segunda-feira, maio 05, 2025

OAB desafia ordem de Zanin e orienta advogados a não lacrar seus celulares no STF

Publicado em 5 de maio de 2025 por Tribuna da Internet

O ministro Cristiano Zanin é presidente da Primeira Turma do STF e responsável por conduzir os julgamentos dos núcleos de denunciados pela PGR por tentativa de golpe de Estado no Brasil em 2022

Cristiano Zanin revela seu caráter autoritário no Supremo

Hédio Ferreira Júnior
O Tempo

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) orientou os advogados que participarem das próximas sessões da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a desobedecerem a determinação do ministro Cristiano Zanin de lacrar os celulares durante o julgamento das denúncias que envolvem uma tentativa de golpe de Estado em 2022.

Em nota assinada pelo presidente nacional da OAB, Beto Simonetti, pela diretoria nacional e pelos conselheiros federais da entidade, a condição imposta por Zanin para presença em plenário durante as sessões é classificada como uma violação direta ao “livre exercício da advocacia e aos direitos da defesa”.

FORA DA LEI – De acordo com a OAB, a medida “não encontra respaldo legal e fere prerrogativas profissionais asseguradas pelo Estatuto da Advocacia”.

Durante a última sessão da Primeira Turma do Supremo, o clima foi de desconforto. Advogados presentes relataram tensão ao serem informados de que deveriam entregar seus aparelhos celulares para serem lacrados antes de entrarem na sala de julgamento.  

Todas as pessoas credenciadas para acompanhar a audiência, inclusive jornalistas que fazem a cobertura diária do STF e servidores, foram submetidos ao mesmo procedimento.

SIGILO E SEGURANÇA – O ministro Zanin, nomeado ao STF em 2023 após atuar como advogado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), teria sustentado que a restrição visa garantir o sigilo e a segurança dos atos processuais, especialmente em julgamentos de alta sensibilidade política e institucional.

A resposta não convenceu a diretoria da OAB, que agora orienta seus membros a “não participar dos atos judiciais caso a exigência persista”, recomendando que comuniquem imediatamente a ocorrência à entidade.

“A defesa das prerrogativas não comporta relativizações. Trata-se de dever institucional inegociável da OAB”, afirmou Simonetti.

CONFLITOS JUDICIAIS – A desobediência institucionalizada, embora amparada pela Ordem, pode abrir espaço para conflitos judiciais, com potenciais sanções a advogados por descumprirem determinações de autoridades do Judiciário. A medida também levanta questionamentos sobre os limites da autoridade de um ministro do Supremo frente às garantias constitucionais da advocacia.

Nos bastidores, a tensão é vista como um reflexo do perfil de Zanin, que de advogado militante ascendeu diretamente ao STF, sem trajetória prévia na magistratura.

Sua atuação como presidente da Primeira Turma tem sido marcada por tentativas de reforçar o controle e a disciplina dos julgamentos, o que tem sido percebido por setores da advocacia como um endurecimento incompatível com os valores da ampla defesa.


De Voluntária à Guerreira da Saúde: Roselma é Reconhecida pelo Seu Comprometimento com o Povo de Jeremoabo







De Voluntária à Guerreira da Saúde: Roselma é Reconhecida pelo Seu Comprometimento com o Povo de Jeremoabo

Salvador – Bahia
Nesta semana, imagens vindas da capital baiana emocionaram moradores de Jeremoabo. A cidadã Roselma da Saúde, como é conhecida, esteve presente ao lado do prefeito Tista de Deda e do deputado estadual Vítor Azevedo durante a entrega oficial de uma nova ambulância para o município, feita pelo governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues.

Roselma não ocupa cargo público, mas seu nome é lembrado por muitos jeremoabenses como símbolo de dedicação e amor ao próximo. Durante a gestão anterior, quando a saúde pública enfrentava um dos seus piores momentos, ela foi uma das poucas vozes que não se calaram. Atuando como voluntária, sem salário, Roselma ajudava a transportar pacientes em busca de tratamento médico em outras cidades — muitas vezes com veículos sucateados, sem segurança, e em situações que colocavam vidas em risco, como transporte de combustível em vasilhames improvisados na mala.

Sua indignação com o descaso a levou a se tornar acompanhante de pacientes, sempre presente, ajudando, acolhendo, e garantindo que o povo de Jeremoabo não fosse esquecido nos corredores dos hospitais.

Com a nova gestão municipal, esse compromisso com a saúde pública começa a dar sinais de mudança. Por meio da articulação política do deputado Vítor Azevedo, e com o empenho do prefeito Tista de Deda, Jeremoabo foi contemplada com uma ambulância nova e equipada, que representa mais dignidade e segurança para os que precisam se deslocar em busca de atendimento médico.

Roselma, emocionada, participou da solenidade de entrega em Salvador e foi cumprimentada pelo governador Jerônimo. Um gesto simbólico, mas que representa o reconhecimento por parte da população e das autoridades ao trabalho silencioso e essencial dessa mulher guerreira.

Que esse exemplo inspire outros cidadãos: em Jeremoabo ainda existe muita gente boa e de coração grande, e quando o povo se une por um bem maior, a esperança vence o descaso.

Após trocar Lupi por outro suspeito, só falta Lula errar na devolução da grana


De deputado a ministro da Previdência, Wolney Queiroz tem 30 anos de atuação política - A Crítica de Campo Grande

Queiroz sabia da fraude no INSS, mas não fez nada…

Eliane Cantanhêde
Estadão

Mais uma decisão incompreensível do presidente Lula. Substituir Carlos Lupi por Wolney Queiroz no Ministério da Previdência foi automaticamente percebido pela opinião pública como trocar seis por meia dúzia. Lula se desgastou ao nomear Lupi, ao demorar a demiti-lo e, por fim, ao pôr no lugar justamente o braço direito dele.

E o que Lula ganhou em troca? Primeiro, o que já tinha: o apoio do PDT, que é satélite histórico do PT e não tem outra alternativa senão ficar com o governo. Depois, um escândalo de bom tamanho, na pior hora: o roubo de mais de R$ 6 bilhões do INSS. Lupi foi informado em 2023, Queiroz era o número 2 do ministério e soube junto com ele. Nenhum dos dois fez nada.

LULA DESGUARNECIDO – O escândalo está aí, é um fato, e os efeitos políticos podem ser mais ou menos devastadores para Lula dependendo da evolução das investigações, do surgimento de novos nomes e detalhes e da guerra de narrativas entre governo e bolsonarismo. O seis por meia dúzia não ajuda Lula nem um pouco.

Sua melhor defesa usada foi no pronunciamento da véspera do Primeiro de Maio, ao lembrar que os desvios do INSS vinham desde 2019 (Jair Bolsonaro era presidente) e que foi o seu governo, a sua Polícia Federal e a sua Controladoria-Geral da União que agiram e desbarataram a quadrilha. Apesar dos pesares, é um bom argumento.

Porém, se PF e CGU apuraram e atuaram firmemente, Lula não teve agilidade, ou força política, para entrar no vácuo, demitir rapidamente Lupi, convencer o PDT e nomear para a vaga alguém de boa estatura, fora da política, o mais distante possível do escândalo e capaz de emprestar seu nome e credibilidade às investigações e medidas. Não. Lula optou por um “companheiro” e por manter o PDT sob suas asas. Pensou pequeno.

QUEIROZ É SEMIPETISTA – Pernambucano, deputado federal por seis mandatos, Wolney Queiroz votou contra o impeachment de Dilma Rousseff, a reforma trabalhista e a da Previdência e foi líder da oposição a Bolsonaro na Câmara, que unia PDT, PT, PSOL, Rede e PCdoB.

Em 2022, ele defendeu a candidatura Lula contra a do pedetista Ciro Gomes. Ok, currículo muito conveniente a Lula e ao PT. Mas para a função? Para a opinião pública?

Só falta Lula errar na questão central: a devolução do dinheiro de aposentados e pensionistas, usado por criminosos para compra de carrões e ser enviado em malas para paraísos fiscais. O governo está preocupado com as contas, mas a dona Maria e o seu João, que trabalharam muito a vida toda e ganham pouco na velhice, não querem saber de política, contas e companheiragem, só querem seu dinheiro de volta e que isso nunca volte a ocorrer no INSS, aliás, em lugar nenhum.


Lava Jato não morreu e ainda tem 17 políticos na mira para serem punidos


Romero Jucá Antonio Palocci e Eduardo Cunha

Jucá, Palocci e Cunha ainda correm risco de serem presos

Luísa Marzullo
O Globo

A recente prisão do ex-presidente Fernando Collor, decorrente de condenação no âmbito da Lava-Jato, reacendeu o debate sobre os desdobramentos e a herança da força-tarefa que marcou a política nacional. Embora a operação tenha perdido força nos últimos anos, com arquivamentos e anulações, levantamento do Globo a partir de consultas nos tribunais mostra que pelo menos 17 políticos — além de Collor — ainda enfrentam ações penais derivadas das investigações.

Na outra ponta, pelo menos 27 réus inicialmente denunciados ou condenados conseguiram reverter suas situações jurídicas. O principal motivo foi a declaração de incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), à época comandada pelo ex-juiz e atual senador Sergio Moro (União-PR), para julgar os casos.

OUTROS ESTADOS – A jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu que muitas das ações deveriam ter tramitado em outros Estados, como São Paulo e do Distrito Federal.

Um dos casos que ainda não teve desfecho definitivo, porém, é o do ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Condenado por Moro, ele teve a sentença anulada em fevereiro. A Procuradoria-Geral da República (PGR), no entanto, recorreu da decisão, alegando que o caso do petista não guarda “aderência estrita” com o de Lula. O julgamento do recurso, iniciado em abril, foi interrompido por pedido de vista do ministro Nunes Marques.

Assim como Palocci, outros nomes de peso, como o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e o ex-senador Romero Jucá, têm ações ativas.

DENÚNCIAS VÁLIDAS – “Prescrição não é mera contagem de tempo. Há eventos no processo que interrompem esse prazo, como o recebimento da denúncia. No caso do Lula, como o juiz foi declarado incompetente, passa a valer a data do fato. Quando não há anulação ou suspeição, as ações seguem normalmente, podendo durar anos” — afirma Edgard Monteiro, doutorando em Direito Penal na Uerj.

Cunha, por exemplo, foi condenado pelo TRF-4, em 2017, a 14 anos e 6 meses de prisão por corrupção passiva, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. A sentença, contudo, foi anulada pelo STF em 2023. Mesmo assim, ele ainda responde a processos na Justiça Eleitoral do Rio, relacionados a contratos entre a Petrobras e o estaleiro Samsung Heavy Industries, firmados entre 2006 e 2012. Porém, Cunha afirma estar confiante na extinção de todas as ações:

“A Justiça vem reconhecendo as ilegalidades praticadas pelo ex-juiz (Sergio Moro), que fez vários atos de perseguição contra mim para tentar demonstrar falsa imparcialidade” — diz o ex-deputado.

JUCÁ E CABRAL – No caso de Jucá, a investigação por suposto recebimento de propina da Odebrecht foi arquivada em 2018, por falta de provas. Mesmo assim, ele ainda responde a ao menos duas ações penais: uma por corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a Transpetro, em tramitação na Justiça Federal do Distrito Federal, e outra por repasses ilícitos ligados à usina nuclear de Angra 3, em curso no Rio de Janeiro. Tanto Jucá quanto Palocci não responderam aos contatos do Globo.

Nenhum político foi tão atingido pela Lava-Jato quanto o ex-governador do Rio, Sergio Cabral. Com mais de 20 condenações e penas que superam 300 anos de prisão, ele virou uma espécie de símbolo da operação. Cabral esteve preso entre 2016 e 2022 e atualmente cumpre medidas cautelares.

Três das condenações, proferidas pelo TRF-2, foram anuladas em 2024. Ainda assim, o ex-governador, que preferiu não comentar, segue réu em pelo menos nove ações, que investigam contratos públicos, obras superfaturadas e até suposto pagamento de propina para a escolha do Rio como sede das Olimpíadas de 2016.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – As tecnicalidades inventadas no Supremo para “descondenar” Lula e outros criminosos da mesma espécie são uma vergonha para a Justiça brasileira. Houve erros na Lava Jato? Sim. Porém, os acertos não poderiam ser derrubados por provas inválidas, com hackeamento de celulares. E até hoje a Lava Jato continua viva(C.N.)


São Paulo quer “esconder” os mendigos para ter aparência de Primeiro Mundo

Publicado em 5 de maio de 2025 por Tribuna da Internet

A publicada na Folha de São Paulo no dia 04 de Maio de 2025, mostra o desenho de um mendigo deitado sobre a obra de arte "Brillo Box", do artista Andy Warhol, composta por diversas caixas de madeira estampadas com uma marca de produto de limpeza.

Ilustração de Adams Carvalho, pós Andy Warhol

Antonio Prata
Folha

Tenho ódio sempre que ouço essa aberração do politicamente correto: “Pessoa em situação de rua”. Primeiro, porque não existe, em nosso idioma, ninguém “em situação” de nada. Nunca estive ou conheci alguém “em situação de gripe”. Lá pelo meio-dia não estou “em situação de fome” e depois da meia-noite nunca me descreveria “em situação de sono”. Não sei de onde importaram essa frase horrível, só sei que ela não foi bem adaptada à nossa “situação de língua”.

Não é a “situação de aberração”, porém, que me revolta mais ao falarmos “pessoa em situação de rua”. É a mentira que a frase, em sua deliberada assepsia semântica, tenta passar.

MISÉRIA PERMANENTE– É como se o sujeito que tá dormindo na calçada, em cima de uma caixa de papelão aberta, coberto com aquela manta de proteger móvel em mudança, com uma garrafa (vazia) de cachaça ao lado, sem tomar banho há semanas, sem laços sociais, familiares, talvez viciado em crack, enfim, é como se essa pessoa ferrada estivesse numa “situação” momentânea que logo, logo, vai ser resolvida.

Tipo: o cara perdeu o último ônibus pro seu bairro, ficou em “situação de rua”, mas amanhã pegará o busão e estará “em situação de casa”.

Mendigo é o nome dessa pessoa. Mendigo não é alguém que simplesmente não tem casa. Não tá em “situação de rua” e nem é “sem teto”. É sem tudo. É o fundo do fundo do alçapão no fundo do alçapão do poço.

MAQUIAGEM COVARDE – Qualquer corrupção linguística para maquiar sua condição serve só para amenizar nossa culpa. É calhorda. É covarde. Em vez de tentar salvar a pessoa da degradação total, fingimos que ela não está assim tão mal. “Só uma situação”.

Fingir é uma grande habilidade nossa, brasileira. Difícil viver e ser são neste país sem fingir barbaramente um monte de coisa. Finge que o cara tá “em situação de rua”. Finge que não vê os miseráveis nos faróis de trânsito. Finge que não vê o mar de favelas sob o Rodoanel.

Finge que não teve tentativa de golpe. Finge que é normal o “orçamento secreto”. Finge que a CBF tem algum interesse na melhoria do futebol brasileiro. Pensando bem, não é só um fenômeno brasileiro. O mundo finge que não tá acabando.

EMBAIXO DO MINHOCÃO – Tudo isso pra chegar na grande mágica, no grande fingimento, não só semântico, mas concreto, urbano, proposto pelo vice da prefeitura: trocar mendigos por carros embaixo do Minhocão. Tirar “pessoas em situação de rua” e colocar “carros em situação de estacionamento”.

Se a gambiarra semântica da esquerda parece bizarra, por “amaciar” a existência dos mendigos, o que a direita propõe agora em São Paulo vai muito além. É a metonímia feita ação. É a falta de vergonha: “vamos sumir com esses pobres!”. Vai ter matéria mostrando como a área do Minhocão ficou mais bonita. Mais segura. Vai gerar renda. Não tenho a menor dúvida. Varrer a miséria pra longe sempre melhora o perto.

Eu, se morasse ali, não seria hipócrita. Adoraria a medida. A questão é que esses pobres existem. Continuarão na rua, em outra rua. Na frente da casa de outra pessoa. E continuarão sem casa, sem trabalho, sem banho, sem porra nenhuma, “em situação de mendigo”, em algum lugar.


Com CPI do INSS, oposição mantém pressão contra governo Lula


Charge do Cláudio de Oliveira (folha.uol.com.br)

Pedro do Coutto

O escândalo de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) levou à queda do ministro da Previdência, Carlos Lupi. Ainda assim, a oposição segue pressionando o governo do presidente Lula e mantém o plano de instaurar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar os descontos indevidos em aposentadorias.

A saída de Lupi marca a 11ª mudança ministerial no atual mandato de Lula. Filiado ao PDT, ele deixou o cargo após investigações da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União revelarem um esquema de fraudes no INSS estimado em R$ 6,3 bilhões. Mesmo com a mudança no comando da pasta, a oposição continua firme. Parlamentares afirmam já ter colhido assinaturas suficientes para a criação da CPMI, composta por membros da Câmara e do Senado. A comissão poderia ganhar prioridade caso o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, leia o requerimento de instalação em uma sessão conjunta do Congresso.

NOMEAÇÃO – “Nós só vamos permitir sessão congressual se a CPMI for instalada”, declarou o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho, que lidera a articulação. Logo após a saída de Lupi, Lula nomeou Wolney Queiroz, então secretário-executivo da Previdência e seu braço direito, como novo ministro. Horas depois, Wolney publicou uma foto ao lado do presidente, já empossado.

Ex-deputado federal por Pernambuco e também do PDT, Wolney foi escolhido para manter o apoio do partido ao governo e tentar estancar a crise política. O Planalto aposta em sua habilidade de articulação no Congresso para conter o avanço da CPMI e proteger a imagem do presidente.

Além da política, Wolney terá a missão de colaborar com o novo presidente do INSS, Gilberto Waller Jr., e com a Advocacia-Geral da União para agilizar o ressarcimento das vítimas das fraudes — ação considerada prioritária por Lula. Segundo a ata de uma reunião do Conselho Nacional do INSS, em junho de 2023, Wolney esteve presente quando a conselheira Tonia Galleti alertou sobre os descontos indevidos. Na ocasião, ele recomendou acionar o responsável pela certificação dos bancos de dados da Dataprev.

CONVOCAÇÃO –  A CPI, se instalada, poderá convocar suspeitos de envolvimento no esquema bilionário que vitimou aposentados e pensionistas. O objetivo da oposição é expor falhas estruturais e eventuais omissões do governo, já que Lupi teria sido alertado, mas não agiu com a devida rapidez.

Este cenário oferece à oposição a chance de transformar o escândalo em capital político para 2026, quando Lula deve buscar a reeleição. As fraudes, no entanto, parecem revelar um problema mais profundo: a atuação de grupos ocultos dentro da Previdência Social, que administra recursos superiores a R$ 1 trilhão por ano. Milhões de beneficiários são vulneráveis a crimes financeiros em larga escala.

REVELAÇÕES – Como mostram experiências anteriores, a CPI tende mais a revelar os bastidores do poder do que a punir diretamente os envolvidos. Ainda assim, os danos à imagem do governo são reais e podem ter impacto nas urnas. Vale lembrar que a vitória de Lula em 2022 veio com uma margem estreita de apenas 1,5%.

A Comissão poderá redefinir os rumos da política nacional. Porém, isso não garante uma vitória automática da oposição, já que o governo pode usar a própria CPI para mostrar disposição em esclarecer os fatos com transparência. Será uma disputa de narrativa, tempo e habilidade para iluminar as zonas de sombra que permitiram a fraude.


PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS ÀS SECRETARIAS DE MEIO AMBIENTE E ADMINISTRAÇÃO

05/05/2025

PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS  ÀS SECRETARIAS DE MEIO AMBIENTE E ADMINISTRAÇÃO

Fonte: JV PORTAL / JEREMOABO TV

RP: 9291/BA

Queremos pedir às Secretarias de Meio Ambiente e de Administração para  verificarem problema grave que está afetando diretamente a saúde e o bem-estar dos moradores residentes na Rua da Alegria e Travessa Dr. Jonas de Carvalho Gomes: o descarte particular inadequado de lixo e resíduos de comida ao lado do posto médico.

A situação está se tornando cada vez mais crítica. O acúmulo de restos alimentares nesse local principalmente nos finais de semana, está atraindo ratos, que acabam migrando para as residências vizinhas, trazendo risco de doenças e comprometendo a qualidade de vida da comunidade, fato que não existia
A ausência de lixeiras apropriadas está contribuindo para o acúmulo de sujeira e a proliferação de pragas como ratos e baratas. 

Pedimos que sejam instalados coletores resistentes, com tampa, para evitar o acesso de animais e minimizar os danos ambientais. Medidas simples como essa podem fazer grande diferença na higiene, no bem-estar da população e na preservação do nosso espaço coletivo.

Preservar o meio ambiente e a saúde pública é um dever de todos, mas é responsabilidade do poder público garantir que os espaços urbanos estejam limpos, seguros e bem cuidados.
Fezes de cavalo na pista em frente a lanchonete

Aproveitando o ensejo, queremos pedir à prefeitura, para que faça uma análise e, que possa baixar qualquer norma, proibindo que proprietários de animais  trafeguem pelas principais artérias da cidade à noite, bebendo em meio ao povo e ao trânsito, colocando em risco a vida dos motoristas ou mesmo das pessoas que que curtem a vida noturna. Como quebra, temos que aguentar o mau cheiro das fezes e urina dos animais em via pública, chegando até mesmo a sentarem em mesa de restaurante com os animais ao lado. 

Contamos com a atenção e o compromisso dos órgãos competentes. 

JEREMOABO TV - JUNTO A VOCÊ !!!


Nota da redação deste BlogA Culpa não é da Lixeira: A Urgência da Educação Ambiental em Jeremoabo

A cena de lixo acumulado nas ruas de Jeremoabo, infelizmente, não é novidade. Diante dessa realidade, uma análise superficial pode levar à conclusão simplista de que a culpa recai sobre a gestão pública, com acusações de ineficiência na coleta e limpeza urbana. No entanto, uma reflexão mais aprofundada nos conduz a uma constatação incômoda, porém inegável: a raiz do problema reside, em grande parte, na falta de educação ambiental e na dificuldade em modificar hábitos arraigados da própria população.

É um fato que, segundo relatos, o serviço de coleta de lixo em Jeremoabo opera de forma regular, com o carro do lixo percorrendo as vias da cidade diariamente. Se a lixeira passa, a pergunta que se impõe é: por que o lixo ainda se espalha pelas ruas, transformando espaços públicos em depósitos a céu aberto? A resposta, por mais amarga que seja, aponta para a conduta de muitos cidadãos que, por desleixo, comodismo ou simples falta de consciência, descartam seus resíduos de forma inadequada, prejudicando a si mesmos, seus familiares e toda a comunidade.

Jogar lixo na rua não é apenas uma demonstração de falta de urbanidade, mas um atentado à saúde pública. O acúmulo de resíduos atrai vetores de doenças, como ratos, baratas e mosquitos, que podem transmitir enfermidades graves. A contaminação do solo e da água também são consequências diretas desse comportamento irresponsável. Portanto, culpar unicamente a gestão pública, quando o serviço de coleta está disponível, é eximir a parcela de responsabilidade que cabe a cada indivíduo.

A dificuldade em mudar costumes é uma barreira complexa a ser transposta. Hábitos de descarte inadequado, muitas vezes passados de geração para geração, exigem um esforço conjunto e persistente para serem modificados. Não se trata de uma tarefa simples, mas de uma necessidade urgente para garantir um ambiente mais limpo, saudável e agradável para todos em Jeremoabo.

Nesse contexto, a solução para o problema do lixo nas ruas não passa apenas por aumentar a frequência da coleta ou intensificar a limpeza urbana. É fundamental investir em educação ambiental, conscientizando a população sobre a importância do descarte correto dos resíduos, os impactos negativos do lixo acumulado e os benefícios de uma cidade limpa. Campanhas educativas nas escolas, nos bairros e nos meios de comunicação podem despertar a consciência cívica e incentivar a mudança de comportamento.

A gestão pública, por sua vez, tem o papel de complementar essa educação com a disponibilização de infraestrutura adequada, como lixeiras em pontos estratégicos e a fiscalização do descarte irregular. No entanto, sem a colaboração e a mudança de atitude da população, qualquer esforço do poder público será paliativo e insuficiente.

Em suma, a sujeira que macula as ruas de Jeremoabo é um reflexo da falta de educação ambiental e da dificuldade em alterar hábitos prejudiciais. Enquanto cada cidadão não internalizar a responsabilidade pelo descarte correto do seu lixo, a cidade continuará a sofrer as consequências dessa negligência. A mudança começa em cada um de nós, com pequenos gestos que, multiplicados, podem transformar a realidade de Jeremoabo em um lugar mais limpo, saudável e digno para se viver. A culpa, neste caso, não está na ausência da lixeira, mas na falta de consciência de quem a ignora.

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