foi enviada à corte quatro dias antes da sessão marcada pelo relator para tratar do tema.

O pedido é assinado pelos advogados das duas Casas e pede declaração de constitucionalidade da medida tomada pelo Congresso que invalidou os decretos do governo em 25 de junho. No documento, Senado Federal e Câmara dos Deputados argumentam que cabe ao Legislativo legislar e fiscalizar o Executivo.

“O sistema de freios e contrapesos pressupõe que o Poder Legislativo tem o dever de conter eventuais excessos do Executivo e fiscalizar sua atuação, realizando o controle externo da Administração Pública”, dizem.

Na última sexta (4), Moraes suspendeu tanto as normas editadas pelo presidente Lula (PT) quanto o decreto legislativo aprovado pelo Congresso, além de ter marcado uma audiência de conciliação para a próxima terça (15).

Para que as mudanças desejadas pelo governo fossem válidas, segundo o pedido enviado a Moraes, elas deveriam ter sido feitas por lei complementar que criasse novo fato gerador de tributo e lei ordinária que instituísse o tributo e delimitasse suas alíquotas. Quanto ao IOF, o Executivo poderia alterar as alíquotas ou as bases de cálculo do imposto a fim de ajustá-lo aos objetivos da política monetária.

“A majoração do IOF extrapolou esse limite, ao atingir todas as bases do imposto (seguros, câmbio, crédito, títulos), com pretensão nitidamente arrecadatória”, diz o Congresso.

“Veja-se que a motivação fiscal na edição dos decretos presidenciais foi clara e amplamente divulgada por autoridades do governo federal em entrevistas, e reproduzidas pela imprensa, constituindo fato público e notório que dispensa comprovação no âmbito judicial”, afirmam os parlamentares.

Em entrevistas na quinta (10), Lula voltou a defender as mudanças no IOF. O presidente afirmou que o decreto está dentro das competências do Executivo e que, caso a medida não seja referendada, poderá fazer cortes em emendas parlamentares.

“Os deputados sabem que se eu tiver que cortar R$ 10 bilhões, eu vou cortar das emendas deles também. Eles sabem disso. É importante a gente chegar num ponto de acordo. Eu vou manter o IOF. Se tiver um item no IOF que esteja errado, a gente tira aquele item. Mas o IOF vai continuar. Os parlamentares podem fazer um decreto se tiver cometido algum erro constitucional, coisa que eu não cometi”, disse.

Na próxima terça, deverão estar presentes as presidências da República, do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, além da PGR (Procuradoria-Geral da República), AGU (Advocacia-Geral da União) e as demais partes na ação.

Enquanto não houver uma definição na conciliação entre governo e Congresso ou uma nova decisão do STF, os aumentos do IOF propostos pelo governo continuam suspensos.

Após a audiência, segundo a decisão do ministro, será analisada a necessidade de manutenção da medida liminar concedida.

Em reunião na noite de terça-feira (8) em Brasília, ministros informaram aos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que o governo não pode prescindir do decreto que aumentou alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e que acabou derrubado pelo Congresso.

Seguindo orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Jorge Messias (Advocacia-Geral da União) defenderam em conversa com os presidentes das Casas a constitucionalidade do decreto.

As negociações para uma conciliação sobre os decretos do IOF tiveram início durante o 13º Fórum de Lisboa, o Gilmarpalooza, como uma prévia para a audiência prevista para 15 de julho.

Entre as possibilidades conversadas já em Portugal estão uma proposta de alíquota menor e a desistência da cobrança sobre o risco sacado e sobre aportes maiores em planos de previdência na modalidade VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre).

Ana Pompeu/Folhapress

Trump afirma que vai conversar com Lula “em algum momento”


Donald Trump analisa relatórios com sanções a Moraes

Donald Trump analisa relatórios com sanções a Moraes

Luana Viana
Metrópoles

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (11/7) que pretende, “em algum momento”, conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre as tarifas de 50% impostas ao Brasil, mas que “não agora”. Na mesma fala, Trump voltou a defender o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Donald Trump afirmou que a conversa com Lula “talvez aconteça em algum momento, mas não agora. Ele está tratando o presidente Bolsonaro de forma muito injusta. Eu o conheço [Bolsonaro] bem, já negociei com ele, e ele é um bom negociador. Posso te falar que ele é um homem muito honesto e ama o povo brasileiro”, disse Trump em resposta à repórter brasileira Raquel Krakenbuhl, correspondente da TV Globo em Washington.

AGORA, NÃO! – “Talvez em algum momento eu fale com ele [Lula]. Agora, eu não vou. Eles estão tratando o presidente Bolsonaro de forma muito injusta. Ele [Bolsonaro] é um bom homem. Eu o conheço bem. Eu negociei com ele. Ele era um negociador muito difícil e, posso dizer que ele era um homem muito honesto. E ele amava o povo do Brasil. Ele era um cara muito difícil de negociar. Eu não deveria gostar dele, porque ele era muito duro em negociação, mas ele também foi muito honesto e eu conheço os honestos e conheço os corruptos.”

O tarifaço de Trump contra o Brasil foi divulgado na última quarta-feira (9/7), por meio de uma carta enviada ao presidente Lula. Diante da nova taxa, o Brasil se tornou o país ao qual os EUA vão impor as tarifas de importação mais altas entre as 22 já anunciadas por Trump.

EM 1º DE AGOSTO – A taxa entra em vigor a partir de 1º de agosto e será cobrada separadamente de tarifas setoriais, como as que atingem o aço e alumínio brasileiros. Em abril deste ano, o Brasil já havia sido atingido pelo tarifaço de Trump e teve os produtos tarifados em 10%.

Além disso, as taxas norte-americanas de 50% sobre o aço e o alumínio e mais 50% de taxas anunciadas sobre o cobre nesta quinta-feira (10/7) afetam o país.

Trump tem ameaçado o mundo com a imposição de tarifas comerciais, desde o início do mandato, e tem dado atenção especial ao grupo do Brics e ao Brasil. O presidente norte-americano chegou a ameaçar taxas de 100% aos países-membros do bloco que não se curvarem aos “interesses comerciais dos EUA”.

50% PARA BRASIL – Após sair em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Trump impôs 50% de tarifas sobre exportações brasileiras para os EUA.

O líder norte-americano alegou que o Brasil não está “sendo bom” para os EUA e afirmou que existe déficit para seu país no comércio bilateral, o que não é verdade.

Na segunda-feira (7/7), Trump começou a enviar cartas a nações pelo mundo, anunciando oficialmente a implementação de tarifas a 22 países, que variam de 20% a 50%, a depender do país, com validade a partir de 1º de agosto. Entre os países, o Brasil ficou com a taxa mais alta e as Filipinas com a menor, de 20%.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Trump parece maluco, mas sabe muito bem o que faz. Ele quer aumentar a receita dos Estados Unidos através da eliminação de déficits comerciais, discutindo com cada país, caso a caso. O problema de Lula é especial, porque ele dá força ao Supremo quando desrespeita as leis brasileiras, tipo Marco Civil da Internet, e decide censurar empresas americanas, aplicando sanções, bloqueando contas privadas, um verdadeiro festival, que atingiu duas empresas do próprio Trump. O resultado é essa bagunça que afeta Estados Unidos, Brasil e o mundo. Trump já está estudando as sanções que atingirão o ministro Moraes. E vamos comprar pipoca, porque a bagaça não acaba tão cedo. (C.N.)


Trump deu a Lula uma chance de ouro de recuperar apoio e popularidade

Publicado em 11 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

Lula responde Trump após defesa a Bolsonaro

Lula recebeu um “empurrão” político do inimigo Trump

Eliane Cantanhêde
Estadão

Com sua megalomania, impulsividade e imprevisibilidade, Donald Trump deu a Lula tudo o que ele precisava para recuperar apoio político e popularidade: um inimigo externo e um discurso. Um discurso catalisador, resumido no slogan que o Planalto produziu, mas terceirizou para seus militantes e aliados massificarem nas redes sociais: “Lula quer taxar os superricos, Bolsonaro taxa o Brasil”.

É assim que Lula tenta sair das cordas, unindo a perigosa, mas eficaz, bandeira do “pobres contra ricos” com o sempre conveniente nacionalismo, que costuma quebrar o maior galho para governantes sob pressão. O venezuelano Hugo Chávez era craque nisso, mas é apenas um pequeno exemplo no meio da multidão que usava e usa esse recurso quando a política interna esquenta e as pesquisas trazem más notícias.

SOBERANIA – Se Lula recorre à “soberania”, o bolsonarismo tenta, a duras penas, e sem bons resultados até agora, usar a “democracia”. A diferença, porém, é abissal. A agressão do império às instituições, à democracia e à economia – e, portanto, à soberania nacional– é real, palpável.

Já a alegação de Trump de que há censura, ameaça à livre expressão e “caça às bruxas” no Brasil é tão mentirosa quanto a própria “carta” de Trump para anunciar tarifas de 50% a todos os produtos brasileiros.

No texto, ele justificou o tarifaço com “esses déficits comerciais insustentáveis” que o Brasil causaria aos EUA, mas é o oposto!

DÉFICIT – O Brasil teve um déficit de US$ 400 bilhões com os EUA em quinze anos, e oito dos dez produtos americanos exportados para o Brasil chegam aqui com… tarifa zero. Além de mentirosa, malcriada, grosseira e cheia de erros, a carta foi divulgada antes de chegar ao destinatário — o presidente do Brasil.

É algo impensável entre pessoas comuns, imagine-se entre chefes de Estado? O Itamaraty reagiu à altura: devolveu a carta.

É isso que Jair Bolsonaro, o “deputado exilado” Eduardo Bolsonaro e a imensa militância do grupo não apenas defendem, como atiçam incessantemente no governo e no Congresso dos EUA? Taxação no comércio, sanções a ministros do Supremo, avacalhação da imagem do Brasil no exterior? Não combina muito com o lero-lero do “Brasil acima de tudo” que embalava multidões no pico de popularidade de Bolsonaro.

NO SUPREMO – O ataque de Trump não muda uma vírgula, um dia ou um voto no julgamento de Jair Bolsonaro no Supremo por tentativa de golpe de Estado, mas pode piorar um bocado a investigação do filho Eduardo por coação e obstrução do processo contra o pai.

E o pior para o bolsonarismo é que divide, confunde e amedronta aliados. O melhor exemplo é o governador Tarcísio Gomes de Freitas, que foi, voltou e ficou no meio do caminho, tonto, tentando defender o indefensável e perdendo algo de relevante que ele havia conquistado: uma boa relação com ministros do STF.

Por mais que o bolsonarismo seja uma seita, que as versões de Bolsonaro virem verdades absolutas (até contra vacinas!), é muito difícil até para convertidos assimilar que a Comissão de Relações Exteriores da Câmara tenha aprovado uma moção de louvor a Trump por produzir o maior e mais sério ataque já visto ao Brasil, que atinge agricultura, pecuária, Embraer, serviços… Logo, prejudica empregos, gera queda na Bolsa e alta do dólar, impacta na inflação e pode aumentar os juros. Moção de louvor ao inimigo da Pátria?

NOVA PESQUISA – O grande teste sobre o “pobres contra ricos” e agora, o fresquinho, “Brasil soberano” será a pesquisa que a Quaest começou a fazer nesta quinta-feira sobre Lula, governo, 2026. É difícil captar o efeito, porque o campo da pesquisa começa no dia seguinte ao míssil de Trump, mas não é impossível, porque só se fala nisso nas casas, bares, restaurantes, gabinetes e consultórios pelo Brasil afora. Em menos de 24 horas, já eram computados 240 milhões de menções sobre o ataque na internet.

Trump mirou no governo Lula, no STF e nos Brics, mas errou o alvo e acertou Bolsonaro e pode se transformar no marco da reviravolta de Lula – e, além dele, Fernando Haddad – rumo a 2026. Lula, porém, tem de ajudar, principalmente não errando.

A fórmula está no pós 8 de janeiro: assim como reuniu os poderes e a federação na defesa da democracia, Lula precisa, como sugere o professor Roberto Menezes, da UnB, unir Congresso, setores privados, entidades e brasileiros de qualquer raça, religião ou ideologia em torno do interesse nacional. Só Trump poderia dar essa chance a Lula. E deu.

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