quinta-feira, julho 10, 2025

Obrigado, Trump!

 

Obrigado, Trump!

Obrigado por fazer cair a máscara de deputados e senadores que, eleitos por seus estados, articulam contra a população, mineradoras e siderúrgicas.

Finalmente, os vassalos conseguiram o posto máximo na hierarquia dos ‘lacaios do imperialismo norte-americano’, com a ameaça do presidente Donald Trump de taxar em 50% os produtos brasileiros.

É inacreditável a reação positiva dos seguidores do lesa-pátria nas redes sociais. Os influenciados comemoram o desemprego de milhões de trabalhadores brasileiros, como os do Vale do Aço, em Minas Gerais, por exemplo.

A taxação prejudica a exportação de café e petróleo, além de impactar a indústria e o agronegócio. O estado de São Paulo seria uma das unidades federativas mais prejudicadas; mesmo assim, o oportunista governador Tarcísio tenta lacrar com o grupo de eleitores manipulados e úteis.

Incomodado com o avanço do BRICS e o possível enfraquecimento do dólar na economia global, o chefe da Casa Branca usou o espectro sombrio de Bolsonaro como pano de fundo para atacar o bloco.

O réu inelegível e covarde aproveita-se da carta de Trump como troféu, para reverter a situação e colocar na conta de Lula e Moraes a responsabilidade pelas bravatas de Trump.

Os criminosos golpistas que atentaram contra a democracia e o Estado Democrático de Direito veem em Trump a última instância para a anistia; por isso, querem coagir o Judiciário. O Brasil é soberano e não uma colônia subserviente, como querem e insistem os ‘Josés Silvério’.

Obrigado, Trump! Por fazer cair a máscara de deputados e senadores que, eleitos por seus estados, articulam contra a população, mineradoras e siderúrgicas.

Obrigado por ter unido ainda mais os brasileiros trabalhadores, brasileiros empresários, brasileiros estudantes; brasileiros, brasileiros.

FOTO: RS/Fotos Públicas

FONTE: https://www.brasil247.com/blog/obrigado-trump-jrswe24z

Gleisi enquadra Tarcísio: ‘é nessa hora que distinguimos os patriotas dos traidores’

 

Gleisi enquadra Tarcísio: ‘é nessa hora que distinguimos os patriotas dos traidores’

Ministra critica postura do governador e outros bolsonaristas diante das tarifas de Trump, “o maior ataque já feito ao Brasil em tempos de paz”.

247 – A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), reagiu com indignação à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. Em postagem nas redes sociais, nesta quinta-feira (10), Gleisi classificou a medida como “o maior ataque já feito ao Brasil em tempos de paz” e denunciou o alinhamento de figuras da extrema direita brasileira, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e Jair Bolsonaro (PL), ao que chamou de “chantagem do presidente dos EUA”.

A medida anunciada por Trump entra em vigor no dia 1º de agosto e representa uma escalada nas tensões comerciais entre Washington e Brasília. Em carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o chefe da Casa Branca não apenas formalizou o tarifaço como também saiu em defesa de Bolsonaro, que responde a um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado em 2023.

Em tom de pressão econômica, o republicano ainda sugeriu que o Brasil abra seus mercados e elimine tarifas e barreiras comerciais, insinuando que só assim a Casa Branca poderia “considerar um ajuste” na nova tarifa.

A resposta de Gleisi veio de forma contundente. “Quem está colocando ideologia acima dos interesses do país é o governador Tarcísio e todos os cúmplices de Bolsonaro que aplaudem o tarifaço de Trump contra o Brasil”, afirmou. Em sua avaliação, trata-se de um ataque direto à economia, à soberania e à democracia brasileira, como parte de um projeto autoritário em curso. “É a continuação do golpe pelo qual Bolsonaro responde no STF, agora usando tarifas de um país estrangeiro para impor seu projeto ditatorial”, escreveu.

A ministra destacou ainda o papel histórico que cabe aos brasileiros neste momento. “É nessa hora que uma nação distingue os patriotas dos traidores”, disse Gleisi, citando editorial do jornal O Estado de S. Paulo que criticou duramente a postura de Tarcísio. “É absolutamente deplorável que ainda haja no Brasil quem defenda Trump, como recentemente fez o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (…) Eis aí o mal que faz ao Brasil um irresponsável como Bolsonaro, com a ajuda de todos os que lhe dão sustentação política com vista a herdar seu patrimônio eleitoral”, destacou o jornal.

https://x.com/gleisi/status/1943276990573711383

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados | Reprodução

FONTE: https://www.brasil247.com/regionais/sudeste/gleisi-enquadra-tarcisio-e-nessa-hora-que-distinguimos-os-patriotas-dos-traidores

Trump repete o 'Grande Ditador', de Chaplin

 

Por GILBERTO MENEZES CÔRTES
gilberto.cortes@jb.com.br

Publicado em 09/07/2025 às 22:41

Alterado em 09/07/2025 às 22:41

                                       O Grande Ditador, de Charles Chaplin Foto: reprodução




Na transposição da sátira de Charles Chaplin “O Grande Ditador”, de 1940, para os dias atuais, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está superando os desvarios do ditador, com as ameaças de cobrança de tarifas aos mais variados parceiros comerciais americanos.

Na sua última ameaça, em carta endereçada ao presidente Lula, Trump anuncia que “os EUA cobrarão uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto”, citando como motivos os “déficits comerciais acumulados pelos Estados Unidos com o Brasil” e as ações legais do Supremo Tribunal Federal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro – “que devem cessar IMEDIATAMENTE” - e empresas de tecnologia dos EUA como justificativa para as taxas alfandegárias.

A diplomacia tarifária de Trump ressuscita os piores tempos da “política do 'big stick'” aplicada pelo presidente Theodore Roosevelt no final do século 19.

A tarifa de 50% é o maior nível anunciado até agora na enxurrada de cartas de Trump aos líderes mundiais esta semana, enviadas depois que ele adiou o prazo para impor suas chamadas tarifas recíprocas para 1º de agosto. Elas deveriam entrar em vigor na quarta-feira, após terem sido pausadas em abril.

Premissas mentirosas
As justificativas de Trump para o tarifaço de 50% são uma afronta aos princípios diplomáticos de respeito à soberania das nações, como frisou o presidente Lula.
E parte de premissas mentirosas, como destacou o vice, Geraldo Alckmin, derivadas do “envenenamento” das autoridades americanas sobre a situação do Brasil comandado pela “catequese” do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que se refugiou nos Estados Unidos para tentar conspirar contra o governo Lula, com o auxílio do autoexilado jornalista Paulo Figueiredo (ex-Jovem Pan), neto do ex-presidente João Batista Figueiredo.

EUA têm saldo comercial
Para começo de conversa, desde 2008, os Estados Unidos acumulam bilionários saldos comerciais e não déficits contra o Brasil. Em 2022, o saldo comercial americano foi de US$ 13,870 bilhões.

O saldo diminuiu em 2023, para US$ 1,04 bilhão, quando o Brasil adotou novo sistema de apreçamento dos combustíveis da Petrobras, aumentando o uso de suas refinarias com o petróleo do pré-sal (mais leve e extraído a baixo custo) em troca do extinto sistema de Paridades de Preços Internacionais (PPI) que gerava grandes compras de combustíveis (diesel e GLP) dos EUA.

No ano passado, o saldo caiu para US$ 250 milhões, mas voltou a aumentar para acima de US$ 1 bilhão no primeiro semestre deste ano.

Ação no STF cumpre rito legal
As ações contra Jair Bolsonaro e os 33 conspiradores que estão sendo julgados no Supremo Tribunal Federal (STF) correm dentro do devido processo legal. Houve investigação exaustiva da Polícia Federal, que gerou denúncia do Procurador Geral da República, Paulo Gonet, acatada por unanimidade pela Primeira Turma do STF.

Bolsonaro e os demais acusados estão assistidos por advogados e, na última oitiva, perante o relator do processo, o ministro Alexandre de Moraes, o ex-presidente pediu desculpas pelas ofensas aos ministros do STF e chamou de “malucos” os manifestante que acamparam diante dos quartéis pedindo intervenção militar após a derrota para Lula nas eleições de outubro de 2022 – consideradas “limpas e justas” pelo governo dos Estados Unidos - e marcharam sobre Brasília e depredaram as sedes dos Três Poderes no 8 de janeiro de 2023.

TSE considerou Bolsonaro inelegível
Os direitos eleitorais de Bolsonaro foram suspensos até 2030, por julgamento de abuso do poder, por decisão unânime do Superior Tribunal Eleitoral, em 2023.

Por pressão dos filhos de Bolsonaro, que estão distorcendo as ações do STF, o órgão máximo do Poder Judiciário, o governo Trump alega que o Brasil deve ser taxado por "ataques contínuos às atividades de comércio digital de empresas americanas".

Por coincidência, Alexandre de Moraes, que supervisiona o caso contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, concentra os inquéritos do STF sobre as “fake news”, e ordenou que empresas de tecnologia removam centenas de contas que, segundo ele, ameaçavam a democracia brasileira. A empresa de mídia de Trump processou o juiz, e Elon Musk, em determinado momento, se recusou a cumprir suas ordens, levando à suspensão temporária de X no Brasil, que depois se curvou à legislação brasileira, como também na Europa.

Lula taxa ricos; Bolsonaro taxa o Brasil
Depois de uma reunião de emergência com os ministros do Palácio do Planalto, o presidente Lula disse que o Brasil vai reagir soberanamente com a Lei de Reciprocidade Econômica, que foi devidamente comunicada ao encarregado de negócios dos Estados Unidos, Gabriel Escobar, quando a representante do Itamaraty, embaixadora Maria Luiza Escorel, indagou, preliminarmente, se a “carta era verdadeira”, pois tinha sido divulgada antes de chegar ao presidente brasileiro pelos canais diplomáticos.

Mas o que saiu da reunião, do ponto de vista político, foi a intensificação da estratégia do ataque aos ricos, cujos privilégios foram defendidos pela oposição na Câmara dos Deputados com a derrubada do aumento do IOF e outros impostos sobre instituições financeiras.

Como o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro falou claramente que a taxação das exportações brasileiras foram uma retaliação aos controles do STF sobre as mentiras e acusações falsas nas redes sociais, e que a oposição só vai ceder no IOF se o Congresso aprovar a “anistia ampla geral e irrestrita”, o governo pretende associar a ação da família Bolsonaro a induzir o governo Trump a taxas as exportações brasileiras como “crime de lesa pátria”.

No mínimo, uma contradição para os patriotas, que usam verde amarelo e os bonés do MAGA (Make America Great Again) à custa de taxações contra seu próprio país e outras nações.

Apelo ao nacionalismo
Por isso a comunicação social do governo pretende trabalhar nas redes sociais a ideia de que o governo Lula quer taxar os ricos para manter os programas sociais, mas a família Bolsonaro, que lidera a oposição, além de defender os ricos, trabalhou para Trump fazer uma chantagem contra o Brasil, tipo: “liberem Bolsonaro que eu recuo nas tarifas”, numa clara interferência no Judiciário brasileiro.

O que dizem os jornais

'The New York Times' (EUA)

"O presidente Trump disse que ordenou que autoridades americanas abrissem uma investigação comercial no Brasil por 'ataques contínuos às atividades de comércio digital de empresas americanas'. Ele parecia estar se referindo às reclamações de muitos da direita de que a Suprema Corte do Brasil censurou vozes conservadoras online.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) que supervisiona o caso contra o ex-presidente Jair Bolsonaro também ordenou que empresas de tecnologia removam centenas de contas que, segundo ele, ameaçavam a democracia brasileira. A empresa de mídia de Trump [a Trump Media & Technology Group Corp] processou o juiz, e Elon Musk, em determinado momento, se recusou a cumprir suas ordens, levando à suspensão temporária da X no Brasil [no final do ano passado, a X se enquadrou nas leis brasileiras, pagou multas e indicou diretor responsável, como exigia Alexandre de Moraes].

Guerra comercial: O presidente Trump afirmou que planeja 'impor tarifas de 50% sobre as importações do Brasil', acusando as autoridades brasileiras de acusarem injustamente seu aliado político, o ex-presidente Jair Bolsonaro, de tentativa de golpe. Foi uma tentativa extraordinária de usar tarifas como instrumento para influenciar um julgamento criminal em um país estrangeiro. O Brasil foi o maior dos oito países que Trump aplicou tarifas na quarta-feira, em cartas que indicam que ele continua sua estratégia de punir países que vendem mais do que compram dos Estados Unidos."

'The Wall Street Journal' (EUA)

"Trump ameaça tarifa de 50% sobre o Brasil, citando julgamento de Bolsonaro"

O jornal acrescenta que “a taxa potencial é a mais alta até agora na enxurrada de cartas do presidente aos líderes mundiais sobre comércio”.


'Financial Times' (Inglaterra)

"Trump ameaça impor tarifa de 50% ao Brasil"

"Presidente dos EUA acusa país de lançar uma 'caça às bruxas' contra seu ex-líder Jair Bolsonaro."


'The Guardian' (Inglaterra)

"Trump anuncia tarifa de 50% sobre o Brasil, citando o que ele afirma ser uma 'caça às bruxas' contra Bolsonaro.

Presidente dos EUA impõe tarifa ao Brasil e reclama do tratamento dado ao ex-presidente brasileiro, que enfrenta julgamento por suposta tentativa de golpe."

Presidente do STF indica que julgamento de Bolsonaro não será afetado por pressão de Trump e direitistas

 

Por JB JURÍDICO com Brasil 247
redacao@jb.com.br

Publicado em 10/07/2025 às 08:56

Alterado em 10/07/2025 às 09:04


                                      Ministro Barroso Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasi


A ofensiva tarifária anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Brasil não alterará os planos do Supremo Tribunal Federal (STF) para julgar o ex-presidente Jair Bolsonaro. De acordo com reportagem publicada pelo jornal Estado de S. Paulo, ministros da Corte ouvidos em caráter reservado afirmaram que a pressão vinda da Casa Branca não surtirá efeito e que o julgamento está mantido para o fim de agosto ou início de setembro.

Trump anunciou a imposição de uma tarifa adicional de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados aos EUA, alegando suposta interferência do STF em plataformas digitais e em processos contra Jair Bolsonaro. A medida, claramente motivada por razões políticas, gerou forte reação no Brasil e acirrou a tensão diplomática entre os dois países.

Nesta quarta-feira, 9, o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, telefonou para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar da crise desencadeada pelo tarifaço americano. Segundo a apuração do jornal, ficou decidido que os ministros do Supremo não fariam declarações públicas sobre o episódio, deixando a condução da resposta oficial a cargo do Ministério das Relações Exteriores.

Apesar da orientação de silêncio, o ministro Flávio Dino fez uma manifestação indireta em suas redes sociais, destacando o papel do STF na defesa da ordem constitucional brasileira. “Uma honra integrar o Supremo Tribunal Federal, que exerce com seriedade a função de proteger a soberania nacional, a democracia, os direitos e as liberdades, tudo nos termos da Constituição do Brasil e das nossas leis”, escreveu Dino em sua conta no Instagram, sem mencionar diretamente Trump ou a crise internacional.

O julgamento de Bolsonaro, apontado como peça central da tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro, permanece no centro das atenções nacionais e internacionais. Mesmo após ter sido declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Bolsonaro poderá enfrentar novas sanções, incluindo eventual condenação criminal. A expectativa dentro do Supremo é de que ele seja condenado.

A tentativa de Trump de interferir nas instituições brasileiras, sob o argumento de que o STF estaria “ultrapassando seus limites”, tem sido interpretada como uma retaliação ideológica, alinhada ao bolsonarismo. Em maio, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, já havia dado sinais dessa ofensiva, ao anunciar restrições de entrada nos EUA para “funcionários estrangeiros e pessoas cúmplices na censura de americanos”, numa crítica velada ao ministro Alexandre de Moraes.

A ação de Trump provocou impacto também no campo econômico. Analistas apontam que setores como siderurgia, aviação, carnes e frutas serão os mais atingidos. Ainda assim, segundo avaliação publicada pelo Estadão, o Brasil poderá redirecionar parte das exportações para mercados alternativos, como a China, o que deve limitar os efeitos da medida no curto prazo.

A reação do governo Lula e a firmeza do STF em manter seu cronograma mostram que o Brasil pretende responder com serenidade, mas sem ceder a pressões externas que pretendem interferir na soberania nacional. A mensagem é clara: decisões sobre a democracia brasileira cabem apenas às instituições do Brasil — e não serão pautadas por interesses eleitorais de líderes estrangeiros.

Para Nobel de Economia, Trump usa tarifas para proteger ditadores

                                                             

Por ECONOMIA JB
redacao@jb.com.br

Publicado em 10/07/2025 às 13:01

Alterado em 10/07/2025 às 13:02

                                          Paul Krugman Foto: Reuters/Gene Medi


Por Marcelo Brandão – As tarifas de 50% aos produtos brasileiros anunciadas nessa quarta-feira (9) por Donald Trump têm reverberado também nos Estados Unidos.

O economista norte-americano Paul Krugman, colunista do jornal The New York Times e vencedor do Nobel de Economia de 2008, classificou o presidente do seu país como "mau e megalomaníaco".

"Eu não costumo fazer postagens noturnas, mas a última carta de Trump, impondo tarifas de 50% ao Brasil, merecem um boletim especial. Afinal, [a medida] é diabólica e megalomaníaca", disse ele na abertura de uma postagem cujo título é Programa de Trump de Proteção a Ditadores, seguido de "Usando tarifas para combater a democracia".

Krugman afirmou que não há razões econômicas que justifiquem tal medida e que se trata, essencialmente, de uma tentativa de livrar Jair Bolsonaro da condenação por tentativa de golpe de Estado.

"Note que Trump mal finge que há uma justificativa econômica para sua ação. É sobre punir o Brasil por julgar Jair Bolsonaro", afirmou o economista em publicação em seu blog, na noite dessa quarta-feira (9).

Em seu post, ele faz um resumo de quem é Bolsonaro, na sua opinião.

"É o presidente anterior do Brasil, que perdeu a última eleição – mas tentou se manter no poder através de um golpe para reverter aquela eleição. Claro que soa familiar".

Krugman faz menção ao episódio da invasão do Capitólio, em 2021, por apoiadores de Donald Trump após sua derrota nas urnas para Joe Biden. Esses invasores foram condenados em 2023, mas Trump concedeu a eles perdão presidencial no início de seu segundo mandato.

Em sua mensagem ao governo brasileiro, Trump demonstrou preocupação em livrar seu aliado político da condenação no inquérito no qual é réu no Supremo Tribunal Federal (STF).

"A forma como o Brasil tem tratado o ex-presidente Bolsonaro, um líder altamente respeitado em todo o mundo durante seu mandato, inclusive pelos Estados Unidos, é uma vergonha internacional. Esse julgamento não deveria estar ocorrendo. É uma Caça às Bruxas que deve acabar IMEDIATAMENTE!".

Na avaliação de Krugman, Trump é um "projeto de ditador" que tenta ajudar outros como ele.

"Agora, Trump está tentando usar tarifas para ajudar outro projeto de ditador. Se você ainda pensa nos Estados Unidos como um dos mocinhos do mundo, isso deve te mostrar de qual lado nós estamos atualmente".

Comércio Internacional

O economista norte-americano usa dados de 2022 da Organização Mundial do Comércio (OMC) que mostram que o Brasil tem na China seu maior parceiro comercial, com 26,8% dos seus produtos exportados.
Os Estados Unidos aparecem com 11,4%.

"Trump realmente imagina que ele pode usar tarifas para intimidar uma nação gigante, que sequer é muito dependente do mercado dos Estados Unidos, para que eles abandonem a democracia?".

Na visão do Nobel de Economia, as medidas anunciadas por Trump também são argumentos para a abertura de um processo de impeachment contra ele.

"Como eu disse, diabólico e megalomaníaco. Se ainda temos uma democracia funcional, essa jogada com o Brasil poderia fundamentar o impeachment. Claro, isso deveria esperar na fila, atrás de outros argumentos". (com Agência Brasil)

Prefeito de Jucuruçu sofre representação ao MPE por gastos em festejos juninos

 Foto: Divulgação

Prefeito de Jucuruçu, Arivaldo de Almeida Costa, que é mais conhecido como Lili10 de julho de 2025 | 15:11

Prefeito de Jucuruçu sofre representação ao MPE por gastos em festejos juninos

exclusivas

Os conselheiros da 1ª Câmara de julgamento do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) consideraram procedente o termo de ocorrência lavrado contra o prefeito de Jucuruçu, Arivaldo de Almeida Costa, que é mais conhecido como Lili, em razão da irrazoabilidade dos gastos promovidos com os festejos juninos de 2022, quando o município estava sob decreto de calamidade pública.

O relator do processo, conselheiro Paulo Rangel, determinou a formulação de representação ao Ministério Público Estadual para que seja apurada a prática de ato de improbidade administrativa pelo gestor. O prefeito foi multado em R$2 mil.

Segundo a denúncia, mesmo após a publicação de decreto de calamidade pública – diante das fortes chuvas que atingiram a cidade em dezembro de 2021 – foram realizados atos administrativos que envolveram inexigibilidade e dispensa de licitação para contratação de bandas e cantores para realização dos festejos juninos de 2022.

Os dois dias de festa custaram aos cofres municipais mais de R$592 mil, que representa 17% da receita corrente prevista para o mês de junho e cerca de 2% do orçamento anual do município.

Para o conselheiro Paulo Rangel, não é razoável admitir que um município, em um período de retração financeira, diante da situação emergencial, utilize de recursos públicos para pagar festejos.

O Ministério Público de Contas se manifestou, por meio do procurador Danilo Diamantino, pela procedência da denúncia. Cabe recurso da decisão.

Motta deve encontrar Alcolumbre e diz que posição sobre Trump será do ‘sentimento da Casa’

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado/Arquivo
Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB)10 de julho de 2025 | 14:50

Motta deve encontrar Alcolumbre e diz que posição sobre Trump será do ‘sentimento da Casa’

brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), deve se reunir nesta quinta-feira (10) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para discutir o aumento da sobretaxa para 50% sobre produtos importados do Brasil determinado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A informação do encontro foi confirmada por interlocutores de Motta. Ao final da reunião de líderes nesta quinta, ele evitou comentar o assunto, e disse que sua posição representará “o sentimento da Casa”. O assunto foi tema de discussão no colegiado, a portas fechadas, sem a presença de assessores.

“Estamos conversando. Tenho que ouvir o colegiado”, disse.

Questionado se a decisão se Trump seria um ataque à soberania, Motta afirmou: “Minha posição será uma que tenha o sentimento da Casa, ouvindo a todos. Foi um dos temas que debatemos na reunião. Vamos seguir discutindo ao longo do dia”.

Até o momento, tanto Motta quanto Alcolumbre se silenciaram sobre a decisão do presidente dos Estados Unidos. Há expectativa de que, após o encontro, haja um posicionamento do Congresso a respeito do tema.

Durante a reunião, o PDT apresentou um requerimento de repúdio ao presidente a Trump. Segundo relatos, não houve consenso em torno da medida.

Parlamentares de esquerda cobraram Motta por um posicionamento do Congresso a respeito da crise, e o presidente da Casa disse que não tem de se manifestar a respeito de tudo, mas informou que conversaria com Alcolumbre sobre o tema.

Lindbergh Farias (RJ), líder do PT na Câmara, defendeu que o assunto ultrapasse direita e esquerda e que prevaleçam os interesses nacionais.

Segundo ele, MDB, Solidariedade, PSB, Podemos, PT e e PC do B assinaram o pedido de criação de uma comissão geral com Itamaraty e setores empresariais para discutir os efeitos da sobretaxa. O pedido será encaminhando a Motta.

O PT também deve encaminhar um adendo ao pedido de cassação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) no conselho de ética. Para o líder do partido do presidente Lula, ao comentar a decisão de Trump na quarta-feira (9), Eduardo teria confessado o uso de seu mandato para atacar as instituições e interferir no julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) que apura a participação nos atos golpistas.

Lideranças como Talíria Petrone (PSOL-RJ) disseram se tratar de um ataque à soberania e que é preciso fazer uma defesa, inclusive do agronegócio, que sofrerá as consequências econômicas da sobretaxa.

Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), por sua vez, disse que o Congresso não tem o que fazer, porque seria responsabilidade do Executivo debelar a crise. Porém, ao deixar a reunião de líderes, disse que se o governo quiser delegar o papel de mediar aos presidentes de Câmara e Senado, “eles não se negarão a ajudar o Brasil”. Também disse que, como liberal, é contrário a qualquer tipo de taxação.

Ao final do encontro, o líder do PP, deputado Luizinho (RJ), disse que a classe política precisa se unir para pedir ao presidente dos Estados Unidos que desista da sobretaxa. “Isso não vai prejudicar o governo Lula ou o Supremo. Vai prejudicar o Brasil “, afirmou.

O anúncio de Trump ocorreu por volta de 15h de quarta-feira (9), o que veio seguido de reações de parlamentares, ministros, do governo Lula (PT) e de representantes setores da economia ao longo do dia. As principais lideranças do Congresso Nacional, no entanto, não se pronunciaram.

Motta presidiu o plenário da Câmara nesta quarta. Ele não falou sobre o anúncio durante a sessão nem respondeu a perguntas de jornalistas na saída. Procurado pela reportagem, também se calou.

Alcolumbre, por sua vez, não participou da sessão do Senado, mas estava em Brasília nesta quarta. Ele também foi procurado, mas não quis se manifestar.

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) admitem reservadamente que há um desgaste para ele e para o seu grupo político com o aumento da sobretaxa para 50% sobre produtos importados do Brasil imposto nesta quarta-feira pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A decisão de Trump faz parte de uma ofensiva para defender Bolsonaro, e a carta do americano cita o ex-presidente diretamente. Há uma avaliação entre os aliados do ex-presidente de que, por ora, o governo Lula (PT) tem conseguindo emplacar o discurso de que o ato fere a soberania do país.

Embora haja incerteza em torno das consequências econômicas e políticas da decisão de Trump, bolsonaristas já buscam blindar o ex-presidente da crise.

Marianna Holanda/Raphael Di Cunto/Fernanda Brigatti/Folhapress 

Tarcísio diz que ‘qualquer candidato’ de centro-direita dará indulto a Bolsonaro

 Foto: Reprodução/YouTube

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos)10 de julho de 2025 | 15:50

Tarcísio diz que ‘qualquer candidato’ de centro-direita dará indulto a Bolsonaro

brasil

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu o indulto a Jair Bolsonaro (PL) como “fator de pacificação” para o Brasil e disse que “qualquer candidato” da centro-direita concederá o perdão ao ex-presidente no caso de condenação no STF (Supremo Tribunal Federal) pela acusação de liderar a trama golpista de 2022.

Tarcísio, contudo, disse que seu padrinho político é inocente, que conseguirá provar sua inocência e que o indulto não será necessário.

Nesta quinta-feira (10), Tarcísio falou sobre as tarifas impostas ao Brasil pelo governo Donald Trump e foi questionado sobre o indulto a Bolsonaro —o processo contra o ex-presidente foi uma das razões que motivaram a retaliação do presidente dos Estados Unidos ao Brasil.

O governador, que há dias vinha evitando jornalistas, foi questionado sobre o indulto a Bolsonaro e a posição do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que disse que o candidato à Presidência bolsonarista deveria garantir a medida mesmo que fosse necessário “uso da força”.

“Eu acredito que ele [Bolsonaro] é inocente e vai conseguir provar a inocência dele ao longo do processo. Então, a primeira coisa que eu entendo é que o presidente é inocente e vai ser inocentado e aí não vai ser necessário o indulto”, disse Tarcísio.

“Se for necessário, eu tenho certeza de que qualquer candidato que nós temos nesse bloco de centro-direita vai dar um indulto, e esse indulto vai ser negociado. Porque o que é importante agora é que isso vai ser visto como um fator de pacificação. Deixar essa agenda de lado, porque temos uma agenda importante”, continuou.

O governador paulista é um dos nomes da direita cotados a uma candidatura ao Palácio do Planalto em 2026 no lugar de Bolsonaro, que está inelegível até 2030.

Na sequência, Tarcísio elencou temas que, segundo ele, compõem a agenda que ele mencionou, como reforma política, longevidade, financiamento do SUS e “medidas fiscais que vão nos fazer avançar”.

“Então, eu tenho certeza de que é pacífico que a gente precisa encerrar esse assunto para poder dar um salto com um país pacificado”, afirmou.

Diante da insistência dos jornalistas sobre como agir com o STF, Tarcísio disse: “Essas coisas se resolvem na base do diálogo, mas eu acredito na inocência do presidente”.

Bruno Ribeiro/Folhapress

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