sexta-feira, novembro 10, 2023

Primeira concessionária Porsche da Bahia é inaugurada em Salvador; veja fotos

Por Manuela Meneses

Primeira concessionária Porsche da Bahia é inaugurada em Salvador; veja fotos
Fotos: André Carvalho / BN Hall

A primeira concessionária da Porsche na Bahia foi inaugurada em Salvador, conforme anunciado no segundo semestre de 2022. A cerimônia de abertura ocorreu na noite da última quinta-feira (9), contando com um elegante coquetel para convidados. Localizada na Avenida Tancredo Neves, a loja representa a 14ª unidade da marca no Brasil e a terceira na região Nordeste.

 

Clemente Faria Júnior, CEO do grupo mineiro Bamaq, responsável pela operação da concessionária no estado e também em Belo Horizonte, explicou que a escolha da data de lançamento, 9/11, carrega uma simbologia especial em referência ao icônico modelo esportivo da marca, o Porsche 911.

 

O espaço, totalmente mobiliado com itens da Alemanha, segue o padrão arquitetônico avançado da marca, denominado "Destination Porsche". O complexo possui diversas áreas, incluindo um espaço para recarga gratuita de automóveis. Na entrada, os clientes têm acesso a três dispositivos, incluindo um carregador ultrarrápido para veículos elétricos, capaz de carregar a bateria do Porsche Taycan de 5% a 80% em apenas 23 minutos.

 

Priorizando a experiência do cliente, o local oferece ambientes descontraídos, como a área de café e uma sala aberta para encontros e convivência de clientes e entusiastas.

 

Durante a coletiva de imprensa, Clemente destacou a escolha estratégica da região da capital baiana. “A gente tentou escolher um local da cidade que tivesse bastante passagem na frente da loja e também que a gente pudesse fazer test drive com os carros. Como a gente tem a Paralela aqui do lado, tem essa própria marginal de desaceleração aqui na frente da loja. Quando a gente construiu isso aqui, a gente pensou muito na experiência do cliente. Esse novo design é chamado de ‘Destination’, então é o destino, é onde o cliente vem para se encontrar, não vem apenas para comprar nem para fazer manutenção. Aqui é um lugar de lazer, para passear com a família e com os filhos”, explicou.

 


Clemente Faria Júnior.

 

Na ocasião, Peter Vogel, CEO da Porsche Brasil, mencionou um programa de expansão para aumentar o número de lojas no país, ressaltando que isso depende de condições de negócios.

 


Peter Vogel.

 

O investimento aproximado para a primeira unidade baiana foi de cerca de R$ 40 milhões. O evento contou com a presença de figuras importantes da Porsche, como Eduardo Castro, gerente regional da capital baiana; Leandro Giacon, gerente de desenvolvimento; Marcelo Rohlfs, responsável pela Divisão Automotiva, e Leandro Sabes, gerente sênior de Comunicação e Relações Públicas na Porsche Brasil.


 

Siga o @bnhall_ no Instagram e fique de olho nas principais notícias. 

 

Roberto Jefferson é absolvido em ação no TRE-SP por ter chamado ministra Cármen Lúcia de "prostituta"


Roberto Jefferson é absolvido em ação no TRE-SP por ter chamado ministra Cármen Lúcia de "prostituta"

Por Edu Mota, de Brasília

Roberto Jefferson em vídeo
Foto: Reprodução Twitter

A juíza eleitoral Débora de Oliveira Ribeiro, do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo de São Paulo (TRE-SP), emitiu sentença absolvendo o ex-deputado federal Roberto Jefferson e sua filha, a ex-deputada Cristiane Brasil, por ofenderem a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), no ano passado. Os dois se tornaram réus, no âmbito eleitoral, ao divulgarem vídeo no Twitter em que Jefferson chama a ministra de “Bruxa de Blair” e a compara a uma “prostituta”.

 

No vídeo, gravado em sua casa, Roberto Jefferson comenta o voto da ministra em julgamento em que o TSE decidiu pela desmonetização do canal no Youtube da produtora Brasil Paralelo e a proibição de veiculação do documentário ‘Quem mandou matar Jair Bolsonaro?’ até o dia 31 de outubro. Cármen Lúcia se posicionou contrária a qualquer tipo de censura, mas argumentou que a decisão teria como objetivo proteger a lisura, a higidez e a segurança do processo eleitoral.

“Fui rever o voto da Bruxa de Blair, da Cármen Lúcifer, na censura prévia à Jovem Pan, e não dá para acreditar. Lembra mesmo aquelas prostitutas, aquelas vagabundas. Ela fez pela primeira vez. Abriu mão da inconstitucionalidade pela primeira vez. Bruxa de Blair, é podre por dentro e horrorosa por fora”, disse Jefferson no vídeo publicado em outubro do ano passado na conta de Twitter da então candidata a deputada federal Cristiane Brasil.

 

Por conta do vídeo, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a volta do ex-deputado para a prisão, afirmando que ele teria cometido “repetidas violações” do regime domiciliar, entre elas, “replicar e compartilhar notícias fraudulentas que atingem a honorabilidade e a segurança do STF e de seus ministros”. Ao tentarem prender Jefferson, no dia 23 de outubro, uma semana antes do segundo turno das eleições, os policiais federais foram recebidos com tiros de fuzil e granadas na casa do ex-deputado, em Levy Gasparian, no interior do Estado do Rio de Janeiro. 

Em sua decisão, a juíza eleitoral Débora de Oliveira Ribeiro argumenta que a ministra Cármen Lúcia não se manifestou no processo, o que é fundamental para a ação penal prosseguir. Ofícios enviados ao gabinete de Cármen Lúcia não foram respondidos, segundo o TRE-SP.

 

“A não oitiva da vítima impossibilita concluir a ocorrência de tais ofensas a partir de sua perspectiva própria, ainda que evidentemente graves e absolutamente reprováveis os fatos narrados na denúncia, sem mencionar o contexto em que proferidas as ofensas, o meio em que divulgadas e as condições pessoais da vítima – porquanto só ela – e ninguém além dela – pode afirmar que se sentiu injuriada no caso concreto, ou seja, que os fatos imputados aos acusados violaram efetivamente sua honra subjetiva, embora indiscutivelmente insultosas, do ponto de vista meramente objetivo, as falas direcionadas à pessoa da Exma. Sra. Ministra”, diz a magistrada na decisão.

 

Apesar de a ministra do STF não se manifestar, o Ministério Público pediu o interrogatório dos acusados. Para o Tribunal Regional Eleitoral, no entanto, isso não seria suficiente para que fossem condenados, uma vez que a oitiva da vítima é indispensável.

 

Um ano depois de ter recebido policiais federais à bala em sua casa, Roberto Jefferson cumpre pena atualmente em um hospital, no Rio de Janeiro. Ele foi autorizado no mês de junho a ser internado no Hospital Samaratino, por conta de diversos problemas de saúde. Nesta semana, o ministro Alexandre de Moraes autorizou que o ex-deputado recebesse visitas de familiares. 

Bahia Notícias 

Milícia cresce no Rio com apoio de políticos como Bolsonaro e ex-ministra de Lula

Milícia cresce no Rio com apoio de políticos como Bolsonaro e ex-ministra de Lula

Por Camila Zarur | Folhapress

Ônibus queimado por milícia no Rio
Ônibus queimado por milícia no Rio. Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil

Pivô da mais recente crise de segurança no Rio de Janeiro, a milícia se expandiu com apoio de boa parte da classe política fluminense -seja explícito ou velado.
 

Milicianos, que dominam uma parcela relevante da região metropolitana do estado, foram elogiados e defendidos desde sua consolidação, no início dos anos 2000, por políticos de diversas vertentes. Eram apontados como solução ao tráfico de drogas, ou, ao menos, um mal menor.
 

Em contrapartida, a milícia garantia a lideranças políticas apoio eleitoral nas áreas dominadas.
 

O exemplo mais famoso é o do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que defendia os grupos paramilitares e manteve falas elogiosas até recentemente, inclusive na campanha que o levou à Presidência, em 2018.
 

O tema também atingiu neste ano o governo Lula (PT), após a Folha mostrar que o grupo político da então ministra do Turismo, a deputada federal Daniela Carneiro (União Brasil-RJ), mantinha vínculos com milicianos.
 

Os comentários elogiosos aos paramilitares eram comuns até entre os principais nomes de centro do Rio, como o prefeito Eduardo Paes (PSD) e o vereador Cesar Maia (PSDB), que governou três vezes a capital.
 

Quando concorreu pela primeira vez ao governo estadual, em 2006, Paes afirmou que a "polícia mineira", como os milicianos eram chamados, trazia "tranquilidade". A atuação da milícia, disse ele, era uma forma de recuperar a segurança.
 

"Jacarepaguá é um bairro em que a tal da polícia mineira, formada por policiais e bombeiros, trouxe tranquilidade para a população. O Morro São José Operário era um dos mais violentos desse estado e agora é um dos mais tranquilos", disse Paes à TV Globo na época.
 

Hoje, Paes já reavaliou sua declaração e disse que os termos usados foram equivocados.
 

Também em 2006, Cesar Maia, então prefeito do Rio, chamava as milícias de ADCs, autodefesas comunitárias. Ele adotava um discurso, defendido também por outros políticos, de que esses grupos criminosos eram um mal menor.
 

"Essas milícias são mais percebidas pela população e pelo próprio poder público como muito melhores do que o tráfico de drogas", disse Maia ao Globo em dezembro daquele ano.
 

O ex-prefeito abrigou em seu governo suspeitos citados na CPI das Milícias, na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio), em 2008.
 

Um deles era o comerciante Josinaldo Francisco da Cruz, conhecido como Nadinho de Rio das Pedras. No início do segundo mandato do ex-prefeito, Maia o nomeou como administrador regional do bairro.
 

Rio das Pedras é o berço da milícia carioca, e Nadinho era um líder comunitário envolvido com o poder paralelo na região. Ele se elegeu vereador em 2008, mas foi morto a tiros no ano seguinte.
 

Nos depoimentos que deu à CPI das Milícias, o vereador afirmou que foi cabo eleitoral do filho de Maia, o então deputado federal Rodrigo Maia -que, anos mais tarde, se tornaria presidente da Câmara.
 

Outro investigado na CPI que participou do governo do ex-prefeito foi o policial Epaminondas de Queiroz Medeiros Júnior, conhecido como Capitão Queiroz. O PM trabalhou na Coordenadoria Militar da prefeitura do Rio no primeiro mandato do ex-prefeito e no de seu sucessor, Luiz Paulo Conde.
 

Segundo a comissão, Queiroz assumiu a milícia de Rio das Pedras depois de Nadinho. Ele foi preso em 2020, numa operação do Ministério Público que mirou líderes do bando.
 

Procurado, Cesar Maia afirmou que "o futuro mostrou que seus comentários da época estavam equivocados". Já Rodrigo disse que nunca teve relação alguma com a milícia em seus seis mandatos como parlamentar.
 

Milícia na esquerda
 

Mesmo dentro da esquerda do Rio, que se consolidou como polo de reação à milícia, houve presença de paramilitares nos anos 2000. Na época, o PT tinha entre seus principais quadros o vereador Jorge Babu.
 

Policial civil, Babu tinha grande influência na zona oeste do Rio e se elegeu vereador em 2000 e em 2004. Em 2006, chegou a deputado estadual.
 

Dois anos depois, porém, foi citado na CPI das Milícias como chefe do grupo que atuava em Pedra de Guaratiba, na zona oeste. Ele foi denunciado pelo Ministério Público por formação de quadrilha e condenado em 2010 -o que fez com que o PT o expulsasse do partido.
 

A sigla, porém, não teve a mesma atitude com o irmão de Babu, Elton, também citado na CPI, apesar de material de campanha dele ter sido encontrado, durante uma operação policial, em imóveis ligados à facção.
 

Na época, investigadores afirmaram que o candidato tinha o apoio dos milicianos. Mas a sigla decidiu não expulsá-lo, e Elton foi eleito naquele ano e reeleito na eleição seguinte, em 2012. Ele continuou na Câmara Municipal até 2016 filiado ao PT.
 

As razões da aliança
 

Segundo o sociólogo Ignácio Cano, o controle territorial é um dos principais fatores que ligam política e milícia. Isso porque os paramilitares conseguem criar um monopólio eleitoral dentro das áreas que dominam.
 

Nessas regiões, só quem pode fazer campanha são os candidatos apoiados por milicianos. E essas áreas ficam, em geral, na zona oeste do Rio, onde há a maior concentração de eleitores.
 

"Esse é um componente muito forte que surge em meados dos anos 2000. Vários políticos se elegeram com uma votação massiva nas áreas de milícia", diz Cano. "O Rio cometeu o erro de abrir espaço para as milícias e nunca conseguiu reverter esse controle territorial."
 

O pensamento de que a milícia era um mal menor em comparação ao tráfico, como defendido pelos políticos, também encontrava eco na sociedade.
 

Milicianos diziam oferecer segurança para evitar que a comunidade fosse invadida por alguma facção. Além disso, coibiam o uso de drogas na vizinhança.
 

"Políticos, líderes comunitários e mídia que acreditaram que as milícias eram autodefesas diziam que eram movimentos populares e legítimos e que deveriam ser tolerados", afirma a cientista social Silvia Ramos.
 

Esse pensamento só mudou após jornalistas serem torturados por milicianos da favela do Batan, em maio de 2008. O caso chocou a sociedade e sua repercussão deu força para a abertura da CPI das Milícias.
 

"Foi um evento determinante. Com as investigações que se deram depois, esses grupos passaram a atuar de forma mais sigilosa. Seus líderes deixaram de ser pessoas públicas, como eram no passado. O apoio agora é mais velado", diz.
 

Ramos afirma que, em pouco tempo, se evidenciou a conduta criminosa das milícias.
 

"Era uma distorção total da hierarquia dentro de batalhões e delegacias, atividades intensa de corrupção, extorsão para cobrança de taxas de segurança e mortes. Uma dominação e demonstração de poderes maiores que os do tráfico."
 

"Erro político"
 

No mês passado, o ministro da Justiça, Flávio Dino (PSB), afirmou que um dos maiores erros políticos no Rio foi o apoio à milícia pela classe política.
 

"As milícias foram incentivadas por políticos e protegidas por políticos", disse Dino, após uma ação em represália à morte de um miliciano parar a cidade.
 

O ministro, porém, já minimizou o elo de integrantes do governo federal com milicianos, quando foi revelado que Daniela Carneiro tinha vínculos com o ex-policial militar Juracy Alves Prudêncio, o Jura, preso por chefiar uma milícia na Baixada Fluminense.
 

Na época, Dino disse que as fotos em que apareciam Daniela, seu marido, o prefeito de Belford Roxo, Waguinho, e Jura não significavam muita coisa. A então ministra se defendeu afirmando que apoio de campanha não significa compactuar com crimes.
 

Em julho, ela deixou o ministério, mas sua saída se deu muito mais por pressão do centrão, interessado em mais espaço na Esplanada, do que por um eventual desconforto do governo pelas ligações da deputada federal.

 

Desmatamento na Amazônia fica abaixo de 10 mil km² pela primeira vez desde 2018

 

Desmatamento na Amazônia fica abaixo de 10 mil km² pela primeira vez desde 2018
Foto: Arquivo / Agência Brasil

Após quatro anos consecutivos de taxas altíssimas, o desmatamento anual na Amazônia ficou abaixo de 10 mil km² pela primeira vez. De agosto de 2022 a julho de 2023, foram perdidos 9.001 km² de floresta, uma redução de 22,3% na comparação com o período anterior.
 

Os dados são do programa Prodes, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que foram divulgados nesta quinta-feira (9) e são considerados os números oficiais de desmate no país, sendo usados na definição de políticas públicas.
 

A taxa rompe o padrão estabelecido durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e representa uma vitória para o presidente Lula (PT), que tinha na pauta ambiental um dos focos da sua plataforma eleitoral.
 

Marina Silva (Rede), escolhida pelo petista para chefiar novamente MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima), foi a responsável pela criação do programa que reduziu o desmatamento de 27,8 mil km², em 2004, para a mínima histórica, de 4,6 mil km², em 2012.
 

A ministra afirmou que enfrentou neste ano uma situação mais complicada que em 2003, quando assumiu a pasta pela primeira vez. Segundo ela, o governo Bolsonaro foi leniente na região e permitiu a proliferação de uma série de crimes, como garimpo ilegal e tráfico de armas e drogas.
 

"Hoje há uma profusão de criminalidades após completo desmonte da estrutura de governança ambiental, de destruição de órgãos de comando e controle e de incentivo, inclusive, a atividades que redundavam em desmatamento", disse.
 

Ela apontou também que os dados poderiam ser melhores, mas o retrato ainda considera cinco meses da gestão Bolsonaro. O período avaliado pelo Prodes vai de agosto a julho por ser o intervalo entre as estações secas da floresta amazônica, quando o desmate é facilitado pela falta de chuvas.
 

"Conseguimos uma redução de 22% do desmatamento mesmo tendo uma 'contratação' de 6.000 km² [desmatados na Amazônia] do governo Bolsonaro", afirmou a ministra, referindo-se às taxas de agosto a dezembro de 2022, que compõem os números recém-divulgados.
 

"Desde janeiro, quando assumimos o governo, o presidente Lula assumiu o compromisso com o desmatamento zero até 2030. Grande parte desse desmatamento vem da Amazônia. Nós sabíamos que era um desafio muito grande."
 

Esta foi a maior queda percentual no índice anual de desmatamento em uma década. De 2011 para 2012, a redução tinha sido de quase 29% -no entanto, a extensão do desmate era bem menor. Em 2011, tinham sido 6.418 km² derrubados. Em 2012, o valor atingiu o mínimo histórico do Prodes, de 4.571 km².
 

Os números são divulgados em meio a uma seca histórica na Amazônia, que fez rios virarem desertos e isolou comunidades. O fenômeno é provocado pela soma de fatores como o El Niño, as mudanças climáticas, o aquecimento do Atlântico Norte e a degradação da floresta.
 

A estiagem também facilita com que as queimadas associadas ao desmatamento se espalhem. Os incêndios florestais têm deixado Manaus, a cidade mais populosa da região, cheia de fumaça por vários dias.
 

Simultaneamente, o El Niño, que intensifica e prolonga secas no Norte e Nordeste , traz mais chuvas para o Sul -como tem acontecido nos alagamentos enfrentados no Rio Grande do Sul.
 

A ministra destacou que, apesar de ser um fenômeno natural, o El Niño tem sido mais frequente e intenso.
 

"As consequências são dramáticas. Nós temos que agir no emergencial, como estamos agindo -só no estado do Amazonas já foram mais de R$ 600 milhões. Quando a gente olha para o Rio Grande do Sul, algo em torno de R$ 1 bilhão [em recursos federais]", afirmou.
 

Marina disse ainda que a agenda de adaptação climática está muito atrasada, mas que é uma das prioridades do governo.
 

"Agora, a melhor forma de enfrentar estruturalmente é continuar reduzindo a emissão de CO2, não só no Brasil, mas no mundo", ponderou. "No Brasil, a melhor forma é combatendo o desmatamento."
 

Os novos dados apresentados apontam que o desmate na Amazônia Legal caiu 40% no Amazonas, 21% no Pará, 42% em Rondônia e teve um aumento de 9% em Mato Grosso.
 

Esse último estado e outros da região Centro-Oeste já haviam apresentado alta nos crimes ambientais em outro bioma. Em setembro, houve o mais alto índice de desmatamento para o mês já registrado no cerrado.
 

Foram perdidos 679,7 km². A maior marca até então para o período era de 451,5 km², em setembro de 2018. Em relação ao mesmo mês em 2022, o crescimento foi de 149% no bioma.
 

Questionada se haveria a possibilidade de uma migração da atividade dos desmatadores do bioma amazônico para o cerrado, Marina Silva afirmou não ter indícios que apontem nesse sentido.
 

AVANÇOS E LACUNAS

Especialistas veem com otimismo os números apresentados nesta quinta, enquanto apontam também lacunas e passos que deveriam ser seguidos.
 

"A redução do desmatamento na Amazônia observado pelo Prodes, ainda que considere o último semestre de 2022, é um ótimo sinal, resultado de uma ação coordenada do governo. Ainda assim, os níveis de desmatamento continuam altos e precisamos zerar essa destruição", avaliou Mariana Napolitano, diretora de estratégia da ONG WWF-Brasil.
 

Beto Mesquita, membro da Coalizão Brasil e diretor de florestas e políticas públicas da BVRio, também destaca a atuação do Estado.
 

"A redução na taxa de desmatamento não se deu de maneira aleatória. Os dados indicam que provavelmente foram consequência de um conjunto de ações que vêm sendo tomadas pelos governos federal e estaduais, sobretudo pela articulação entre eles", disse Mesquita.
 

Ações como o cancelamento de CAR (Cadastro Ambiental Rural) em florestas públicas, a destruição de maquinário para desmate e a apreensão de gado em terras indígenas são sinais importantes das medidas de comando e controle, enumera Mesquita.
 

Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, avaliou que os números evidenciam a "diferença abissal" entre a agenda ambiental do atual governo e a de seu antecessor.
 

Astrini disse acreditar, porém, que a atuação do Congresso pode nublar as boas notícias.
 

"Não adianta a gente combater o crime ambiental no chão da floresta e fortalecer esse mesmo crime no carpete do Congresso. E é isso que está acontecendo. A bancada ruralista, que é uma bancada que historicamente atua contra as legislações ambientais, está tendo a benevolência dos negociadores do governo dentro do Congresso, em várias agendas", destacou.
 

Entre as pautas ambientalmente sensíveis que tramitam hoje na Câmara e no Senado estão propostas que mudam o processo de licenciamento, a demarcação de terras indígenas e a liberação de agrotóxicos.
 

BOAS NOVAS PARA A COP28

Os números positivos são uma boa notícia para o governo brasileiro levar à COP28, a conferência do clima da ONU (Organização das Nações Unidas), que acontece a partir de 30 de novembro em Dubai, nos Emirados Árabes. A cúpula é o principal espaço de discussão global sobre as mudanças climáticas, e o Brasil vinha sendo cobrado pelos resultados negativos sob Bolsonaro.
 

Os dados do Inpe mostram que apenas os meses de agosto a dezembro de 2022 representaram uma alta de 54% em relação aos mesmos meses do ano anterior. Por outro lado, os sete primeiros meses do governo Lula tiveram uma redução no desmatamento de 42% em relação aos mesmos meses de 2022. Os números mensais são referentes ao Deter (sistema usado para subsidiar as ações de fiscalização).
 

A efetividade do combate ao crime ambiental aumenta a força do país para cobrar demandas que considera importantes, como o cumprimento de promessas de financiamento e adoção de metas mais ousadas por países ricos.
 

"Nós não queremos ficar na inércia dos resultados já alcançados", afirmou Marina Silva. "Vamos participar da COP28 buscando mais compromissos dos países desenvolvidos."

Prefeito baiano libera venda de 20 imóveis públicos e vereador questiona lei


Por Redação

Prefeito baiano libera venda de 20 imóveis públicos e vereador questiona lei
Foto: Divulgação

Um projeto sancionado pelo prefeito de Teixeira de Freitas, no Extremo Sul, Marcelo Belitardo (União), tem causado polêmica. Enviada para a Câmara Municipal, que aprovou a proposta, a iniciativa pretende desafetar – e em consequência vender – 20 terrenos públicos, o que exclui a possibilidade de usá-los para construção de postos de saúde, escolas e praças, por exemplo.

 

Os espaços totalizam 76 mil metros quadrados. Só um deles tem 17 mil m², e outros dois, 12 mil m². Conforme o gestor, “os imóveis objeto de desafetação encontram-se em desuso, gerando custos com manutenção e limpeza”.  A medida, porém, é criticada pela oposição, como o vereador Lucas Bocão (Solidariedade), que questionou a finalidade pública da lei.

 

“Há indicativos de que seu propósito objetiva atender interesses privados, agravando, ainda mais a situação”, disse Bocão.  O edil ainda declarou que alguns dos terrenos desafetados estariam em áreas inalienáveis, o que não poderiam ser liberadas para venda. 

Dengue vai piorar no país em 2024, dizem especialistas


Por Patrícia Pasquini | Folhapress

Dengue vai piorar no país em 2024, dizem especialistas
Foto: Divulgação / Fiocruz

A cidade de São Paulo registrou, até 1º de novembro deste ano, 12.663 casos de dengue. No mesmo período de 2022, foram 11.607 –uma alta de 9%. O número de casos em 2023 já é maior do que a soma de janeiro a dezembro do ano passado, quando houve 11.920 confirmações da doença.
 

Outubro de 2023 foi o que mais somou casos novos (256), se observado o mesmo mês desde 2015.
 

Na opinião dos infectologistas Júlio Croda, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, e Carlos Magno Fortaleza, a dengue em 2024 poderá ser maior, inclusive com a ameaça de uma epidemia causada pelo sorotipo 3 —já há o encontro dele no Norte do país.
 

"Nós nunca tivemos tantos casos de dengue no período interepidêmico. O El Niño e o aumento da temperatura global vão impactar no vetor. Nós já vimos isso no inverno. O verão, o período epidêmico da doença, será bastante complicado. Poderemos ter um maior número de casos e óbitos do que tivemos ano passado", diz Croda.
 

Ele defende um plano de contingência voltado aos estados e municípios para 2024, no sentido de treinar profissionais de saúde para o atendimento a casos graves de dengue, ofertar locais para hidratação, atendimento e de organizar os fluxos de internação no período epidêmico. Segundo o infectologista, a medida é necessária principalmente no Sul do país, onde os serviços de saúde não estão acostumados com este tipo de paciente.
 

"Não tínhamos dengue no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Houve uma expansão do vetor, da sua área geográfica e da expansão da doença. E quando a gente olha a mortalidade e a letalidade por causa da dengue, essas regiões novas de transmissão da doença, no Sul do país, são regiões são mais preocupantes porque não estão acostumadas a ter essas epidemias. A população nunca foi exposta. A chance de ter casos mais graves é maior", afirma Júlio Croda.
 

Duas vacinas contra a dengue foram aprovadas para uso comercial no Brasil –Dengvaxia (Sanofi Pasteur) e Qdenga (Takeda Pharma), mas nenhuma está incorporada ao SUS (Sistema Único de Saúde).
 

A da Sanofi é para quem já teve dengue. A da Takeda não tem restrições. O imunizante está aprovado para indivíduos de 4 a 60 anos.
 

A incorporação da vacina ao SUS depende de uma análise da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde).
 

"Existe uma recomendação da OMS de introduzir essa vacina em crianças e adolescentes de 6 a 16 anos, de 1 a 2 anos antes da faixa etária onde tem maior soroprevalência. A Conitec tá muito lenta em relação a isso. A vacina não vai resolver todos os problemas relativos a essa epidemia, mas é importante a gente ter disponível mais um tipo de estratégia para a população, principalmente as crianças", esclarece.
 

"Se a Conitec recomendar a incorporação dessa vacina, o Ministério da Saúde não terá tempo hábil de fazer essa aquisição e passaremos pelo período epidêmico sem oferecer proteção a crianças e adolescentes", finaliza.
 

Até o dia 1 de novembro deste ano, segundo o Ministério da Saúde, foram registrados 1.638.563 casos de dengue no país. Mesmo faltando dois meses para o fim do ano, o número de casos em 2023 já é maior do que o do ano passado, quando foram registrados um milhão de casos. Só em 2022, foram mais de mil mortes, o ano mais letal da série histórica até então. Este ano, também já chegamos aos mil óbitos.

Mais uma semelhança que poderá ser mera coincidência.

.

 Quando o ex-prefeito Antonio Chaves que estava interino deixou o cargo, colocou todos os veículos pertencente ao municipio de Jeremoabo rodando, aptos para uso na  Praça do Forró. Esses veículos fora recebidos pelo novo gestor Deri do Paloma sem nenhuma contestação.

Passado alguns meses colocaram esses veículos num cemitério de veículos de responsabilidade da prefeitura, com isso começaram a retitar peças, pneus, dilapidaram o que puderam.

Posteriormente colocaram como sucata de ferro velho no Parque de Exposição, tudo isso impunemente em prejuizo do erário público.

O que supreendeu a todos foi que mesmo esses veículos sem uso, sem motor, sem pneus, sem baterias no final do mês apresentavam notas com consumo e valores exorbitantes de combustivel; mais um motivo para acreditar que o impossível acontece em Jeremoabo.

Corre na boca do povo, que atualmente existem quatro ambulâncias do município escondida numa residência, sem rodar por falta de reparos; porém que já começaram a retirar peças para ser mais veículos sucataedos.

O cidadão-eleitor-contribuinte pergunta: 

A quem interessa sucatear veículos em condições de uso?

A quem tem interesse em se apropriar do dinheiro público.

A sucata é um negócio lucrativo, e os veículos da prefeitura de Jeremoabo são uma fonte potencial de receita. Ao sucateá-los, os responsáveis por essa ação podem embolsar o dinheiro da venda das peças e do metal.

Qual o destino do dinheiro concernente ao leilão dos veículos?

O destino do dinheiro do leilão dos veículos da prefeitura de Jeremoabo é desconhecido. É possível que tenha sido usado para fins ilícitos, como enriquecimento ilícito ou financiamento de campanhas políticas.

O povo de Jeremoabo pode denunciar essa situação às autoridades competentes. É importante que a população se mobilize para cobrar transparência e accountability da gestão pública.

  • Entrar em contato com o Ministério Público para
  •  denunciar o caso.
  • Pedir explicações à prefeitura sobre o destino dos 
  • veículos.
  • Manifestar-se nas redes sociais e em veículos de
  •  comunicação locais.

A união da população é fundamental para que se possa

combater a corrupção e garantir que os recursos públicos

sejam utilizados de forma correta.

Em destaque

UPB defende São João com responsabilidade fiscal e combate à cartelização de cachês

  UPB defende São João com responsabilidade fiscal e combate à cartelização de cachês Por  Redação 31/01/2026 às 09:51 Foto: Divulgação O pr...

Mais visitadas