domingo, setembro 10, 2023

Delação de Cid tem aval do STF sob ressaca de críticas por 'tortura' na Lava Jato


Por Joelmir Tavares | Folhapress

Delação de Cid tem aval do STF sob ressaca de críticas por 'tortura' na Lava Jato
Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil

O acordo de delação do ex-ajudante de ordens Mauro Cid recebe aval do STF (Supremo Tribunal Federal) em meio a críticas recorrentes de alguns ministros a particularidades desse instrumento de colaboração.
 

A corte concentra hoje magistrados que, depois da ascensão da Lava Jato, se mostraram contrários à delação tanto em falas quanto em decisões, até o limite de comparar métodos adotados pela operação a práticas de tortura, como foi o caso do ministro Dias Toffoli. O acordo com Cid, ex-auxiliar de Jair Bolsonaro (PL), foi homologado neste sábado (9) pelo ministro Alexandre de Moraes, relator dos inquéritos que envolvem o ex-presidente.
 

Toffoli, na decisão da última semana em que declarou imprestáveis as provas oriundas dos acordos de leniência (espécie de delação premiada de pessoa jurídica) da empreiteira Odebrecht, escreveu que agentes públicos cometeram erros em série na Lava Jato.
 

Para o ministro, servidores agiram em conluio para atingir autoridades, empresas e alvos específicos. Ele também afagou o presidente Lula (PT) ao dizer que sua prisão foi uma armação.
 

Sem citar diretamente as delações, o magistrado relembrou uma declaração sua durante julgamento na Segunda Turma, na qual afirmou que membros da força-tarefa se valeram "de uma verdadeira tortura psicológica, um pau de arara do século 21, para obter 'provas' contra inocentes".
 

A expressão "pau de arara" descreve uma técnica usada pela ditadura militar (1964-1985). Nela, a pessoa fica suspensa em uma barra, com braços e pés amarrados, enquanto sofre golpes e choques elétricos, por exemplo.
 

Toffoli afirmou que centenas de acordos de leniência e delações premiadas "foram celebrados como meios ilegítimos de levar inocentes à prisão" e agora "caem por terra, dia após dia".
 

Ministros como Gilmar Mendes, Cristiano Zanin —advogado de Lula na Lava Jato e indicado por ele para o STF— e Kassio Nunes Marques também já se posicionaram contra colaborações, discordando delas no mérito ou usando como justificativa inconformidades.
 

Quando defendia o presidente, Zanin disse que "citar o nome de Lula tornou-se condição obrigatória para que réus e até condenados" obtivessem benefícios em Curitiba, com decisões judiciais muitas vezes amparadas somente em relatos.
 

Há a especulação de que o nome escolhido pelo presidente para substituir Rosa Weber —que se aposenta neste mês— seja igualmente avesso ao lava-jatismo e tenha perfil garantista, ou seja, com tendência a privilegiar os direitos individuais e a presunção de inocência nos julgamentos.
 

A delação negociada por Mauro Cid com a Polícia Federal foi ao gabinete de Moraes para homologação. Um dos aspectos analisados para aceitar ou não a cooperação é que vantagem dará às apurações. Avalia-se, por exemplo, o que o militar pode apresentar de novo e quais provas vai fornecer.
 

Cid é investigado em várias frentes e estava preso desde maio em unidade militar em Brasília. Seu pai, o general da reserva do Exército Mauro Lourena Cid, foi alvo de operação de busca e apreensão da PF no caso das joias. Sua mulher, Gabriela Cid, depôs na apuração sobre falsificação de cartões de vacina.
 

Moraes já fez manifestações favoráveis às delações, com a ressalva de que a estratégia não pode ser usada isoladamente para fundamentar sentenças sem que outras informações corroborem as afirmações. Ele prega cautela e endossa a visão de que se trata de um meio de obtenção de prova.
 

A discussão sobre a situação de Cid, em tese, só deverá envolver outros ministros em caso de intercorrência, como algum pedido de invalidação. Por ora, a responsabilidade é do relator dos inquéritos.
 

Em julho, o STF teve unanimidade em um caso relatado por Moraes que permitiu a colaboração em casos de improbidade administrativa, isto é, na esfera civil. No voto, ele cobrou obediência a certos parâmetros, como a necessidade de reunir provas que ratifiquem as palavras.
 

O entendimento foi acompanhado pelos outros nove ministros do julgamento —Toffoli, Gilmar, Kassio Nunes Marques, Rosa, Cármen Lúcia, Luís Roberto Barroso, André Mendonça, Edson Fachin e Luiz Fux.
 

Gilmar é um notório crítico da forma como a Lava Jato aplicou o instrumento. Ele se contrapôs, principalmente, a acordos homologados pelo ex-juiz Sergio Moro, que hoje é senador pela União Brasil-PR.
 

O ministro do STF também já equiparou à tortura as delações fechadas com colaboradores que somavam longos períodos de prisão. Quando vieram à tona as mensagens obtidas pelo site The Intercept Brasil expondo a proximidade entre Moro e procuradores, ele considerou que os abusos ficaram escancarados.
 

Gilmar sugeriu que membros da operação induziam presos a delatarem pessoas específicas e chegavam às raias da chantagem, ameaçando de prisão e investigação parentes dos candidatos ao acordo para deixá-los vulneráveis e, com isso, conseguirem extrair os relatos desejados.
 

"As pessoas só eram soltas, liberadas, depois de confessarem e fazerem acordo", disse o magistrado, em maio, durante sessão. "Coisa de pervertidos. Claramente se tratava de prática de tortura usando o poder do Estado."
 

No auge da Lava Jato, chegou a ser apresentada no Congresso proposta de petistas de proibir acordos com acusados presos.
 

Em 2021, o STF travou intenso debate sobre o tema ao julgar o caso do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral. Sete dos 11 ministros votaram para revogar a homologação da colaboração dele com a PF, dando razão à Procuradoria-Geral, que apontou ausência de aval do Ministério Público.
 

Kassio Nunes Marques, indicado por Bolsonaro, se alinhou na época à tese de que, além da falha de origem, a colaboração não teve eficácia. Ele também atendeu a pedido do ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli e derrubou uma multa aplicada a ele por entender que a sanção se baseou apenas em delação, "sem outras provas mínimas a corroborarem a acusação".
 

A delação também é aventada como alternativa para outros ex-auxiliares de Bolsonaro, embora com menos chances.
 

O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques, preso desde agosto por suspeitas de interferência da corporação nas eleições de 2022, refutou a hipótese por meio de sua defesa. O advogado Eduardo Simão disse que o instrumento é "para criminoso" e que seu cliente "é um herói nacional".
 

A defesa de Anderson Torres também descartou um acordo do ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, argumentando que ele pretende colaborar com as investigações da PF. Torres, que deixou o cárcere em maio, estava preso desde janeiro por suposta omissão nos ataques golpistas do dia 8.

 

Em Itapetinga: Estudante morre vítima de infarto após participar de desfile de 7 de setembro


Por Redação

Em Itapetinga: Estudante morre vítima de infarto após participar de desfile de 7 de setembro
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Nesta sexta-feira (8), um estudante de 11 anos morreu após participar do desfile de 7 de setembro, na cidade de Itapetinga. De acordo com a prefeitura do município, Davi Santos era aluno do 6° anos do Colégio Cívico-militar Otávio Camões e realizou o sonho de participar do desfile.

 

A Polícia Militar emitiu um comunicado lamentando a morte do menino. O velório aconteceu neste sábado (9). As informações são do site Achei Sudoeste, parceiro do Bahia Notícias.

 

Em nota, a prefeitura lamentou o falecimento do menino e apontou que ele “viveu a emoção de representar a sua escola em um momento de civismo e patriotismo”. No documento, a gestão de Itapetinga também se solidarizou com amigos e familiares do garoto.

Dino elogia a delação, que Dias Toffoli considera “pau-de-arara do Século XXI”

Publicado em 9 de setembro de 2023 por Tribuna da Internet

Flávio Dino falhou em tirar o Maranhão da pobreza

Flávio Dino muda de ideia como quem troca de roupa…

Ana Gabriela Oliveira Lima e Joelmir Tavares
Folha

O ministro da Justiça, Flávio Dino, elogiou a Polícia Federal pela atuação no acordo de delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL). Em publicação nas redes sociais neste sábado (9), Dino afirmou que a instituição cumpriu a legislação ao firmar a colaboração.

“Minhas homenagens à equipe da Polícia Federal que atuou para o andamento da colaboração premiada do Sr. Mauro Cid. A Polícia Federal atuou com seriedade, profissionalismo e pleno atendimento à Constituição, às leis e à jurisprudência do STF”, escreveu o ministro da Justiça do governo Lula.

RELAÇÃO PRÓXIMA – A postagem foi feita pouco mais de uma hora após a notícia de que o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes homologou o acordo e concedeu ao tenente-coronel do Exército a liberdade provisória, neste sábado.

A PF está subordinada ao Ministério da Justiça e tem autonomia em relação ao governo, mas integrantes avaliam que a corporação vem tendo relação próxima com o Palácio do Planalto. O chefe da PF é Andrei Rodrigues, que tem feito questão de manter a imagem de homem de confiança do presidente Lula.

Dino voltou a comentar a delação de Cid posteriormente, defendendo a legalidade do acordo e a legitimidade da PF para celebrá-lo. O ministro disse que a corporação “aplicou a lei, em consonância com a jurisprudência do STF”.

ACIMA DA LEI – Em momentos recentes, Dino tem se comportado acima das leis, como ocorreu quando adiantou a jornalistas novidades sobre investigações em andamento, como em entrevista coletiva em julho no caso envolvendo a morte da vereadora Marielle Franco. De acordo com a lei, somente partes de processos podem ter acesso a dados de apurações.

O secretário nacional de Justiça, Augusto de Arruda Botelho —que é subordinado a Dino —, também usou uma rede social para elogiar a decisão de Moraes de soltar Cid, dizendo ser “um excelente exemplo de decisão que fundamenta a atual desnecessidade da custódia antecipada”.

Botelho, que atuou como advogado para alvos da Lava Jato, fez menção indireta aos métodos criticados da operação ao afirmar que o despacho de Moraes “cita elementos concretos e não solta — como vimos outras autoridades fazerem no passado— apenas porque houve delação”.

ERA CONTRÁRIO… – O secretário Botelho, do grupo petista Prerrogativas, era um crítico das delações na Lava Jato. Em 2013, publicou na Folha um artigo em que defendia o fim da aplicação do instrumento. No texto, repudiou o que considerava prisões ilegais com o intuito de forçar investigados a delatarem, “uma coação legitimada por juízes e promotores”.

No caso de Cid, porém, Botelho entendeu que a prisão foi corretamente substituída por medidas cautelares como o uso de tornozeleira, o cancelamento de passaportes e a apresentação periódica à Justiça.

Também neste sábado, em publicação em rede social, o procurador-geral Augusto Aras afirmou que a Procuradoria-Geral da República não concorda com acordos de colaboração firmados pela PF. O Supremo, no entanto, desde 2018 considera que as polícias têm autonomia para firmar os acordos de colaboração.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Com esse tipo de jurista, o Brasil vai mal das pernas. Até recentemente, Dino era contra a delação premiada e até aplaudiu entusiasticamente, na quarta-feira, a decisão de Toffoli extinguindo a delação da Odebrecht. Três dias depois, muda de ideia e aparece todo pampeiro, para elogiar a delação de Mauro Cid. O mesmo fenômeno aconteceu com o advogado Augusto de Arruda Botelho, do grupo petista Perrogativas, cujos integrantes enriquecem ao defender envolvidos em corrupção. Se tropeçasse nesses falsos juristas, que mudam de ideia como quem troca de gravata, Ruy Barbosa certamente teria engulhos de vômito e pediria o balde(C.N.)

Toffoli conseguiu esculhambar também a Polícia Federal, o TRF-4, a Receita, o STJ e o próprio Supremo

Publicado em 10 de setembro de 2023 por Tribuna da Internet

Toffoli chama prisão de Lula de 'um dos maiores erros' da Justiça do país | VEJA

Toffoli estava se sentindo o máximo e fez a grande burrada

Carlos Newton

A decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao determinar na quarta-feira, dia 6, a anulação das provas do acordo de leniência da Odebrecht, homologado em 2017 na Operação Lava-Jato, foi uma verdadeira aula de Direito às avessas, que precisa ser estudada nas universidades, para que os acadêmicos jamais repitam comportamentos semelhantes.

Toffoli tem um notório currículo de pouco saber e sua reputação resume-se à conhecida amizade que dedicava a Lula da Silva e José Dirceu, quando foi advogado do PT, circunstância que foi primeira e única razão para levá-lo a ser ministro do Supremo.

EM NOME DA AMIZADE – Aquela velha amizade com Lula não existe mais e Toffoli tentou retomá-la ao conceber essa escandalosa decisão, que vai ficar marcada como a maior trapalhada jurídica da História do Brasil, incluindo Colônia e Império.

Nada disso teria acontecido se Toffoli tivesse consultado sua equipe, que analisa todos processos e recursos a ele apresentados, definindo teses e redigindo as decisões. Sua assessoria é composta de um chefe de gabinete, oito operadores de Direito (juízes auxiliares, advogados, procuradores ou defensores) e dois assistentes judiciários (também com formação superior).

Movido pela paixão política e pela necessidade de agradar Lula, que está rompido com ele desde 2018, Toffoli se meteu a redigir sozinho o importantíssimo texto. Caso recorresse à equipe, o ministro teria sido advertido sobre os erros jurídicos e processuais que estava cometendo. O texto sofreria um pente fino e não haveria motivos para tamanha reação. Mas a vaidade falou mais forte.

HOUVE BOICOTE? – Há duas hipóteses. A primeira é de que Toffoli tenha pedido à própria mulher, advogada Roberta Rangel, que fizesse a revisão do texto.

E a segunda hipótese é que tenha submetido o texto à equipe, como de praxe, para que os assessores fizessem a revisão e evitassem erros de digitação, digamos assim.

Bem, se o texto foi lido pela equipe, os auxiliares deveriam ter feito a caridade de avisar ao ministro que a decisão dele era uma tragédia anunciada. Pode até ser que tenham alertado e Toffoli nem ligou. E pode ser que não tenha havido esse aviso, os assessores simplesmente deixaram acontecer, para colocar Toffoli no seu devido lugar. 

Agora, instituições respeitadas, como a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), vêm a público  apontar os vexaminosos erros de Toffoli, que está no Supremo há quase 14 anos e não aprendeu nada, rigorosamente nada.

Em sua ignorância orbital, Toffoli nem reparou que estava esculhambando não somente a 13ª Vara de Curitiba e a Procuradoria, mas também a Polícia Federal, o TRF-4, o STJ, a Receita Federal e o próximo Supremo, que aprovou a homologação do acordo de delação da Odebrecht.

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P.S. 1 
– Toffoli foi dormir na véspera do feriadão se sentindo o máximo. Na quinta-feira, até pensou em ir ao desfile e tentar cumprimentar o ex-amigo Lula. Mas foi ler os jornais e começou a perceber que tinha cometido o maior erro de sua vida, e começou a se sentir o mínimo.

P.S. 2 – Instituições como a Associação dos Procuradores vieram a público mostrar que Toffoli não sabe o que determina a Constituição. Ordenou que a Advocacia-Geral da União e o Tribunal de Contas da União investiguem os procuradores da Lava Jato, sem que tenham competência para tanto. Nesse nível, sua decisão é um monte de asneiras, que explodiu como uma bomba dentro do Supremo. Depois voltamos com mais detalhes. (C.N.)


Fraturas da esquerda na base aliada refletem contradições da gestão de Lula

Publicado em 10 de setembro de 2023 por Tribuna da Internet

Charge do Fernando (Arquivo Google)

Bruno Boghossian
Folha

Lances políticos recentes deixaram um gosto azedo em diferentes alas da base de Lula na esquerda. Os critérios do presidente para a ocupação do Supremo e o embarque do centrão no governo desenharam fraturas no núcleo de apoio do petista.

Os episódios evidenciaram expectativas frustradas e acentuaram uma disputa por influência. Conflitos dessa natureza são comuns em grupos políticos de qualquer coloração, mas a divergência nítida de prioridades a esta altura expõe algumas particularidades deste mandato.

RACHADURAS NA BASE – A irritação de apoiadores com a nomeação de Cristiano Zanin e com os sinais de que o presidente pode deixar de lado quesitos de gênero e raça na próxima vaga do STF abriu uma das rachaduras. Aqueles que advogam pela indicação de uma mulher negra entraram em choque com aliados que defendem a independência absoluta do petista e reclamam do que seria uma pressão indevida.

No caso da reforma ministerial, a oposição se dá entre setores menos ou mais pragmáticos. Parte dos eleitores avalia que Lula precisou reduzir o espaço da esquerda no governo para montar uma aliança capaz de aprovar uma agenda social alinhada a seus princípios.

Outros entendem que o petista já sacrificou compromissos ideológicos ao se deitar com o centrão de Arthur Lira.

E LULA MUDOU… – Sempre houve divergências na esquerda, mas o quadro indica que a base social de Lula é menos coesa e tem preferências mais diversas do que em seus primeiros governos. Além disso, o petista faz um mandato com latitude mais estreita para atender às demandas de cada grupo.

A composição adversa do Congresso e os efeitos de uma eleição apertada dão tração limitada ao presidente para atropelar resistências conservadoras.

A trajetória do próprio Lula é outra dificuldade. O petista mudou nos últimos anos, mas suas convicções estão um pouco distantes da plataforma de muitos apoiadores. Para completar, tudo indica que ele resolveu permitir a si mesmo uma dose extra de personalismo em seu retorno ao poder após a prisão.

Todos os dias, um milhão de orações pela vida da menina Heloísa

Publicado em 10 de setembro de 2023 por Tribuna da Internet

Heloísa dos Santos passou por cirurgia e está internada

Pedro do Coutto

Calculo que diariamente no país, pelo menos um milhão de orações, religiosas ou não, são feitas pela vida e pela plena recuperação da menina Heloísa dos Santos Silva, três anos de idade, atingida por um tiro de fuzil disparado por uma unidade da Polícia Rodoviária Federal no Arco Metropolitano da Rodovia Presidente Dutra ao perseguir o automóvel de placa suspeita dirigido pelo seu pai, transportando a sua família.

A brutalidade do episódio é revoltante e desperta uma repulsa generalizada por se tratar de uma criança de três anos, além de contrariar o regulamento estabelecido pelo governo federal, inclusive pelo primeiro governo Lula, de que não sejam disparados tiros em automóveis que desrespeitem o sinal de parar e sim adotados outros procedimentos para a sua identificação.

ATENTADO – Os dois tiros disparados, mais um atentado contra o futuro, tiveram a intenção de matar quem estava no carro, pois não foram dirigidos aos pneus e sim penetraram pelo vidro de trás do automóvel, portanto direcionados aos que se encontravam no veículo. Não tem o menor cabimento uma ação desse tipo. Muitos desses disparos são chamados de “balas perdidas”. Perdidas, porém, foram as vidas e a integridade de todos que se encontravam nesse alvo fictício para justificar violências absurdas sem limites.

Conforme disse, é revoltante o que acontece. Balas perdidas dão pretexto a uma série de evasivas formas de não apurar as verdadeiras responsabilidades. Neste caso da menina Heloísa ficou patente e impossível de ser adotada qualquer maneira de se reduzir a responsabilidade do crime praticado. No Estado de S. Paulo, a reportagem é de Paula Ferreira.

FAROESTE   – O próprio diretor da PRF reconheceu a calamidade. Violências desse tipo têm que parar porque, caso contrário, aliás como vem acontecendo, o panorama urbano do Rio de Janeiro, incluindo a Baixada Fluminense, transforma-se num faroeste, uma terra sem lei, um espaço dominado pelo crime e suas facções em confronto. Entre os bandidos e a Polícia, vive a população sobressaltada.

O governo do Estado e a Prefeitura da Cidade do Rio divulgam publicidades comerciais na televisão apresentando tanto a Cidade quanto o Estado no caminho de uma plena recuperação. As imagens, entretanto, e as reportagens nos jornais provam exatamente o contrário.
 
LIBERDADE – No início da tarde deste sábado, as edições online de O Globo e do Estado de S. Paulo noticiaram a decisão do ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito no Supremo, concedendo a liberdade com o uso de tornozeleira eletrônica ao tenente-coronel Mauro Cid. E, ao mesmo tempo, aceitando a proposta de delação premiada feita pelo ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O Globo, a Folha de S. Paulo e o Estado de S. Paulo, em suas edições impressas de ontem, deram grande destaque à proposta de delação premiada feita pelo tenente-coronel Mauro Cid. No O Globo, reportagem de Mariana Muniz, Eduardo Gonçalves e Dimitrius Dantas. No Estado de S. Paulo, de Pepita Ortega, Fausto Macedo e Pedro Prata. Na Folha de S. Paulo, de Constança Rezende.

Todas as três convergiam para o mesmo propósito que, como se observa na decisão de Alexandre de Moraes, foi aceita pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Abre-se um novo capítulo no processo voltado contra Jair Bolsonaro. Mauro Cid, com a sua delação, tem como alvo o ex-presidente.

ATRASO –  Numa reportagem que se transformou na manchete principal da edição de ontem da Folha de S. Paulo, Joana Cunha revela que os hospitais estão a registar um atraso bilionário no pagamento por parte dos planos de saúde, matéria que deve chamar atenção dos segurados para verificar se a situação refere-se ao plano do qual participam.

Um sinal de alerta porque os planos de saúde são indispensáveis aos que pagam mensalmente por eles diante dos custos dos atendimentos hospitalares, sobretudo nos casos de emergência. Há cerca de dois anos, um conhecido meu ficou três dias internado na UTI e lhe foi apresentada uma conta de R$ 82 mil. Logo, os planos e os seguros de saúde são fundamentais.

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