quinta-feira, março 13, 2025

PGR mantém denúncia contra Bolsonaro e diz que tese sobre foro garante julgamento no STF

 Foto: Felipe Sampaio/Arquivo/STF

Paulo Gonet13 de março de 2025 | 12:34

PGR mantém denúncia contra Bolsonaro e diz que tese sobre foro garante julgamento no STF

brasil

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou nesta quinta-feira (13) que a nova tese definida pelo STF (Supremo Tribunal Federal) que amplia o foro especial de autoridades garante que cabe à corte o julgamento pela trama golpista de 2022.

A manifestação de Gonet foi feita em resposta às defesas prévias de denunciados pelas conspirações por um golpe de Estado. Os acusados alegavam que o julgamento não caberia ao Supremo.

O PGR defende que seja aceita a denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e demais acusados pela trama golpista e que eles sejam tornados réus pelo STF.

“A tese fixada —que já contava com o voto da maioria dos ministros da Corte desde o ano passado— torna superada a alegação de incompetência trazida pelos denunciados. Na espécie, autoridades com prerrogativa de foro (presidente da República e ministros de Estado) praticaram os crimes quando ainda se encontravam no exercício de seus cargos, e em razão deles, justamente com o intuito de se alongarem no poder”, diz Gonet.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, encaminhou no sábado (8) para a PGR as defesas de Bolsonaro, do ex-ministro Walter Braga Netto e de outros denunciados por tentativa de golpe de Estado.

Bolsonaro e outras 33 pessoas foram denunciadas pela PGR em fevereiro por supostamente planejarem e tentarem executar um golpe de Estado, após derrota nas eleições de 2022 para o presidente Lula (PT).

A PGR diz que o ex-presidente editou uma minuta golpista, buscou apoio dos chefes das Forças Armadas à conspiração, anuiu com um plano para matar o ministro Alexandre de Moraes e foi um dos responsáveis pelos ataques às sedes dos três Poderes em 8 de janeiro de 2023.

Bolsonaro foi denunciado pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito e de golpe de Estado, de dano qualificado pela violência e grave ameaça contra patrimônio da União, deterioração de patrimônio tombado e participação em uma organização criminosa.

Em peça de defesa apresentada nesta quinta-feira (6), os advogados do ex-presidente negam que ele tenha participado de uma tentativa de golpe de Estado e afirmam que a denúncia empilha narrativas com planos de golpe contraditórios e não apresenta elementos concretos para sustentar as acusações.

Cézar Feitoza/Folhapress

Congresso aprova projeto que dribla STF e mantém sigilo a autores de emendas

 Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado/Arquivo

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (esq.), ao lado do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta13 de março de 2025 | 16:55

Congresso aprova projeto que dribla STF e mantém sigilo a autores de emendas

brasil

O Congresso Nacional aprovou, nesta quinta-feira (13), projeto de resolução que dribla o STF (Supremo Tribunal Federal) e mantém a brecha para que a destinação de emendas parlamentares escondam os seus respectivos autores.

A matéria foi aprovada por 361 a 33 entre deputados e 64 a 3 entre senadores. Ela era o único item na pauta da sessão.

A proposta —elaborada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal—, é fruto do acordo com o Supremo para dar mais transparência às emendas.

Ele foi firmado após uma série de embates com o ministro Flávio Dino, que relata ações sobre o tema e chegou a criticar a “balbúrdia” no Orçamento da União criada por esses procedimentos.

Como mostrou a Folha, porém, o texto permite que os parlamentares façam indicações por meio de suas bancadas partidárias, constando apenas a assinatura do líder da sigla, sem identificação do autor original.

A possibilidade está justamente dentro das emendas de comissão, um dos principais alvos de crítica de Dino, pela falta de clareza na alocação dos recursos.

Durante a sessão, parlamentares contrários à iniciativa, como os deputados Glauber Braga (PSOL-RJ) e Adriana Ventura (Novo-SP), também reclamaram que o texto foi protocolado oficialmente menos de 24 horas antes do início da votação.

Presidente do Senado e do Congresso Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), decidiu manter a deliberação, mesmo assim.

Os partidos solicitaram que a proposta fosse alterada para explicitar o autor das emendas indicadas pelas bancadas, o que não foi acatado pelo relator Eduardo Gomes (PL-TO).

Também tentaram apresentar um destaque para que esse trecho fosse retirado da resolução, mas Alcolumbre argumentou que a medida não tinha amparo no regimento comum do Congresso e a rejeitou sem votação.

A minuta inicial continha um dispositivo que, como mostrou o UOL, esvaziava a competência da consultoria técnica do Congresso. O trecho foi retirado do texto após protesto de deputados.

As iniciativas de Dino sobre as emendas parlamentares tiveram seu ponto alto no final do ano passado, quando o ministro fez exigências de transparência para a aplicação dos recursos, suspendeu pagamentos e acionou a Polícia Federal para investigar possíveis irregularidades.

As medidas abriram uma crise com o Congresso, em especial com o então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

As emendas de comissão foram turbinadas por Lira após a derrubada, pelo próprio STF em 2022, das verbas de relator, que não tinham mecanismos de transparência.

Os parlamentares, então, passaram a usar os recursos das comissões temáticas do Congresso para direcionar dinheiro a seus redutos eleitorais, sem a identificação de seus padrinhos.

Dino então exigiu mais transparência e que as indicações fossem votadas pelos colegiados. Ele criticou o mecanismo por transformar emendas de comissão em “emendas de líderes partidários”, já que estes eram os únicos nomes que apareciam nos registros oficiais.

Lira manobrou e driblou a determinação para que não houvesse votação e para que as indicações fossem assinadas em conjunto pelos líderes da Câmara, mais uma vez escondendo os autores originais.

A resolução aprovada nesta quinta, que deveria adequar os ritos das emendas para dar mais transparência, manteve vivo o mecanismo de indicação pelo líder partidário.

Em um primeiro momento, o texto exige a identificação, em cada emenda, dos parlamentares que compõem as comissões temáticas.

Mais adiante, no entanto, ele permite que sejam feitas indicações às comissões por meio das bancadas de cada sigla, exigindo apenas a assinatura “pelos líderes partidários”, acompanhadas de um formulário.

Neste formulário, que consta em um anexo, são exigidas informações como município e CNPJ do favorecido, valor, beneficiário final, código da emenda e código da ação orçamentária à qual ela representa. Não se exige, portanto, que o parlamentar autor da indicação seja registrado no documento.

Nas decisões e nos acordos firmados até aqui na disputa entre Dino e o Congresso, não constava o conceito de uma ata partidária para as indicações, mas sim a exigência de que fosse dada transparência ao autor da emenda.

O relator Eduardo Gomes chegou a afirmar que havia atendido a solicitação para explicitar os autores das indicações das emendas.

No texto apresentado por ele, porém, apenas foi criada a possibilidade que qualquer parlamentar possa indicar emendas às comissões, se quiser, sem precisar passar pelos líderes.

Deputados do PSOL e do Novo então solicitaram que fosse alterado o formulário para explicitar claramente o padrinho da destinação dos recursos, mas Gomes se negou a fazer essa mudança —na prática, portanto, mantendo a brecha para que esses nomes permaneçam escondidos.

Já nas emendas de bancada estadual, também há uma brecha semelhante. Inicialmente o texto pede a apresentação de um formulário que indica a autoria do autor da emenda, mas em um segundo momento a resolução faz referência a um documento diferente, no qual não é exigida esse nome.

João Gabriel, Folhapress

Governo Lula detalha alimentos que devem ter os impostos de importação zerado; veja a lista

 Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Arquivo

Supermercado13 de março de 2025 | 16:50

Governo Lula detalha alimentos que devem ter os impostos de importação zerado; veja a lista

economia

O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) definiu as categorias específicas de cada tipo de produto que deve ter as suas alíquotas de imposto de importação zeradas, como forma de reduzir o preço desses itens no Brasil e, assim, tentar frear a inflação dos alimentos.

A reportagem teve acesso a uma nota técnica conjunta elaborada pelo Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) e o MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar). O documento foi concluído na última terça-feira (11).

O governo já tinha definido nove tipos de alimento que farão parte dessa lista, mas ainda não havia deixado claro, exatamente, que categorias entrariam nesse pacote como, por exemplo, que tipo de carne, açúcar ou café terá o imposto de importação cortado.

Conforme o documento, as carnes que terão o imposto cortado são aquelas que se enquadram, exclusivamente, na categoria de “carnes desossadas de bovinos e congeladas”, ou seja, não entram carne de porco ou frango, tampouco outros cortes de carne de boi com ossos. Quanto ao café, a decisão vale para o café torrado e não torrado, não descafeinado e em grão. Ficam de fora o café descafeinado, o instantâneo e o acondicionado em cápsulas.

O milho entra na lista apenas em sua categoria de milho em grão, exceto para semeadura. A decisão inclui a categoria aberta de bolachas e biscoitos em geral. Sobre massas, vale a categoria de massas secas, como macarrão, espaguete e outras variedades que não sejam frescas, recheadas ou pré-cozidas.

Quanto ao azeite, a regra vale especificamente para o produto extra virgem. Sobre o óleo de cozinha, abrange apenas o óleo de girassol. Quanto ao açúcar, a decisão abrange apenas os tipos de açúcar cristal e demerara, excluindo o refinado.

Havia um pedido do Ministério da Pesca para que a sardinha em lata não tivesse o imposto zerado, por receio de que isso impacte a indústria nacional dos peixes enlatados. A Abipesca (Associação Brasileira das Indústrias de Pescados) chegou a afirmar que essa decisão ameaça mais de 25 mil empregos diretos e 42 mil empregos indiretos do setor.

O governo, porém, manteve a redução tarifária, sob o argumento de que a sardinha em conserva já estava na Letec (Lista de Exceção à Tarifa Externa Comum), o que significa que o Brasil já aplicava uma tarifa diferente da padrão para países do Mercosul. Agora, o governo decidiu ajustar essa tarifa de forma excepcional para zero. Portanto, as sardinhas enlatadas importadas não pagarão imposto de importação enquanto a medida estiver em vigor.

A decisão também coloca um prazo específico sobre o aumento da cota de importação de óleo de palma isenta de imposto, que saltou de 60 mil toneladas para 150 mil toneladas. Ficou decidido que essa cota valerá até o dia 31 de dezembro deste ano.

“As oscilações nos preços desses produtos impactam diretamente o poder de compra da população, tornando essencial a adoção de políticas e estratégias que favoreçam a estabilidade dos custos de produção, distribuição e comercialização”, afirmam os ministérios, no documento. “Esses produtos não apenas movimentam a economia e a indústria de alimentos, mas também desempenham um papel essencial no abastecimento e na segurança alimentar e nutricional de milhões de brasileiros que dependem de itens acessíveis para sua nutrição diária”.

Nos últimos 12 meses encerrados em janeiro, os produtos que tiveram as maiores altas de preço foram café torrado (moído), com alta acumulada de mais de 50,35%, seguido pelo óleo de soja (24,55%), carnes (21,17%) e azeite de oliva (17,24%).

“A inflação de alimentos não é um fato conjuntural, tampouco de caráter nacional. Trata-se de uma realidade mundial e no Brasil vem se manifestando há 18 anos: entre janeiro de 2007 e dezembro de 2024, o IPCA (inflação) cresceu 138,1% e o Índice de Preços de Alimentos e Bebidas (IPAB), 232,9%”, afirmam os ministérios.

Categorias específicas de cada produto com imposto de importação zerado:

– Carnes desossadas de bovinos e congeladas
– Sardinha enlatada
– Café torrado não descafeinado, café não torrado não descafeinado e em grão
– Milho em grão, exceto para semeadura
– Massas alimentícias secas, não cozidas, nem recheadas
– Bolachas e biscoitos em geral
– Azeite de oliva extra virgem
– Óleo de girassol
– Açúcar de cana não refinado, como cristal e demerara


Defesa de Oswaldo Eustáquio divulga parecer do MP espanhol a favor dele


MP da Espanha nega extradição de Oswaldo Eustáquio e desqualifica denúncia  do Brasil

Oswaldo Eustáquio está confiante em sua absolvição

Deu na Folha

A defesa de Oswaldo Eustáquio divulgou nesta quarta-feira (12) parecer do Ministério Público espanhol contra a extradição do influenciador bolsonarista. A solicitação foi enviada pelo Brasil ao país europeu a pedido do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

O advogado Ricardo Vasconcellos usou uma rede social para compartilhar o conteúdo do documento. “A vitória está perto, esse é o parecer da procuradora da Espanha Tereza Sandoval sobre a negativa para extradição de Oswaldo Eustáquio”, afirmou Vasconcellos.

LIBERDADE DE EXPRESSÃO – O texto divulgado pela defesa afirma que os delitos sob apuração no STF, de abolição violenta ao Estado democrático de Direito e golpe de Estado, não estão previstos na legislação penal da Espanha e estão “amparados na liberdade de expressão”.

O pedido para extradição de Eustáquio ao Ministério da Justiça, pasta encarregada de dar início ao andamento da solicitação, foi formalizado por Moraes em setembro do ano passado, pouco mais de um mês após o magistrado determinar à Polícia Federal que incluísse o nome do investigado na difusão vermelha da Interpol, o canal de foragidos da polícia internacional.

Moraes determinou a prisão do aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no final de 2023 por incentivar e participar de manifestações que pediam o golpe contra a posse do presidente Lula (PT).

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É impressionante como Moraes não consegue aprender com os próprios erros. Até agora não percebeu o alcance da liberdade de expressão, principal base da democracia. Todos os supostos criminosos que ele caça no exterior são considerados perseguidos políticos, mas o brilhante ministro não se manca, tenta inventar um novo modelo de democracia, que lhe seja conveniente, mas é uma bagaça que não vai dar certo. (C.N.) 


O Lixo nas Ruas: Responsabilidade do Município e da População





O Lixo nas Ruas: Responsabilidade do Município e da População

O ambiente é um bem de uso comum, um direito de todos e, ao mesmo tempo, uma responsabilidade coletiva. Dessa forma, distribuidores, comerciantes, importadores, fabricantes, o Estado, titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos, bem como cada cidadão, devem contribuir para a minimização do volume de rejeitos e resíduos sólidos, reduzindo os impactos ambientais e os riscos à saúde pública.

Quando moradores se deparam com a presença de ratos, baratas, escorpiões e mosquitos em suas residências ou imediações, a primeira reação costuma ser culpar o governo. A percepção geral é de que a prefeitura não promove a manutenção adequada das áreas públicas nem realiza a coleta do lixo de forma eficiente. Contudo, essa responsabilidade também recai sobre os próprios cidadãos, que frequentemente descartam seus resíduos de maneira inadequada, utilizando embalagens impróprias, sem o devido fechamento e fora dos horários estipulados pelo Serviço de Limpeza Urbana.

O que realmente falta é a conscientização da população sobre a forma correta de descartar lixo e entulho. Muitas pessoas negligenciam sua responsabilidade para com a saúde pública e o bem-estar coletivo, jogando lixo nas calçadas sem planejamento quanto ao momento da coleta. É comum ver terrenos baldios se transformando em verdadeiros lixões a céu aberto. Cabe ao proprietário do terreno a manutenção do espaço, mas também há relatos de que moradores de outras áreas despejam lixo clandestinamente nesses locais.

Em algumas cidades, a prefeitura disponibiliza caixas coletoras para entulhos e madeira. No entanto, a quantidade dessas unidades ainda é insuficiente, o que leva ao acúmulo rápido dos rejeitos e incentiva o descarte irregular. Uma alternativa seria a ampliação desses pontos de coleta e a inclusão de categorias específicas, como recicláveis e baterias, a fim de facilitar o manejo correto dos resíduos.

Em algumas localidades do Brasil e do mundo, existem penalidades para aqueles que descartam lixo de forma inadequada, incluindo multas para quem joga um simples papel no chão. No entanto, a implementação dessas sanções enfrenta desafios, como o alto custo para fiscalização constante. Dessa forma, a conscientização e a educação ambiental surgem como soluções mais eficazes, promovendo a responsabilidade individual e coletiva.(Sarah Benjamin Teles Menezes)

A responsabilidade estatal na gestão do lixo é inegável, considerando que o tema está diretamente ligado à saúde pública e ao meio ambiente. Cada um dos Poderes desempenha um papel específico nesse contexto: o Legislativo regulamenta as questões relativas à gestão de resíduos, o Executivo implementa políticas públicas para sua coleta e destinação, e o Judiciário atua para resolver conflitos relacionados ao tema.

Apesar da responsabilidade do poder público na gestão dos resíduos sólidos, a população também deve fazer sua parte. O meio ambiente é um bem comum, e o descarte correto do lixo é uma responsabilidade compartilhada. Somente com a colaboração entre governo e cidadãos será possível manter as cidades limpas, saudáveis e ambientalmente sustentáveis.

https://www.jusbrasil.com.br/artigos/a-responsabilidade-sobre-o-lixo


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Martagão completa 60 anos de serviços prestados à população baiana

 Martagão completa 60 anos de serviços prestados à população baiana

Há 26 anos, Andreia viveu um dos momentos mais difíceis de sua vida: seu primeiro filho precisou de uma cirurgia para retirar um cisto na cabeça. Foi no Martagão Gesteira que ela encontrou esperança, acolhimento e a chance de vê-lo crescer saudável.


O tempo passou, mas o vínculo com o Hospital nunca se desfez. Hoje, seu outro filho, Emanuel, também precisou dos cuidados do Martagão. Depois de perceber que o corpo dele estava todo inchado, veio o diagnóstico de síndrome nefrótica, uma condição que afeta os rins, causando a perda de proteínas pela urina e provocando inchaços no corpo. Desde então, ele já precisou de quatro internações para tratar as crises e receber a medicação necessária.


"Sou muito grata ao Martagão por cuidar tão bem dos meus filhos. Sei que aqui eles estão em boas mãos”, reforçou Andréia. Assim como eles, milhares de crianças e adolescentes passaram pelo Martagão nas últimas seis décadas. No hospital, que em 2025 completa 60 anos de serviços prestados à população baiana, encontraram acolhimento, assistência, tratamento e cura. Um calendário especial de eventos celebrará a data por todo o ano. 


Com 189 leitos, o Martagão, hospital idealizado pelo pediatra Álvaro Bahia, é referência no estado da Bahia, um dos maiores exclusivamente pediátricos do Norte e Nordeste, com destaque para áreas de alta complexidade como neurologia, cardiologia e oncologia. Mesmo ainda buscando o reequilíbrio dos seus contratos e credenciamentos com o Poder Público, somente em 2024, o Martagão foi responsável por mais da metade (66,7%) das cirurgias oncológicas em pacientes de 0 a 14 anos, por 47,9% dos tratamentos oncológicos; por 43,1% das cirurgias cardíacas e por 17,6% das cirurgias neurológicas no estado da Bahia. Em média, por ano, o Hospital realiza mais de 500 mil atendimentos, em 27 especialidades médicas.


No final de 2024, o Martagão obteve mais um reconhecimento da sua importância para o SUS do estado. O Hospital foi Acreditado com a certificação Nível 1 da Organização Nacional de Acreditação (ONA), que avalia aspectos como segurança do paciente e qualidade assistencial.


Valores - A trajetória deste Hospital está ligada, conta  o superintendente da Liga Álvaro Bahia (mantenedora do Martagão), Carlos Emanuel Melo, a dois aspectos principais: a adesão inegociável ao propósito da Liga e a capacidade de superação.


Acolher pacientes como o filho de Andréia só foi possível porque o Martagão nunca se afastou do propósito da entidade filantrópica que o criou. “É um propósito inegociável de cuidar da saúde da criança. Devolvê-las a suas famílias. São pacientes de todo o estado que não teriam condições de arcar com custos de tratamentos de alta complexidade, com tecnologias avançadas”, destaca o superintendente.

Mesmo com todos os desafios econômico-financeiros, enfrentados por instituições filantrópicas de todo o país, o Martagão sempre buscou cumprir um papel social importante para o SUS do estado. “O hospital decidiu, mesmo com poucos recursos, atender os pacientes mais vulneráveis socioeconômicamente e com as doenças mais graves”, ressalta Melo. 

Além do propósito, uma segunda característica importante do Martagão está relacionada, segundo o superintendente, à capacidade de superação. “Ao longo de sua história, apesar dos momentos críticos, o hospital sempre conseguiu se superar, seguir adiante, oferecer serviços que ninguém quer fazer e atender crianças e adolescentes que não encontrariam assistência, seja pela inexistência do serviço procurado ou por limitações da rede. Por essa razão, consideramos que o Martagão é um patrimônio da Bahia. É uma conquista de todos os baianos”, finaliza.

                                   Foto Divulgação - Anderson (ZAP-Jornalistas)


Saúde em Jeremoabo: O Desafio da Reconstrução


A situação da saúde em Jeremoabo tem sido um dos pontos mais delicados e desafiadores para a atual gestão municipal. O legado deixado pela administração passada impõe um cenário de grande dificuldade, com problemas estruturais, falta de recursos e um sistema de atendimento à população que se encontrava precarizado.

No entanto, é inegável que o prefeito Tista de Deda tem buscado acertar e promover mudanças que possam reverter esse quadro. Com medidas que visam a melhoria do atendimento, a ampliação dos serviços e a recuperação da infraestrutura da saúde pública, a atual gestão enfrenta um desafio que não se resolverá em curto prazo.

A herança de desmandos, caracterizada por administração negligente e por um funcionamento muitas vezes "a toque de caixa e repique de sino" para justificar interesses eleitorais, deixou marcas profundas. Consertar esses danos exigiria, no mínimo, um planejamento sólido e execução a médio e longo prazo.

Os primeiros passos já estão sendo dados, e há um esforço visível para colocar a saúde nos trilhos. A população segue atenta e esperançosa, aguardando que as promessas se traduzam em melhorias concretas. O blog segue acompanhando de perto os desdobramentos, torcendo para que as mudanças sejam efetivas e que Jeremoabo, enfim, possa contar com uma saúde digna e eficiente para todos.

No entanto, a crise não se restringe apenas à saúde. A educação e a infraestrutura também atravessam um momento de verdadeiro colapso. A situação pode ser considerada de calamidade, especialmente no setor educacional, onde o secretário de Educação tem feito o possível e o impossível para evitar prejuízos aos alunos. Um dos problemas mais alarmantes é a frota de ônibus escolares, composta por veículos sucateados e inadequados para o transporte de crianças e adolescentes. Vale ressaltar que o transporte de estudantes exige veículos apropriados, que garantam segurança e conforto, algo que claramente não tem sido uma prioridade nas gestões anteriores.

O desafio é imenso, e a reconstrução da saúde, educação e infraestrutura de Jeremoabo demandará tempo, recursos e comprometimento. O que se espera agora é que as ações da nova gestão continuem sendo firmes e eficazes, para que a população possa, finalmente, ter acesso a serviços públicos de qualidade

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