domingo, setembro 10, 2023

Passo a passo de delação como a de Cid tem busca de provas e negociação de pena; entenda


Por Folhapress

Passo a passo de delação como a de Cid tem busca de provas e negociação de pena; entenda
Foto: Lula Marques / Agência Brasil

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), manifestou na quarta-feira (6) ao Supremo Tribunal Federal a intenção de fazer um acordo de delação premiada, que pode afetar o ex-presidente e pessoas de seu entorno.
 

Cid está preso de maneira preventiva desde maio por supostamente ter inserido dados falsos em cartões de vacinação, incluindo os de Bolsonaro e sua filha. Ele também é investigado pelo vazamento de dados sigilosos sobre a urna eletrônica e por relação nos ataques golpistas do 8 de janeiro.
 

A situação do tenente-coronel se agravou em agosto, quando uma operação da Polícia Federal trouxe novos detalhes sobre a participação dele e do pai dele (o general da reserva Mauro Cesar Lourena Cid) na venda de joias presenteadas ao governo brasileiro e desviadas do acervo presidencial.
 

A proposta de delação de Cid foi feita no gabinete do ministro do STF Alexandre de Moraes, e, segundo o site G1, a polícia já aceitou firmar o acordo. A defesa de Cid pediu a liberdade provisória durante o encontro.
 

Caso sua delação seja homologada pelo STF, ele poderá ter pena reduzida ou negociar outras vantagens.
 

O acordo precisa contemplar uma série de exigências até a homologação do Supremo, quando a delação passa a ter efeito. Veja o roteiro da delação premiada:
 

DECLARAÇÃO A INSTITUIÇÕES DE CONTROLE

O colaborador, neste caso Mauro Cid, decide confirmar a culpa e apontar outras pessoas ligadas ao crime, a fim de obter benefícios, como redução da pena. O acordo, inicialmente, precisa passar pela Polícia Federal –caso de Cid– ou pelo Ministério Público Federal.
 

Para efetuar o acordo de colaboração, é preciso assinar um termo de confidencialidade.
 

A delação sempre pressupõe a indicação de outros possíveis criminosos. "A premissa de uma delação, que a difere de uma confissão, é que, além de declarar a culpa, o colaborador aponta para a cadeia criminosa do caso investigado ou de outros crimes, os participantes, coautores e mandantes", diz o advogado criminalista Alberto Zacharias Toron.

 

RODADAS DE DEPOIMENTOS
A autoridade se reúne com o colaborador para coletar depoimentos, que servem para avaliar se os elementos trazidos serão suficientes para selar um acordo.
 

A jurisprudência brasileira estabeleceu que a palavra oral não é uma prova suficiente, nem mesmo para oferecer uma denúncia a um juiz ou a um tribunal, no caso de quem possui foro.
 

O colaborador precisa apresentar elementos de corroboração externos para comprovar seu testemunho, como extratos, fatura de cartão crédito, passagens, recibos, mensagens e demais dados que ajudem a comprovar seu testemunho. A falta desses elementos derrubou, nos últimos anos, denúncias que tinham sido apresentadas no âmbito da Operação Lava Jato, investigação que mais usou esse tipo de compromisso.
 

PF E MPF AVALIAM COLABORAÇÃO

A terceira etapa é a decisão institucional sobre a utilidade das declarações do colaborador. De acordo com a Lei 12.850, que define organização criminosa e dispõe sobre a investigação criminal, cabe à PF ou ao MPF avaliar se há interesse no acordo a partir do testemunho e das provas apresentadas.
 

Caso haja interesse, o caso é formalizado e avança. Caso não haja, as informações prestadas não poderão ser usadas em hipótese alguma na investigação. Em relação a Cid, a participação é da polícia.
 

Segundo o advogado criminalista Bruno Salles, o MPF sempre contestou se a polícia teria essa capacidade, mas desde 2018 a PF tem autonomia para celebrar esses acordos, conforme decisão do STF. "No limite, quem irá propor a ação penal ao fim do processo é o MPF, que usa os elementos de prova", diz.
 

NEGOCIAÇÃO DE BENEFÍCIOS

Paralelo a isso, as autoridades negociam benefícios ao colaborador. A Lei 12.850 determina como possíveis vantagens a diminuição da pena em dois terços ou até pela imunidade.
 

Durante a Lava Jato, a força-tarefa de Curitiba passou a fazer as chamadas sanções atípicas, que são negociações que extrapolam as duas definidas em lei. O Pacote Anticrime vetou essas sanções, tais como prisão domiciliar, mas no ano passado, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) determinou em ação que elas podem ser aplicadas, de acordo com Salles.
 

As ações penais atípicas preveem mais flexibilidade no tempo de prisão e diferenciações para o regime de cumprimento da pena, que pode se tornar mais branda e vantajosa ao colaborador. "Quanto maior, mais importante for a delação do ponto de vista do desvendamento do crime, maior é a redução da pena, até chegar no limite da imunidade penal", afirma Toron.
 

Definida a vantagem e a multa indenizatória à União, o caso vai para a homologação.

 

HOMOLOGAÇÃO

Sem considerar o mérito da delação —seu conteúdo—, o juiz decide se o caso cumpre os requisitos legais. "Na homologação, a autoridade judicial não faz juízo de valor, não define se a prova é boa ou não. O juiz simplesmente verifica se a colaboração cumpre os requisitos legais. Se tudo estiver de acordo com a lei, ele homologa a colaboração e, só a partir daí, ela tem efeito", diz Helena Regina Lobo da Costa, professora de direito penal da USP.
 

Na Lava Jato, nas situações que envolviam autoridades com foro especial, a homologação ocorreu diretamente no Supremo. No caso de Cid, hoje preso por ordem da corte, a proposta foi apresentada ao gabinete de Alexandre de Moraes.
 

Após a homologação, a autoridade fatia o caso em diferentes instâncias e localidades para investigação. A polícia investiga a cadeia criminosa e o MPF, ao fim, pode propor denúncias contra os investigados, arquivar o caso ou pedir novas investigações.

Investimento de R$ 6 bilhões vai gerar energia eólica e três mil empregos na região de Gentio do Ouro


Por Redação

Investimento de R$ 6 bilhões vai gerar energia eólica e três mil empregos na região de Gentio do Ouro
Foto: Paula Fróes / GovBA

O Conjunto Eólico Serra do Assuruá, empreendimento com potencial para gerar até três mil empregos diretos e indiretos no pico das obras, está em implantação no município de Gentio do Ouro pela Engie Brasil Energia. Com investimento previsto de R$ 6 bilhões, após portaria ambiental emitida pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema), a intervenção para a construção do conjunto se encontra com avanço de 50% da supressão vegetal e topografia e 80% da fase de sondagem.

 

Visando priorizar a contratação da mão de obra local, a Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esportes (Setre), através do Serviço de Intermediação para o Trabalho (SineBahia) firmou termo de parceria com a Engie, para a realização de campanhas para o cadastramento dos trabalhadores, incluindo o fomento às Comunidades Quilombolas e de Fundo e Fecho de Pasto. O objetivo é incentivar a empregabilidade de profissionais das comunidades tradicionais e não tradicionais, da área de influência.

 

A intermediação de mão de obra local é feita pelo Posto do Sine em Gentio do Ouro que, ao identificar as vagas oferecidas pelas empresas contratadas, realiza a prospecção, análise e encaminhamento profissional para seleção.

 

Para promover a qualificação profissional e social em Gentio do Ouro, também em parceria com a Setre, a Engie apoiou a realização do Programa Qualifica Bahia, ofertando 60 vagas gratuitas para os cursos de pedreiro polivalente, armador de estrutura em concreto armado e carpinteiro. Com aulas teóricas e práticas no canteiro de obras, metade das vagas foram destinadas às mulheres. Com certificação de 120 horas, o público-alvo do curso foi formado por pessoas de baixa renda e escolaridade, vulneráveis econômica e socialmente, e sujeitas à discriminação.

 

Em relação aos impactos do Programa Qualifica Bahia em Gentio do Ouro, o gerente de Implantação do Conjunto, Paulo Muller, comentou que a Setre é um parceiro estratégico, que presta apoio fundamental nessas iniciativas. “Além dessa, outras ações estão sendo preparadas, incluindo cursos específicos para a formação de profissionais que possam também atuar na operação e manutenção dos aerogeradores, atividade que será executada ao longo de pelo menos 20 anos, reforçando o compromisso da Engie com a região”, finalizou Muller.

 

Para Paulo Muller, o empreendimento irá contribuir para a expansão da oferta de energia renovável na matriz brasileira impulsionando a transição energética, um dos pilares da atuação da ENGIE. Segundo Muller, o conjunto vai gerar empregos na região, incrementar a arrecadação no município de Gentio do Ouro e do Estado da Bahia, por meio do recolhimento de tributos gerados pela eólica. De acordo com o gerente, a implantação de projetos sociais a partir de investimento social privado já está autorizada pela Companhia.

 

O empreendimento será desenvolvido em fase única, com a capacidade instalada de 846 MW, em 24 parques eólicos com 188 aerogeradores. Inclui também 28 km de linhas transmissão que irão conectar o parque ao Sistema Interligado Nacional, permitindo o direcionamento da energia gerada no local para todo o país. A previsão é iniciar a operação comercial no segundo semestre de 2024. Com máquinas de potência de 4,5 MW e aerogeradores que chegam a 165 metros de altura, a energia gerada será direcionada para o Mercado Livre de Energia, ambiente de contratação no qual as empresas podem adquirir a energia diretamente das produtoras, além de escolher a fonte de geração.

 

Na Bahia, a companhia já opera comercialmente os Conjuntos Eólicos Umburanas, Campo Largo 1 e Campo Largo 2, nas cidades de Sento Sé e Umburanas, que juntos já ultrapassam 1 GW de potência instalada. A autorização para operação desses parques eólicos é válida até 2054. Em Gentio do Ouro, a empresa investe no quarto Conjunto Eólico do estado.

Janja é única primeira-dama a participar de sessões de cúpula do G20 na Índia

Sábado, 09/09/2023 - 13h00

Por Patricia Campos Mello | Folhapress

Janja é única primeira-dama a participar de sessões de cúpula do G20 na Índia
Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República

Janja Lula da Silva foi a única primeira-dama a acompanhar as sessões de negociações do G20, fechadas ao público e à imprensa. Cônjuges dos líderes dos outros 18 países e da União Europeia não estiveram presentes durante as discussões no centro de convenções Pragati Maidan, principal local da cúpula, em Nova Déli neste sábado (9).
 

Janja publicou no X, antigo Twitter, um comentário que explicitou sua presença nas negociações. "Segunda sessão do G20. Presidente Lula falando sobre igualdade de gênero, combate a desigualdade e contra do racismo", escreveu ela na postagem, que incluiu também uma foto de Lula de costas.
 

Com isso, a primeira-dama brasileira pulou a programação preparada pela Índia, anfitriã da cúpula, para os acompanhantes dos líderes. O grupo visitaria o Instituto Indiano de Pesquisa Agrícola, depois iria à Galeria Nacional de Arte Moderna e, à tarde, estaria livre para fazer compras em uma exibição de artesanato.
 

A Folha procurou a assessoria de Janja, mas não teve retorno.
 

À noite, ela e Lula deveriam ter participado de um jantar oferecido pelo primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, mas o casal retornou ao hotel.
 

Outro chefe de Estado, o presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, também viajou ao G20 acompanhado da esposa, Kim Keon-hee . Ela não participou, porém, das discussões da cúpula. 

“Digo sem medo: é um mau-caráter”, diz Jean Wyllys sobre Paulo Pimenta


Por Redação

“Digo sem medo: é um mau-caráter”, diz Jean Wyllys sobre Paulo Pimenta
Foto: Divulgação

O ex-deputado e ex-BBB Jean Wyllys afirmou, durante entrevista ao podcast Bee40tona, que o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Paulo Pimenta, é um "mau-caráter". A declaração ocorreu após o ministro afirmar, no mês de julho, que o presidente Lula nunca prometeu nenhum cargo ao ex-deputado.

 

“Acho que o Paulo Pimenta não acreditou que eu queria ficar na retaguarda. Ele se sentiu ameaçado e fez um processo de sabotagem em relação à minha ida para o governo.  A intenção era parecer que eu era tóxico e radioativo para o governo porque eu havia criticado Eduardo Leite”, disse Jean Wyllys. Na ocasião, o ex-deputado havia atacado o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), por sua decisão de manter as escolas cívico-militares em seu estado.

 

“Eu digo, sem medo: Paulo Pimenta é um mau-caráter. Quando isso aconteceu, eu pensei: não é isso. Se para estar no governo eu tenho que me silenciar, não posso criticar o Eduardo Leite nem apontar os equívocos do próprio Lula, eu não quero estar!”, concluiu. 

 

Aras critica acordo de Cid e diz que PGR não aceita delações feitas pela Polícia Federal

Sábado, 09/09/2023 - 21h00

Por Redação

Aras critica acordo de Cid e diz que PGR não aceita delações feitas pela Polícia Federal
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O procurador-geral da República, Augusto Aras, utilizou as redes sociais para criticar a homologação da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do então presidente Jair Bolsonaro (PL). O acordo foi homologado pelo ministro do Supremo Tribuna Federal (STF), Alexandre de Moraes, neste sábado (9) – quando também foi concedida liberdade provisória a Mauro Cid, com aplicação de medidas cautelares e uso de tornozeleira eletrônica.

 

Ao se mostrar contrário ao acordo, Aras afirmou que a PGR não pertence a ele e sim à República brasileira, sendo pautada na Constituição. “A PGR, portanto, não aceita delações conduzidas pela Polícia Federal, como aquelas de Antonio Palocci e de Sérgio Cabral, por exemplo”, escreveu no seu perfil no X – antigo Twitter.

 

O procurador-geral ainda disse que a decisão da PGR teve como base interpretação da lei, a qual aponta que a Polícia Federal não tem legitimidade para fechar um acordo de delação premiada. “O subprocurador-geral da República que se manifestou na delação de Mauro Cid apenas postula que se cumpra a lei. Ele tem independência funcional para tanto”, pontuou.

 

No entanto, essa não é a primeira delação premiada homologada pelo STF. O Supremo já fechou acordos com Palocci e Cabral. Em 2018, por exemplo, Palocci delatou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Polícia Federal após não conseguir fechar acordo com a PGR. Porém, as investigações não conseguiram provar as acusações do ex-ministro da Fazenda e sua delação foi desconsiderada.

 

 

Dino elogia PF por fechar acordo de delação que deve atingir Bolsonaro


Por Ana Gabriela Oliveira Lima e Joelmir Tavares | Folhapress

Dino elogia PF por fechar acordo de delação que deve atingir Bolsonaro
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

O ministro da Justiça, Flávio Dino, elogiou a Polícia Federal pela atuação no acordo de delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL). Em publicação nas redes sociais neste sábado (9), Dino afirmou que a instituição cumpriu a legislação ao firmar a colaboração.
 

"Minhas homenagens à equipe da Polícia Federal que atuou para o andamento da colaboração premiada do Sr. Mauro Cid. A Polícia Federal atuou com seriedade, profissionalismo e pleno atendimento à Constituição, às leis e à jurisprudência do STF", escreveu o ministro da Justiça do governo Lula.
 

A postagem foi feita pouco mais de uma hora após a notícia de que o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes homologou o acordo e concedeu ao tenente-coronel do Exército liberdade provisória, neste sábado.
 

A PF está subordinada ao Ministério da Justiça e tem autonomia em relação ao governo, mas integrantes avaliam que a corporação vem tendo relação próxima com o Palácio do Planalto. O chefe da PF é Andrei Rodrigues, que tem feito questão de manter a imagem de homem de confiança do presidente Lula.
 

Dino voltou a comentar a delação de Cid posteriormente, defendendo a legalidade do acordo e a legitimidade da PF para celebrá-lo. O ministro disse que a corporação "aplicou a lei, em consonância com a jurisprudência do STF".
 

Em momentos recentes, Dino adiantou a jornalistas novidades sobre investigações em andamento, como em entrevista coletiva em julho no caso envolvendo a morte da vereadora Marielle Franco. De acordo com a lei, somente partes de processos podem ter acesso a dados de apurações.
 

O secretário nacional de Justiça, Augusto de Arruda Botelho —que é subordinado a Dino—, também usou uma rede social para elogiar a decisão de Moraes de soltar Cid, dizendo ser "um excelente exemplo de decisão que fundamenta a atual desnecessidade da custódia antecipada".
 

Botelho, que atuou como advogado para alvos da Lava Jato, fez menção indireta aos métodos criticados da operação ao afirmar que o despacho de Moraes "cita elementos concretos e não solta —como vimos outras autoridades fazerem no passado— apenas porque houve delação".
 

O secretário era um críticos das delações na Lava Jato. Em 2013, publicou no jornal Folha de S.Paulo um artigo em que defendia o fim da aplicação do instrumento. No texto, repudiou o que considerava prisões ilegais com o intuito de forçar investigados a delatarem, "uma coação legitimada por juízes e promotores".
 

No caso de Cid, Botelho entendeu que a prisão foi corretamente substituída por medidas cautelares como o uso de tornozeleira, o cancelamento de passaportes e a apresentação periódica à Justiça.
 

Também neste sábado, em publicação em rede social, o procurador-geral Augusto Aras afirmou que a Procuradoria-Geral da República não concorda com acordos de colaboração firmados pela PF, como foi o caso do fechado pelo militar.
 

Aras ainda afirmou que o subprocurador-geral da República que se manifestou na delação de Mauro Cid apenas postula "que se cumpra a lei". O Supremo, no entanto, desde 2018 considera que as polícias têm autonomia para firmar os acordos de colaboração.
 

Mauro Cid estava preso desde maio deste ano acusado de ter adulterado o cartão de vacina de Bolsonaro e familiares.
 

Pesam sobre o militar outras acusações. Ele é suspeito de vender ilegalmente joias entregues ao governo Bolsonaro e de ter atuado no vazamento de um inquérito sigiloso sobre um ataque hacker ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), além de outros crimes.
 

Políticos governistas também comentaram a homologação da delação de Cid neste sábado. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, postou nas redes sociais que, "além de delatar, Mauro Cid ainda oferece um catálogo de temas para entregar o inelegível", em alusão a Bolsonaro, que está nessa condição.
 

Em outra postagem, Gleisi comentou: "Delação validada! É bom o inelegível Jair se preparando para responder por seus crimes".
 

A deputada Jandira Feghali (PC do B -RJ) postou: "Está chegando a hora de confirmar o que todos sabemos sobre o 8 de janeiro: Bolsonaro planejou, forneceu recursos e incentivou um golpe. Já está inelegível. Falta ser preso por todo o mal que causou".
 

A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) postou que "a casa tá caindo!", expressão também usada por Marcelo Freixo, presidente da Embratur (agência federal de promoção do turismo).
 

Nas redes sociais, bolsonaristas têm mantido silêncio quanto à homologação da delação. O foco dos aliados do ex-presidente vem sendo a viagem de Lula à Índia e sua consequente ausência no Rio Grande do Sul para tratar da tragédia que matou ao menos 41 pessoas devido à passagem de um ciclone extratropical.
 

Lula está na Índia para participar da cúpula do G20. Com sua viagem, o presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), anunciou nesta sexta-feira (8) que vai ao Rio Grande do Sul neste domingo (10) para acompanhar o caso.
 

No Instagram, a conta oficial de Jair Bolsonaro publicou stories sobre a ausência de Lula do país em meio à tragédia. Por volta das 14h, foi feita uma publicação elogiando a atuação do governo do ex-presidente na economia, sem qualquer referência à delação.
 

As contas da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também têm postado a respeito da tragédia no Sul.
 


 

 

Ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, é hostilizado ao comprar produtos orgânicos


Por Redação

Ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, é hostilizado ao comprar produtos orgânicos
Foto: José Cruz/Agência Brasil

O ex-ministro do Meio Ambiente, o deputado Ricardo Salles, foi hostilizado enquanto deixava uma loja de produtos orgânicos. No vídeo compartilhado, o homem filmando fala bem alto com o deputado que está deixando a loja após fazer suas compras.

 

“E aí, deputado Salles, tudo bem? Passou a boiada e agora veio comprar orgânico. O cara come orgânico mas quer enfiar agrotóxico no rabo do povo”, disse o homem.

 

 

O deputado deixa a loja sem dizer nada, enquanto o homem permanece filmando.

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