quarta-feira, maio 28, 2025

Instituto pede apuração de quebra de decoro de senadores no caso Marina para a Comissão de Ética

 Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva28 de maio de 2025 | 18:35

Instituto pede apuração de quebra de decoro de senadores no caso Marina para a Comissão de Ética

brasil

O Instituto Vladimir Herzog (IVH) protocolou nesta quarta-feira (28) uma representação na Comissão de Ética e Decoro Parlamentar do Senado Federal em que solicita a apuração das condutas dos senadores Plínio Valério (PSDB-AM) e Marcos Rogério (PL-RO) durante audiência da Comissão de Infraestrutura realizada na última terça (27) com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede).

A ministra deixou a sessão depois de um bate-boca com os senadores, durante o qual o presidente da comissão, senador Marcos Rogério (PL-RO), disse que a ministra deveria se pôr no lugar dela. Antes, o senador Plínio Valério (PSDB-AM) havia dito: “Eu estou vendo uma ministra, eu não estou falando com uma mulher. Eu estou falando com a ministra. Porque a mulher merece respeito; a ministra, não. Por isso que eu quero separar”.

Plínio já havia ofendido a ministra em março quando disse ter vontade de enforcá-la. “Imagine o que é tolerar a Marina 6 horas e 10 minutos sem enforcá-la?”, afirmou o senador sobre a participação de Marina em audiência na CPI das ONGs.

Na representação, o IVH afirma que tais comportamentos ultrapassam os limites do embate político e são incompatíveis com a responsabilidade institucional que se espera de representantes do Senado. A ação aponta que “tais condutas violam o artigo 2º do Código de Ética e Decoro Parlamentar do Senado Federal, que exige dos parlamentares comportamento compatível com a ética e o decoro parlamentar, e ferem os princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana (Art. 1º, III) e da moralidade administrativa (Art. 37, caput)”.

“O que aconteceu na audiência com Marina Silva no Senado foi de um desrespeito absoluto contra uma ministra de Estado. Uma escalada brutal de preconceitos e ofensas misóginas, contra as mulheres, e contra alguém que é reconhecidamente uma importante liderança na questão ambiental, o que hoje não é um problema só do Brasil, mas do planeta”, afirmou o diretor-executivo do instituto, Rogério Sottili.

Segundo Sottili, o Instituto Vladimir Herzog “se sentiu na obrigação de entrar com uma representação junto ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e à Comissão de Ética, para que todas as medidas fossem tomadas contra os senadores Marcos Rogério e Plínio Valério pelas ofensas que cometeram contra uma mulher e ministra de Estado”.

“Foi uma agressão, uma desqualificação e uma intimidação a uma autoridade pública, e não um exercício de divergência e do contraditório, que fazem parte do debate democrático”, avalia ele. “Isso não deve ser aceitável e esperamos que a Comissão de Ética do Senado tome as medidas necessárias para que o Congresso Nacional esteja alinhado com as tentativas das outras instituições do Estado brasileiro no sentido de retomar o curso normal da nossa democracia.”

Para ele, organizações de defesa da democracia precisam se posicionar frente ao que chamou de escalada autoritária e de desrespeito às instituições do Brasil. “O Brasil está vivendo um momento em que, pela primeira vez, os atentados contra a democracia estão sendo investigados e punidos, com indiciamento de generais e um ex-presidente da República. O Congresso reflete esse movimento autoritário que o país está vivendo. E há uma parcela importante do Congresso que resiste democraticamente.”

Procurado, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não retornou os pedidos da reportagem até o fechamento deste texto sobre as providências a serem tomadas a partir da representação e do caso em si. O espaço segue aberto.

Fernanda Mena/Folhapress

Medidas de Trump contra STF estão longe da hecatombe anunciada por Eduardo Bolsonaro, dizem diplomatas

 Foto: Reprodução/Arquivo

O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP)28 de maio de 2025 | 18:21

Medidas de Trump contra STF estão longe da hecatombe anunciada por Eduardo Bolsonaro, dizem diplomatas

brasil

O anúncio de que o governo de Donald Trump vai restringir o acesso aos EUA de estrangeiros que o governo avaliar como “responsáveis por censurar empresas ou cidadãos norte-americanos” foi considerado genérico e muito aquém do que o previsto por bolsonaristas que alardeavam que as sanções seriam duras.

Um integrante da diplomacia brasileira afirmou à coluna que a medida é “muito diferente da hecatombe que vendeu o 03”, referindo-se ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o terceiro filho de Jair Bolsonaro (PL).

O parlamentar e aliados do ex-presidente nos EUA têm a expectativa de que o presidente norte-americano Donald Trump assine um decreto aplicando sanções muito mais duras e objetivas a Alexandre de Moraes e a outros ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) por meio da chamada Lei Magnitsky.

Por essa ação, Moraes e os demais receberiam sanção da Ofac, Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, que pertence ao Departamento do Tesouro dos EUA.

Eventuais bens que eles mantivessem nos EUA seriam bloqueados e haveria restrições em transações com instituições americanas.

A ameaça de não conceder visto foi considerada irrisória, sem qualquer reflexo na vida prática de Alexandre de Moraes, que não tem bens nos EUA nem qualquer plano de visitar o país.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse na manhã desta quarta-feira (28) que a concessão de vistos é uma decisão soberana de cada país e que governos não precisam “dar explicação” sobre o assunto.

A ação do governo norte-americano contra o STF é considerada pela diplomacia e pelo governo Lula como uma tentativa das big techs de evitar que sejam regulamentadas no Brasil.

Ministros do STF e o próprio presidente Lula já manifestaram a opinião de que elas precisam cumprir determinadas regras para disseminar conteúdo no país.

Em conversa com o líder chinês Xi Jinping neste mês, Lula e a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, reclamaram do TikTok. E ela fez um relato detalhado de uma menina de 8 anos que morreu de parada cardíaca ao entrar no desafio do desodorante, que circula na plataforma.

Mônica Bergamo, Folhapress

 Foto: Reprodução/Instagram

O bilionário Elon Musk e o presidente dos EUA, Donald Trump28 de maio de 2025 | 21:45

Elon Musk anuncia que vai deixar o governo de Trump

mundo

O bilionário Elon Musk anunciou nesta quarta-feira (28) que vai deixar o governo Donald Trump. O homem mais rico do mundo liderou a iniciativa radical de corte de gastos conhecida como Doge (Departamento de Eficiência Governamental, na sigla em inglês), que teve como principais alvos programas de diversidade no governo dos Estados Unidos e a agência de ajuda externa Usaid.

O cargo oficial de Musk no governo Trump sempre foi ambíguo —apesar de controlar o Doge, a Casa Branca disse em mais de uma ocasião que ele não era formalmente o chefe do departamento, e sim apenas um “funcionário especial do governo”.

A lei determina que uma pessoa só pode ocupar essa função por 130 dias, o que explica o anúncio nesta quarta. Ainda assim, Trump poderia facilmente ter nomeado o bilionário para outro cargo, como o de conselheiro oficial da Casa Branca, por exemplo, o que não ocorreu.

Victor Lacombe/Folhapress

Prefeito de São Paulo se empenha em agilizar criação de Polícias Municipais

 

Prefeito de São Paulo se empenha em agilizar criação de Polícias Municipais

A imagem mostra um veículo SUV da Polícia Municipal de São Paulo estacionado em uma rua. O carro é preto e azul, com a inscrição 'POLÍCIA MUNICIPAL' em letras brancas na lateral. Na parte frontal, há um protetor de parachoque. Ao fundo, é possível ver um prédio histórico e outros veículos estacionados.

Nova viatura faz propaganda da Polícia Municipal na rua

Fábio Pescarini
Folha

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou que vai procurar o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para agilizar a votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que inclui as guardas municipais e os agentes de trânsito entre os órgãos de segurança pública e autoriza os municípios a adotar a nomenclatura de Polícia Municipal.

A proposta foi aprovada na noite de terça-feira (27) pelo Senado e precisa ser votada pelos deputados. “Agora vai à Câmara e deve passar rápido. Vou reforçar com o Hugo Motta”, disse Nunes à Folha.

Atualmente, são reconhecidos na Constituição como órgãos de segurança pública a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, as polícias Civis e Militares, os corpos de bombeiros militares e as polícias penais federal e estaduais.

AS FUNÇÕES – Segundo o texto aprovado no Senado, as guardas municipais terão como funções a proteção de bens, serviços e instalações; o policiamento ostensivo local e comunitário; a realização de ações de segurança em seus territórios; e o apoio e a colaboração com os demais órgãos de segurança pública.

Os municípios ficam autorizados, mediante lei, a alterar a nomenclatura de suas guardas para “Polícia Municipal”, “Guarda Civil”, “Guarda Civil Municipal”, “Guarda Metropolitana” ou “Guarda Civil Metropolitana”.

Nunes comemorou a votação no Senado. Ele estava em Brasília na terça-feira para representar a Frente Nacional de Prefeitos em audiência pública na Câmara sobre a PEC 66 que trata sobre finanças dos municípios.

COMENTÁRIO – “Foi um avanço importante”, disse o prefeito paulistano sobre a aprovação da PEC que trata das guardas municipais pelo Senado.

Em fevereiro, o STF (Supremo Tribunal Federal) já havia autorizado que guardas-civis pudessem atuar como polícia. Os ministros afirmaram ser constitucional a criação de leis municipais fixando essa competência para essas forças de segurança.

Com a decisão, guardas podem fazer policiamento ostensivo e comunitário e agir diante de condutas lesivas a pessoas, bens e serviços, inclusive fazer buscas pessoais e prender em flagrante. O Ministério Público fará o controle externo das atividades.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Com a insegurança reinante, toda polícia armada é bem-vinda, desde que seus integrantes tenham treinamentos especializados. Eu mesmo gostaria de ter uma arma em casa, mas o governo Lula desconheceu o plebiscito realizado e proibiu esse direito do cidadão(C.N.)


Esgotou-se o prazo para o Ministério responder sobre crimes da Rede Globo

Publicado em 28 de maio de 2025 por Tribuna da Internet

Tribuna da Internet | CGU recebe denúncia contra TV Globo e manda  Ministério explicar ilegalidades

Charge reproduzida do Arquivo Google

Carlos Newton

A poderosa Organização Globo fez passar  despercebida e sem festividades o dia 27 de maio, deixando de lembrar aos brasileiros que há exatamente 60 anos o jornalista e empresário Roberto Marinho recebia ilegalmente da ditadura militar o canal 5 de São Paulo, que há décadas garante cerca de 50% do invejado e merecido faturamento da Rede Globo, uma das maiores do mundo. 

O canal 5, na verdade, pertencia à empresa Rádio e Televisão Paulista S/A, que tinha mais de 600 acionistas que nada receberam a título de pagamento pela usurpação de seus direitos.

MANOBRA FANTÁSTICA – Como parte do agradecimento a Roberto Marinho pelo indispensável apoio ao golpe militar, através de seu conluio com o embaixador americano Lincoln Gordon, o marechal Castelo Branco, primeiro presidente ungido pela ditadura militar, assinou a portaria 163, de 27 de maio de 1965,  aprovando a transferência do controle da TV Paulista a Roberto Marinho. 

Para tanto, foi encenada uma assembleia geral extraordinária, na sede da emissora em São Paulo, com a presença apenas de Roberto Marinho e de um acionista chamado Armando Piovesan, titular de apenas duas ações, num total de 30 mil. 

Sem procuração alguma, Piovesan, anotou na ata da assembleia simulada que estava com poderes outorgados pelos quatro acionistas majoritários, membros da família Ortiz Monteiro e titulares de 52% das ações ordinárias e preferenciais. 

FRAUDE MONUMENTAL – Era uma fraude audaciosa, porque dois dos principais acionistas (Hernani Junqueira Ortiz Monteiro e Manoel Vicente da Costa) já estavam mortos e sepultados no cemitério da Consolação, na capital paulista, e não poderiam ter ressuscitado para legitimar o apossamento da emissora por Roberto Marinho.

Para o Tribunal de Justiça de São Paulo, em processo movido pela família Ortiz Monteiro, “não pode ter subsistência um negócio jurídico cujo proprietário da coisa objeto do negócio sequer participou da cogitada alienação. A entender-se de outra forma, estar-se-ia proclamando a legalidade do enriquecimento ilícito e até da própria fraude, o que não é possível sancionar-se, irrefutavelmente”.

Em qualquer país democrático, é crime usar de subterfúgios e ardis para usurpar a propriedade alheia. Aqui no Brasil, a Justiça até agora ficou a favor de Marinho e seus filhos, considerando que teria havido prescrição do direito da família Ortiz Monteiro, num “usucapião empresarial”, inventado pelos advogados globais.

NOVAS PROVAS – A disputa, porém, não  acabou, porque novas provas foram encontradas e podem reverter a decisão do Supremo através de ação rescisória. Além disso, no plano administrativo a batalha judicial continua, e a CGU (Controladoria-Geral da União) há dois meses deu prazo ao Ministério das Comunicações para responder sobre outras fraudes cometidas por Marinho.

Esses fatos gravíssimos mostram que a Organização Globo não fica bem quando se apresenta como defensora da lei, da moral e da ética, ao impor normas de conduta a serem observadas pelos funcionários, mas que a Diretoria despreza de forma absoluta.

No Ministério das Comunicações, já está esgotado o prazo de 30 dias concedido pelos auditores da CGU, e estamos aguardando notícias a qualquer momento. Vamos conferir se vão encarar a realidade ou inventar mais uma norma legal inexistente e feita sob medida para atender à Organização Globo.

Jeremoabo dá o pontapé inicial aos festejos juninos com a tradicional Alvorada do Mastro do São João

Jeremoabo dá o pontapé inicial aos festejos juninos com a tradicional Alvorada do Mastro do São João

Com o apoio da Prefeitura Municipal de Jeremoabo, através da gestão do prefeito Tista de Deda, o município está prestes a viver um momento de grande celebração cultural: a abertura oficial dos festejos juninos, marcada pela tradicional Alvorada do Mastro do São João. A festa acontecerá nos dias 31 de maio e 01 de junho, unindo fé, tradição e muita alegria.

A colocação do mastro em frente à Igreja Matriz de Jeremoabo é uma tradição que atravessa gerações e emociona a comunidade ano após ano. Esse ato simbólico representa o início do São João na cidade e reafirma a identidade cultural do povo jeremoabense.

Serão dois dias de muita animação com programação especial em dois palcos: a Praça da Igreja Matriz, palco da devoção e da tradição, e a Praça do Forró, que será tomada pelo arrasta-pé, pelas cores das bandeirolas e pela energia contagiante do nosso povo.

E para deixar a festa ainda mais vibrante, grandes atrações prometem fazer todo mundo dançar:
🎤 Belo Estilizado
🎤 Lázaro do Acordeon
🎤 Skema A2
🎤 Irmãos em Cristo

A gestão do prefeito Tista de Deda valoriza e incentiva as tradições culturais do município, promovendo eventos que fortalecem a identidade local, movimentam a economia e proporcionam momentos de lazer para toda a população.

Prepare sua camisa xadrez, ajeite o chapéu de palha e venha celebrar com a gente!
Jeremoabo já respira São João — tradição, fé e forró no coração do sertão!

PEC que transforma guardas em polícia municipal é aprovada no Senado; texto vai para Câmara

 Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Plenário do Senado27 de maio de 2025 | 20:00

PEC que transforma guardas em polícia municipal é aprovada no Senado; texto vai para Câmara

brasil

O Senado aprovou a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que inclui as guardas municipais e os agentes de trânsito entre os órgãos de segurança pública e autoriza os municípios a adotar a nomenclatura de “polícia municipal”.

Atualmente, são reconhecidos na Constituição como órgãos de segurança pública a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, as polícias Civis e Militares, os corpos de bombeiros militares e as polícias penais federal e estaduais.

Normalmente, a votação de uma PEC ocorre em dois turnos no plenário do Senado, com intervalo entre eles. No entanto, a Casa aprovou um rito especial para acelerar a tramitação e os dois turnos ocorreram nesta terça-feira (27).

A proposta segue para a Câmara dos Deputados.

A proposta foi apresentada pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) e já havia sido aprovada no ano passado pela Comissão de Constituição e Justiça.

Segundo o texto, as guardas municipais terão como funções a proteção de bens, serviços e instalações; o policiamento ostensivo local e comunitário; a realização de ações de segurança em seus territórios; e o apoio e a colaboração com os demais órgãos de segurança pública.

Os municípios ficam autorizados, mediante lei, a alterar a nomenclatura de suas guardas para “polícia municipal”, “guarda civil”, “guarda civil municipal”, “guarda metropolitana” ou “guarda civil metropolitana”.

O preenchimento do quadro de servidores das guardas que optarem pela mudança de nomenclatura deverá ser feito exclusivamente por meio de concurso público ou pela transformação dos cargos isolados ou de carreira dos atuais guardas municipais.

Neste ano, o STF (Supremo Tribunal Federal) definiu ser possível que guardas municipais atuem como polícia. Os magistrados entenderam que as guardas municipais não têm poder de investigar, mas ampliaram os limites de atuação delas.

Com a decisão, elas podem fazer policiamento ostensivo e comunitário e agir diante de condutas lesivas a pessoas, bens e serviços, inclusive fazer buscas pessoais e prender em flagrante. O Ministério Público fará o controle externo das atividades.

Com a decisão, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, decidiu incluir as guardas municipais na PEC da Segurança, outro projeto que está tramitando na Câmara dos Deputados.

Com a mudança proposta, as guardas municipais passarão a integrar no texto da PEC da Segurança o rol de órgãos de segurança pública previstos no artigo 144 da Constituição.

A proposta prevê que sua atuação seja voltada para a segurança urbana, sem sobreposição às atribuições das polícias Civil e Militar, garantindo a cooperação com os demais órgãos do Sistema Único de Segurança Pública.

O texto também ressalta que as guardas municipais são instituições de natureza civil e não podem exercer funções de polícia judiciária. Além disso, estabelece que essas corporações estarão sujeitas ao controle externo do Ministério Público.

O texto não prevê a inclusão de agentes de trânsito na Constituição.

A função da guarda civil municipal mudou ao longo do tempo. O grupo, que antes se concentrava na proteção do patrimônio público, passou a atuar como força policial, criando unidades especializadas e equipadas até com fuzis.

Levantamento realizado nas capitais do país revela que há guarda municipal em 22 capitais, sendo que em 21 elas estão armadas. Os efetivos em Palmas, Porto Alegre, São Paulo, Vitória, Goiânia e Curitiba já possuem fuzil.

Em abril, a Câmara do Rio de Janeiro aprovou a proposta de emenda à Lei Orgânica Municipal que autoriza o armamento da Guarda Municipal. Ao longo dos anos, diversas leis e normas do Executivo conferiram à guarda municipal poder de polícia e autorização para posse e porte de armas.

O Estatuto Geral das Guardas Municipais, aprovado em 2014, foi a primeira legislação a ampliar os poderes do grupo, conferindo-lhe autorização, por exemplo, para o uso progressivo da força, para o patrulhamento ostensivo e para a realização de prisões em flagrante.

Em 2018, outra lei inseriu as guardas municipais entre os órgãos estratégicos do Sistema Único de Segurança Pública. Recentemente, em 2023, um decreto do presidente Lula (PT) regulamentou trechos deste estatuto.

Para ter segurança jurídica de atuação, as associações de guardas municipais agora buscam a aprovação da PEC também na Câmara.

Raquel Lopes/Thaísa Oliveira/Folhapress

Em destaque

EDITORIAL: Ouvidoria Municipal – A Ponte Direta que Tista de Deda Criou para a Cidadania, Transparência e Democracia

  EDITORIAL: Ouvidoria Municipal – A Ponte Direta que Tista de Deda Criou para a Cidadania, Transparência e Democracia Por José Montalvão  P...

Mais visitadas